Mostrando postagens com marcador Pessoas. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Pessoas. Mostrar todas as postagens

02 março, 2017

15 respostas que pegam mal na entrevista de emprego*

* Fonte: Jornal O Estado de São Paulo



Ter um bom currículo, com experiências reconhecidas e formação de qualidade, nem sempre é suficiente para conquistar a vaga desejada. Na hora da entrevista de emprego, a insegurança pode vir a tona e colocar em risco todas suas qualidades. Por isso, saiba quais respostas são prejudiciais à sua imagem e o que pode atrapalhar o processo seletivo. As dicas são da supervisora de assessoria de carreira da Catho, Larissa Meiglin.

“Sim”, “não”, “é”, “talvez” ou “aham”
Respostas monossilábicas transmitem antipatia e podem indicar que você não gostaria de estar naquela entrevista.

“Tenho flexibilidade de horário, mas depende do salário”
Espere primeiro os recrutadores falarem de dinheiro e benefícios. O assunto é delicado e pode te prejudicar. Também não coloque condições.

“Tipo assim, meu, tô muito afim desse emprego”
Guarde as gírias para os seus amigos ou redes sociais. Na hora de tentar uma vaga de trabalho, é melhor falar o português formal.

Falar muito “tecniquês”
Usar muitas expressões e termos específicos também vai afastar o emprego. Guarde os termos técnicos para a entrevista com o seu gestor, por exemplo. Saber se adaptar às diferentes etapas do processo seletivo é uma jogada inteligente.

“Eu devo ser contratado, pois estou há mais de um ano desempregado e preciso muito de um emprego”
Não é hora de desabafar nem de demonstrar desespero. Foque nas suas qualidades e na sua força de vontade.

“Daqui a cinco anos, eu espero ter ganhado na loteria para viver de renda”
Se for piada, pode ser que os entrevistadores não encarem a gracinha com bons olhos. Bom humor tem de andar de mãos dadas com o bom senso. Se for verdade, o RH vai achar que esse emprego não é o seu objetivo real.

“Eu não gosto de trabalhar em equipe, mas precisa, né?”
A sinceridade é importante, mas não pode ser um tiro no pé. Além disso, se você realmente não gosta de trabalhar em equipe, é indicado desenvolver esse ponto fraco. Você quer o emprego ou não?

“Estou procurando um novo emprego, porque eu detesto meu chefe atual”
Falar mal dos antigos empregadores mancha a sua imagem porque passa a mensagem de que, uma hora ou outra, você vai falar mal do novo trabalho também.

“Meu lema é: se quer bem feito, faça você mesmo”
Aqui você está claramente mostrando que não é tão aplicado no trabalho quanto deveria. Debochar dessa forma vai fazer seu currículo ir para o último lugar da lista.

“Referências minhas? Meu chefe me ama!”
Humildade é sempre bem-vinda. Isso não significa que você não deva valorizar as suas qualidades, mas sim que não precisa exibir um ego tão inflado. Se seu antigo chefe tem coisas boas a dizer sobre você, deixe isso claro sem parecer arrogante.

“Meu maior defeito? Sou muito perfeccionista”
Ansiedade, perfeccionismo e vício em trabalho não são os pontos negativos que o recrutador procura. Ele quer saber de fragilidades reais, afinal ninguém é perfeito. Uma dica é contar algo que realmente seja seu ponto fraco, mas que não é essencial para desenvolver seu trabalho. Ou demonstre de que forma você está trabalhando para melhorar.

“Isso não é da sua conta”
Esteja aberto para responder algumas perguntas pessoais. Se não quiser falar, seja breve, mas nunca ríspido.

  “Difícil essa pergunta” ou “Nossa, não sei nem como começar a responder”
Se mostrar surpreendido em uma entrevista de emprego pode passar a ideia de que você não se preparou. Estude e treine bastante antes de conversar com os recrutadores. Se ainda assim uma pergunta inesperada aparecer, tente responder rapidamente para não chamar atenção para o susto.

“Sim, meu nível de inglês é avançado”.
“Vamos fazer uma parte da entrevista em inglês, então?”
“É… hum… cof cof”
Esse é um dos maiores pecados do processo seletivo. Nunca faça propaganda de uma característica, qualificação ou conhecimento que você não possui. Em algum momento você vai ser testado – e “desmascarado”.

“Desde quando eu tinha seis anos eu já sabia que queria ser arquiteto. Um dia meu pai me levou a uma casa muito antiga…” (dar muita volta para formular a resposta)
Evite se prolongar ou fazer rodeios antes de dar uma resposta. A objetividade é importante para que você tenha tempo detalhar e contar o que é realmente importante. A comunicação clara, concisa e direta é essencial na entrevista – e no dia a dia do trabalho.

22 fevereiro, 2017

É POSSÍVEL SE DIVERTIR COM O TRABALHO?



Quantas vezes você se pegou se divertindo no trabalho?

Uma pergunta tão besta e muitas vezes tão incompreendida faz com que muitas pessoas considerem o trabalho apenas como um espaço sisudo, onde dar risada remete a dispersão e pouca produtividade. Num regime de crise e competitividade quem mais se manter no emprego é que vai levar vantagem.

Concordo que a competitividade se faz cada vez mais presente no dia a dia empresarial, mas a diversão não pode se tornar um grande diferencial competitivo para você e, por que não, pra empresa?

A má interpretação da diversão, confundida com excesso de alegria, faz com que muitos gestores, acostumados com uma liderança autocrática e virtual, não gostem de pessoas que irradiem tal felicidade, uma vez que sente sua capacidade de liderança esvair-se por entre os seus dedos.

Geralmente, quando isso acontece, ao invés de desempenhar o papel de líder, o gestor passa a querer competir com o colaborador que, em muitos casos, acaba perdendo essa competição que muitas vezes ele nem foi convidado a participar.

Falta gestores com capacidade de inspirar colaboradores a exercer seu papel com criatividade aliadas a competências estruturais que farão o negócio prosperar, fazendo com que a alegria contagie não apenas as pessoas mais também todo o ambiente.

Vale refletirmos muito sobre o assunto, afinal, é com um sorriso que todas as portas da vida se abrem!

06 fevereiro, 2017

6 frases “fatais” na entrevista de emprego*

* Por Sidnei Oliveira

Em tempos de crise, qualquer deslize pode significar a perda definitiva de uma oportunidade de emprego, por isso, é importante que evite se posicionar com algumas frases e também entenda, que o fundamental é evitar o comportamento que essas frases expressam.

“Desculpa, mas é que sou muito ansioso.”

É impressionante a quantidade de vezes que ouvimos este tipo de afirmação nos dias atuais. Todos estão munidos de um senso de urgência incrível e de alguma forma, agem contribuindo para que esse comportamento se alimente dele mesmo. Afinal, ansiedade gera ansiedade, além é claro, de também gerar outras coisas tão negativas quando ela. Na aflição de achar que não vai dar tempo, muitos estão sendo superficiais em suas escolhas, improvisando na maioria do tempo e cometendo falhas pela simples falta de visão estratégica.

Descrever-se como “ansioso” demonstra uma preocupação em justificar possíveis falhas e equívocos durante a entrevista e que, certamente surgirão, caso você seja contratado.

“Quero trabalhar em uma empresa em que eu possa crescer”

Claro que durante a entrevista devemos expor nossas expectativas, mas saiba que o entrevistador não está interessado nelas prioritariamente. Quando pergunta sobre o tema, na verdade está querendo avaliar quanto de responsabilidade pela própria carreira o candidato estará colocando na conta da empresa.

Expor a expectativa de que tem ambições profissionais pode parecer correto, mas só se você tem total consciência de que a responsabilidade é exclusivamente sua e não do local onde pretende trabalhar.

“Eu não gostava do que fazia no meu último emprego”

Realmente fazer o que gosta é uma boa meta pessoal, mas é preciso lembrar que mesmo a mais interessante atividade, tem momentos que não são tão bacanas. Na verdade, devemos lidar com as frustrações em qualquer atividade que nos envolvemos. Quando falamos negativamente sobre o último trabalho, levamos o entrevistador a buscar detalhes sobre “o que não se gostava no último emprego”, pois é bem provável que na nova oportunidade, o candidato irá encontrar situações equivalentes e isso se repetirá.

Deixar a impressão de que está buscando apenas fazer o que gosta demonstra imaturidade e fragilidade profissional.

“Sou focado em resultados quando me dão desafios”

Quando estamos “vendendo” nossas competências, podemos não perceber que exageros sempre são recebidos com desconfiança por quem está entrevistando.

Vincular resultados a desafios e não a realizações é um equívoco muito comum, mas demonstra que pretende transferir a responsabilidade dos acontecimentos para a empresa, uma vez que ficará sempre a dúvida se você trará resultados se não houver desafios, mas sim, apenas as tarefas rotineiras da vaga.

