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02 março, 2017

15 respostas que pegam mal na entrevista de emprego*

* Fonte: Jornal O Estado de São Paulo



Ter um bom currículo, com experiências reconhecidas e formação de qualidade, nem sempre é suficiente para conquistar a vaga desejada. Na hora da entrevista de emprego, a insegurança pode vir a tona e colocar em risco todas suas qualidades. Por isso, saiba quais respostas são prejudiciais à sua imagem e o que pode atrapalhar o processo seletivo. As dicas são da supervisora de assessoria de carreira da Catho, Larissa Meiglin.

“Sim”, “não”, “é”, “talvez” ou “aham”
Respostas monossilábicas transmitem antipatia e podem indicar que você não gostaria de estar naquela entrevista.

“Tenho flexibilidade de horário, mas depende do salário”
Espere primeiro os recrutadores falarem de dinheiro e benefícios. O assunto é delicado e pode te prejudicar. Também não coloque condições.

“Tipo assim, meu, tô muito afim desse emprego”
Guarde as gírias para os seus amigos ou redes sociais. Na hora de tentar uma vaga de trabalho, é melhor falar o português formal.

Falar muito “tecniquês”
Usar muitas expressões e termos específicos também vai afastar o emprego. Guarde os termos técnicos para a entrevista com o seu gestor, por exemplo. Saber se adaptar às diferentes etapas do processo seletivo é uma jogada inteligente.

“Eu devo ser contratado, pois estou há mais de um ano desempregado e preciso muito de um emprego”
Não é hora de desabafar nem de demonstrar desespero. Foque nas suas qualidades e na sua força de vontade.

“Daqui a cinco anos, eu espero ter ganhado na loteria para viver de renda”
Se for piada, pode ser que os entrevistadores não encarem a gracinha com bons olhos. Bom humor tem de andar de mãos dadas com o bom senso. Se for verdade, o RH vai achar que esse emprego não é o seu objetivo real.

“Eu não gosto de trabalhar em equipe, mas precisa, né?”
A sinceridade é importante, mas não pode ser um tiro no pé. Além disso, se você realmente não gosta de trabalhar em equipe, é indicado desenvolver esse ponto fraco. Você quer o emprego ou não?

“Estou procurando um novo emprego, porque eu detesto meu chefe atual”
Falar mal dos antigos empregadores mancha a sua imagem porque passa a mensagem de que, uma hora ou outra, você vai falar mal do novo trabalho também.

“Meu lema é: se quer bem feito, faça você mesmo”
Aqui você está claramente mostrando que não é tão aplicado no trabalho quanto deveria. Debochar dessa forma vai fazer seu currículo ir para o último lugar da lista.

“Referências minhas? Meu chefe me ama!”
Humildade é sempre bem-vinda. Isso não significa que você não deva valorizar as suas qualidades, mas sim que não precisa exibir um ego tão inflado. Se seu antigo chefe tem coisas boas a dizer sobre você, deixe isso claro sem parecer arrogante.

“Meu maior defeito? Sou muito perfeccionista”
Ansiedade, perfeccionismo e vício em trabalho não são os pontos negativos que o recrutador procura. Ele quer saber de fragilidades reais, afinal ninguém é perfeito. Uma dica é contar algo que realmente seja seu ponto fraco, mas que não é essencial para desenvolver seu trabalho. Ou demonstre de que forma você está trabalhando para melhorar.

“Isso não é da sua conta”
Esteja aberto para responder algumas perguntas pessoais. Se não quiser falar, seja breve, mas nunca ríspido.

  “Difícil essa pergunta” ou “Nossa, não sei nem como começar a responder”
Se mostrar surpreendido em uma entrevista de emprego pode passar a ideia de que você não se preparou. Estude e treine bastante antes de conversar com os recrutadores. Se ainda assim uma pergunta inesperada aparecer, tente responder rapidamente para não chamar atenção para o susto.

“Sim, meu nível de inglês é avançado”.
“Vamos fazer uma parte da entrevista em inglês, então?”
“É… hum… cof cof”
Esse é um dos maiores pecados do processo seletivo. Nunca faça propaganda de uma característica, qualificação ou conhecimento que você não possui. Em algum momento você vai ser testado – e “desmascarado”.

“Desde quando eu tinha seis anos eu já sabia que queria ser arquiteto. Um dia meu pai me levou a uma casa muito antiga…” (dar muita volta para formular a resposta)
Evite se prolongar ou fazer rodeios antes de dar uma resposta. A objetividade é importante para que você tenha tempo detalhar e contar o que é realmente importante. A comunicação clara, concisa e direta é essencial na entrevista – e no dia a dia do trabalho.

06 fevereiro, 2017

6 frases “fatais” na entrevista de emprego*

* Por Sidnei Oliveira

Em tempos de crise, qualquer deslize pode significar a perda definitiva de uma oportunidade de emprego, por isso, é importante que evite se posicionar com algumas frases e também entenda, que o fundamental é evitar o comportamento que essas frases expressam.

“Desculpa, mas é que sou muito ansioso.”

É impressionante a quantidade de vezes que ouvimos este tipo de afirmação nos dias atuais. Todos estão munidos de um senso de urgência incrível e de alguma forma, agem contribuindo para que esse comportamento se alimente dele mesmo. Afinal, ansiedade gera ansiedade, além é claro, de também gerar outras coisas tão negativas quando ela. Na aflição de achar que não vai dar tempo, muitos estão sendo superficiais em suas escolhas, improvisando na maioria do tempo e cometendo falhas pela simples falta de visão estratégica.

Descrever-se como “ansioso” demonstra uma preocupação em justificar possíveis falhas e equívocos durante a entrevista e que, certamente surgirão, caso você seja contratado.

“Quero trabalhar em uma empresa em que eu possa crescer”

Claro que durante a entrevista devemos expor nossas expectativas, mas saiba que o entrevistador não está interessado nelas prioritariamente. Quando pergunta sobre o tema, na verdade está querendo avaliar quanto de responsabilidade pela própria carreira o candidato estará colocando na conta da empresa.

Expor a expectativa de que tem ambições profissionais pode parecer correto, mas só se você tem total consciência de que a responsabilidade é exclusivamente sua e não do local onde pretende trabalhar.

