* Por Administradores.com
Em tempos de crise, as empresas necessitam extrair o máximo do potencial de seus funcionários para se manterem competitivas no mercado e alcançarem os resultados almejados
Toda empresa precisa de um time de funcionários que a represente, que acredite em seus produtos e que queira construir um futuro em conjunto. Porém, a situação adversa da economia em nosso país vem dificultando o desenvolvimento das empresas, levando em muitos casos as mesmas a fecharem as portas. Esse cenário faz com que grande parte das Organizações diminua ou corte por completo os investimentos em seus colaboradores, proporcionando desmotivação e insegurança de todo o quadro de funcionários. Para que isso não aconteça é necessária uma nova visão estratégica das empresas em relação aos investimentos em seu capital humano, para reverter esse cenário e retornar a sua curva de crescimento.
Portanto, o ideal é que as Organizações criem uma equipe de colaboradores que vista a camisa da empresa, que saibam lidar com as adversidades, no atendimento ao cliente, que estejam motivados a gerar resultados positivos e, em contrapartida, consigam mais retornos financeiros, tanto para a empresa como para os colaboradores.
A Organização deve criar estímulos para que seus funcionários encarem este desafio, elevando o nível de participação e comprometimento, aumentando assim, o desempenho de cada um através da ampliação de consciência dos pontos fortes e pontos a serem desenvolvidos. O perfil desta equipe, deve ter o mesmo foco da empresa: o crescimento conjunto e é no momento de crise, que este crescimento acontece.
A psicóloga, Master Coach e Consultora de RH Elisângela Lima desenvolve o Assessment Coaching, um processo que possibilita descrever tendências comportamentais, identificando formas de buscar oportunidades de trabalhar o máximo do potencial pessoal e profissional e, como consequência, atingir maiores e melhores resultados para a empresa. Neste processo, cria-se um Plano de Desenvolvimento Individual (PDI) e um Plano de Desenvolvimento Geral (PDG).
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29 julho, 2016
01 julho, 2016
Vamos reconhecer o seu valor?*
* Por Marcio Zeppelini
Charles Plumb era um piloto de caça dos EUA e serviu na guerra do Vietnã. Depois de muitas missões de combate, seu avião foi derrubado por um míssil. Plumb saltou de paraquedas, foi capturado e passou seis anos numa prisão norte-vietnamita.
Ao retornar aos Estados Unidos, passou a dar palestras relatando sua odisseia e o que aprendera na prisão. Certo dia, num restaurante, foi saudado por um homem:
- Olá, você é Charles Plumb, era piloto no Vietnã e foi derrubado, não é mesmo?
- Sim... já assistiu uma de minhas palestras? - perguntou Plumb.
- Não, não... Era eu quem dobrava o seu pára-quedas. Parece que funcionou bem, não é verdade?
Plumb quase se afogou de surpresa e, com muita gratidão, respondeu:
-Claro que funcionou, caso contrário eu não estaria aqui hoje!
Ao ficar sozinho naquela noite, Plumb não conseguia dormir, pensando e perguntando-se: “Quantas vezes vi esse homem no porta-aviões e nunca lhe disse 'Bom Dia'? Eu era um piloto arrogante, e ele, um simples marinheiro.”
Pensou também nas horas que o marinheiro passou humildemente no barco enrolando os fios de seda de vários pára-quedas, tendo em suas mãos a vida de alguém que não conhecia.
Agora, Plumb inicia suas palestras perguntando à sua plateia: "Quem dobrou seu paraquedas hoje?"
Reconheça a sua importância
Em um time de futebol profissional, 11 atletas não ganham jogo algum. Apesar de imprescindíveis, goleiro, zagueiro, atacantes... eles não jogam sozinhos.
É necessário ter um bom técnico, um preparador físico experiente, massagista, roupeiro... O motorista do ônibus, o cozinheiro que prepara as refeições dos atletas... e por aí vai!
Cada pessoa tem sua importância dentro de uma organização empresarial, social, esportiva ou familiar. É necessário reconhecer a importância de cada um dentro do sistema.