“Eu nunca fui reconhecido”

Reconhecimento é um desejo de todo profissional, contudo ele se manifesta de formas diferentes durante as diferentes etapas de nossa vida. Há momentos em que o reconhecimento é financeiro, mas essa não é a única forma, pois somos estimulados também por desafios e pelas possibilidades de recompensas indiretas como prestígio, conquistas e realizações.

Justificar escolhas por falta de reconhecimento é como admitir-se como alguém sem propósito e que só se motiva se houver recompensas. Na verdade, todo resultado que alcançamos com nossas escolhas é uma forma de reconhecimento.

Se não foi de acordo com nossas expectativas, devemos aprender e fazer escolhas diferentes.

Meu maior defeito e ser muito perfeccionista”

O erro é grave, pois ao de associar “perfeição” e “defeito” em uma mesma frase, o candidato demonstra falsidade ideológica ou ignorância intelectual, o que já seria suficiente para fazer o entrevistador desconfiar da confiabilidade do candidato. Além disso, consegue indiretamente dizer que é detalhista de forma negativa, o que sempre deixa margem para desconfiar que o candidato “perfeccionista” é na verdade um chato resistente e intolerante.

08 setembro, 2016

A gente não é lego!*

* Por Paulo Ancona


Peças planejadas, encaixes perfeitos, tamanhos modulares, material de qualidade, desenhos e modelos de como montar desenvolvidos por especialistas. Sim, a vida num mundo Lego é perfeita. Se queremos montar um carro, um boneco, uma casa, um projeto mais complexo, só necessitamos de técnica e dicas de montagem e ficará tudo perfeito, lindo, colorido, sólido. Mas, "a gente não é Lego!".

Somos seres complexos, diversos, sem encaixes planejados. Não vivemos tecnicamente e sim a partir de nosso repertório de vida, nossas experiências, cultura, educação, personalidade, quem sabe, até de acordo com as características do signo sob o qual nascemos e, principalmente, pelas nossas emoções e sentimentos.

O encaixe entre as pessoas nem sempre é fácil. Não escolhemos quem iremos encontrar na vida pessoal. Somos diferentes de nossos pais, nossos irmãos e ainda mais das pessoas que trabalham conosco.

Não sendo Lego, os encaixes só se darão com flexibilidade, renúncia, adaptações, aceites, com o abrir mão de algumas premissas, com paciência e, acima de tudo, com a vontade de nos encaixarmos, seja com a pessoa ou o grupo que for ou que escolhemos.

Aprender coisas técnicas é fácil, mas as peças não são coisas técnicas e aí tudo se torna mais complicado.

Se o ajuste entre duas pessoas já requer tantas concessões, que dirá entre um grupo, um time, todas as pessoas que compõe uma empresa? Sim, porque uma empresa é composta por pessoas e a partir delas é que se desenvolve todo o resto.

Cabe a nós, gestores, saber moldar essas peças, ajustá-las, criar as melhores condições e convencê-las de que os encaixes são possíveis, mesmo entre peças de formatos, cores e texturas tão diferentes. Para isso, é preciso, antes de mais nada, que cada um tenha a boa vontade de se tornar “encaixável” e não exigir que a outra peça se molde a ela. Isso significaria anular a outra peça, criar algo que não é, e aó o projeto final não ficaria sólido o suficiente para se sustentar.

Abrir mão de parte de suas exigências e aceitar o modelo alheio é a base de algo muito difícil: a convivência. Isso vale para a construção de relacionamentos e para o sucesso das empresas!

05 setembro, 2016

O currículo, como o conhecemos, está com os dias contados

* Por Marcelo Braga

O currículo é um registro do passado, que será substituído inevitavelmente por plataformas digitais onde o candidato irá atualizar informações, incluir conquistas e desafios alcançados. O CV perderá espaço para outras ferramentas de avaliação, muito mais efetivas.

Esqueça os currículos longos, cheios de informações detalhadas e desnecessárias, ou aqueles que de tão resumidos sequer informavam o básico sobre o candidato. Aliás, esqueça o currículo como o conhecemos. Ele está com os dias contados.

Muitos se preocupam com o formato, tamanho, estilo de letra. No entanto, o que mais importa é a maneira como se conta a história profissional. A informação é que precisa ser adequada, confiável e completa. Obviamente existem áreas onde a parte criativa é fundamental. Nelas um documento anexo ao CV, onde são listados os aspectos mais específicos, sempre será importante.

Mas qual será a alternativa ao currículo como o conhecemos? As informações auxiliadas com outros instrumentos de avaliação, como testes, certificações, entrevistas virtuais, avaliações comportamentais serão os meios de recrutamento no futuro breve.

Para substituir o papel, o ideal é ter uma plataforma onde essa informação seja atualizada, consultada e avaliada, e onde o candidato possa ao longo do tempo inserir conquistas e desafios alcançados, o que em alguns casos já ocorre no recrutamento online.

Como headhunter, enxergo o CV como algo que diz sobre o passado, as ações já realizadas pelo profissional. Assim, não há necessidade de ficar alterando o passado, buscando a melhor forma de comunicar a mesma informação. Inclusive se todos os documentos tivessem o mesmo formato, seria ideal para que o conteúdo pudesse ser comparado.

Este inclusive é um dos princípios de aplicativos como a REACHR, pois quem acessa a plataforma preenche um cadastro a partir do qual os dados começam a ser analisados e selecionados pelo algoritmo, que na sequência inicia o cruzamento do perfil dos candidatos com as vagas disponíveis. Assim é possível comparar informações e avaliar possíveis distorções, buscando sempre o candidato ideal para a empresa.

E quem está em início de carreira? Quem está procurando estágio e quer se mostrar mais atraente para o mercado, visto que não tem tanta informação para incluir no currículo, deve lembrar que está em pé de igualdade com os demais profissionais que estão se formando. Todos estão no mesmo estágio de vida, inclusive. A diferença estará em aspectos como atividades extras e competências comportamentais, ou seja, não será o CV a vantagem competitiva do candidato neste caso.

O currículo formal é um sumário das conquistas até um determinado momento. É preciso pensar à frente. Para iniciar a procura de um estágio, o jovem deve começar antes a traçar uma carreira com conquistas em todos os âmbitos. Entender as necessidades do mercado em aspectos comportamentais, postura e questões técnicas. Atuar em outras áreas que não somente a sua, como práticas esportivas, apoio à comunidade, enfim, atividades que possam mostrar um pouco mais sobre a pessoa do candidato.

18 agosto, 2016

Torne sua busca por emprego mais eficaz*

* Por Letícia Krauskopf

Quem está à procura de uma recolocação sabe que a disputa no mercado de trabalho está acirrada. Por mais ativo e determinado que o profissional seja, pode chegar a um momento da busca em que bate aquele desânimo. Afinal, foram vários currículos enviados e quase nenhuma reposta.

O papel do headhunter, além de encontrar o profissional certo para a empresa, também é o de orientar o candidato para que ele consiga, o mais rápido possível, atingir seus objetivos profissionais. Por isso, reuni neste artigo alguns conselhos para que a busca por uma recolocação seja mais produtiva.

1. Nem todo currículo enviado terá uma resposta
Infelizmente, vivemos um momento em que há muitos profissionais disponíveis no mercado e cada vaga recebe centenas, às vezes, milhares de currículos. Mesmo que um software faça o primeiro filtro, é humanamente impossível que um recrutador leia e responda a todos da maneira que gostaria e que o candidato espera. Por isso, não se sinta mal caso não receba um retorno mais pessoal ao enviar o currículo para uma oportunidade de emprego.

2. Metralhadora de currículos
Um ponto muito importante é selecionar com critério as vagas às quais pretende se candidatar. Disparar currículo para toda e qualquer oportunidade não aumentarão as chances de contratação. Pelo contrário, pode acabar prejudicando a imagem do profissional no mercado, fazendo com que ele perca credibilidade em processos que sejam mais adequados ao seu perfil.

Por isso, estude a vaga antes de se candidatar. Tenha atenção aos pré-requisitos, à formação, às competências técnicas e comportamentais exigidas. Se o pedido é por inglês fluente, por exemplo, e o seu é intermediário, cuidado, pois você será testado.

3. Pense de maneira mais estratégica
Mandar o currículo para uma oportunidade é o que todo mundo faz. É preciso que você faça algo para se destacar. Uma maneira de fazer isso é ter um relacionamento próximo com o recrutador. E isso tem início antes mesmo de uma vaga do seu interesse existir.

Mapeie no mercado quem são as pessoas responsáveis pelo recrutamento em empresas que você teria interesse em trabalhar. Veja se você tem algum contato em comum com a pessoa e peça uma apresentação. Ou conecte-se diretamente com ela vida rede social (LinkedIn). Compartilhe conteúdos interessantes, faça interações com suas postagens, troque informações relevantes para o negócio e atividade desse novo contato.

Sempre que possível, transfira o relacionamento do virtual para o pessoal. Convide para um café a fim de discutirem tendências de mercado e introduza o interesse em trabalhar futuramente na empresa. Faça o mesmo com os headhunters, pois eles têm acesso a oportunidades e sabem de movimentação no mercado que não são divulgadas para o grande público.