“Eu não gostava do que fazia no meu último emprego”

Realmente fazer o que gosta é uma boa meta pessoal, mas é preciso lembrar que mesmo a mais interessante atividade, tem momentos que não são tão bacanas. Na verdade, devemos lidar com as frustrações em qualquer atividade que nos envolvemos. Quando falamos negativamente sobre o último trabalho, levamos o entrevistador a buscar detalhes sobre “o que não se gostava no último emprego”, pois é bem provável que na nova oportunidade, o candidato irá encontrar situações equivalentes e isso se repetirá.

Deixar a impressão de que está buscando apenas fazer o que gosta demonstra imaturidade e fragilidade profissional.

“Sou focado em resultados quando me dão desafios”

Quando estamos “vendendo” nossas competências, podemos não perceber que exageros sempre são recebidos com desconfiança por quem está entrevistando.

Vincular resultados a desafios e não a realizações é um equívoco muito comum, mas demonstra que pretende transferir a responsabilidade dos acontecimentos para a empresa, uma vez que ficará sempre a dúvida se você trará resultados se não houver desafios, mas sim, apenas as tarefas rotineiras da vaga.

“Eu nunca fui reconhecido”

Reconhecimento é um desejo de todo profissional, contudo ele se manifesta de formas diferentes durante as diferentes etapas de nossa vida. Há momentos em que o reconhecimento é financeiro, mas essa não é a única forma, pois somos estimulados também por desafios e pelas possibilidades de recompensas indiretas como prestígio, conquistas e realizações.

Justificar escolhas por falta de reconhecimento é como admitir-se como alguém sem propósito e que só se motiva se houver recompensas. Na verdade, todo resultado que alcançamos com nossas escolhas é uma forma de reconhecimento.

Se não foi de acordo com nossas expectativas, devemos aprender e fazer escolhas diferentes.

Meu maior defeito e ser muito perfeccionista”

O erro é grave, pois ao de associar “perfeição” e “defeito” em uma mesma frase, o candidato demonstra falsidade ideológica ou ignorância intelectual, o que já seria suficiente para fazer o entrevistador desconfiar da confiabilidade do candidato. Além disso, consegue indiretamente dizer que é detalhista de forma negativa, o que sempre deixa margem para desconfiar que o candidato “perfeccionista” é na verdade um chato resistente e intolerante.

23 setembro, 2016

VIVER É SE ADAPTAR



Com esta frase, emprestada de Euclides da Cunha, analisamos o atual contexto do trabalhador. Nunca antes na história se exigiu tanto em termos de competências básicas (inglês e pós-graduação não são mais diferenciais, são commodities). As empresas buscam desesperadamente colaboradores já preparados desde sempre uma vez que, por conta da velocidade e do dinamismo do mercado, não conseguem mais dar conta de treinar e preparar.

Por outro lado, o colaborador se sente perdido nas escolhas. Como abraçar tudo isso e ainda ter vida social? Fazer faculdade, aprender, viver... tudo parece difícil, tudo parece distante. E, no infringir das palavras, parece que quanto mais se aprende, menos a pessoa sabe. Pronto, temos a receita para o desespero.

Antes de mais nada, é preciso ter calma. Calma para entender que aquilo que muitas vezes criticamos pode ser o maior aliado. Hoje temos tanta tecnologia disponível ao nosso alcance que devemos utilizá-la a nosso favor. Deixar um pouco de lado só o uso de redes sociais para focar em ambientes virtuais de aprendizagem é fundamental para você ter vantagens competitivas de carreira.

Assim, adaptando-se às novas demandas de mercado, juntando com atitudes pró-ativas, você alcançará seu lugar ao sol, com muito destaque! Saia da mesmice, deixe o comodismo de lado e seja feliz!

06 setembro, 2016

4 passos para seu currículo fisgar o recrutador em segundos*

* Por Luisa Granato


Se seu currículo fosse um trailer, você teria vontade de assistir ao filme? Com tantas opções, no cinema e na Netflix, e tão pouco tempo para ver tudo que existe de bom por aí, ganham mais audiência aqueles títulos com os melhores trailers.

Afinal estes resumos, quando bem amarrados, dão um gostinho de quero mais e sempre ficam na memória. Um currículo bem feito tem o mesmo efeito num recrutador.

Como um trailer, o currículo é uma primeira impressão e, no breve momento de leitura que tem o recrutador (e são só alguns segundos), é preciso mostrar quem é você.

Para descobrir como melhorar o documento, tornando-o mais atraente, EXAME.com consultou especialistas que diariamente leem centenas de currículos.

Confira as dicas para sua apresentação ficar mais interessante e sua leitura mais ágil:

1. Pessoal, mas nem tanto

Para começar, no cabeçalho, a informação pessoal é a primeira coisa que o recrutador vai ler.

Para Caroline Cadorin, gerente geral da Hays Experts, é importante colocar os dados que já situem o recrutador do seu tipo de perfil. Então, além do seu nome, idade e contatos, vale colocar, em seguida, a graduação e conhecimento de idiomas.

Na hora de falar de si mesmo, é melhor tomar cuidado: evite autoelogios. Segundo Gabriel Santos, gerente das divisões de finanças, tributário e jurídico da Talenses Rio de Janeiro, a personalidade do candidato vai ser avaliada durante a entrevista e o que está escrito no currículo pode ser posto à prova.

2. A seleção dos melhores momentos

Depois vem o resumo da experiência de trabalho. Com concisão, você deve selecionar e descrever os momentos de destaque na sua carreira em poucas linhas.

“Aqui você precisa passar uma ideia rápida de você, para fisgar quem lê”, diz Caroline. “Coloque as informações que o diferenciam, como seu papel em projetos e experiências internacionais”.

Bom senso é a recomendação da recrutadora. Ser enxuto demais também é ruim. Na descrição é bom colocar o nome da empresa em que trabalhou e sua área, tamanho, tipo de mercado e sua função no lugar. “Assim dá uma percepção de onde está incluído no mercado”.

3. As palavras - e o tempo - a seu favor

Coloque sua experiência de trabalho completa em seguida, disposta em ordem cronológica, do emprego mais recente para os mais antigos. Os dois especialistas consultados chamam atenção para o cuidado com questão temporal.

A gerente da Hays avisa que datas bagunçadas podem confundir o recrutador durante a leitura, já Santos lembra que todas as informações serão verificadas, então é bom ser organizado.

