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05 agosto, 2016

É preciso sair da zona de conforto*

* Por Renato Balduíno

Quem aceitar sair dela pode descobrir um novo rumo de carreira, com desafios, projetos interessantes e remuneração atraente


Desemprego, recessão e crise. Palavras pesadas que roubaram a cena nos últimos tempos. As estatísticas estão aí para quem quiser conferir a precisão dos números, que não são bons, já sabemos. Mas há outras realidades, quase um mundo paralelo, onde as oportunidades existem e para agora. Um universo que atende pelo nome de interior. Quem aceitar sair da zona de conforto, que de confortável muitas vezes não tem nada além do nome, pode descobrir um novo rumo de carreira, com desafios, projetos interessantes e remuneração atraente.

O agronegócio é outro ator dessa trama. Ele responde por cerca de 25% do PIB nacional. Dos dez produtos mais exportados pelo Brasil, sete são do agronegócio. Ele foi um dos que mais contribuiu positivamente na balança comercial do país. E junto desses números, temos desafios, posições de trabalho mas, sobretudo, excelentes oportunidades. Sim, o agronegócio precisa de profissionais experientes, capazes de exercer liderança inspiradora, profissionais que ajudem a organização a alcançar os objetivos estratégicos e alavancar resultados. Cresce a região, a empresa e cresce também o indivíduo, que ganha a chance de realizar algo que agrega valor à sua história pessoal e profissional.

A saída desse labirinto passa, no entanto, por esquecer a sala ampla nas capitais e calçar botinas. Esse profissional, desejado e bem valorizado, precisa ir para próximo das operações. Seu expediente diário será provavelmente no interior de Minas Gerais, de Goiás, Mato Grosso e outros Estados, inclusive São Paulo. Lá, atrás da montanha encontra-se uma cadeira à espera desses executivos. Diretores e gerentes maduros para abraçarem um projeto de grande desafio e ajudar a equilibrar esse descompasso. Muitas grandes corporações já transferiram uma parcela significativa do seu staff para longe dos grandes centros. Raízen, Cargill, Cofco, por exemplo, já se estabeleceram em Piracicaba (SP), Uberlândia (MG) e São José do Rio Preto (SP), respectivamente.

Os desafios passam também pelo desenvolvimento das pessoas que estão fora do eixo das capitais. Como certeza elas darão um salto em suas competências quando acompanhadas por líderes preparados, que sabem compartilhar conhecimento, atuando como verdadeiros propulsores do desenvolvimento profissional.
Com certeza esse tipo de decisão envolve diferentes variáveis. Um profissional que está diante dessa oportunidade precisa, muitas vezes, ouvir a família, considerar as oportunidades de 'ganha-ganha' para todos do núcleo familiar, avaliar o projeto e suas chances de sucesso. Como essa posição soma valor à sua carreira é outro aspecto a considerar. As empresas do agronegócio também já entenderam que precisam fazer a sua parte para que essa relação tenha sucesso. Muitas têm buscado propiciar condições de atratividade para esses executivos. Posso assegurar que eles vêm se esforçando muito, sendo inovadores e flexíveis nesse sentido. Mas, diante da mudança radical que os empregos têm sofrido, o que está em jogo muitas vezes é entender esse novo caminho também como uma forma de manter-se no jogo.

Muitos acordos de trabalho hoje em dia, considerando o nível do profissional, são fechados por projetos. Isso pode não ser uma situação favorável para quem enxerga estabilidade como um atributo indispensável, mas é uma ferramenta de autogestão de carreira para quem aceita e lida bem com desafios, para quem se automotiva com o inovador e se sente seguro para ser condutor do seu próprio destino. Ao escolher esse caminho, de profissional mais independente, recomendo uma boa avaliação de suas ambições, planos futuros e empregabilidade. Nem todos querem trabalhar com contratos que têm tempo definido de começo e fim.

A chance de fazer uma nova história, enriquecedora em todos os sentidos, pode não estar exatamente onde você imagina.

05 julho, 2016

BOM DIA!

Jamais deixe de acreditar nos seus sonhos! Jamais deixe de investir em você. Você é o maior bem que você poderia ter!






13 junho, 2016

RH: INOVANDO NO JEITO DE ENSINAR, TRANSFORMANDO PESSOAS!