E para que as pessoas passem a respeitar seu trabalho e reconhecer sua importância, é necessário que, antes, aconteça algo de dentro para fora: que você reconheça sua própria importância.
O marinheiro da história acima sabia do seu valor, que foi reconhecido anos mais tarde. E só foi reconhecido porque ele sabia que o trabalho dele era de fato importante - e ele foi se apresentar ao ex-piloto.
Trabalhe e faça suas tarefas com maestria, com esmero e com responsabilidade. Assim, a engrenagem não vai se enferrujar e todo o sistema vai funcionar bem.
Charles Plumb era um piloto de caça dos EUA e serviu na guerra do Vietnã. Depois de muitas missões de combate, seu avião foi derrubado por um míssil. Plumb saltou de paraquedas, foi capturado e passou seis anos numa prisão norte-vietnamita.
Ao retornar aos Estados Unidos, passou a dar palestras relatando sua odisseia e o que aprendera na prisão. Certo dia, num restaurante, foi saudado por um homem:
- Olá, você é Charles Plumb, era piloto no Vietnã e foi derrubado, não é mesmo?
- Sim... já assistiu uma de minhas palestras? - perguntou Plumb.
- Não, não... Era eu quem dobrava o seu pára-quedas. Parece que funcionou bem, não é verdade?
Plumb quase se afogou de surpresa e, com muita gratidão, respondeu:
-Claro que funcionou, caso contrário eu não estaria aqui hoje!
Ao ficar sozinho naquela noite, Plumb não conseguia dormir, pensando e perguntando-se: “Quantas vezes vi esse homem no porta-aviões e nunca lhe disse 'Bom Dia'? Eu era um piloto arrogante, e ele, um simples marinheiro.”
Pensou também nas horas que o marinheiro passou humildemente no barco enrolando os fios de seda de vários pára-quedas, tendo em suas mãos a vida de alguém que não conhecia.
Agora, Plumb inicia suas palestras perguntando à sua plateia: "Quem dobrou seu paraquedas hoje?"
Reconheça a sua importância
Em um time de futebol profissional, 11 atletas não ganham jogo algum. Apesar de imprescindíveis, goleiro, zagueiro, atacantes... eles não jogam sozinhos.
É necessário ter um bom técnico, um preparador físico experiente, massagista, roupeiro... O motorista do ônibus, o cozinheiro que prepara as refeições dos atletas... e por aí vai!
Cada pessoa tem sua importância dentro de uma organização empresarial, social, esportiva ou familiar. É necessário reconhecer a importância de cada um dentro do sistema.
E para que as pessoas passem a respeitar seu trabalho e reconhecer sua importância, é necessário que, antes, aconteça algo de dentro para fora: que você reconheça sua própria importância.
O marinheiro da história acima sabia do seu valor, que foi reconhecido anos mais tarde. E só foi reconhecido porque ele sabia que o trabalho dele era de fato importante - e ele foi se apresentar ao ex-piloto.
Trabalhe e faça suas tarefas com maestria, com esmero e com responsabilidade. Assim, a engrenagem não vai se enferrujar e todo o sistema vai funcionar bem.
30 junho, 2016
Valores nas empresas: muito além dos bons salários e promoções
* Por Wilson Bremer Cerqueira
Quando se fala em valores, é exatamente o que a palavra ostenta na prática: relações respeitosas, gestores próximos dos colaboradores e vice-versa
A satisfação pessoal no trabalho sempre esteve associada a imaginários como bom salário, estabilidade, políticas de promoção e status. A companhia tem papel relevante nesses assuntos, é verdade, mas num mundo de rápidas transformações, não é só isso que deve continuar sendo levado em conta hoje. Empresas já começam a notar a necessidade de estabelecer novos horizontes para motivar seu pessoal e evitar a perda de bons colaboradores. No Brasil, trata-se de tema que, aos poucos, passa a integrar as agendas das áreas de recrutamento. As companhias precisam se preparar para construir e praticar, com base em uma espécie de carta de princípios, uma série de valores que faça o colaborador identificar-se com a empresa, criando no profissional um interesse natural de longa relação com aquele local de trabalho.