4. Confie no trabalho do recrutador
A partir desse relacionamento próximo e busca focada, o recrutador entenderá melhor seu momento de mercado e entrará em contato quando surgir uma oportunidade que seja realmente aderente ao seu perfil. Não tenha dúvidas disso!

17 agosto, 2016

CURRÍCULO ONLINE: VEJA AS PALAVRAS-CHAVE FUNDAMENTAIS PARA O CV*

* Por Thais Manini


Antes de inserir o seu currículo online em plataformas de busca de emprego e bancos de dados, confira as dicas das palavras-chave importantes para estar no documento.

Ter o currículo online é praticamente obrigatório para quem deseja concorrer a uma vaga de emprego no mercado de trabalho. Seja em plataformas gratuitas ou pagas, redes sociais e até mesmo no banco de dados de empresas do seu interesse.

Porém, tão importante quanto ter uma versão digital, é saber quais são as palavras-chave importantes e que não devem faltar no seu currículo. Uma pesquisa realizada no ano passado, pelo site de emprego Zip Recruiter analiso mais de três milhões de currículos para descobrir quais são as técnicas mais assertivas utilizadas pelos profissionais.

PALAVRAS-CHAVE PARA CV

Os termos que indicam habilidades de gestão, postura pró-ativa em relação ao trabalho e habilidade de resolver problemas são as mais bem vistas:

  • Análise
  • Apoio
  • Cliente
  • Conhecimento
  • Dados
  • Desenvolvimento
  • Equipe
  • Experiência
  • Gestão
  • Habilidade
  • Liderança
  • Negócio
  • Operação
  • Profissional
  • Projeto
  • Responsável

Assim como existe palavras-chave importantes, também existem aquelas que devem ser evitadas ou até mesmo não aparecer em um currículo online, pois denotam inexperiência:

  • Aprendizagem
  • Chance
  • Desenvolver
  • Difícil
  • Eu mesmo
  • Mim
  • Necessidade
  • Primeiro
  • Tempo


PALAVRAS-CHAVE POR ÁREA DE ATUAÇÃO

Existem algumas palavras que são mais facilmente identificadas dependendo da área de atuação, confira alguns exemplos para fazer (ou refazer) o seu currículo online:

Administrativa

Planejamento de reuniões; apresentações de metas e resultados; suporte ao cliente; gerência de escritório; controle de inventário; compra; levantamento e escolha de fornecedores; gerência de projeto; estratégia.

Financeira

Relação com investidores; análise de risco; administração de risco; projeções financeiras; balanço tributário; administração de lucros; análise de custos; negociação; fusão e aquisição; bolsa de valores; MBA; valorização de negócio.

Recursos Humanos

Treinamento e desenvolvimento; desenvolvimento organizacional; reengenharia de processos; folha de pagamento e benefícios; administração de cargos e salários; recrutamento e seleção; políticas e procedimentos; relações trabalhistas.

Tecnologia

Nesta área, em específico, as palavras-chave estão relacionadas com seu alvo de trabalho, experiência e os programas e aplicativos que domina:

Rede; dados; novell; Unix; Linux; Windows; Segurança; e-commerce; informação; suporte; velocidade; cabeamento; servidor; gerenciamento; disco ótico-magnético; roteadores; intranet; internet; Java; Developer; browser; firewall; LAN Switches; implementação; C++. HTML; ASP; VB; COBOL.

Vendas

Representação de vendas; representantes; telemarketing; atendimento; pós-venda; ativo; follow-up; assistência técnica; captação de clientes; administração de carteira de clientes; marketing de produto; estratégia; desenvolvimento de novos negócios.

Para escolher as palavras-chave ideias para o seu currículo online faça uma lista das suas habilidades e experiências e então procure uma palavras específica que a represente. Palavras com sentido amplo, podem fazer com que o seu currículo seja apenas mais um.

DICAS IMPORTANTES

Além das palavras-chave do currículo online, também é muito bem observado pelos recrutadores, uma história consistente da sua experiência de trabalho. O currículo deve ser feito direcionada àquela empresa e cargo desejado. É preciso lembrar, sempre, de ressaltar as habilidades relacionadas à vaga em questão.

O TAMANHO DO CURRÍCULO ONLINE

Especialistas garantem que, um currículo demasiado extenso ou curto não são bem vistos e que o ideal é que tenham entre 600 e 700 palavras.

16 agosto, 2016

O mercado de trabalho está mudando e você precisa estar preparado*

* Por Ronaldo Cavalheri

Empresas como o Google, AirBnb e Netflix estão nos forçando a um novo comportamento e sinalizando que muitas outras mudanças radicais estão por vir


Nunca ouvimos falar tanto que é possível trabalhar com o que amamos. Sim, é possível. Mas só amor não entrega resultados. Muitas pessoas têm ideias geniais e querem criar, por exemplo, uma startup bilionária ao se levantar da cama, mas esquecem que só a ideia não é suficiente. O momento econômico conturbado tem deixado a vida das pessoas mais difícil. Muita gente está perdendo tempo reclamando, sem enxergar as oportunidades do momento.

Empresas como o Google, AirBnb e Netflix estão nos forçando a um novo comportamento e sinalizando que muitas outras mudanças radicais estão por vir. As pessoas precisam estar atentas a essas mudanças e, também, entender que devem se preparar para elas. Não basta ser usuário de aplicativos ou consumidor de novas soluções. Estou falando de se reinventar como profissional, estando preparado para um mercado de trabalho alternativo e pulsante. Se o mundo está mudando, por que a grande maioria das pessoas continuam desenhando seu perfil profissional da mesma forma?

É impressionante como muita gente só enxerga possibilidade na velha e obsoleta CLT. Até quando o mercado irá conseguir arcar com essa relação trabalhista onerosa de um sistema falido e engessado? O empreendedorismo se coloca como grande opção para um novo desenho de relações de trabalho, onde regras mais flexíveis são aceitas. Não é cumprir horário que importa, mas sim agregar valor e entregar resultados. E também por que não trabalhar em casa em seu home office ou em espaços compartilhados? É preciso pensar em aliviar a estrutura das empresas e deixá-las mais competitivas.

Antigamente, o profissional passava uma vida inteira dentro da mesma empresa. Nos últimos tempos, eles viraram especialistas e tinham vários empregos na mesma área. Agora, viveremos um período de várias profissões na mesma vida. O mercado precisa de profissionais polivalentes e mutantes, que acompanham o movimento da economia. Você pode trabalhar com o que gosta, mas precisa ter um diferencial. Mesmo em tempos de crise, as pessoas têm acesso ao consumo. Com isso a personalização, a exclusividade e o valor agregado tem sido uma solicitação recorrente dos consumidores. É preciso criar identidade profissional, ter uma linguagem própria e entregar o que os outros não entregam. É preciso enxergar vertentes alternativas e criativas na mesma área de atuação.

Planejamento longo pode ser um tiro no pé. Não dá para perder meses ou anos desenhando uma solução que talvez o mercado não queira comprar. Com as redes sociais, nunca estivemos tão próximos dos nossos clientes. É vital entender as necessidades e propor soluções com foco nelas. É preciso se preparar para entregar mais do que se espera, e para isso é preciso formação. Porém, o modelo de ensino deve ser outro, com aprendizado constante e foco prático. Não é aceitável que um o futuro profissional fique anos sentado na cadeira de uma faculdade para chegar ao final e se perguntar como exercer sua profissão. É inadmissível pensar em uma formação teórica no qual o aluno tem papel receptivo. O profissional precisa ser construído agindo ativamente durante sua formação, vivendo a profissão e criando um olhar múltiplo.

As novas tecnologias têm trazido facilidades. Inevitavelmente a robotização substituirá muitas atividades hoje desenvolvidas pelo homem. Precisamos repensar nossos papeis como profissionais. Só aquilo que é prazeroso e que depende do talento caberá ao ser humano. Estamos chegando em um tempo onde a Economia Criativa aparece em destaque, pois o que realmente vale é o intangível proporcionado pelo capital intelectual. Da mesma forma, ganham forças as economias colaborativa e compartilhada que estabelecem uma relação de “ganha-ganha”, abrindo canais para uma nova forma de pensar onde o ser é mais valioso que o ter.

Sim, novos tempos que exigem novos comportamentos. É hora de se reinventar como o profissional e garantir seu espaço no mercado.

11 agosto, 2016

Quer manter os bons profissionais em sua empresa?

Por Valéria Andrade

Comece a valorizar mais seus talentos. E essa valorização vai muito além de um aumento salarial ou um bônus anual


Um dos maiores desafio para qualquer gestor é conseguir manter os grandes talentos dentro da empresa. Encontramos esse cenário em empresas de todos os portes e de todos os setores. A mesma dificuldade que uma empresa familiar tem em manter um bom profissional é encontrada nas gigantes multinacionais.