Certo dia, você entra em determinada sala de aula e encontra novos alunos, ainda tímidos e perdidos... mas como bom profissional de RH, nosso papel é inspirar e transformar pessoas, por meio de conteúdos de qualidade e aspectos comportamentais. Falar de Gestão de RH, envolve preparar bem estes alunos não só para o mercado, mas também para a vida.

Assim, concluímos o primeiro semestre deles na faculdade. E que venham novas e novas histórias para se contar e novos desafios a se conquistar!


19 abril, 2016

A IMPORTÂNCIA DE UM BOM MESTRE

Na nossa vida, em cada etapa, diversos mestres nos são apresentados e têm um papel crucial na nossa formação. Logo ao nascer, os nossos pais e avós assumem o papel orientador, nos incentivando a dar os primeiros passos e a balbuciar as primeiras palavras. Eles orientam a nossa vida, nosso caráter e estipulam o "modus operandi" de uma casa e uma família.

Além disso, precisamos ter novas visões e entram em cena novos mestres: o melhor amigo, que aconselha sobre algumas decisões importantes que tomaremos, o professor do futebol, que estimula o trabalho em equipe, a disciplina, o comprometimento coletivo como resultado, os professores da escola que nos dão a base fundamental do saber, são exemplos de mestres que se fazem presentes na nossa formação.

Porém, poucos valorizam os mestres organizacionais, que são aqueles que te motivam, incentivam e orientam em busca do crescimento contínuo e do atingimento das metas empresariais. Esses mestres, geralmente chefes, líderes, gerentes, são fundamentais para a nossa formação técnica. Sem eles, por muito, pularemos de empresa em empresa, sem um objetivo claro definido, aceitando qualquer papel, sem ter algo em troca que valha realmente a pena.

Na minha vida profissional, tive alguns mestres organizacionais que me inspiraram e ajudaram a formar o jeito como eu iria atuar nas organizações. O primeiro deles, vejam só, coincidiu justamente no meu primeiro emprego, numa pequena loja de discos e CDs de bairro. O aprendizado com o casal de donos foi tão grande e aconteceu de uma forma tão serena e comprometida, que acabei, muito por conta deste momento, prestando meu vestibular e escolhendo fazer Administração de Empresas. Já formado pude trabalhar numa Consultoria, onde pude aprender com o seu principal sócio a importância de fazer com qualidade, comprometimento e, acima de tudo, aprender sempre. A cada novo cliente, um novo aprendizado. Uma nova experiência.

Além destes, os mestres de casa, professores, me mostraram que sair da mesmice, com conteúdo, é fundamental para se destacar numa vida acadêmica. Além deles, vários outros mestres que cruzaram o meu caminho, influenciaram meu estilo de ser, de lecionar e de conviver com os alunos.

Assim, a cada etapa da sua vida, valorize o seu mestre, aquela pessoa que te inspira a ser uma pessoa melhor.

Foto: Michelle Salles

08 abril, 2016

VIVENDO PELA FELICIDADE

Certa noite numa das minhas aulas, uma aluna me questionou sobre eu ser professor. Com tanto conhecimento que você possui, disse ela, você deveria trabalhar em uma multinacional, ganhar dinheiro, não depender tanto das aulas.

Com um leve sorriso, respondi que ganhar dinheiro é bom (afinal, quem não tem conta pra pagar?), mas nada é melhor do que ter a felicidade no que se faz, independente do valor monetário que se ganha. E assim, continuei a aula.

Nesta mesma noite, curioso com essa pergunta, me deixei levar pelos pensamentos e pelas lembranças de um passado não muito distante. O frio mundo corporativo, com suas fragilidades em torno do poder, de um cargo, de um pseudo status, me deixaram arrepiado. E, lá com meus botões, cheguei a conclusão: eu não faço parte deste mundo.



Em um mundo, cada vez mais individualista e impessoal...estar em contato com pessoas que você pode inspirar e transformar, é uma oportunidade fenomenal de aprender e de trocar experiências. Exercer a criatividade, não se limitando às paredes de uma sala de aula ou de um ambiente controlável, exercita nossa capacidade de conduzir alunos a novos patamares.

Agora, pare e pense. 

Na sua vida, você gostaria de ficar refém das regras e dos paradigmas antigos. Engessando o seu crescimento e limitando o seu conhecimento, pura e simplesmente por causa do dinheiro? Ou você prefere viver com sorrisos, sonhando e inspirando de modo a transformar pessoas e ainda assim, ser remunerado por isso?

Eu escolhi seguir o caminho da FELICIDADE.