Erros de português também devem ser eliminados. Quanto a usar palavras em inglês, o gerente da Talenses pede parcimônia. “Use com coerência os termos em inglês que competem a sua área, quando for necessário e sempre entre aspas”.

As palavras são sua ferramenta na hora de escrever um currículo de destaque. E para os recrutadores na hora de buscá-los. Então, pense em como vai usar palavras-chave que remetam ao cargo que anseia.

“Não existe regra para isso, mas não deixe de usar palavras relacionadas a sua área”, explica Caroline. “Não é para mentir, mas combinar as informações para que elas o beneficiem na busca”.

4. A estética que os recrutadores amam

Não pense que o recrutador vai prestar mais atenção no seu currículo por ser mais colorido e com design inovador. Gabriel Santos recomenda seguir os modelos tradicionais. “A informação deve ser bem estruturada e limpa”.

Os dois especialistas concordam nesse aspecto. “Prefiro um currículo que tenha aparência limpa e com as informações necessárias”, acrescenta Caroline. “Tenho que acreditar nele e ter uma leitura agradável”.

Leia o seu próprio currículo com um olhar crítico. Ele chama a sua atenção? Foi prazeroso ler?. “Você tem que pensar como alguém que está recebendo e avaliando aquele material. Afinal, ela tem 30 segundos para entender seu perfil”, diz Caroline.

05 setembro, 2016

O currículo, como o conhecemos, está com os dias contados

* Por Marcelo Braga

O currículo é um registro do passado, que será substituído inevitavelmente por plataformas digitais onde o candidato irá atualizar informações, incluir conquistas e desafios alcançados. O CV perderá espaço para outras ferramentas de avaliação, muito mais efetivas.

Esqueça os currículos longos, cheios de informações detalhadas e desnecessárias, ou aqueles que de tão resumidos sequer informavam o básico sobre o candidato. Aliás, esqueça o currículo como o conhecemos. Ele está com os dias contados.

Muitos se preocupam com o formato, tamanho, estilo de letra. No entanto, o que mais importa é a maneira como se conta a história profissional. A informação é que precisa ser adequada, confiável e completa. Obviamente existem áreas onde a parte criativa é fundamental. Nelas um documento anexo ao CV, onde são listados os aspectos mais específicos, sempre será importante.

Mas qual será a alternativa ao currículo como o conhecemos? As informações auxiliadas com outros instrumentos de avaliação, como testes, certificações, entrevistas virtuais, avaliações comportamentais serão os meios de recrutamento no futuro breve.

Para substituir o papel, o ideal é ter uma plataforma onde essa informação seja atualizada, consultada e avaliada, e onde o candidato possa ao longo do tempo inserir conquistas e desafios alcançados, o que em alguns casos já ocorre no recrutamento online.

Como headhunter, enxergo o CV como algo que diz sobre o passado, as ações já realizadas pelo profissional. Assim, não há necessidade de ficar alterando o passado, buscando a melhor forma de comunicar a mesma informação. Inclusive se todos os documentos tivessem o mesmo formato, seria ideal para que o conteúdo pudesse ser comparado.

Este inclusive é um dos princípios de aplicativos como a REACHR, pois quem acessa a plataforma preenche um cadastro a partir do qual os dados começam a ser analisados e selecionados pelo algoritmo, que na sequência inicia o cruzamento do perfil dos candidatos com as vagas disponíveis. Assim é possível comparar informações e avaliar possíveis distorções, buscando sempre o candidato ideal para a empresa.

E quem está em início de carreira? Quem está procurando estágio e quer se mostrar mais atraente para o mercado, visto que não tem tanta informação para incluir no currículo, deve lembrar que está em pé de igualdade com os demais profissionais que estão se formando. Todos estão no mesmo estágio de vida, inclusive. A diferença estará em aspectos como atividades extras e competências comportamentais, ou seja, não será o CV a vantagem competitiva do candidato neste caso.

O currículo formal é um sumário das conquistas até um determinado momento. É preciso pensar à frente. Para iniciar a procura de um estágio, o jovem deve começar antes a traçar uma carreira com conquistas em todos os âmbitos. Entender as necessidades do mercado em aspectos comportamentais, postura e questões técnicas. Atuar em outras áreas que não somente a sua, como práticas esportivas, apoio à comunidade, enfim, atividades que possam mostrar um pouco mais sobre a pessoa do candidato.

25 agosto, 2016

Os 7 pecados capitais do currículo, segundo recrutadores*

* Por Claudia Gasparini


“Nunca julgue um livro pela capa” é uma máxima que se aplica a muitos contextos. Mas não ao universo do recrutamento.

Como é impossível fazer diferente, headhunters julgam e até eliminam candidatos apenas com base em suas "capas"  — ou melhor, seus currículos.

Falhar na composição desse documento pode ser fatal, ainda que você tenha uma trajetória profissional invejável e adesão completa à vaga oferecida.

Enquanto alguns detalhes são sutis, outros são mais evidentes. Confira a seguir os “pecados capitais” da elaboração de CVs, segundo especialistas no assunto:

1. Falta de revisão
Uma pesquisa recente da consultoria Robert Half mostrou que apenas dois erros de digitação no currículo bastam para eliminar um candidato. Segundo Ricardo Karpat, diretor da consultoria Gábor RH, pecar na revisão do documento significa passar um atestado de descuido e pouco profissionalismo.

“Infelizmente, erros de digitação, português ou até inglês são bastante comuns em CVs”, explica. “É um tipo de problema que prejudica muito a imagem que o recrutador acaba fazendo do profissional”. Para evitar gafes, é melhor passar um “pente fino” no documento e até pedir para outra pessoa lê-lo antes de encaminhá-lo para potenciais empregadores.

2. Ausência (ou excesso) de dados
Quem não relê o próprio CV ainda corre o risco de omitir algumas informações obrigatórias. “Muita gente se esquece de colocar dados básicos, como telefone e e-mail”, diz Felippe Virardi, gerente da consultoria de recrutamento Talenses. “Às vezes gostamos do profissional, mas não conseguimos entrar em contato com ele para marcar uma entrevista por causa disso”.

O outro extremo também é problemático. Alguns candidatos incluem dados pessoais como religião ou número de filhos, RG, CPF, perfis em redes sociais não-profissionais e uma enxurrada de outras informações que tornam o documento confuso e cansativo.