Quando se fala em valores, é exatamente o que a palavra ostenta na prática: relações respeitosas, gestores próximos dos colaboradores e vice-versa, clareza na comunicação e na transmissão de responsabilidades, chance de apresentar críticas e sugestões, trabalho em equipe, engajamento em causas comunitárias, entre outras situações que sirvam de combustível para impulsionar a dinâmica sempre motivadora das relações de trabalho e convivência por parte de todos.
Sensibilizado ao estar inserido numa realidade baseada em valores autênticos que ajudam a empresa a funcionar bem, o colaborador cria para si a sensação natural de pertencimento e de fazer a diferença, além de desenvolver meios que o façam pensar a fundo se deve mesmo aceitar um eventual convite de outra companhia. Nesse sentido, o grande desafio da área de Recursos Humanos é buscar colaboradores alinhados aos valores que a empresa encara como um patrimônio vital de sua existência. Quando você traz uma pessoa que tem valores diferentes daqueles que a empresa prega, provavelmente essa relação não será duradoura.
Um Código de Conduta claro e efetivo pode auxiliar - e muito - nesse processo de incentivar e despertar o colaborador para os valores da empresa. No momento em que se planeja contratar alguém engajado com esses valores, a probabilidade final do resultado positivo que este colaborador irá devolver é muito maior. O profissional conseguirá chegar à conclusão que o trabalho é o meio e tem um valor muito maior que o próprio resultado. Quando trabalha em uma empresa alinhada com os seus valores, o colaborador sente que está inserido em um contexto que compartilha da sua visão de mundo. Ele pactua com aquilo que está sendo feito como algo muito maior e impactante para a empresa e para si.
Quando se fala em valores, é exatamente o que a palavra ostenta na prática: relações respeitosas, gestores próximos dos colaboradores e vice-versa
A satisfação pessoal no trabalho sempre esteve associada a imaginários como bom salário, estabilidade, políticas de promoção e status. A companhia tem papel relevante nesses assuntos, é verdade, mas num mundo de rápidas transformações, não é só isso que deve continuar sendo levado em conta hoje. Empresas já começam a notar a necessidade de estabelecer novos horizontes para motivar seu pessoal e evitar a perda de bons colaboradores. No Brasil, trata-se de tema que, aos poucos, passa a integrar as agendas das áreas de recrutamento. As companhias precisam se preparar para construir e praticar, com base em uma espécie de carta de princípios, uma série de valores que faça o colaborador identificar-se com a empresa, criando no profissional um interesse natural de longa relação com aquele local de trabalho.
Quando se fala em valores, é exatamente o que a palavra ostenta na prática: relações respeitosas, gestores próximos dos colaboradores e vice-versa, clareza na comunicação e na transmissão de responsabilidades, chance de apresentar críticas e sugestões, trabalho em equipe, engajamento em causas comunitárias, entre outras situações que sirvam de combustível para impulsionar a dinâmica sempre motivadora das relações de trabalho e convivência por parte de todos.
Sensibilizado ao estar inserido numa realidade baseada em valores autênticos que ajudam a empresa a funcionar bem, o colaborador cria para si a sensação natural de pertencimento e de fazer a diferença, além de desenvolver meios que o façam pensar a fundo se deve mesmo aceitar um eventual convite de outra companhia. Nesse sentido, o grande desafio da área de Recursos Humanos é buscar colaboradores alinhados aos valores que a empresa encara como um patrimônio vital de sua existência. Quando você traz uma pessoa que tem valores diferentes daqueles que a empresa prega, provavelmente essa relação não será duradoura.
Um Código de Conduta claro e efetivo pode auxiliar - e muito - nesse processo de incentivar e despertar o colaborador para os valores da empresa. No momento em que se planeja contratar alguém engajado com esses valores, a probabilidade final do resultado positivo que este colaborador irá devolver é muito maior. O profissional conseguirá chegar à conclusão que o trabalho é o meio e tem um valor muito maior que o próprio resultado. Quando trabalha em uma empresa alinhada com os seus valores, o colaborador sente que está inserido em um contexto que compartilha da sua visão de mundo. Ele pactua com aquilo que está sendo feito como algo muito maior e impactante para a empresa e para si.
