Mostrando postagens com marcador Motivação. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Motivação. Mostrar todas as postagens

12 agosto, 2016

O que os brasileiros querem saber antes de escolher um novo emprego*

* Por Época Negócios

40% dos entrevistados responderam que o principal motivo pelo qual deixariam o emprego atual é a falta de perspectiva para crescer na empresa



Os brasileiros querem ouvir sobre novas oportunidades profissionais, buscam conhecer a cultura de uma possível companhia empregadora e argumentam que o principal motivo pelo qual deixariam o trabalho atual é a falta de perspectiva de crescimento. As conclusões são de uma pesquisa realizada pelo LinkedIn sobre as principais tendências globais de talentos  — que traz um recorte específico do Brasil ("2016 Brazil Talent Trends"). Na pesquisa, participaram 664 profissionais — sendo que 75% estão empregados e 215 mudaram de emprego entre fevereiro e março de 2016.

O Linkedin perguntou a eles quão dispostos estavam a mudar de emprego, o que querem saber sobre uma nova vaga ou empresa para trabalhar e, por fim, quais recursos eles utilizam na hora de trocar de emprego. Deles, 94% mostraram-se interessados em ouvir sobre novas oportunidades de trabalho.

Em comparação aos resultados globais, os brasileiros identificaram-se como mais preocupados em conhecer melhor os aspectos gerais de uma empresa potencial de trabalho. Entre eles, 70% querem informações sobre cultura e valores, 68% sobre bônus e benefícios, 59% sobre perspectivas de carreira, 59% sobre a estrutura interna da empresa e 54% sobre os locais onde a empresa têm escritório.

A pesquisa também mostra que os profissionais querem mais do que um emprego — buscam principalmente crescimento em suas carreiras. Quarenta por cento dos entrevistados brasileiros responderam que o principal motivo pelo qual deixariam o emprego atual é a falta de perspectivas para crescer na empresa. Além disso, 38% disseram que gostariam de ter mais desafios, 34% mostram-se descontentes com os bônus e compensações financeiras que recebem, 30% mostram-se infelizes com a cultura interna, e 26% dizem que se sentem infelizes por falta de reconhecimento.

Os brasileiros também são mais propensos a acompanhar uma determinada empresa após descobrirem que há uma nova vaga, de acordo com a pesquisa. Depois de ouvirem sobre a oportunidade, 38% vão atualizar o currículo e 31% procuram na internet matérias referentes à empresa.

As principais formas pelas quais os brasileiros chegam a um novo emprego é por meio de um colega em comum, que trabalha na nova empresa, ou de conexões existentes nas redes sociais — como LinkedIn e demais plataformas. Apenas 25% apontam como meio as vagas anunciadas em sites de emprego ou da própria empresa como fatores fundamentais.

05 agosto, 2016

É preciso sair da zona de conforto*

* Por Renato Balduíno

Quem aceitar sair dela pode descobrir um novo rumo de carreira, com desafios, projetos interessantes e remuneração atraente


Desemprego, recessão e crise. Palavras pesadas que roubaram a cena nos últimos tempos. As estatísticas estão aí para quem quiser conferir a precisão dos números, que não são bons, já sabemos. Mas há outras realidades, quase um mundo paralelo, onde as oportunidades existem e para agora. Um universo que atende pelo nome de interior. Quem aceitar sair da zona de conforto, que de confortável muitas vezes não tem nada além do nome, pode descobrir um novo rumo de carreira, com desafios, projetos interessantes e remuneração atraente.

O agronegócio é outro ator dessa trama. Ele responde por cerca de 25% do PIB nacional. Dos dez produtos mais exportados pelo Brasil, sete são do agronegócio. Ele foi um dos que mais contribuiu positivamente na balança comercial do país. E junto desses números, temos desafios, posições de trabalho mas, sobretudo, excelentes oportunidades. Sim, o agronegócio precisa de profissionais experientes, capazes de exercer liderança inspiradora, profissionais que ajudem a organização a alcançar os objetivos estratégicos e alavancar resultados. Cresce a região, a empresa e cresce também o indivíduo, que ganha a chance de realizar algo que agrega valor à sua história pessoal e profissional.

A saída desse labirinto passa, no entanto, por esquecer a sala ampla nas capitais e calçar botinas. Esse profissional, desejado e bem valorizado, precisa ir para próximo das operações. Seu expediente diário será provavelmente no interior de Minas Gerais, de Goiás, Mato Grosso e outros Estados, inclusive São Paulo. Lá, atrás da montanha encontra-se uma cadeira à espera desses executivos. Diretores e gerentes maduros para abraçarem um projeto de grande desafio e ajudar a equilibrar esse descompasso. Muitas grandes corporações já transferiram uma parcela significativa do seu staff para longe dos grandes centros. Raízen, Cargill, Cofco, por exemplo, já se estabeleceram em Piracicaba (SP), Uberlândia (MG) e São José do Rio Preto (SP), respectivamente.

Os desafios passam também pelo desenvolvimento das pessoas que estão fora do eixo das capitais. Como certeza elas darão um salto em suas competências quando acompanhadas por líderes preparados, que sabem compartilhar conhecimento, atuando como verdadeiros propulsores do desenvolvimento profissional.
Com certeza esse tipo de decisão envolve diferentes variáveis. Um profissional que está diante dessa oportunidade precisa, muitas vezes, ouvir a família, considerar as oportunidades de 'ganha-ganha' para todos do núcleo familiar, avaliar o projeto e suas chances de sucesso. Como essa posição soma valor à sua carreira é outro aspecto a considerar. As empresas do agronegócio também já entenderam que precisam fazer a sua parte para que essa relação tenha sucesso. Muitas têm buscado propiciar condições de atratividade para esses executivos. Posso assegurar que eles vêm se esforçando muito, sendo inovadores e flexíveis nesse sentido. Mas, diante da mudança radical que os empregos têm sofrido, o que está em jogo muitas vezes é entender esse novo caminho também como uma forma de manter-se no jogo.

Muitos acordos de trabalho hoje em dia, considerando o nível do profissional, são fechados por projetos. Isso pode não ser uma situação favorável para quem enxerga estabilidade como um atributo indispensável, mas é uma ferramenta de autogestão de carreira para quem aceita e lida bem com desafios, para quem se automotiva com o inovador e se sente seguro para ser condutor do seu próprio destino. Ao escolher esse caminho, de profissional mais independente, recomendo uma boa avaliação de suas ambições, planos futuros e empregabilidade. Nem todos querem trabalhar com contratos que têm tempo definido de começo e fim.

A chance de fazer uma nova história, enriquecedora em todos os sentidos, pode não estar exatamente onde você imagina.