3. Extravagância visual
Outro erro grave está em exagerar na “decoração” do documento. “Alguns candidatos querem fazer obras de arte, com muitas cores, fontes, logos e imagens, mas isso vale apenas para vagas da indústria criativa, como publicidade ou design”, afirma Karpat.

De forma geral, o visual do currículo deve ser limpo, claro e sóbrio. Você já sabe o que isso significa: papel branco, texto na cor preta e fontes tradicionais como Arial ou Times New Roman. “Enxergue o currículo como a roupa que você usaria numa entrevista de emprego”, diz o especialista. “Você não iria com uma blusa cheia de estampas e cores berrantes, iria com um visual mais comedido e social”.

4. Prolixidade
Imagine que você você decidiu ler a sinopse de um filme para decidir se quer vê-lo ou não. O texto não pode ser longo demais: ele deve apenas revelar as informações básicas da história e, ao mesmo tempo, atiçar a sua curiosidade para ir ao cinema.

O mesmo princípio vale para currículos. O objetivo do documento é resumir a sua carreira e, ao mesmo tempo, provocar o desejo do recrutador em conhecer você pessoalmente. O oposto é encher folhas e mais folhas com detalhes irrelevantes. Para Virardi, um bom currículo não deve ocupar mais do que duas páginas, independentemente do tempo de experiência do candidato.

5. Mentira
Outro pecado mortal é faltar com a verdade para disfarçar problemas ou lacunas na sua carreira — uma artimanha fadada ao fracasso. “Hoje é muito fácil checar informações, conversar com outros recrutadores”, diz Virardi. “Uma hora ou outra, o candidato será pego na mentira”.

Ainda assim, o expediente é comum: seja ao exagerar o domínio do inglês, seja ao omitir um período de desemprego, muitos candidatos insistem em rechear seus currículos com ficção. As consequências para a carreira são nefastas. Além do óbvio prejuízo para o processo seletivo em questão, a falta de sinceridade quebra a confiança entre o candidato e o mercado de forma geral, por tempo indeterminado.

6. Autoelogio
Os recrutadores ouvidos por EXAME.com são unânimes na percepção de que um currículo não deve conter nenhum tipo de autoavaliação sobre o comportamento do candidato. Dizer que você é “criativo”, “dinâmico” ou “incansável”, por exemplo, é inútil: ninguém vai acreditar se é você mesmo quem está falando. Além disso, a presença desses adjetivos denota vaidade ou até falta de autoconhecimento.

E se o elogio tiver sido dado por uma outra pessoa, como um ex-chefe ou cliente? Segundo Virardi, é melhor deixar para compartilhar essas histórias na fase da entrevista. Cara a cara com o recrutador, você poderá explorar outros recursos da linguagem, como o tom de voz e as expressões faciais, para não parecer pretensioso.

7. Desorganização
“Se o profissional não consegue selecionar e ordenar informações para produzir o próprio currículo, fica em xeque sua capacidade de cumprir outras tarefas de forma eficiente”, diz Karpat. Por isso, um CV com conteúdo embaralhado ou cheio de lacunas inexplicáveis é um forte candidato à eliminação.

Não organizar as suas passagens profissionais em ordem cronológica é um dos erros mais graves e comuns. Segundo o recrutador, essa falha na estrutura compromete a leitura e a compreensão do CV, assim como omitir datas ou a duração de cada emprego.

18 agosto, 2016

Torne sua busca por emprego mais eficaz*

* Por Letícia Krauskopf

Quem está à procura de uma recolocação sabe que a disputa no mercado de trabalho está acirrada. Por mais ativo e determinado que o profissional seja, pode chegar a um momento da busca em que bate aquele desânimo. Afinal, foram vários currículos enviados e quase nenhuma reposta.

O papel do headhunter, além de encontrar o profissional certo para a empresa, também é o de orientar o candidato para que ele consiga, o mais rápido possível, atingir seus objetivos profissionais. Por isso, reuni neste artigo alguns conselhos para que a busca por uma recolocação seja mais produtiva.

1. Nem todo currículo enviado terá uma resposta
Infelizmente, vivemos um momento em que há muitos profissionais disponíveis no mercado e cada vaga recebe centenas, às vezes, milhares de currículos. Mesmo que um software faça o primeiro filtro, é humanamente impossível que um recrutador leia e responda a todos da maneira que gostaria e que o candidato espera. Por isso, não se sinta mal caso não receba um retorno mais pessoal ao enviar o currículo para uma oportunidade de emprego.

2. Metralhadora de currículos
Um ponto muito importante é selecionar com critério as vagas às quais pretende se candidatar. Disparar currículo para toda e qualquer oportunidade não aumentarão as chances de contratação. Pelo contrário, pode acabar prejudicando a imagem do profissional no mercado, fazendo com que ele perca credibilidade em processos que sejam mais adequados ao seu perfil.

Por isso, estude a vaga antes de se candidatar. Tenha atenção aos pré-requisitos, à formação, às competências técnicas e comportamentais exigidas. Se o pedido é por inglês fluente, por exemplo, e o seu é intermediário, cuidado, pois você será testado.

3. Pense de maneira mais estratégica
Mandar o currículo para uma oportunidade é o que todo mundo faz. É preciso que você faça algo para se destacar. Uma maneira de fazer isso é ter um relacionamento próximo com o recrutador. E isso tem início antes mesmo de uma vaga do seu interesse existir.

Mapeie no mercado quem são as pessoas responsáveis pelo recrutamento em empresas que você teria interesse em trabalhar. Veja se você tem algum contato em comum com a pessoa e peça uma apresentação. Ou conecte-se diretamente com ela vida rede social (LinkedIn). Compartilhe conteúdos interessantes, faça interações com suas postagens, troque informações relevantes para o negócio e atividade desse novo contato.

Sempre que possível, transfira o relacionamento do virtual para o pessoal. Convide para um café a fim de discutirem tendências de mercado e introduza o interesse em trabalhar futuramente na empresa. Faça o mesmo com os headhunters, pois eles têm acesso a oportunidades e sabem de movimentação no mercado que não são divulgadas para o grande público.

4. Confie no trabalho do recrutador
A partir desse relacionamento próximo e busca focada, o recrutador entenderá melhor seu momento de mercado e entrará em contato quando surgir uma oportunidade que seja realmente aderente ao seu perfil. Não tenha dúvidas disso!