24 junho, 2016
É possível se recolocar em um ano de crise?*
* Por Irene Azevedoh
Em momentos de incerteza é preciso maior foco, disciplina e, sobretudo, um pensamento que fuja do padrão
Pode parecer a pergunta de 10 milhões de dólares, mas a resposta é simples de ser dada. Contudo, trabalhosa de ser implantada. Isso porque não é uma receita de bolo, ou seja, cada pessoa terá um "ingrediente", um "tempo de cozimento" e um "tempero" diferente para conseguir o mesmo resultado: a tão desejada recolocação.
Em momentos de incerteza é preciso maior foco, disciplina e, sobretudo, um pensamento que fuja do padrão. O primeiro passo é olhar para suas habilidades, seus motivadores e valores, e verificar em que atividades e/ou em que empresas haverá a melhor sinergia. Hoje, estamos vivendo uma época de abundância de profissionais qualificados no mercado. Encontrar o nicho certo para conseguir uma oferta atraente e aderente ao que você quer é uma das atitudes mais importantes.
Some-se a isso sua marca pessoal – que deverá ser forte para ajudá-lo a chegar mais rapidamente no alvo desejado. Isso poderá ser seu divisor de águas. A marca pessoal não pode ser apenas baseada em suas habilidades e experiência, deve se refletir também na maneira como você se apresenta.
As organizações investem muito tempo e dinheiro para criar uma marca vencedora e evocar certas percepções no período de segundos, certo? Você pode alcançar os mesmos resultados investindo no seu marketing de forma sólida e construindo uma imagem positiva – o que exige esforço, empenho e consistência. Por isso, leve em conta os seguintes pontos:
1º Tenha clareza sobre quais habilidades e comportamentos você tem que o diferencia dos demais
2º Lembre-se que motivadores e valores devem sempre nortear suas ações e escolhas
3º Faça uma análise criteriosa de segmentos ou empresas em que você poderá ter maior visibilidade e aceitação e um mapeamento de quem são os principais contratantes;
4º Preste atenção no dress-code. Cada segmento tem seu próprio código no vestir: o de finanças é mais formal e o de consumo mais informal, por exemplo
5º Encontre maneiras de alcanças os seus empregadores potenciais. Compareça a eventos da área, converse com amigos e use bem as redes sociais. A ideia é fazer um trabalho de networking constante, para fazer com que sua rede de contatos cresça constantemente. Cuidado apenas para não ficar pedindo emprego – peça conselhos, troque ideias e experiências.
Não desistir é fundamental, pois haverá momentos de desânimo. Olhe para o futuro e projete-se nele. Caminhe em direção a sua meta e você chegará lá!
Em momentos de incerteza é preciso maior foco, disciplina e, sobretudo, um pensamento que fuja do padrão
Pode parecer a pergunta de 10 milhões de dólares, mas a resposta é simples de ser dada. Contudo, trabalhosa de ser implantada. Isso porque não é uma receita de bolo, ou seja, cada pessoa terá um "ingrediente", um "tempo de cozimento" e um "tempero" diferente para conseguir o mesmo resultado: a tão desejada recolocação.
Em momentos de incerteza é preciso maior foco, disciplina e, sobretudo, um pensamento que fuja do padrão. O primeiro passo é olhar para suas habilidades, seus motivadores e valores, e verificar em que atividades e/ou em que empresas haverá a melhor sinergia. Hoje, estamos vivendo uma época de abundância de profissionais qualificados no mercado. Encontrar o nicho certo para conseguir uma oferta atraente e aderente ao que você quer é uma das atitudes mais importantes.
Some-se a isso sua marca pessoal – que deverá ser forte para ajudá-lo a chegar mais rapidamente no alvo desejado. Isso poderá ser seu divisor de águas. A marca pessoal não pode ser apenas baseada em suas habilidades e experiência, deve se refletir também na maneira como você se apresenta.