Muitos fatores podem influenciar a decisão deste profissional de destaque em permanecer ou deixar a companhia. Em muitos casos, esse talento busca trabalhar na empresa que sempre sonhou, ou mudou seus rumos profissionais devido a questões pessoais e pouco pode ser feito para retê-lo. Em outras situações, o alto salário e os benefícios oferecidos podem fazer a diferença também. No entanto, uma ação que tem um grande poder de conquistar o funcionário, mas nem sempre é devidamente explorada, é a valorização deste talento.

E essa valorização vai muito além de um aumento salarial ou um bônus anual. As pessoas querem também ter seu trabalho reconhecido, crescer profissionalmente e ter sua voz ouvida dentro da empresa e terem seus desejos pessoais respeitados. Um levantamento da Kelly com mais de quatro mil profissionais no Brasil mostra que 73% deles valorizam a oportunidade de crescimento profissional para se manter dentro da empresa e 62% se identificam com empregadores que oferecem programas de treinamento e desenvolvimento.

Esses números comprovam que o brasileiro quer um emprego onde ele enxergue uma possibilidade real de crescer e se desenvolver na carreira. O grande talento, em geral, sabe que ele é bom no que faz e que pode trazer resultados positivos para seu empregador. E, por isso, ele busca essa reciprocidade. Quando o trabalhador sente confiança de que seu gestor vai ajudá-lo a crescer e que a empresa pode oferecer melhores oportunidades, ele vai pensar muitas vezes antes de buscar um novo emprego ou aceitar uma proposta de um concorrente.

Outra ação importante que o gestor deve ter para reter os bons colaboradores dentro da empresa é entender os fatores motivacionais de cada um dos seus liderados, mantendo um diálogo permanente. Isso mostra interesse no profissional e no trabalho que está sendo desenvolvimento e nos resultados que consequentemente serão obtidos. Além disso, ouvir as opiniões e buscar soluções em conjunto demonstra que o líder confia no diagnóstico do liderado, o valoriza como pessoa e acredita que ele é peça fundamental para ajudar a guiar os rumos da companhia.

Por fim, essa valorização necessariamente passa por respeitar o profissional de seus anseios individuais. Nem todos os profissionais desejam uma ascensão vertical ou uma carreira internacional, por exemplo. Alternativas como horário flexível ou trabalho part time podem ser um ótimo fator de retenção para aqueles que querem se dedicar mais tempo a família ou ao crescimento dos filhos pequenos. Uma empresa que não pensa apenas em trabalho, que busca conhecer a vida dos empregados e que permite uma vida social saudável necessariamente terá um ambiente mais amigável e motivador. Tanto que, nessa mesma pesquisa desenvolvida pela Kelly, 59% dos entrevistados levam em consideração o equilíbrio entre a vida pessoal e profissional ao se decidir por se manter em seu atual emprego.

Reter os grandes talentos sempre será uma grande dificuldade. Mas, ao se atentar com cuidado a esses detalhes, e oferecer condições para que o profissional explore suas potencialidades, oferecendo um bom pacote de recompensas financeiras e valorização profissional, respeitando-o pelo o que é e pelos seus anseios, as chances de manter seus bons profissionais será muito maior.

10 agosto, 2016

Pokémon GO: uma ferramenta poderosa para atrair clientes*

* Por Administradores.com

Como as empresas podem se beneficiar do jogo que virou febre, principalmente entre o público jovem


O Pokémon GO mal desembarcou no Brasil e já virou febre entre pessoas de todas as faixas etárias, mas, especialmente, para os jovens. De olho nesse público e dentro de um dos 15 maiores mercados para jogos no mundo, empresas se aproveitam da mecânica do Pokémon GO para atrair clientes. “Ainda estamos descobrindo a dimensão do potencial de marketing que o jogo tem, mas já podemos utilizar algumas ferramentas, como ativar PokéStops próximas às lojas e treinar vendedores para interagir com os caçadores dos monstrinhos atraídos, por exemplo”, afirma o professor do curso de Jogos Digitais do Centro Tecnológico Positivo, Rafael Baptistella Luiz.

Para testar algumas das estratégias, Baptistella contou com o apoio do Laboratório de Varejo da Escola de Comunicação e Negócios da Universidade Positivo (UP). O teste está sendo realizado na Loja da Fábrica Positivo, no Centro de Curitiba. Além de buscar novas possibilidades para que empresas utilizem o jogo para atrair clientes, o estudo visa mensurar a efetividade da ferramenta. Por meio de uma PokéStop, com custo relativamente baixo, um módulo é ativado para atrair o Pokémon até as redondezas da loja. "O módulo faz com que os jogadores que estejam no aplicativo observem no mapa do jogo que ali por perto tem algo ativo. Eles vão até lá e pegam os Pokémons”, explica Baptistella.

No primeiro dia de estudo, o jogo gerou um fluxo de dois novos clientes a cada 15 minutos de testes. Para a coordenadora do Laboratório de Varejo da Escola de Comunicação e Negócios da UP, Fabíola Paes, o Pokémon GO já é um marco da tendência de fusão das experiências on e off-line do consumidor, já que o jogo coloca os monstrinhos em espaços físicos. "Vivemos a era da omniexperiência no varejo. O consumidor não distingue mais a diferença da experiência de compra no ambiente on-line e off-line. Ele fica no centro da experiência e de relacionamento com as marcas e está preparado para aderir a uma nova jornada de compras”, ressalta Fabíola. Para ela, o jogo populariza um comportamento que já vem sendo experimentado há algum tempo pelas marcas que é a realidade aumentada, na qual o espaço real interage com elementos virtuais.

Fora do Brasil, o McDonald´s foi a primeira marca a se associar oficialmente ao game. No Japão, a rede confirmou que seus trinta mil restaurantes terão localização patrocinada no jogo. Nos Estados Unidos, cafeterias e restaurantes já usam o Pokémon GO para atrair clientes. Um dos cases até o momento é o da pizza bar L’Inizio, em Nova York, que ativou o recurso “módulo de atração” e registrou um aumento de vendas de 75% em um fim de semana. Para o New York Post, o gerente do estabelecimento disse que gastou 10 dólares para ter uma dúzia de monstrinhos colocados no local. “Diversas empresas nacionais e estrangeiras já planejam ações de marketing para tirar proveito do sucesso que o jogo da Niantic tem registrado em escala global”, afirma Fabíola. Segundo ela, o principal desafio do estudo é descobrir como converter o fluxo gerado em novas vendas.

09 agosto, 2016

"Profissão do futuro" paga bem e não exige perfil técnico*

* Por Claudia Gasparini


Numa tarde preguiçosa de domingo, enquanto você interage nas redes sociais, brinca com o seu smartphone ou assiste à sua série favorita na Netflix, pode até parecer que você não está fazendo nada. Mas você está produzindo — e muito.

Conectados à rede, todos nós estamos gerando quantidades gigantescas de dados sobre nossas preferências, necessidades e hábitos de consumo. O resultado disso, conhecido como big data, vale ouro para as empresas.

O uso inteligente desse oceano de informações é explica o sucesso estrondoso de empresas como Uber e Airbnb. Mas o fenômeno não se limita às startups “moderninhas”: a necessidade de gerir estrategicamente o big data está criando um mercado de trabalho pujante nos mais variados contextos e setores.

A carreira de CDO (Chief Data Officer) é uma das mais promissoras desse universo. O cargo pertence ao grupo “C-level”, que inclui posições mais conhecidas como CFO (Chief Financial Officer), CTO (Chief Technology Officer) e CEO (Chief Executive Officer).

Profissionais com esse termo no cartão de visitas ainda são raros. No Brasil, estima-se que haja entre 15 e 20 pessoas com o título, segundo uma pesquisa da Gartner, empresa de pesquisa do mercado de tecnologia da informação.

O cientista da computação Mário Faria foi o primeiro CDO da América Latina e um dos primeiros do mundo, segundo o MIT. Ele foi nomeado para o cargo em 2011, quando trabalhava na Boa Vista Serviços. Hoje, é vice-presidente de uma equipe da Gartner que apoia o trabalho de CDOs em diversas frentes.

A carreira surgiu em meados de 2004, e tem crescido exponencialmente nos últimos anos. Segundo Faria, em dezembro de 2014, havia 400 profissionais com o título; no mesmo mês de 2015, o número passou para 900. Em julho de 2016, já se registravam cerca de 1.500 pessoas com o cargo em todo o mundo.

“A grande mudança foi transformar uma área tradicionalmente subordinada ao departamento de tecnologia em uma diretoria independente e de enorme valor estratégico para o negócio”, explica Jaime de Paula, CEO da Neoway, empresa especializada na criação de soluções de inteligência de mercado.

Segundo ele, a ascensão dos CDOs mostra que as empresas têm percebido que a gestão do big data não pode ser desconectada da estratégia. “Elas precisam de uma figura menos técnica, que faça a ponte entre a área de TI e os objetivos do negócio”, diz.