17 agosto, 2016

CURRÍCULO ONLINE: VEJA AS PALAVRAS-CHAVE FUNDAMENTAIS PARA O CV*

* Por Thais Manini


Antes de inserir o seu currículo online em plataformas de busca de emprego e bancos de dados, confira as dicas das palavras-chave importantes para estar no documento.

Ter o currículo online é praticamente obrigatório para quem deseja concorrer a uma vaga de emprego no mercado de trabalho. Seja em plataformas gratuitas ou pagas, redes sociais e até mesmo no banco de dados de empresas do seu interesse.

Porém, tão importante quanto ter uma versão digital, é saber quais são as palavras-chave importantes e que não devem faltar no seu currículo. Uma pesquisa realizada no ano passado, pelo site de emprego Zip Recruiter analiso mais de três milhões de currículos para descobrir quais são as técnicas mais assertivas utilizadas pelos profissionais.

PALAVRAS-CHAVE PARA CV

Os termos que indicam habilidades de gestão, postura pró-ativa em relação ao trabalho e habilidade de resolver problemas são as mais bem vistas:

  • Análise
  • Apoio
  • Cliente
  • Conhecimento
  • Dados
  • Desenvolvimento
  • Equipe
  • Experiência
  • Gestão
  • Habilidade
  • Liderança
  • Negócio
  • Operação
  • Profissional
  • Projeto
  • Responsável

Assim como existe palavras-chave importantes, também existem aquelas que devem ser evitadas ou até mesmo não aparecer em um currículo online, pois denotam inexperiência:

  • Aprendizagem
  • Chance
  • Desenvolver
  • Difícil
  • Eu mesmo
  • Mim
  • Necessidade
  • Primeiro
  • Tempo


PALAVRAS-CHAVE POR ÁREA DE ATUAÇÃO

Existem algumas palavras que são mais facilmente identificadas dependendo da área de atuação, confira alguns exemplos para fazer (ou refazer) o seu currículo online:

Administrativa

Planejamento de reuniões; apresentações de metas e resultados; suporte ao cliente; gerência de escritório; controle de inventário; compra; levantamento e escolha de fornecedores; gerência de projeto; estratégia.

Financeira

Relação com investidores; análise de risco; administração de risco; projeções financeiras; balanço tributário; administração de lucros; análise de custos; negociação; fusão e aquisição; bolsa de valores; MBA; valorização de negócio.

Recursos Humanos

Treinamento e desenvolvimento; desenvolvimento organizacional; reengenharia de processos; folha de pagamento e benefícios; administração de cargos e salários; recrutamento e seleção; políticas e procedimentos; relações trabalhistas.

Tecnologia

Nesta área, em específico, as palavras-chave estão relacionadas com seu alvo de trabalho, experiência e os programas e aplicativos que domina:

Rede; dados; novell; Unix; Linux; Windows; Segurança; e-commerce; informação; suporte; velocidade; cabeamento; servidor; gerenciamento; disco ótico-magnético; roteadores; intranet; internet; Java; Developer; browser; firewall; LAN Switches; implementação; C++. HTML; ASP; VB; COBOL.

Vendas

Representação de vendas; representantes; telemarketing; atendimento; pós-venda; ativo; follow-up; assistência técnica; captação de clientes; administração de carteira de clientes; marketing de produto; estratégia; desenvolvimento de novos negócios.

Para escolher as palavras-chave ideias para o seu currículo online faça uma lista das suas habilidades e experiências e então procure uma palavras específica que a represente. Palavras com sentido amplo, podem fazer com que o seu currículo seja apenas mais um.

DICAS IMPORTANTES

Além das palavras-chave do currículo online, também é muito bem observado pelos recrutadores, uma história consistente da sua experiência de trabalho. O currículo deve ser feito direcionada àquela empresa e cargo desejado. É preciso lembrar, sempre, de ressaltar as habilidades relacionadas à vaga em questão.

O TAMANHO DO CURRÍCULO ONLINE

Especialistas garantem que, um currículo demasiado extenso ou curto não são bem vistos e que o ideal é que tenham entre 600 e 700 palavras.

16 agosto, 2016

O mercado de trabalho está mudando e você precisa estar preparado*

* Por Ronaldo Cavalheri

Empresas como o Google, AirBnb e Netflix estão nos forçando a um novo comportamento e sinalizando que muitas outras mudanças radicais estão por vir


Nunca ouvimos falar tanto que é possível trabalhar com o que amamos. Sim, é possível. Mas só amor não entrega resultados. Muitas pessoas têm ideias geniais e querem criar, por exemplo, uma startup bilionária ao se levantar da cama, mas esquecem que só a ideia não é suficiente. O momento econômico conturbado tem deixado a vida das pessoas mais difícil. Muita gente está perdendo tempo reclamando, sem enxergar as oportunidades do momento.

Empresas como o Google, AirBnb e Netflix estão nos forçando a um novo comportamento e sinalizando que muitas outras mudanças radicais estão por vir. As pessoas precisam estar atentas a essas mudanças e, também, entender que devem se preparar para elas. Não basta ser usuário de aplicativos ou consumidor de novas soluções. Estou falando de se reinventar como profissional, estando preparado para um mercado de trabalho alternativo e pulsante. Se o mundo está mudando, por que a grande maioria das pessoas continuam desenhando seu perfil profissional da mesma forma?

É impressionante como muita gente só enxerga possibilidade na velha e obsoleta CLT. Até quando o mercado irá conseguir arcar com essa relação trabalhista onerosa de um sistema falido e engessado? O empreendedorismo se coloca como grande opção para um novo desenho de relações de trabalho, onde regras mais flexíveis são aceitas. Não é cumprir horário que importa, mas sim agregar valor e entregar resultados. E também por que não trabalhar em casa em seu home office ou em espaços compartilhados? É preciso pensar em aliviar a estrutura das empresas e deixá-las mais competitivas.

Antigamente, o profissional passava uma vida inteira dentro da mesma empresa. Nos últimos tempos, eles viraram especialistas e tinham vários empregos na mesma área. Agora, viveremos um período de várias profissões na mesma vida. O mercado precisa de profissionais polivalentes e mutantes, que acompanham o movimento da economia. Você pode trabalhar com o que gosta, mas precisa ter um diferencial. Mesmo em tempos de crise, as pessoas têm acesso ao consumo. Com isso a personalização, a exclusividade e o valor agregado tem sido uma solicitação recorrente dos consumidores. É preciso criar identidade profissional, ter uma linguagem própria e entregar o que os outros não entregam. É preciso enxergar vertentes alternativas e criativas na mesma área de atuação.