As organizações investem muito tempo e dinheiro para criar uma marca vencedora e evocar certas percepções no período de segundos, certo? Você pode alcançar os mesmos resultados investindo no seu marketing de forma sólida e construindo uma imagem positiva – o que exige esforço, empenho e consistência. Por isso, leve em conta os seguintes pontos:
1º Tenha clareza sobre quais habilidades e comportamentos você tem que o diferencia dos demais
2º Lembre-se que motivadores e valores devem sempre nortear suas ações e escolhas
3º Faça uma análise criteriosa de segmentos ou empresas em que você poderá ter maior visibilidade e aceitação e um mapeamento de quem são os principais contratantes;
4º Preste atenção no dress-code. Cada segmento tem seu próprio código no vestir: o de finanças é mais formal e o de consumo mais informal, por exemplo
5º Encontre maneiras de alcanças os seus empregadores potenciais. Compareça a eventos da área, converse com amigos e use bem as redes sociais. A ideia é fazer um trabalho de networking constante, para fazer com que sua rede de contatos cresça constantemente. Cuidado apenas para não ficar pedindo emprego – peça conselhos, troque ideias e experiências.
Não desistir é fundamental, pois haverá momentos de desânimo. Olhe para o futuro e projete-se nele. Caminhe em direção a sua meta e você chegará lá!
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24 maio, 2016
SOBRE VALORES E FELICIDADE...
Era uma vez um jovem ingressando no mercado de trabalho, seu sonho era ganhar dinheiro, a qualquer custo. O tempo foi passando e o preço pago foi caro. Agoniado, sozinho, triste e rico, esse já não tão jovem, buscava explicações para a falta de êxito pessoal.
Nisso, adentra em sua sala um jovem pouco valorizado na empresa, cansado de ser mal tratado, quis desabafar com seu chefe, pois não sentia mais clima por lá e, aos prantos, soltou que aquele ambiente não era pra ele.
O antigo funcionário pediu demissão e foi desenvolver novas atividades, longe daquele ambiente hostil. Concentrado no seu trabalho e nos resultados que tinha que dar aos acionistas, esse momento passou despercebido para o chefe.
Passado algum tempo, o jovem ex-funcionário prosperava em uma empresa cujos valores, ações e atitudes refletiam exatamente o seu modo de pensar e agir. Trabalhava feliz e dava resultados nunca antes vistos por esta empresa. Assim, logo passou a ser disputado por outras empresas.
Cobiçado, pode analisar cada proposta que chegava em sua mesa, até que se deparou com um pedido inusitado. Seu ex-chefe o procurara, desta vez não para lhe passar trabalho e meta, mas sim para entender como ele havia conseguido se destacar de maneira tão impressionante, sendo que anos atrás ele era um simples operário que reclamava da vida e da empresa.
A resposta foi simples e direta: aqui sou feliz porque os objetivos da empresa estão alinhados com meus objetivos pessoais e isso faz com que tudo aconteça sem que eu precise me enganar para conseguir algo, muito menos passar por cima de pessoas para galgar novos postos.
Aquilo caiu como uma bigorna na cabeça do ex-chefe, que imediatamente desabou aos prantos. Soube ali, com aquelas palavras, que sua vida profissional tinha sido trilhada de forma errada e não havia muito mais tempo para mudar.
Moral da história: mesmo em períodos de crise, busque trabalhar em empresas que tenham valores próximos aos seus. A sua felicidade no mundo corporativo depende disso,
O antigo funcionário pediu demissão e foi desenvolver novas atividades, longe daquele ambiente hostil. Concentrado no seu trabalho e nos resultados que tinha que dar aos acionistas, esse momento passou despercebido para o chefe.
Passado algum tempo, o jovem ex-funcionário prosperava em uma empresa cujos valores, ações e atitudes refletiam exatamente o seu modo de pensar e agir. Trabalhava feliz e dava resultados nunca antes vistos por esta empresa. Assim, logo passou a ser disputado por outras empresas.
Cobiçado, pode analisar cada proposta que chegava em sua mesa, até que se deparou com um pedido inusitado. Seu ex-chefe o procurara, desta vez não para lhe passar trabalho e meta, mas sim para entender como ele havia conseguido se destacar de maneira tão impressionante, sendo que anos atrás ele era um simples operário que reclamava da vida e da empresa.