Perfil

Formado em sistemas da informação, Michel Ávila é CDO da Neoway desde junho de 2015. Seu papel é cuidar da qualidade dos dados e da criação de novos produtos, serviços e modelos de negócio a partir da análise dos dados.

“Para trabalhar como Chief Data Officer, você não precisa ter experiências passadas na área, mas é fundamental que tenha consciência da importância dos dados para a estratégia dos negócios", explica. "Você precisará ser um evangelizador desse princípio dentro da organização”.

Uma das competências comportamentais mais relevantes, segundo Ávila, é justamente a capacidade de comunicação e persuasão. Como a área ainda é recente e pouco conhecida, o CDO precisa fazer um trabalho de convencimento sobre a dimensão estratégica dos dados. Ele deve ser uma espécie de embaixador dessa ideia.

O executivo menciona a prudência como outra característica essencial. “É preciso ser cauteloso, porque um dos pilares do trabalho com dados é cuidar da segurança, da privacidade e da governança dos dados”, explica.

A proatividade é a terceira competência comportamental lembrada por Ávila, já que uma das missões mais importantes é “caçar” oportunidades de negócios a partir do big data.

Do lado técnico, há menos requisitos do que se poderia imaginar. Segundo um relatório de maio de 2016 divulgado pela Gartner, apenas 9% dos CDOs vieram do departamento de TI. “Basta que você tenha certas noções de estatística, especialmente para a criação de modelos preditivos, e tenha familiaridade com inteligência artificial”, afirma Ávila.

Para Mário Faria, o primeiro CDO da América Latina, qualquer executivo pode ser alçado ao cargo, desde que atenda à principal exigência: ser capaz de conduzir a área de forma estratégica.

“A função que ele desempenha é a de um líder, não de um técnico”, explica. “É importante que você compreenda o ferramental de TI, mas seu foco será influenciar outros líderes para usar o big data nas decisões estratégicas do negócio".

É claro que ajuda já ter trabalhado direta ou indiretamente com análise de dados. De acordo com a Gartner, 63% dos CDOs trazem essa experiência no currículo.

Vagas e salários

Embora o big data seja um ativo relevante para empresas de praticamente todos os segmentos, alguns empregadores têm demanda mais intensa por diretores da área.

É o caso de seguradoras, bancos e empresas de TI, varejo, bens de consumo e telecomunicações, que tipicamente trabalham com grandes volumes de informações. Governos de cidades, estados e países e até exércitos também oferecem cada vez mais vagas para CDOs e outros cargos correlatos.

A contrapartida financeira pode variar muito. Segundo Faria, a depender do porte do empregador, a remuneração total de um Chief Data Officer, no mundo, pode ir de 350 mil a 2 milhões de dólares por ano.

A valorização salarial desse profissional tem a ver com a percepção de seu impacto para o negócio. “Além de melhorar a gestão de riscos da empresa, o CDO ajuda na redução de custos e na busca por receitas adicionais, graças à otimização de campanhas e ao mapeamento de novos produtos e mercados”, explica o VP da Gartner.

08 agosto, 2016

PERSISTÊNCIA

Certo dia, no caminho para o trabalho, me deparei com uma cena que me fez refletir: um senhor já idoso, jogando basquete em uma destas quadras abertas, arremessando bolas e mais bolas. Sem acertar a cesta, por uns 10 minutos observei-o, neste período somente um acerto em quase 50 bolas arremessadas.

Parei, olhei. Vi a ternura do seu olhar (parafraseando Roberto Carlos) e o cumprimentei incentivando-o a continuar tentando. Ele sorriu, agradeceu e voltou ao seu exercício.

Se fizermos uma comparação com o mundo empresarial, quantas vezes temos a chance de continuar tentando? Na atual conjuntura de um mundo cada vez mais imediatista, a primeira coisa que acontece é a bronca e o desestímulo para se continuar tentando. Paciência. Precisamos muito dela hoje em dia.

Tudo bem que a conectividade faz com que estejamos mais informados e por consequência, com mais possibilidades de rápido aprendizado, mas será que efetivamente precisamos ser tão imediatistas assim? 

Não, não precisamos. O que precisamos é buscar, cada vez mais, novos conhecimentos e novas aplicabilidades para desenvolvermos as nossas atividades. Mais do que isso, precisamos ter persistência para continuarmos acreditando no nosso potencial. 

Sim, vamos e devemos errar muito. Porém, não devemos deixar de continuar acreditando nos nossos sonhos, buscando melhorar nosso potencial e termos persistência para atingir o que desejamos!


04 agosto, 2016

RH como parte da estratégia do negócio*

* Por Cris Olivette

Com foco no resultado, o 'novo recursos humanos' trabalha para que as empresas alcancem efetivamente seus objetivos de crescimento


Departamentos de recursos humanos de várias empresas estão tendo o status da área elevado nos organogramas das companhias com a adoção da denominação: RH Estratégico. Na prática, o que isso significa?

Segundo a consultora do grupo Bridge, Fernanda Macedo, isso quer dizer que essas empresas têm uma estratégia de RH a serviço do negócio, facilitando a realização da estratégia da empresa, sustentando a cultura organizacional, ou facilitando a transformação dessa cultura.

“Essas ações são efetivadas por meio de ferramentas, processos e ações aplicados no cotidiano, com o objetivo de sensibilizar e engajar as pessoas na direção que a empresa deseja. Quanto mais direcionado para suportar a estratégia, mais estratégico será o RH”, diz.

A vice-presidente de RH da DM9DDB, Maria Eduarda Lomanto, afirma que o maior ativo de uma empresa são as pessoas. “Um RH estratégico participa do processo decisório do negócio, cuida para que as decisões sejam as melhores para as pessoas e alinha os valores da organização com os valores dos colaboradores. Esse profissional é o guardião da cultura organizacional, mola propulsora das companhias”, diz.

Fernanda lembra que antigamente o RH atuava em sua rotina e era acionado em ações pontuais para resolver problemas desconectados da estratégia organizacional. “Hoje, o que percebo em negócios que adotaram RHs estratégicos é uma atuação direta na transformação da empresa, facilitando a execução da estratégia organizacional”, afirma.

Segundo ela, nesse novo formato o RH participa das mudanças organizacionais e ajuda a construir cenários, apresentando tendências e soluções inovadoras. “Este profissional tem um papel importante nas conexões entre as áreas, potencializando os resultados através das pessoas. O grande diferencial do RH tradicional para o estratégico é que o segundo faz parte da transformação e é reconhecido por potencializar os resultados através das pessoas.”

Esse profissional, conforme Maria Eduarda, deve ter perfil de negócios sem perder a sensibilidade de perceber a individualidade de cada ser humano, dotado de sonhos e frustrações.

“O profissional estratégico de RH deve ter o olhar no negócio, foco no resultado, visão sistêmica, habilidade política, excelente relacionamento interpessoal, saber ouvir e ter compaixão. Tem de amar o que faz.”

A coordenadora do MBA Executivo em Economia e Gestão: Recursos Humanos, da Fundação Getúlio Vargas, Denize Dutra, afirma que o objetivo da formação é levar o aluno a assumir posições estratégicas na área de RH e fazer com que ele possa contribuir com os objetivos de alcance da organização.

“Queremos que esse profissional saia do curso propondo políticas, diretrizes e práticas de RH que a empresa vai utilizar para atingir seus objetivos estratégicos. Sempre com a preocupação de dignificar essa relação do homem com o trabalho. Queremos que ele seja um profissional propositivo.”

Entre as disciplinas aplicadas ao longo dos 18 meses de curso, ela cita macroeconomia, sustentabilidade, governança, estratégia e finanças. “Eles têm uma ampla compreensão do mundo corporativo para poder perceber de que forma o RH pode contribuir. Vemos que ocorre uma grande mudança no modelo mental dos alunos e a progressão de carreira é significativa.”
Perto de concluir o MBA, o coordenador de RH da área de diversidade do Walmart Brasil, Djalma Scartezini, conta que teve duas promoções após ter iniciado o curso.

“O MBA está sendo crucial para que eu cresça na carreira. Adquiri competências técnicas, comportamentais e postura. Hoje, meu trabalho faz parte da estratégia da companhia e as entregas ajudam a empresa como um todo”, afirma.

Scartezini conta que o curso foi além do esperado. “Claro que o ferramental é importante, mas tem também o intangível, que é a forma crítica de raciocinar as questões de RH. O raciocínio crítico e estratégico pode ser muito mais importante do que a execução de uma tarefa operacional. Ganhei essa visão por meio de debates muito ricos. Os professores são profissionais do mercado e têm experiência prática e a troca entre os alunos é muito rica também.”

O aluno conta que o tema de seu TCC é relativo ao retorno do investimento obtido com trabalho de diversidade estratégica. “Quero provar por meio de dados científicos como o RH traz lucro. O RH costuma ser visto como uma área que não agrega valor ao negócio. Hoje, é possível provar que a área traz lucro. Ao fazer, por exemplo, trabalho de inclusão de deficientes, evito uma série de multas. Assim, trago de volta dinheiro para a companhia”, diz.