Planejamento longo pode ser um tiro no pé. Não dá para perder meses ou anos desenhando uma solução que talvez o mercado não queira comprar. Com as redes sociais, nunca estivemos tão próximos dos nossos clientes. É vital entender as necessidades e propor soluções com foco nelas. É preciso se preparar para entregar mais do que se espera, e para isso é preciso formação. Porém, o modelo de ensino deve ser outro, com aprendizado constante e foco prático. Não é aceitável que um o futuro profissional fique anos sentado na cadeira de uma faculdade para chegar ao final e se perguntar como exercer sua profissão. É inadmissível pensar em uma formação teórica no qual o aluno tem papel receptivo. O profissional precisa ser construído agindo ativamente durante sua formação, vivendo a profissão e criando um olhar múltiplo.

As novas tecnologias têm trazido facilidades. Inevitavelmente a robotização substituirá muitas atividades hoje desenvolvidas pelo homem. Precisamos repensar nossos papeis como profissionais. Só aquilo que é prazeroso e que depende do talento caberá ao ser humano. Estamos chegando em um tempo onde a Economia Criativa aparece em destaque, pois o que realmente vale é o intangível proporcionado pelo capital intelectual. Da mesma forma, ganham forças as economias colaborativa e compartilhada que estabelecem uma relação de “ganha-ganha”, abrindo canais para uma nova forma de pensar onde o ser é mais valioso que o ter.

Sim, novos tempos que exigem novos comportamentos. É hora de se reinventar como o profissional e garantir seu espaço no mercado.

11 agosto, 2016

Quer manter os bons profissionais em sua empresa?

Por Valéria Andrade

Comece a valorizar mais seus talentos. E essa valorização vai muito além de um aumento salarial ou um bônus anual


Um dos maiores desafio para qualquer gestor é conseguir manter os grandes talentos dentro da empresa. Encontramos esse cenário em empresas de todos os portes e de todos os setores. A mesma dificuldade que uma empresa familiar tem em manter um bom profissional é encontrada nas gigantes multinacionais.

Muitos fatores podem influenciar a decisão deste profissional de destaque em permanecer ou deixar a companhia. Em muitos casos, esse talento busca trabalhar na empresa que sempre sonhou, ou mudou seus rumos profissionais devido a questões pessoais e pouco pode ser feito para retê-lo. Em outras situações, o alto salário e os benefícios oferecidos podem fazer a diferença também. No entanto, uma ação que tem um grande poder de conquistar o funcionário, mas nem sempre é devidamente explorada, é a valorização deste talento.

E essa valorização vai muito além de um aumento salarial ou um bônus anual. As pessoas querem também ter seu trabalho reconhecido, crescer profissionalmente e ter sua voz ouvida dentro da empresa e terem seus desejos pessoais respeitados. Um levantamento da Kelly com mais de quatro mil profissionais no Brasil mostra que 73% deles valorizam a oportunidade de crescimento profissional para se manter dentro da empresa e 62% se identificam com empregadores que oferecem programas de treinamento e desenvolvimento.

Esses números comprovam que o brasileiro quer um emprego onde ele enxergue uma possibilidade real de crescer e se desenvolver na carreira. O grande talento, em geral, sabe que ele é bom no que faz e que pode trazer resultados positivos para seu empregador. E, por isso, ele busca essa reciprocidade. Quando o trabalhador sente confiança de que seu gestor vai ajudá-lo a crescer e que a empresa pode oferecer melhores oportunidades, ele vai pensar muitas vezes antes de buscar um novo emprego ou aceitar uma proposta de um concorrente.

Outra ação importante que o gestor deve ter para reter os bons colaboradores dentro da empresa é entender os fatores motivacionais de cada um dos seus liderados, mantendo um diálogo permanente. Isso mostra interesse no profissional e no trabalho que está sendo desenvolvimento e nos resultados que consequentemente serão obtidos. Além disso, ouvir as opiniões e buscar soluções em conjunto demonstra que o líder confia no diagnóstico do liderado, o valoriza como pessoa e acredita que ele é peça fundamental para ajudar a guiar os rumos da companhia.

Por fim, essa valorização necessariamente passa por respeitar o profissional de seus anseios individuais. Nem todos os profissionais desejam uma ascensão vertical ou uma carreira internacional, por exemplo. Alternativas como horário flexível ou trabalho part time podem ser um ótimo fator de retenção para aqueles que querem se dedicar mais tempo a família ou ao crescimento dos filhos pequenos. Uma empresa que não pensa apenas em trabalho, que busca conhecer a vida dos empregados e que permite uma vida social saudável necessariamente terá um ambiente mais amigável e motivador. Tanto que, nessa mesma pesquisa desenvolvida pela Kelly, 59% dos entrevistados levam em consideração o equilíbrio entre a vida pessoal e profissional ao se decidir por se manter em seu atual emprego.

Reter os grandes talentos sempre será uma grande dificuldade. Mas, ao se atentar com cuidado a esses detalhes, e oferecer condições para que o profissional explore suas potencialidades, oferecendo um bom pacote de recompensas financeiras e valorização profissional, respeitando-o pelo o que é e pelos seus anseios, as chances de manter seus bons profissionais será muito maior.

04 agosto, 2016

RH como parte da estratégia do negócio*

* Por Cris Olivette

Com foco no resultado, o 'novo recursos humanos' trabalha para que as empresas alcancem efetivamente seus objetivos de crescimento


Departamentos de recursos humanos de várias empresas estão tendo o status da área elevado nos organogramas das companhias com a adoção da denominação: RH Estratégico. Na prática, o que isso significa?

Segundo a consultora do grupo Bridge, Fernanda Macedo, isso quer dizer que essas empresas têm uma estratégia de RH a serviço do negócio, facilitando a realização da estratégia da empresa, sustentando a cultura organizacional, ou facilitando a transformação dessa cultura.