A resposta foi simples e direta: aqui sou feliz porque os objetivos da empresa estão alinhados com meus objetivos pessoais e isso faz com que tudo aconteça sem que eu precise me enganar para conseguir algo, muito menos passar por cima de pessoas para galgar novos postos.
Aquilo caiu como uma bigorna na cabeça do ex-chefe, que imediatamente desabou aos prantos. Soube ali, com aquelas palavras, que sua vida profissional tinha sido trilhada de forma errada e não havia muito mais tempo para mudar.
Moral da história: mesmo em períodos de crise, busque trabalhar em empresas que tenham valores próximos aos seus. A sua felicidade no mundo corporativo depende disso,
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11 abril, 2016
Conhecer valores do empregador pode impulsionar a carreira*
* Por Jornal O Estado de São Paulo
Sintonia entre os profissionais e os objetivos, metas e balizadores de atuação das empresas é uma das chaves da realização no trabalho
Mesmo sem nenhuma experiência, um profissional sorridente e entusiasmado tem grandes chances de conseguir um emprego na rede de hamburguerias Johnny Rockets, multinacional em operação no Brasil desde o fim de 2013.
Servir entusiasticamente os clientes é um dos principais pontos do posicionamento institucional da companhia. Está descrito no site da empresa, norteia as seleções e os treinamentos dos colaboradores. “Precisamos que as pessoas tenham alegria de trabalhar, porque vendemos entretenimento, e não apenas hambúrgueres”, diz diretor de operações no Johnny Rockets Brasil, Alan Torres.
A experiência de comer uma das lojas da empresa no País envolve, de fato, uma proposta de diversão: além de todos os clientes serem recebidos com um vigoroso “olá” por parte do pessoal no salão, todos os funcionários reservam, de tempos em tempos, um tempo para dançar entre as mesas, acompanhando músicas norte-americanas de meados do século passado.
“As pessoas que vão trabalhar conosco têm de entender a nossa cultura. Na integração (que dura 25 dias, em média), essas questões são muito ressaltadas”, diz o master franqueado da empresa no Brasil, Antonio Augusto Ribeiro de Souza.
Hoje com cinco lojas no País, o Johnny Rockets está em um agressivo movimento de expansão. Em 18 anos, a expectativa da companhia é ter 150 lojas por aqui, por isso ela não pode sofrer com a alta rotatividade. “Para se ter um lugar em que as pessoas têm de dançar e sorrir, elas precisam ser bem tratadas”, diz Torres. Entre os benefícios oferecidos para os funcionários estão um plano de carreira, assistência médica e odontológica, alimentação e seguro de vida, além do salário e das rendas extras decorrentes de venda.
Evidentes, como são no caso da hamburgueria, ou bem mais discretos, a missão, a visão e os valores de uma organização servem para guiar todos os seus passos. Conhecer esses traços da cultura das companhias é um importante aliado para trabalhadores em busca crescimento e realização profissional, na opinião de especialistas em carreira. E o segredo do sucesso, segundo eles, está sediado no terreno da identificação.
Para o diretor de educação da Associação Brasileira de Recursos Humanos (ABRH – Nacional), Luiz Edmundo Rosa, os profissionais devem saber claramente, antes de mais nada, quais são a missão, a visão e os valores que os guiam na vida. “Escolha o seu mercado e busque quais empresas são compatíveis com o que quer. As pessoas mais bem preparadas selecionam os empregadores”, diz.
Feito isso, a hora é de buscar referências. Na seção institucional dos sites, as principais empresas divulgam suas missões, seus objetivos e os seus balizadores éticos, informações que servem como um bom ponto de partida para entendê-las – isso quando os dados são coerentes com a realidade.
“Uma empresa que se diz transparente tem de ser transparente em tudo, inclusive no processo seletivo. Na entrevista, preste atenção em como é recebido”, diz a diretora de gestão de carreiras e talentos da consultoria Right Management, Simone Leon.
Desafio. O grande desafio no mundo corporativo está, segundo ela, justamente em entender quais são os traços implícitos das culturas empresariais, descritas nos comportamentos, nos rituais entre as equipes e nas decisões dos gestores.
