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09 setembro, 2016

ADMINISTRADOR DE EMPRESAS, SIM!

Cada vez mais ciente das novas exigências do mundo, o Administrador de empresas tem como finalidade Planejar o futuro organizacional, adequando os recursos necessários às necessidades da empresa. Além disso, cabe a ele alocar os melhores profissionais para desempenhar as melhores funções de acordo com o seu perfil.

Pode parecer complexo, mas o Administrador de Empresas tem a competência de transformar grupos em equipes, sonhos em realidades. Por conta disso, escolhi ser Administrador de empresas.

No 51º ano de regulamentação da nossa profissão, o que me vem a cabeça são todos os conceitos que aprendi lá na faculdade, a forma como o mundo se transformou e como eu aplico os mesmos conceitos hoje, para uma geração com gostos e interesses completamente distintos.

Posso dizer, com orgulho, que Administrar empresas e pessoas, é um dom. E este dom deve ser compartilhado com todos que também desejam trabalhar, realizar, inspirar e transformar, assim como eu.

À todos os Administradores de Empresas que foram meus alunos e os meus alunos, que serão os próximos administradores de empresas, minha felicitação pelo nosso dia!


Juramento do Administrador de Empresas

23 julho, 2016

O que aprendemos com os modelos de gestão da Google, Netflix e Dell*

* Por Endeavor Brasil

Modelo de negócio pode até se parecer com modelo de gestão, mas os conceitos são bem diferentes. Veja as lições que aprendemos com a Netflix, Google e Dell.


Vamos começar esclarecendo uma dúvida muito comum: a diferença entre modelo de negócio e modelo de gestão. Por mais que muitos pensem que um é sinônimo do outro, os dois temas são conceitos são bem distintos.

O modelo de negócio está relacionado a estratégia da empresa, como o preço ela vai colocar no mercado, que segmento de cliente ela vai focar, qual canal utilizar, etc. O modelo de gestão é a aplicação do modelo de negócio no dia a dia. Ou seja, qual a cultura da empresa, os relatórios, indicadores, frequência de reunião.

BASTA LEMBRAR QUE UM MODELO DE GESTÃO COLOCA EM PRÁTICA O SEU MODELO DE NEGÓCIO.

Por mais que cada empresa tenha um modelo de gestão, algumas lições são comuns a todas. Analisando a Dell, Google e Netflix, separamos 3 grandes aprendizados para você:


  • Adaptar para crescer


Em primeiro lugar, na hora de escolher um modelo de gestão, você precisa pensar em como ele pode te ajudar a atingir os objetivos da empresa. E, claro, se ao longo dos anos, o mercado mudar e você precisar adaptar sua gestão, não se preocupe, isso é totalmente normal. Aliás, a Netflix é mestre em adaptação!

No começo, a empresa entregava DVDs. Depois de um tempo, ela entendeu que deveria começar a adquirir seus consumidores pela internet e fazer a entrega de vídeo por streaming. Em outras palavras, a Netflix analisou o mercado e entendeu que seu modelo de negócio e, consequentemente gestão, já não fazia mais sentido.

DEPOIS DISSO, A EMPRESA DEIXOU A LOGÍSTICA DE LADO E FOCOU SEUS ESFORÇOS NA MINERAÇÃO DE DADOS.

Eles perceberam que a distribuição física estava dando seus últimos sinais de vida e, rapidamente, mudaram a sua estratégia. Claro, isso não foi tão simples. Nesse caminho, eles enfrentaram dificuldades, tiveram problemas na valorização do seu serviço, mas, independente disso tudo, a marca se reinventou e hoje é um case de negócio que entendeu os sinais do mercado e saiu na frente dos concorrentes.

Além da Netflix, podemos citar outros exemplos como a Google a Microsoft, empresas de tecnologia que tiveram seus perfis de atuação moldados ao longo dos anos. Independente das mudanças que a empresa vai implementar, é importante nunca esquecer que essa tomada de decisão deve ser baseada nos valores e missão que guia o negócio. Por exemplo, na Dell, um conceito chave da cultura da empresa é a meritocracia.

Luis Gonçalves, diretor geral da Dell, conta que se um dia o mercado se transformar e exigir uma adaptação da empresa, o primeiro passo seria olhar para o DNA do negócio e entender o que deve ou não ser alterado. Quanto mais claro esses aspectos forem para o empreendedor, mais fácil será a mudança.