“Essas ações são efetivadas por meio de ferramentas, processos e ações aplicados no cotidiano, com o objetivo de sensibilizar e engajar as pessoas na direção que a empresa deseja. Quanto mais direcionado para suportar a estratégia, mais estratégico será o RH”, diz.

A vice-presidente de RH da DM9DDB, Maria Eduarda Lomanto, afirma que o maior ativo de uma empresa são as pessoas. “Um RH estratégico participa do processo decisório do negócio, cuida para que as decisões sejam as melhores para as pessoas e alinha os valores da organização com os valores dos colaboradores. Esse profissional é o guardião da cultura organizacional, mola propulsora das companhias”, diz.

Fernanda lembra que antigamente o RH atuava em sua rotina e era acionado em ações pontuais para resolver problemas desconectados da estratégia organizacional. “Hoje, o que percebo em negócios que adotaram RHs estratégicos é uma atuação direta na transformação da empresa, facilitando a execução da estratégia organizacional”, afirma.

Segundo ela, nesse novo formato o RH participa das mudanças organizacionais e ajuda a construir cenários, apresentando tendências e soluções inovadoras. “Este profissional tem um papel importante nas conexões entre as áreas, potencializando os resultados através das pessoas. O grande diferencial do RH tradicional para o estratégico é que o segundo faz parte da transformação e é reconhecido por potencializar os resultados através das pessoas.”

Esse profissional, conforme Maria Eduarda, deve ter perfil de negócios sem perder a sensibilidade de perceber a individualidade de cada ser humano, dotado de sonhos e frustrações.

“O profissional estratégico de RH deve ter o olhar no negócio, foco no resultado, visão sistêmica, habilidade política, excelente relacionamento interpessoal, saber ouvir e ter compaixão. Tem de amar o que faz.”

A coordenadora do MBA Executivo em Economia e Gestão: Recursos Humanos, da Fundação Getúlio Vargas, Denize Dutra, afirma que o objetivo da formação é levar o aluno a assumir posições estratégicas na área de RH e fazer com que ele possa contribuir com os objetivos de alcance da organização.

“Queremos que esse profissional saia do curso propondo políticas, diretrizes e práticas de RH que a empresa vai utilizar para atingir seus objetivos estratégicos. Sempre com a preocupação de dignificar essa relação do homem com o trabalho. Queremos que ele seja um profissional propositivo.”

Entre as disciplinas aplicadas ao longo dos 18 meses de curso, ela cita macroeconomia, sustentabilidade, governança, estratégia e finanças. “Eles têm uma ampla compreensão do mundo corporativo para poder perceber de que forma o RH pode contribuir. Vemos que ocorre uma grande mudança no modelo mental dos alunos e a progressão de carreira é significativa.”
Perto de concluir o MBA, o coordenador de RH da área de diversidade do Walmart Brasil, Djalma Scartezini, conta que teve duas promoções após ter iniciado o curso.

“O MBA está sendo crucial para que eu cresça na carreira. Adquiri competências técnicas, comportamentais e postura. Hoje, meu trabalho faz parte da estratégia da companhia e as entregas ajudam a empresa como um todo”, afirma.

Scartezini conta que o curso foi além do esperado. “Claro que o ferramental é importante, mas tem também o intangível, que é a forma crítica de raciocinar as questões de RH. O raciocínio crítico e estratégico pode ser muito mais importante do que a execução de uma tarefa operacional. Ganhei essa visão por meio de debates muito ricos. Os professores são profissionais do mercado e têm experiência prática e a troca entre os alunos é muito rica também.”

O aluno conta que o tema de seu TCC é relativo ao retorno do investimento obtido com trabalho de diversidade estratégica. “Quero provar por meio de dados científicos como o RH traz lucro. O RH costuma ser visto como uma área que não agrega valor ao negócio. Hoje, é possível provar que a área traz lucro. Ao fazer, por exemplo, trabalho de inclusão de deficientes, evito uma série de multas. Assim, trago de volta dinheiro para a companhia”, diz.

Consultor de carreiras da Thomas Case & Associados, Eduardo Bahi diz que em tempos de mercado globalizado e competitivo, o RH teve de se tornar uma área estratégica.

“Alcançar metas e resultados é uma cobrança constante e se reflete diretamente nas decisões que são tomadas pelos gestores. Então, desenvolver competências organizacionais para atrair e reter talentos e pessoas de alta performance, além de construir um ambiente de trabalho desafiador e melhorar o clima organizacional passaram a ser objetivos do RH.”
Segundo ele, um RH estratégico pensa nas competências de um profissional contratado e quais competências terá de ter no longo prazo, enquanto o RH tradicional desenvolve pessoas para necessidades atuais.

“O novo RH entende o modelo de gestão por competências alinhadas aos desafios estratégicos da companhia, posicionamento de mercado, planejamento estratégico, inteligência competitiva, cadeia de valores, entre outros. Este tipo de profissional, em meu ponto de vista, tem de ser moldado pela empresa, que deve fazer com que ele assimile sua missão e valores”, diz Bahi.

Consultora do grupo Bridge, Fernanda Macedo acredita que além dos cursos de MBA, os profissionais também devem buscar qualificação por meio de relacionamentos, contatos e trocas de experiências.

“Na Bridge, por exemplo, trocamos experiências com muitos profissionais de RH estratégico para que tenhamos maior prontidão para lidarmos com tanta volatilidade, incertezas, ambiguidade e inseguranças que o contexto apresenta. Uma rede conectada com pessoas que experimentam as mesmas dores, incertezas e desafios, mas também conquistas e sucessos, facilita o ganho de maturidade e desempenho do profissional”, avalia.

Segundo a coordenadora do MBA Executivo em Economia e Gestão: Recursos Humanos, da Fundação Getúlio Vargas, Denize Dutra, a formação atrai principalmente profissionais que já atuam na área de RH e querem passar por reciclagem para obter um olhar estratégico e atuar de forma menos operacional. “Mas também é procurado por pessoas que já têm experiência gerencial em outra área e quer migrar para a área de recursos humanos.”

Mesmo não tendo a intenção de migrar de área, a gerente regional de vendas da rede Marisa, Priscila Nascimento, sentiu necessidade de incrementar seus conhecimentos com um curso que valorizasse a visão estratégica, porque em sua atuação como gerente regional de vendas também faz a gestão de pessoas.

