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23 junho, 2016

Amazon: criando e inovando de trás para frente*

* Por Endeavor Brasil

A Amazon, além de viciada em números, é louca pelos seus clientes.


“Inovação com foco no cliente”, parece clichê, mas é esse o lema que move todos os colaboradores da loja virtual que tinha tudo para dar errado, mas se transformou em uma empresa de nível global. E como a Amazon conseguiu tudo isso? Bem, com base em uma palestra que vimos no Festival Path, a Endeavor tem algumas teorias:

Comece & crie pelo cliente
A Amazon atua em vários segmentos, com os mais diversos tipos  de clientes. A empresa se relaciona com  vendedores, desenvolvedores, consumidores, produtores de conteúdo e até mesmo com outros negócios. E o que isso tem a ver com o foco no cliente? Tudo! A Amazon trabalha o relacionamento com os seus públicos seguindo uma única filosofia:

COMECE PELO CLIENTE E TRABALHE A PARTIR DO QUE ELE PRECISA.

Em outras palavras, antes de criar um serviço ou produto, seja ele pra qual público for, a empresa coloca o chapéu de cliente e se pergunta: será que o meu cliente vai gostar desse novo produto? Na verdade, a Amazon não só escuta seus clientes, mas também cria no lugar deles. Sim, pode parecer contraditório no começo, mas faz todo o sentido. O que acontece é que em vez de esperar seus clientes peçam por um produto, a Amazon, por meio de pesquisas e outros métodos, descobre exatamente quais os desejos dos seus públicos, mesmo aqueles mais adormecidos, e cria esse produto.

Sabe aquela sensação que você tem quando vai a alguma loja, olha um produto que você nunca viu na vida, fica curioso, descobre o que ele faz e se pergunta “como eu vivi minha vida toda sem saber que isso existia?”. É basicamente esse sentimento que a Amazon desperta ao criar no lugar dos sues clientes. Na verdade, foi com esse pensamento que nasceu o Kindle.

A ideia surgiu de uma análise dos hábitos de leitura dos seus consumidores. Enquanto todas as empresas queriam ir para o lado de tablets e outras novas tecnologias, a Amazon aproximou-se o máximo dos livros tradicionais, pois percebeu que seus clientes estavam mais inclinados a um consumo de livros físicos do que online. E o resultado disso? Bem, o Kindle é  um produto utilizado por milhares de pessoas ao redor do mundo e que vem ganhando cada vez mais força.

Crie experiências
Mas, como bem sabemos, nem tudo se resume aos produtos e serviços oferecidos por uma empresa. Grande parte da mágica acontece na execução. A Amazon tem princípios muito fortes, mas um dos mais importantes é a criação  de valor para o cliente.

E quando falamos de valor não estamos nos referindo aos preços ou lucro da empresa, mas sim em vender o melhor produto para o cliente, com tudo que ele tem direito e mais. Em outras palavras, diferente de muitas empresas, a Amazon não quer apenas entregar o seu produto de forma eficiente. Ela quer fazer com que a compra dos seus consumidores seja uma verdadeira experiência, com direito a vantagens que os façam entender que ali é um lugar diferenciado dos outros. Um lugar onde ele recebe ótimos benefícios, desde frete grátis até a simples devolução de um pedido que chegou atrasado.

E para que essa entrega realmente aconteça, toda a equipe está sempre em busca da melhor qualidade de produto, sem que o consumidor tenha que pagar a mais por isso. A empresa se une e trabalha muito para que seus clientes sintam que fazer compras na Amazon é um ótimo negócio. Mas não se engane, tudo isso não nasceu do dia pra noite. A ideia veio como se não quisesse nada, primeiro tomou umas cadeiras, depois algumas mesas e, quando foram perceber, a ideia de criar valor para os clientes já movia um departamento inteiro.

Trabalhando de trás pra frente
E se você está se perguntando como a Amazon consegue manter um time engajado com resultados cada vez mais promissores, chegou a hora de conhecer o ingrediente x do negócio: a metodologia working backwards. O termo que, em inglês, significa trabalhar de trás pra frente move a Amazon há alguns anos. Nessa metodologia, você pensa primeiro no que o cliente quer e só depois começa a produzir o produto ou serviço. Lembra aquele papo de criar pelo cliente? É exatamente com essa metodologia que a empresa consegue tirar as suas ideias do papel.