  • Contratando gente boa


Para se destacar no mercado, além da mudança no serviço, a Netflix se tornou uma expert em dados. Foi isso que possibilitou os excelentes níveis de recomendação de filmes e séries com base no histórico do que cada cliente assistiu nos últimos meses. Foi com base nesses dados que ela também conseguiu prever, antes mesmo de lançar a série, que House Of Cards seria um sucesso total.

E como ela conseguiu tudo isso? Selecionando as pessoas certas para a fase que a empresa estava vivendo. A empresa começou a trabalhar cada vez mais com dados, não só olhando e analisando cada informação, mas também tirando insights do que fazer com tudo aquilo que tinham em mãos. Para que todo esse trabalho pudesse ser feito, a Netflix começou a sua procura por pessoas que entendessem muito de mineração de dados e análise comportamental.

O processo de contratação influencia tanto no futuro da empresa que até alguns anos atrás, os fundadores da Google entrevistavam todos os seus colaboradores. Fazer um bom screeaning, uma lista de talentos, conversar as melhores pessoas do seu time e avaliá-las pode mudar a direção do seu negócio. E de onde eles pegavam esses talentos?

Essa resposta é mais simples do que você pensa. Vamos pegar a Netflix. Ela compete, em muitos aspectos, com a Google. Ou seja, muito provavelmente os funcionários da Google seriam ótimos colaboradores para a Netflix. E o que ela fez com essa informação? Transformou o seu ambiente de trabalho em algo que remetesse o que era feito no Google, mas sem perder seus valores.

QUANDO VOCÊ COMEÇA CERTO, O FUTURO DA EMPRESA É BEM MAIS GARANTIDO.

É claro, você também tem que estar aberto a fazer mudanças e evoluir alguns processos na empresa. Agora, o que você não pode fazer é ficar mudando, toda hora, sua forma de gestão, isso cria um ambiente instável tanto para os seus colaboradores como para seus clientes.


  • Cuidado com o modismo


A gestão sem hierarquia que é utilizada pela Zappos e Netflix está muito em alta. Cada vez mais empresas querem mergulhar nessa tal holocracia, buscando mais liberdade e autonomia para a empresa, mas é preciso cuidado. Nem toda a empresa consegue se adaptar a esse modelo de gestão, na verdade, em alguns casos, o que acontece é um verdadeiro caos.

O TEMA É TÃO RELEVANTE QUE A GOOGLE REALIZOU UM TESTE PARA VER SE ESSE MODELO ERA MESMO TÃO EFICIENTE ASSIM.

A empresa separou 2 grupos de engenheiros, sendo que um tinha a figura do líder e uma hierarquia mais clara e o outro atuava como preferia, sem cargos definidos.  Cada grupo trabalhou por um determinado tempo e depois a Google comparou os resultados do modelo sem hierarquia versus o tradicional. O que aconteceu foi que o grupo tinha um líder trouxe mais resultados do que aquele sem hierarquia.

Não estamos falando que esse modelo é ruim, mas sim que existem vantagens e desvantagens. Essa gestão dá mais liberdade aos colaboradores, mas também aumenta o risco de cada um agir por conta própria e o resultado de um projeto sair um Frankstein. Por outro lado, o modelo tradicional, com um gestor ou líder, ajuda muito no desenvolvimento de pessoas.

Por isso, se você acha que a sua empresa está pronta para abraçar um modelo de gestão sem hierarquia, como a Zappos e a Vagas.com, uma boa dica é verificar as dificuldades de implementação a médio e longo prazo. Outro ponto é pensar como você vai compensar o seu processo de gestão e feedback, já que não terá uma pessoa olhando especificamente para isso. Por fim, é importante definir como será a sua comunicação, já que vai ser difícil juntar todos em torno de um mesmo objetivo. Em outras palavras: procure o equilíbrio na empresa.

O modelo de gestão da empresa é como o coração do nosso corpo, se ele para de funcionar, o negócio morre em pouco tempo.