Consultor de carreiras da Thomas Case & Associados, Eduardo Bahi diz que em tempos de mercado globalizado e competitivo, o RH teve de se tornar uma área estratégica.

“Alcançar metas e resultados é uma cobrança constante e se reflete diretamente nas decisões que são tomadas pelos gestores. Então, desenvolver competências organizacionais para atrair e reter talentos e pessoas de alta performance, além de construir um ambiente de trabalho desafiador e melhorar o clima organizacional passaram a ser objetivos do RH.”
Segundo ele, um RH estratégico pensa nas competências de um profissional contratado e quais competências terá de ter no longo prazo, enquanto o RH tradicional desenvolve pessoas para necessidades atuais.

“O novo RH entende o modelo de gestão por competências alinhadas aos desafios estratégicos da companhia, posicionamento de mercado, planejamento estratégico, inteligência competitiva, cadeia de valores, entre outros. Este tipo de profissional, em meu ponto de vista, tem de ser moldado pela empresa, que deve fazer com que ele assimile sua missão e valores”, diz Bahi.

Consultora do grupo Bridge, Fernanda Macedo acredita que além dos cursos de MBA, os profissionais também devem buscar qualificação por meio de relacionamentos, contatos e trocas de experiências.

“Na Bridge, por exemplo, trocamos experiências com muitos profissionais de RH estratégico para que tenhamos maior prontidão para lidarmos com tanta volatilidade, incertezas, ambiguidade e inseguranças que o contexto apresenta. Uma rede conectada com pessoas que experimentam as mesmas dores, incertezas e desafios, mas também conquistas e sucessos, facilita o ganho de maturidade e desempenho do profissional”, avalia.

Segundo a coordenadora do MBA Executivo em Economia e Gestão: Recursos Humanos, da Fundação Getúlio Vargas, Denize Dutra, a formação atrai principalmente profissionais que já atuam na área de RH e querem passar por reciclagem para obter um olhar estratégico e atuar de forma menos operacional. “Mas também é procurado por pessoas que já têm experiência gerencial em outra área e quer migrar para a área de recursos humanos.”

Mesmo não tendo a intenção de migrar de área, a gerente regional de vendas da rede Marisa, Priscila Nascimento, sentiu necessidade de incrementar seus conhecimentos com um curso que valorizasse a visão estratégica, porque em sua atuação como gerente regional de vendas também faz a gestão de pessoas.

“Os resultados das empresas são obtidos por meio de pessoas. Indubitavelmente tenho de aplicar metodologias de gestão estratégica em minha rotina de trabalho. No MBA, adquiri conhecimentos mais amplos porque o curso contém disciplinas de negócios nacionais e internacionais, além de proporcionar um bom networking e maturação em termos de gestão de pessoas”, diz.

Priscila destaca que o curso aborda outras frentes que envolvem a área de RH estratégico como desenvolvimento e gestão de pessoas, definição de potencial, gestão de competências e definição de perfil adequado para cada função. “No meu dia a dia lido com isso intensamente”, afirma.

A gerente acrescenta que a formação fortaleceu sua percepção e capacidade de diagnóstico. “Também ampliou meu olhar do ponto de vista estratégico em relação à atuação de pessoas e do negócio”, diz.

02 agosto, 2016

Saiba como melhorar o marketing pessoal de uma vez por todas*

* Por RH Inteligente

Você pode estar se perguntando “por que eu preciso melhorar o marketing pessoal”? Bem, vamos explicar. Todos nós, ao buscarmos um profissional, desejamos ir ao melhor deles. Da mesma forma, os gestores, ao entrevistar diversos candidatos e escolher quem ocupará a função oferecida, certamente escolherão aquele que lhes parece o “melhor” dentre os concorrentes, o mais apto para desempenhar a função.



A grande questão é que, nem sempre, os escolhidos são verdadeiramente os mais competentes. Eles apenas são os que melhor demonstram as suas habilidades. A essa qualidade de conseguir agregar valor à própria imagem, chamamos marketing pessoal.

O marketing pessoal é indispensável para o profissional que quer ser reconhecido em sua área de atuação. É preciso desenvolver as estratégias adequadas para não apenas ser notado, mas ser notório!

Neste post daremos 7 dicas de como melhorar o marketing pessoal e obter o merecido reconhecimento pelo seu trabalho. Confira!

1) Invista na sua imagem
Cuidar da aparência é fundamental. Vestir-se adequadamente e de acordo com a ocasião é indispensável para o profissional que quer se destacar. É claro que não existe uma regra de vestimenta aplicável a todos. Certamente, um profissional da área jurídica não deve trajar-se do mesmo modo que um educador físico em uma academia. Porém, num ou noutro caso, é preciso haver cuidado com a vestimenta, pois ela fala muito sobre nós e sobre a mensagem que queremos transmitir.

2) Seja pontual
Ultrapassada a fase da aparência, é hora de destacar-se por sua forma de agir. A pontualidade é uma qualidade bastante importante na seara profissional, pois demonstra afinco e profissionalismo. Ser pontual significa que o profissional é comprometido com o seu trabalho, o respeita e valoriza.

3) Esforce-se para falar corretamente
Nem todos nós somos exímios oradores, mas devemos evitar a timidez ao falar em público e prezar pelo uso da linguagem correta e culta, sobretudo no ambiente de trabalho.

Não é adequado o uso de gírias ou coloquialismos no ambiente profissional, ou quando estamos tratando com pessoas com quem não temos intimidade. É preciso zelo com a linguagem, tanto a verbal, quanto a escrita. Profissionais que titubeiam ao falar ou que escorregam na gramática não transmitem confiabilidade.

4) Seja gentil
Gentileza é como um bálsamo na correria e estresse do dia a dia. Todos temos problemas, mas não devemos trazê-los para o trabalho. Para ser reconhecido e valorizado como profissional, é indispensável que saiba tratar a todos com respeito e atenção, sendo cuidadoso com as palavras e na forma de agir. Certamente, essa conduta criará um círculo virtuoso, afinal, gentileza gera gentileza!

5) Cuide da sua reputação
A reputação é o bem mais precioso que possuímos, é o que nos caracteriza no meio social, é a imagem que os outros vão ter de nós. Por isso, é muito importante zelar dela, através da prática de condutas éticas, do respeito a si e aos outros. Além do mais, é importante evitar algumas situações desagradáveis, como por exemplo, bebedeiras em público, conduta escandalosa, roupas extravagantes, etc.

6) Demonstre serenidade frente aos problemas
Encarar os problemas com serenidade é uma importante qualidade. Um bom profissional somente é assim reconhecido porque consegue solucionar os desafios surgidos diariamente no exercício das suas funções.

Para se destacar, é preciso ter diferencial. Se fizermos o previsível, obteremos resultados previsíveis. Manter a serenidade auxilia a encontrar soluções inovadoras e através delas você obterá reconhecimento e alavancará a sua marca pessoal.

7) Capacite-se
Para melhorar o marketing pessoal é indispensável que você invista em capacitação, sob pena de sentir-se uma fraude, transmitindo uma imagem de excelência que pode não condizer com a realidade.

Fazer cursos na sua área ou fora dela, além de proporcionar novos conhecimentos, fará com que seus horizontes sejam ampliados, e, ainda, lhe possibilitará fazer uma rede de contatos – que também é de extrema importância para obter visibilidade no segmento em que atua.

01 agosto, 2016

Tudo que você precisa saber para fazer um currículo impecável*

* Por RH Inteligente


Encontrar um novo emprego é sempre uma experiência difícil. Independentemente do caso, é preciso paciência, confiança e muita força de vontade para atingir o objetivo almejado. Nesse processo, algo é fundamental: um bom currículo.

Saber como fazer um currículo apresentável é importante não somente para que suas habilidades fiquem visíveis, mas também para que a empresa perceba sua aptidão em relação à vaga oferecida.

Assim sendo, confira a seguir as melhores dicas para elaborar um currículo certeiro, capaz de mostrar o que você tem de melhor e te dar maiores chances de êxito.

1 – Objetividade
Coloque-se no lugar de quem te entrevista. Essa pessoa provavelmente está analisando não somente o seu, mas também dezenas e dezenas de currículos das mais diferentes pessoas. Sendo assim, o primeiro critério que este examinador vai usar para fazer sua análise é o da eliminação. De imediato, ele vai eliminar todos os candidatos que não apresentarem compatibilidade com o perfil da empresa e a vaga em questão.

Por isso, um bom currículo é aquele que vai direto ao ponto, não perdendo tempo com informações inúteis ou que dificultem a compreensão do examinador. Procure trabalhar com tópicos, apresentando suas informações pessoais, bem como experiências anteriores, cursos realizados, entre outros, de maneira clara, sempre de acordo com seu objetivo profissional.

Além disso, lembre-se de que o seu objetivo é fazer com que o examinador goste de você e te considere um profissional adequado para o cargo oferecido. Submetê-lo a uma leitura extensa de um currículo não vai ajudar nesse ponto, e vai servir somente para deixa-lo cansado.