Por mais estranho que possa parecer, na Amazon, o time pensa primeiro em onde quer chegar e só depois no que a empresa consegue, de fato, fazer para tornar isso real. A empresa instiga seus funcionários a soltarem a imaginação, focar na entrega final e não nas possíveis barreiras que podem encontrar no caminho desse projeto. E por que eles fazem isso? Bem, se o jeito mais fácil de se matar uma ideia é ter um espaço em que a resposta mais repetida é o famoso “não”, em um ambiente de “sim” as ideias criam raízes mais rápido.

E para ajudar nesse processo, a Amazon sempre utiliza o chamado “press release”. Sabe quando você vai apresentar um projeto em alguma reunião e passa o dia inteiro montando um power point com as informações? Na Amazon, em vez disso, eles tem esse press release que nada mais é do que um documento que irá colocar em ordem as ideias que vieram de diversos times sobre algum produto ou serviço. Mas chega de papo, vamos entender um pouco melhor o passo a passo dessa metodologia:

Elaborando a notícia
Nessa parte do processo, todos pensam em qual seria a notícia que a Amazon enviaria para as mídias. Vamos supor que a ideia seja divulgar a nova loja física da Amazon no Brasil. Todo o time se reúne, discute ideias, até que cheguem em um consenso, como: “Amazon lança loja física de livros no Brasil”. A partir do título, que resume o foco da notícia, começa uma análise do conteúdo para criar a melhor comunicação possível da notícia. Qual linguagem será utilizada? Para quais meios vamos divulgar? Será que não é melhor trocar a ordem dos parágrafos?

Colocando o chapéu do cliente
Depois de ter uma linguagem adequada, é hora de vestir o chapéu do cliente e começar a fazer perguntas outros tipos de pergunta: como meu público sabe que isso é verdade? Quais dados podemos usar para provar que as informações são verdadeiras? O intuito aqui é perceber quais gaps o seu produto ou serviço tem e fazer com que o cliente saia sem dúvidas.

Validação da ideia
Com isso em mente, listam-se as perguntas de negócio, como: temos equipe para tocar esse projeto? Como sabemos se essa é a melhor ideia? E a logística? E por mais arriscado que possa parecer, a equipe, mesmo sem saber se conseguirá um resultado ótimo, inicia o projeto. A Amazon acredita que isso ajuda a manter o foco no cliente e não no lucro.

Conferindo os resultados
Depois do projeto ser concluído, o time volta para o press release e compara o que estava prometido para o cliente lá trás e o que, de fato, foi cumprido. Essa ação ajuda a entender melhor em quais partes o processo precisa ser melhorado, além de também servir como fonte de consulta para as pessoas que desejam iniciar ou aperfeiçoar uma ideia parecida com essa. E se você acha que isso é um documento super elaborado, com gráficos e anotações, na verdade, nas palavras do diretor de produtos “o documento não passa de um word com mais ou menos umas 20 páginas, nada elaborado.”

Nenhum esforço é perdido
Mas não se iluda, essa metodologia não é a prova de erros. A Amazon já lançou muitos produtos que foram um fracasso, como o Amazon Oction, que nada mais era do que uma cópia do Ebay. E enquanto muitos empreendedores teriam se descabelado e jogado a toalha, a Amazon fez seu time pensar no que poderia fazer diferente e, para o choque de muitos, foi daí que saiu a ideia de fazer marketplace, em 2000, o que era muito inovador para época.

Com altos e baixos, a Amazon cresceu - e muito – nos últimos anos. Os pontos levantados só deixam mais nítidos os pilares que a empresa manteve durante toda a sua trajetória, os quais serviram de mola propulsora para que o negócio ganhasse cada vez mais mercado e a admiração dos seus consumiodres. E aí, depois de ler tudo isso, sua empresa foca no cliente ou em resultados?

03 junho, 2016

A ARTE DE ENCANTAR O CLIENTE!

Você se lembra de alguma vez você já foi a algum lugar e não foi bem atendido? Como foi a sua reação? Pois é... No mercado a máxima "o cliente é REI!" e ele sempre tem razão! Esse ditado tem uma função muito forte no atendimento e muitas vezes a empresa se baseia nisso para desenvolver suas ações de venda.



O que muita empresa esquece é que encantar o cliente não é simplesmente atender bem e ponto final. Encantar o cliente deve ser um princípio que toda empresa deve seguir para alavancar sua posição no mercado e isso envolve não só a linha de frente mas toda a organização!