20 julho, 2016

TEORIAS DA ADMINISTRAÇÃO: CIENTÍFICA E CLÁSSICA

Vídeo abordando as Teorias da Administração de um jeito diferente... Taylor e Fayol, nas Escolas Científica e Clássica, com Direito ao POC3 (Planejar, Organizar, Comandar, Coordenar e Controlar) e muita correria!

30 junho, 2016

Valores nas empresas: muito além dos bons salários e promoções

* Por Wilson Bremer Cerqueira

Quando se fala em valores, é exatamente o que a palavra ostenta na prática: relações respeitosas, gestores próximos dos colaboradores e vice-versa


A satisfação pessoal no trabalho sempre esteve associada a imaginários como bom salário, estabilidade, políticas de promoção e status. A companhia tem papel relevante nesses assuntos, é verdade, mas num mundo de rápidas transformações, não é só isso que deve continuar sendo levado em conta hoje. Empresas já começam a notar a necessidade de estabelecer novos horizontes para motivar seu pessoal e evitar a perda de bons colaboradores. No Brasil, trata-se de tema que, aos poucos, passa a integrar as agendas das áreas de recrutamento. As companhias precisam se preparar para construir e praticar, com base em uma espécie de carta de princípios, uma série de valores que faça o colaborador identificar-se com a empresa, criando no profissional um interesse natural de longa relação com aquele local de trabalho.

Quando se fala em valores, é exatamente o que a palavra ostenta na prática: relações respeitosas, gestores próximos dos colaboradores e vice-versa, clareza na comunicação e na transmissão de responsabilidades, chance de apresentar críticas e sugestões, trabalho em equipe, engajamento em causas comunitárias, entre outras situações que sirvam de combustível para impulsionar a dinâmica sempre motivadora das relações de trabalho e convivência por parte de todos.

Sensibilizado ao estar inserido numa realidade baseada em valores autênticos que ajudam a empresa a funcionar bem, o colaborador cria para si a sensação natural de pertencimento e de fazer a diferença, além de desenvolver meios que o façam pensar a fundo se deve mesmo aceitar um eventual convite de outra companhia. Nesse sentido, o grande desafio da área de Recursos Humanos é buscar colaboradores alinhados aos valores que a empresa encara como um patrimônio vital de sua existência. Quando você traz uma pessoa que tem valores diferentes daqueles que a empresa prega, provavelmente essa relação não será duradoura.

Um Código de Conduta claro e efetivo pode auxiliar - e muito - nesse processo de incentivar e despertar o colaborador para os valores da empresa. No momento em que se planeja contratar alguém engajado com esses valores, a probabilidade final do resultado positivo que este colaborador irá devolver é muito maior. O profissional conseguirá chegar à conclusão que o trabalho é o meio e tem um valor muito maior que o próprio resultado. Quando trabalha em uma empresa alinhada com os seus valores, o colaborador sente que está inserido em um contexto que compartilha da sua visão de mundo. Ele pactua com aquilo que está sendo feito como algo muito maior e impactante para a empresa e para si.

17 junho, 2016

ENFIM, FORMADOS!

Alguns vão dizer que foi o último, porém, eu digo que será o primeiro dia de uma nova vida. Vocês estão acabando uma faculdade e estão ingressando noutra escola, a Faculdade da Vida, onde a concorrência é pior que as provas, o relacionamento é mais difícil com os clientes e não temos muitas vezes a quem pedir ajuda. 

Porém, nada impede vocês de atingirem o sucesso que buscam! 

Corram atrás das oportunidades e façam sempre aquilo que gostam e desejam. Façam dos conhecimentos adquiridos a diferença para vocês e para as organizações! 

Enfim, sejam muito felizes! Estarei sempre na torcida por vocês! 


07 junho, 2016

Como ser inovador e prever tendências de sucesso*

* Por Alessandro Berio

Ainda que ninguém tenha superpoderes para adivinhar qual será a próxima moda, existem algumas estratégias que podem ser tomadas para aprimorar essa habilidade



Inovar deixou de ser um diferencial e hoje é um pré-requisito principalmente para quem está abrindo um novo negócio. Em um mundo onde as mudanças são constantes e a concorrência é grande, a necessidade de estar um passo à frente é cada vez maior. Nesse sentido, se diferencia aquele profissional que consegue prever tendências e antecipar que tipo de novidades o consumidor está esperando.