Com objetivos de esclarecimento, Simone sugere que os profissionais utilizem as informações dadas pelas empresas como base para comparações. “Olhe projetos sociais da empresa, veja onde ela direciona esforços, veja que movimentos ela está fazendo no mercado, se está em um processo de expansão ou de fusão, por exemplo.”
A consultora Fátima Motta, também professora dos cursos de MBA da ESPM ), diz que os profissionais podem buscar referências em conversas com funcionários das empresas de interesse, em sites que registram reclamações de consumidores e até nas entrevistas de emprego. “O candidato pode perguntar como é o clima entre os funcionários, quais são os motivos para promoções ou desligamentos e até questionar como as empresas realizam o que dizem querer.”
A conexão entre os objetivos pessoais dos profissionais e os das companhias é importante, na opinião de Fátima, porque interferem no engajamento e até na felicidade dos trabalhadores. “Se há conexão, existe prazer, comprometimento e resultados positivos. Acho que seria fantástico se a pessoa colocasse a sua missão, visão e valores pessoais no seu currículo. O problema é que muita gente não sabe dizer quais são seus objetivos.”
Seleção. Do lado das empresas, a identificação é muito valorizada. Segundo a gerente de comunicação e marketing da recrutadora Hays, Mariana Scwharz, os selecionadores analisam, por meio do histórico de ex-empregadores, qual é o perfil de atuação dos candidatos e, eventualmente, propõem problemas, para avaliar quais seriam as posturas do executivo.
“Temos de ver também qual é o momento de vida da pessoa. Uma mulher pode ser agressiva em busca de resultados e ter se dedicado muito ao trabalho, mas, em certa idade, quer ser mãe e terá outras prioridades.”
–
OS CONCEITOS
Missão
É o propósito da empresa, sua razão de existir. Em geral, as organizações enfatizam nesse conceito não apenas sua atividade-fim, mas os fatores que diferenciam a sua atuação no mercado. Segundo especialistas, o ideal é que a missão seja uma orientação simples e objetiva
Visão
Corresponde ao objetivo maior da empresa ou, em outras palavras, o que ela quer se tornar ou alcançar em um determinado prazo. É comum que as companhias destaquem neste quesito metas como alcançar uma posição de destaque em um determinado setor ou completar um processo interno de adaptação
Valores
São os balizadores de atuação para que a companhia realize a sua missão e chegue ao que estabeleceu como visão. Esses três elementos juntos, concretizados no dia a dia da companhia nas relações interpessoais, nas decisões e nos rituais, formam a cultura organizacional
Mesmo sem nenhuma experiência, um profissional sorridente e entusiasmado tem grandes chances de conseguir um emprego na rede de hamburguerias Johnny Rockets, multinacional em operação no Brasil desde o fim de 2013.
Servir entusiasticamente os clientes é um dos principais pontos do posicionamento institucional da companhia. Está descrito no site da empresa, norteia as seleções e os treinamentos dos colaboradores. “Precisamos que as pessoas tenham alegria de trabalhar, porque vendemos entretenimento, e não apenas hambúrgueres”, diz diretor de operações no Johnny Rockets Brasil, Alan Torres.
A experiência de comer uma das lojas da empresa no País envolve, de fato, uma proposta de diversão: além de todos os clientes serem recebidos com um vigoroso “olá” por parte do pessoal no salão, todos os funcionários reservam, de tempos em tempos, um tempo para dançar entre as mesas, acompanhando músicas norte-americanas de meados do século passado.
“As pessoas que vão trabalhar conosco têm de entender a nossa cultura. Na integração (que dura 25 dias, em média), essas questões são muito ressaltadas”, diz o master franqueado da empresa no Brasil, Antonio Augusto Ribeiro de Souza.
Hoje com cinco lojas no País, o Johnny Rockets está em um agressivo movimento de expansão. Em 18 anos, a expectativa da companhia é ter 150 lojas por aqui, por isso ela não pode sofrer com a alta rotatividade. “Para se ter um lugar em que as pessoas têm de dançar e sorrir, elas precisam ser bem tratadas”, diz Torres. Entre os benefícios oferecidos para os funcionários estão um plano de carreira, assistência médica e odontológica, alimentação e seguro de vida, além do salário e das rendas extras decorrentes de venda.