2 – O que colocar
Informe a respeito de suas experiências profissionais anteriores, com o nome das empresas, o período em que trabalhou em cada uma e sua função nos respectivos cargos, bem como seus dados acadêmicos, informando escolas, cursos superiores, especializações, tempo de duração de cada curso, entre outros.

Neste aspecto, não confunda informações pessoais com exposição desnecessária da sua vida pessoal. Neste campo, você deve informar o básico, como histórico profissional, nome completo, idade, estado civil, endereço, cidade e contatos que podem ser telefone celular ou residencial e e-mail.

3 – O que não colocar
Nunca é bom colocar informações em excesso. Escrever sobre cursos que começou e não concluiu, tentar explicar os motivos da saída dos trabalhos anteriores e passar informações que nada tem a ver com o seu perfil profissional, são exemplos de coisas desnecessárias.

Caso você esteja em busca de sua primeira experiência profissional, opte por deixar isso claro no objetivo profissional e não se preocupe em apresentar um currículo pequeno. O empregador vai entender a sua situação e se ele estiver em busca de alguém novo, com oportunidades de crescer dentro da empresa, certamente não verá problemas na falta de experiência.

Nada melhor do que ter bom senso na hora de elaborar um documento em que você se apresenta para um possível empregador. Lembre-se: o que as empresas querem é alguém compatível com a vaga apresentada. Neste caso, de nada adianta mentir no currículo, pois a incompatibilidade será identificada na entrevista ou, na pior das hipóteses, nos primeiros dias de trabalho.

Sendo assim, procure sempre ir atrás das vagas que se encaixam no seu perfil. Valorize-se. Seja sincero no currículo e vá com confiança. Vai dar tudo certo.

29 julho, 2016

Valorização do capital humano: uma visão estratégica*

* Por Administradores.com

Em tempos de crise, as empresas necessitam extrair o máximo do potencial de seus funcionários para se manterem competitivas no mercado e alcançarem os resultados almejados



Toda empresa precisa de um time de funcionários que a represente, que acredite em seus produtos e que queira construir um futuro em conjunto. Porém, a situação adversa da economia em nosso país vem dificultando o desenvolvimento das empresas, levando em muitos casos as mesmas a fecharem as portas. Esse cenário faz com que grande parte das Organizações diminua ou corte por completo os investimentos em seus colaboradores, proporcionando desmotivação e insegurança de todo o quadro de funcionários. Para que isso não aconteça é necessária uma nova visão estratégica das empresas em relação aos investimentos em seu capital humano, para reverter esse cenário e retornar a sua curva de crescimento.

Portanto, o ideal é que as Organizações criem uma equipe de colaboradores que vista a camisa da empresa, que saibam lidar com as adversidades, no atendimento ao cliente, que estejam motivados a gerar resultados positivos e, em contrapartida, consigam mais retornos financeiros, tanto para a empresa como para os colaboradores.

A Organização deve criar estímulos para que seus funcionários encarem este desafio, elevando o nível de participação e comprometimento, aumentando assim, o desempenho de cada um através da ampliação de consciência dos pontos fortes e pontos a serem desenvolvidos. O perfil desta equipe, deve ter o mesmo foco da empresa: o crescimento conjunto e é no momento de crise, que este crescimento acontece.

A psicóloga, Master Coach e Consultora de RH Elisângela Lima desenvolve o Assessment Coaching, um processo que possibilita descrever tendências comportamentais, identificando formas de buscar oportunidades de trabalhar o máximo do potencial pessoal e profissional e, como consequência, atingir maiores e melhores resultados para a empresa. Neste processo, cria-se um Plano de Desenvolvimento Individual (PDI) e um Plano de Desenvolvimento Geral (PDG).

27 julho, 2016

Como lidar com um babaca no trabalho, segundo a ciência*

* Por Ana Carolina Prado


Não é nenhum segredo: passar o dia com gente legal pode nos deixar felizes, conviver com gente chata faz com que nos sintamos mal com alguma frequência. Mas ter de lidar com colegas de trabalho escrotos faz mais do que isso: pode prejudicar nosso desempenho profissional.

Essa foi uma das conclusões do estudo liderado pela professora Gretchen Spreitzer, da Escola de Negócios Ross da Universidade de Michigan.

Ela e sua equipe já haviam descoberto, em estudos anteriores, que perspectivas de crescimento na empresa e relacionamentos com pessoas positivas (que eles chamam de relações “energizantes”) levam a um melhor desempenho profissional e melhores resultados nos negócios.

O estudo de agora vai pelo caminho oposto: descobrir se a relação com pessoas babacas (que seriam as “desenergizantes” ) são apenas um pé no saco ou se tem consequências mais profundas.

Foram feitos então dois estudos em duas empresas diferentes. Na primeira, foi pedido a funcionários de TI em uma empresa de engenharia que avaliassem suas relações com os colegas.

Os pesquisadores também analisaram as avaliações de desempenho de cada funcionário. O resultado foi que, quanto mais uma pessoa tinha que interagir com gente babaca, menor era seu desempenho no trabalho.

O segundo estudo, feito com funcionários de uma empresa de consultoria, teve essas mesmas características, mas com uma coisa a mais: os voluntários também tiveram de responder o quanto achavam que estavam prosperando na carreira.

Os resultados revelaram que quem sentia que tinha boas chances de crescimento profissional se saiu melhor em suas avaliações de desempenho, apesar da convivência com as pessoas “desenergizantes”.

“A perspectiva de crescer na empresa atenua os efeitos negativos das pessoas negativas“, comenta a autora. E isso mostrou a ela que há algumas medidas que empregados e chefes podem adotar para evitar que esses tipos prejudiquem os outros:

Como lidar se você é funcionário

– Limite tanto quanto puder as interações com pessoas negativas e babacas, sem medo.

– Aumente o tempo que você gasta com pessoas que fazem você se sentir bem.

– Tenha certeza de que o seu trabalho é significativo.

Como lidar se você é chefe

– Defina padrões de comportamento adequado no ambiente de trabalho e cobre de seus funcionários o respeito a essas regras. Spreitzer observa que, muitas vezes, pessoas difíceis são tecnicamente boas no que fazem, e por isso há uma tendência da chefia em fazer vista grossa ao mau comportamento.

– Leve em conta o comportamento da pessoa antes de decidir promovê-las – lembre-se de que as promoções afetarão outras pessoas.

– Dê aos funcionários feedback regular sobre seu trabalho e priorize os treinamentos que envolvam cultura de trabalho e comportamento profissional.

Para a autora, tais medidas não só melhoram o dia a dia das pessoas, como também afetam os resultados da empresa – gente feliz produz mais e melhor – e aí todo mundo sai ganhando.

26 julho, 2016

5 razões para ser descartado de cara em seleções de emprego*

* Por Camila Pati


Uma tendência comum de quem procura emprego é se candidatar ao maior número possível de oportunidades profissionais. Como grande parte das seleções começa pela internet, candidatos percorrem uma maratona de sites priorizando, muitas vezes, a quantidade em detrimento da qualidade das inscrições.

Quanto mais melhor? Nem sempre, segundo a especialista em RH da VAGAS.com, Viviane Candido. Por mais competente que uma pessoa seja, seu currículo não vai passar pela triagem inicial, caso cometa erros ou lance mão de estratégias na fase online como estas a seguir:

1. Falta de foco na candidatura

Candidatar-se a uma oportunidade fora do seu escopo profissional é certeza de ser eliminado de cara, segundo a especialista. “Os recrutadores fazem uma triagem online das candidaturas e usam palavras chave ligadas ao perfil específico da vaga”, diz Viviane.

Os currículos são classificados por ordem de aderência à oportunidade. Portanto, erra quem investe tempo se candidatando a posições que não estão relacionadas à sua área de atuação. “A pessoa nunca vai ser chamada, vai mostrar ao recrutador que está desesperada e isso só vai gerar mais frustração”, diz.

2. Desatenção com informações básicas

É quase inacreditável mas há quem se esqueça de colocar, por exemplo, o telefone de contato. Equívocos de digitação no e-mail também acontecem, segundo a especialista. “Um erro besta de informação ou de português pode eliminar um candidato”, diz Viviane.

A conclusão de um recrutador é simples: se o profissional não tem atenção nem com o próprio currículo que é seu documento de apresentação, no dia a dia de trabalho sua concentração também vai deixar a desejar.

3. Negligência com teste online

Não dar a devida importância para essa fase pode custar a participação da seleção, de acordo com a especialista “Se há uma primeira etapa com testes online, significa que a prova é eliminatória”, diz Viviane.

É a alta pontuação que vai destacar tecnicamente um candidato dos demais e garantir a sua permanência no processo. Alguns dos cuidados que ela indica são o horário de agendamento do teste e a escolha do local para fazer a prova. Escolha um lugar tranquilo e evite interrupções para não perder a concentração.