Ainda que ninguém tenha superpoderes para adivinhar qual será a próxima moda, existem algumas estratégias que podem ser tomadas para aprimorar essa habilidade. Apesar do paradoxo, o grande segredo para identificar o que há no futuro é estudar o passado e, principalmente, o presente. Isso porque pode existir um padrão que seja replicável ao futuro.

Assim, quem deseja adquirir essa habilidade precisa estar totalmente antenado no que está acontecendo no seu mercado, entender o que é possível fazer dentro daquele nicho que ainda não foi feito. Aliás, não basta apenas enxergar o momento, é preciso compreender porque as coisas estão como estão e que fatos anteriores justificam o presente.

Só assim será possível encontrar soluções realmente criativas, que tragam um benefício tangível e resolvam um problema real na vida das pessoas. Como exposto no livro clássico sobre o assunto, "The Innovator's Dilemma" de Clayton Christensen, não basta para um iniciante num mercado maduro trazer uma inovação pequena como diferencial. Para competir com os players estabelecidos, a startup tem que trazer uma inovação dez vezes melhor do que o que já existe. Os exemplos clássicos são os CD X MP3, telefones X celulares, livrarias X Amazon e mais recentemente taxis X Uber's ou hotéis X AirBnb.

Se colocar no lugar do cliente é outro exercício fundamental para antecipar tendências. Por mais que pareça simples, são poucos que conseguem ter esse poder de empatia. Não se trata apenas de imaginar o que as pessoas querem, mas desprover-se das suas certezas, fazer pesquisas de mercado e, principalmente, ouvir o consumidor. Neste sentido, a inovação também é um processo de experimentação e iteração. É preciso desbravar e arriscar para descobrir e conhecer novas experiências de usuários. Isso normalmente toma muito tempo e recursos.

Ser extremamente incomodado é outro passo importante para criar inovação. Quem nunca está satisfeito com o próprio produto ou serviço tende a querer sempre aprimorá-lo e, com isso, identifica possíveis melhorias antes mesmo de chegar uma demanda ou reclamação de seus clientes.

No entanto, de nada adianta enxergar onde estão as oportunidades e não saber o que fazer com essa informação. É preciso ter agilidade e precisão para transformar grandes insights em realidade. Se prever o próximo passo não é nada fácil, dar esse passo sem se desequilibrar é ainda mais complicado.

Ainda assim, é um desafio que vale à pena ser perseguido. Hoje, as empresas realmente inovadoras não são as que seguem tendências, mas as que criam novas propostas de valor e por isso se diferenciam e viram referências. Lembre-se que a inovação pode vir fora de seu mercado de atuação, seja na arte, no dia a dia, nas conversas, ou até nas observações dos problemas alheios. Portanto, vale à pena abrir os olhos, se questionar e estudar a fundo o mundo a sua volta. Quem sabe você não possa propor a próxima tendência do mercado?

09 setembro, 2015

EU SOU ADMINISTRADOR!

Muitos me perguntam porque Administração? Uma profissão tão nobre, que muito se desvalorizou no decorrer do tempo, afinal, faz administração quem não sabe o que fazer.

Mas Administração não é para quem não sabe o que fazer é sim para aqueles que pensam e enxergam o mundo de uma forma diferente. É pela e na Administração que vemos como o mundo pode ser analisado sob diferentes aspectos.

Administração não é só Planejar, Organizar, Dirigir e Controlar. Administração vai muito além de Taylor, Fayol, Maslow, Webber, Mayo, Drucker, Roque e o POC3... Administração é a alma da organização, é o que faz a roda girar e a empresa lucrar.

Pode parecer utopia, mas por ser generalista a nossa atuação pode acontecer de todas as formas, jeitos e com um toque de pessoalidade que poucas outras profissões podem oferecer. E isso eu aprendi em 4 anos na primeira escola de Administração do Brasil, a ESAN, onde me formei com muito orgulho.

Fazemos 50 anos de profissão regulamentada, com muitas histórias e muito a conquistar, tanto no quesito pessoal, quanto no profissional. Assim como marketing é tudo, o Administrador é o agente da ação, entre o impossível com o imaginado. Do intangível, para o realizado.

Feliz dia do Administrador de Empresas,

Adm. Augusto Roque