Evidentes, como são no caso da hamburgueria, ou bem mais discretos, a missão, a visão e os valores de uma organização servem para guiar todos os seus passos. Conhecer esses traços da cultura das companhias é um importante aliado para trabalhadores em busca crescimento e realização profissional, na opinião de especialistas em carreira. E o segredo do sucesso, segundo eles, está sediado no terreno da identificação.
Para o diretor de educação da Associação Brasileira de Recursos Humanos (ABRH – Nacional), Luiz Edmundo Rosa, os profissionais devem saber claramente, antes de mais nada, quais são a missão, a visão e os valores que os guiam na vida. “Escolha o seu mercado e busque quais empresas são compatíveis com o que quer. As pessoas mais bem preparadas selecionam os empregadores”, diz.
Feito isso, a hora é de buscar referências. Na seção institucional dos sites, as principais empresas divulgam suas missões, seus objetivos e os seus balizadores éticos, informações que servem como um bom ponto de partida para entendê-las – isso quando os dados são coerentes com a realidade.
“Uma empresa que se diz transparente tem de ser transparente em tudo, inclusive no processo seletivo. Na entrevista, preste atenção em como é recebido”, diz a diretora de gestão de carreiras e talentos da consultoria Right Management, Simone Leon.
Desafio. O grande desafio no mundo corporativo está, segundo ela, justamente em entender quais são os traços implícitos das culturas empresariais, descritas nos comportamentos, nos rituais entre as equipes e nas decisões dos gestores.
Com objetivos de esclarecimento, Simone sugere que os profissionais utilizem as informações dadas pelas empresas como base para comparações. “Olhe projetos sociais da empresa, veja onde ela direciona esforços, veja que movimentos ela está fazendo no mercado, se está em um processo de expansão ou de fusão, por exemplo.”
A consultora Fátima Motta, também professora dos cursos de MBA da ESPM ), diz que os profissionais podem buscar referências em conversas com funcionários das empresas de interesse, em sites que registram reclamações de consumidores e até nas entrevistas de emprego. “O candidato pode perguntar como é o clima entre os funcionários, quais são os motivos para promoções ou desligamentos e até questionar como as empresas realizam o que dizem querer.”
A conexão entre os objetivos pessoais dos profissionais e os das companhias é importante, na opinião de Fátima, porque interferem no engajamento e até na felicidade dos trabalhadores. “Se há conexão, existe prazer, comprometimento e resultados positivos. Acho que seria fantástico se a pessoa colocasse a sua missão, visão e valores pessoais no seu currículo. O problema é que muita gente não sabe dizer quais são seus objetivos.”
Seleção. Do lado das empresas, a identificação é muito valorizada. Segundo a gerente de comunicação e marketing da recrutadora Hays, Mariana Scwharz, os selecionadores analisam, por meio do histórico de ex-empregadores, qual é o perfil de atuação dos candidatos e, eventualmente, propõem problemas, para avaliar quais seriam as posturas do executivo.
“Temos de ver também qual é o momento de vida da pessoa. Uma mulher pode ser agressiva em busca de resultados e ter se dedicado muito ao trabalho, mas, em certa idade, quer ser mãe e terá outras prioridades.”
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OS CONCEITOS
Missão
É o propósito da empresa, sua razão de existir. Em geral, as organizações enfatizam nesse conceito não apenas sua atividade-fim, mas os fatores que diferenciam a sua atuação no mercado. Segundo especialistas, o ideal é que a missão seja uma orientação simples e objetiva
Visão
Corresponde ao objetivo maior da empresa ou, em outras palavras, o que ela quer se tornar ou alcançar em um determinado prazo. É comum que as companhias destaquem neste quesito metas como alcançar uma posição de destaque em um determinado setor ou completar um processo interno de adaptação
Valores
São os balizadores de atuação para que a companhia realize a sua missão e chegue ao que estabeleceu como visão. Esses três elementos juntos, concretizados no dia a dia da companhia nas relações interpessoais, nas decisões e nos rituais, formam a cultura organizacional
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