Ver a empresa como um centro de excelência e encantamento ao cliente é fundamental e envolve, principalmente, uma gestão orientada para resultados. Para isso, todos os membros da organização devem estar engajados e treinados: a arte de encantar o cliente começa com um simples sorriso ou um atendimento cordial pelo telefone.

Estas atividades não devem ser orientadas apenas para o público externo. Encantar o cliente interno também deve ser uma atitude da organização que busca resultados, afinal o cliente interno encantado vai, sem nenhuma dúvida, encantar o cliente externo. A empresa deve encarar todos seus colaboradores como vendedores e prepará-los para todas as situações, valorizando, treinando e mostrar diversas possibilidades de realizar seus procedimentos.

Ou seja, funcionários encantados e valorizados são a mola mestra para uma organização de sucesso!


20 abril, 2016

5 passos para converter seus resultados de marketing em vendas*

* Por Administradores.com.br

Após conquistar fãs e resultados nas redes sociais, é necessário compreender o público e automatizar processos para transformar os curtidores em consumidores


Após conquistar fãs engajados nas redes sociais, uma boa lista de leads – sua base de contatos – e autoridade em seu nicho, é necessário vender. Diante da dificuldade que muitas empresas têm de converter em vendas, é possível listar os principais passos para conseguir efetuar mais vendas. Quem explica isso é Diego Carmona, diretor executivo e CVO do Lead Lovers, plataforma pioneira do Brasil a oferecer ferramentas e serviços completos para empreendedores e empresas no segmento de Marketing Digital.

Saiba com quem você está falando

A primeira dica do empresário é procurar saber mais sobre os leads, ou seja, os contatos cadastrados em sua base. “Qual a profissão deles, seus hábitos de consumo? De que outras empresas eles gostam de comprar, do que eles gostam, por que escolheram sua empresa, qual o feedback sobre seu serviço?”. Segundo Carmona, é preciso abrir canais de comunicação com este público, seja incentivando comentários no site ou realizando enquetes nas redes sociais e até conversando pessoalmente.

Envie e-mails

Após conhecer o público, é necessário definir metas e objetivos, produzir conteúdo relevante para eles e mensurar todas as ações. Segundo Carmona, utilizar o princípio do e-mail marketing é a melhor opção. “O e-mail é uma ferramenta de comunicação mais direta que as redes sociais, e isso faz dele um meio mais eficiente para estreitar os vínculos entre empresas e consumidores”, destaca. O empresário destaca que, mesmo com milhares de pessoas recebendo um mesmo e-mail, a comunicação é mais assertiva e as chances de envolvimento e fidelização de clientes são maiores.

Aumente a lista

É importante que os leads sejam tratados de formas diferentes. Diego Carmona explica que há diferentes estágios para os leads, desde os que ainda buscam apenas o conteúdo gratuito, até os que estão totalmente preparados para efetuar uma compra. “Lançar uma campanha focada apenas na conversão não terá resultado tão satisfatório, pois muitos potenciais clientes ainda estarão no topo e meio do funil”, explica, lembrando que é necessário não apenas converter quem está no estágio final do ciclo de compras, mas fazer com que os outros leads cheguem até esse momento.

Personalize o atendimento

A verdadeira assertividade do envio de e-mails está, especialmente, na personalização do conteúdo. Segundo Carmona, é necessário falar em uma linguagem que faça o contato se sentir o único interlocutor da conversa. “Quando você trata um consumidor com personalização, fazendo com que ele se sinta especial, a possibilidade de ele dar o próximo passo é grande”, destaca. Há formas de, por exemplo, iniciar o e-mail para cada lead com o nome dele sem a necessidade de fazer isso manualmente. Além disso, é importante que cada usuário receba conteúdos diferentes, conforme o momento do funil de vendas no qual ele se encontra.

Automatize as tarefas

Por fim, o empresário destaca a importância de se automatizar tarefas. “A automação de e-¬mails pavimenta a estrada com os conteúdos corretos para cada usuário, oferecendo o que eles precisam em cada momento e fazendo-os avançar pelas etapas”, explica Carmona, que destaca a importância de oferecer novas experiências de atendimento, estabeleça uma comunicação eficiente, reconhecer e agradar o bom cliente, entre outras ações importantes para que ele se sinta parte de uma comunidade. “Fazer tudo isso sozinho demanda tempo e um esforço gigantesco”, indica. Sendo assim, ele sugere que se busque apoio profissional e softwares para automatizar as tarefas e trazer melhores resultados. “Fidelizar clientes não é uma tarefa tão difícil, desde que sejam utilizados os recursos ideais”.