4. Displicência na entrevista por vídeo

Na Vagas.com, entrevistas online fazem parte de todas as seleções para oportunidades na empresa. No entanto, há candidatos que parecem não ter a menor ideia de como se comportar em frente a uma webcam. “A postura do candidato deve ser a mesma que ele teria em uma entrevista presencial”, diz Viviane.

Má qualidade da conexão com a internet na hora de participar de uma entrevista por videoconferência e outros problemas estruturais do local escolhido – barulho, falta de iluminação ou de organização - podem até parecer contratempos inofensivos, mas também podem resultar numa eliminação, segundo a especialista de RH do Vagas.com.

5. Falta de informação sobre a empresa

Negócio, o setor, a história, os valores da companhia, seus concorrentes, o momento de mercado e para onde ela caminha. Buscar todas essas informações faz a diferença na entrevista.

Por outro lado, o desconhecimento vai revelar a falta de visão de negócios, habilidade que salta aos olhos de qualquer recrutador. “ As empresas estão buscando pessoas que atuem também estrategicamente e não apenas operacional ou taticamente”, diz Viviane.

25 julho, 2016

5 coisas que podem mudar seu futuro*

* Por Tiago Comério

Todas as pessoas ricas realizam algum tipo de investimento, por que isto deveria ser diferente com você?


De vez em quando algum parente ou amigo acaba compartilhando no Facebook ou no Whatsapp, uma foto de alguns anos atrás e muitas vezes é neste momento que a gente acaba se dando conta de como o tempo passa tão rápido. Este tipo de situação acaba fazendo com que a gente reflita sobre como mudamos fisicamente quase sem perceber, como acabamos deixando alguns hábitos e manias de lado, como era nosso emprego antigo e como as coisas mudam mesmo.

Saiba que este tipo de momento é ótimo para que você reflita sobre como algumas escolhas interferem de forma significativa no seu futuro. Hoje gostaria de compartilhar com vocês algumas escolhas que podem mudar o seu futuro de uma forma bastante positiva e fazer com que daqui alguns anos você se orgulhe bastante de algumas mudanças de atitudes e principalmente de suas novas conquistas.

Parar de “morcegar” no seu trabalho

Saiba que você perde muito mais que seu patrão, passando boa parte do seu dia fingindo que está trabalhando. Você poderia estar aprendendo alguma coisa nova ou até mesmo evoluindo o que já saber fazer, de forma que pudesse estar mais bem preparado para uma promoção ou uma nova oportunidade de emprego. O tempo passa rápido, aproveite sempre seu dia para evoluir de alguma forma. Trabalhe para sentir orgulho daquilo que você é capaz de fazer. Se você sai de casa todos os dias apenas para cumprir o seu horário, além de estar jogando fora um tempo precioso da sua vida, com pouco tempo você irá se tornar uma pessoa infeliz, entediada e perdida.

Controlar suas finanças

Quem não controla suas finanças está muito mais vulnerável a surpresas que a vida acaba mostrando. É fundamental saber exatamente quais são seus gastos e suas receitas. Além disto um controle financeiro adequado te permite identificar gastos supérfluos que acabam fazendo com que você nunca consiga ter dinheiro suficiente para fazer a viagem dos seus sonhos ou até mesmo mudar de vida abrindo seu próprio negócio. Existem diversos sites de controle financeiro, cheios de tecnologias e facilidades, que podem te ajudar nesta tarefa. Não fique para trás e pare de gastar dinheiro com coisas desnecessárias. Realizar um controle financeiro é fundamental para não ficar devendo e vivendo apenas para pagar as contas no final do mês.
Investir parte do seu salário

Se tem uma coisa que não só os brasileiros, mas a maioria das pessoas no mundo não faz, é investir parte do dinheiro que ganha.

Sorte daqueles que já investem e que já se deram conta do quanto isto é importante. Investir seu dinheiro é uma das poucas coisas que podem mudar radicalmente o seu futuro. Pode ser a sua chance de parar de trabalhar algum dia e não ter que depender mais do seu emprego para pagar suas contas.

Todas as pessoas ricas realizam algum tipo de investimento, por que isto deveria ser diferente com você?

Engana-se quem pensa que investir dinheiro é coisa de gente rica, inteligente e que só vive estudando. Investir dinheiro depende muito mais de disciplina do que de qualquer outra coisa. Comece investindo R$50,00 por mês, o hábito de investir é a parte mais importante do processo. Com um tempo você começará a ver os resultados e irá se convencer de como é possível conquistar coisas incríveis com este novo hábito. Se você ainda não sabe investir, procure estudar e saber mais sobre o assunto, a internet está ai cheia de conteúdos e excelentes artigos sobre investimentos.

Cuidar da sua saúde

Cuidar da sua saúde física e mental, talvez seja a coisa mais importante da sua vida. Dinheiro nenhum pode fazer você voltar no tempo e evitar um grave problema de saúde que vai te privar de diversas coisas que você gosta de fazer. Saiba equilibrar as coisas e nunca deixe sua saúde de lado. Pratique atividades físicas e seja responsável, cuide bem de você mesmo. Não espere ter um problema para mudar seus hábitos. Pensando em dinheiro, pagar uma academia, por exemplo, é muito mais barato que tomar remédios todos os dias pro resto da sua vida.

Conhecer novas pessoas

Você já percebeu como algumas pessoas acabaram mudando completamente o rumo da sua vida? E eu não estou falando somente de namorados e namoradas, esposas e familiares. Normalmente conhecemos nossos melhores amigos em situações completamente inexplicáveis, e na maioria das vezes, pessoas com quem a gente teve contato uma única vez acabam mudando completamente o rumo das nossas vidas, seja por uma indicação de emprego ou até mesmo por um simples gesto de ajuda.

Mantenha uma boa relação com as pessoas do seu trabalho, do seu dia a dia. Saia de casa e conheça novas pessoas, isto pode fazer muita diferença no seu futuro.

Vamos lá então

Melhore sua postura no trabalho, comece a controlar seu dinheiro, guarde parte do seu salário, aprenda a investir, entre na academia, saia de casa, conheça novas pessoas, divirta-se, seja feliz. Comece hoje, agora, hoje não é o primeiro dia do ano, do mês ou aquela segunda-feira de sempre, mude agora e tenha certeza que você terá um futuro muito bacana pela frente, cheio de conquistas e realizações.

Converse sobre isto com seus amigos e familiares e compartilhe este tipo de reflexão e conhecimento, talvez eles decidam mudar também e te ajudem neste processo. Ajudar as pessoas de alguma forma, mesmo que seja recomendando a leitura de um simples artigo, pode fazer com que um novo ciclo de coisas boas se inicie.

Quando é hora de buscar um novo emprego?*

* Por Portal Administradores

Antes de aceitar uma nova oportunidade, especialista explica que é preciso avaliar se existe adequação entre os perfis da empresa e do colaborador

Mudar constantemente de emprego é uma atitude cada vez mais comum. A velocidade dos acontecimentos nas empresas versus as expectativas dos colaboradores contribui para esta nova realidade e exige um novo modo de pensar. De acordo com o especialista em inteligência motivacional e gestão de pessoas, Marcus Garcia, professor do Instituto Superior de Administração e Economia (ISAE), um jovem, por exemplo, que entra como trainee em uma empresa almeja em até três anos estar em uma posição de gestão bem consolidada e se não acontece, buscará novos horizontes.

Outra razão para as mudanças de emprego, segundo o professor, é a disputa de empresas por talentos, que chegam a fazer propostas milionárias para contar com os melhores profissionais. “O mercado hoje não considera negativo trocar de trabalho, desde que exista o bom desempenho onde atua”, aponta. Para quem deseja buscar um novo emprego, deve avaliar se o perfil da instituição atende ao que se espera.

“Muitos profissionais são movidos pelo novo, pelas mudanças e dificuldades inerentes à profissão. A ausência de oportunidades de ascensão a novos cargos e patamares salariais pode ser um fator que desmotive com o passar do tempo. Um ponto de partida é verificar nos portais, a Missão, Visão e Valores de uma empresa. As redes sociais, tanto reais quanto virtuais, também são poderosas ferramentas para obter conhecimento sobre uma empresa em relação aos seus funcionários”, indica o especialista.

Há quem queira deixar de ser colaborador em uma empresa privada para se tornar um empresário ou funcionário público. Em ambos os casos, o colaborador precisa avaliar o que realmente quer e saber ponderar tudo. “O empreendedorismo é algo que pode ser aprendido e se transformar em uma oportunidade de negócio. Só que para isso é seguro buscar informação com um órgão de fomento antes de dar qualquer passo, como o Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas”, orienta o professor.

O emprego público, sempre tão almejado por causa de suas melhores condições de salários, benefícios e adicionais de salário pode não ser vantajoso para todos. “Em uma repartição pública, um fator decisivo pode ser a velocidade com a qual a pessoa prefere fazer as coisas. Quem é muito agitado ou cheio de ideias pode acabar frustrado”, completa o professor Marcus Garcia.