“Os resultados das empresas são obtidos por meio de pessoas. Indubitavelmente tenho de aplicar metodologias de gestão estratégica em minha rotina de trabalho. No MBA, adquiri conhecimentos mais amplos porque o curso contém disciplinas de negócios nacionais e internacionais, além de proporcionar um bom networking e maturação em termos de gestão de pessoas”, diz.

Priscila destaca que o curso aborda outras frentes que envolvem a área de RH estratégico como desenvolvimento e gestão de pessoas, definição de potencial, gestão de competências e definição de perfil adequado para cada função. “No meu dia a dia lido com isso intensamente”, afirma.

A gerente acrescenta que a formação fortaleceu sua percepção e capacidade de diagnóstico. “Também ampliou meu olhar do ponto de vista estratégico em relação à atuação de pessoas e do negócio”, diz.

03 agosto, 2016

12 perguntas que executivos de sucesso fazem em entrevistas de emprego*

* Por Business Insider

Em entrevistas de emprego, algumas perguntas caíram em desuso — mas outras mantém-se na pauta de executivos e recrutadores. O que cada um prefere saber de seu candidato irá depender da cultura da empresa e do real objetivo de ter uma nova pessoa na equipe.


O site Business Insider reuniu as opiniões de alguns executivos e criou uma lista com as perguntas que eles fazem (ou orientam que sejam feitas) a seus candidatos. Confira:

O que você não teve a chance de incluir em seu currículo?
Richard Branson, fundador do Virgin Group

“Um bom currículo é obviamente importante, mas se você fosse contratar alguém pelo que escreve sobre ele mesmo, não precisaria gastar seu tempo em uma entrevista”, escreveu Branson em seu livro The Virgin Way: Everything I know about leadership. É por isso que ele usa essa pergunta.

Dê um exemplo de uma vez em que você resolveu um problema difícil.
Laszlo Bock, chefe de Recursos Humanos do Google

Segundo Bock, a companhia preferiu trocar as perguntas enigmáticas por aquelas voltadas ao comportamento. “O interessante é que, quando você pergunta a alguém sobre suas próprias experiências, terá dois tipos de resposta”, disse ao New York Times. “Uma é a percepção de como ela interage com uma situação real, mas a informação crucial é sobre o senso do candidato a respeito do que é dificuldade.”

Você está em um ponto da Terra, anda uma milha ao sul, uma ao oeste e uma ao norte, chegando ao mesmo local. Onde você está?
Elon Musk, fundador da SpaceX e da Tesla

A biografia Elon Musk, de Ashlee Vance, diz que esse enigma é uma das preferências de Musk em entrevistas. O site Mashable diz que a resposta é o Polo Norte ou o Polo Sul. Ele ainda afirma que “se você acha a entrevista ou o processo de contratação intimidador, nada se compara às exigências de trabalhar com Musk”.

Qual é o seu superpoder... ou o animal que mais gosta?
Ryan Holmes, CEO do HootSuite

“Durante sua entrevista, eu perguntei à minha atual executiva-assistente qual era o seu animal preferido. Ela me disse que era um pato, porque patos são calmos na superfície e loucos ao procurar por algo abaixo dela”, contou Holmes ao escritor Jeff Haden. “Eu achei uma resposta incrível e uma perfeita descrição do trabalho de uma executiva-assistente.”

Como você pratica sua espiritualidade?
Oprah Winfrey, apresentadora

O Business Insider diz que Oprah fez essa questão a uma série de candidatos ao cargo de presidente de sua rede de televisão Oprah Winfrey Network. Ela afirma que a pergunta não era sobre religião, mas sobre suas relações pessoais consigo mesmo. “O que você faz por si mesmo? O que você faz para manter-se centrado?”, explicou Oprah em uma apresentação na Escola de Negócios de Stanford.

Se estivermos aqui após um ano comemorando o bom resultado que você obteve, o que teremos atingido juntos?
Randy Garutti, CEO da Shake Shack

“O candidato deveria ter visão estratégica para não só falar sobre quão bom o ano foi mas para mostrar seu conhecimento a respeito da empresa – e o porquê de querer estar nela”, disse Garutti a Jeff Haden. Segundo o escritor, ele diz que precisa saber que o candidato “fez seu trabalho, entendeu realmente a empresa e o seu papel... e realmente quer isso”.

Conte algo que seja verdade, mas que quase ninguém concorde com você.
Peter Thiel, co-fundador do PayPal

O Business Insider diz que Thiel gosta de contratar pessoas que não têm medo de falar o que pensam. Em uma entrevista à Forbes, o executivo afirma que a pergunta é “um tipo de teste para entender a originalidade de pensamento, além de testar a coragem de falar em um momento difícil”.

Qual sua citação favorita?
Karen Davis, vice-presidente sênior da Hasbro

Karen revelou ao Business Insider que seu trabalho é retribuir e, por isso, procura candidatos que tenham “senso de paixão e propósito”. A citação a ajuda a entender com o que eles se preocupam. “Eu quero ver que a pessoa está procurando por fontes de inspiração”, disse, lembrando que não há uma resposta certa.

Quantos anos tinha quando teve seu primeiro trabalho com retorno financeiro?
Hannah Paramore, presidente da agência de publicidade Paramore

“Se eles trabalharam em meio período durante o ensino médio ou a faculdade porque precisavam, especialmente em trabalhos considerados ‘duros’, isso mostra um alto nível de responsabilidade”, disse Hannah ao Business Insider. “Eu adoro pessoas que precisam olhar para diferentes ângulos para encontrar o sucesso.”

O que você faria durante um apocalipse zumbi?
Ashley Morris, CEO da Capriotti

A pergunta do CEO de uma rede norte-americana de franquias de lanchonetes parece ridícula, mas ele diz que é a melhor forma de entender como os candidatos reagiriam sob pressão. “Não há uma resposta certa, mas é interessante entender a opinião de alguém e como a pessoa pensa por si”, diz Morris. “A esperança é que possamos entender o que realmente importa à pessoa e qual a sua ideia de moral, para saber se está de acordo com a cultura da empresa.”

Se você trabalhasse em um restaurante, qual função gostaria de exercer?
Ajeet Singh, CEO e fundador da ThoughtSpot

Singh deve ser o único executivo do Vale do Silício a fazer essa pergunta. Ele acredita que muitas respostas podem ser obtidas com ela. “Essa pergunta pega a essência do que move a pessoa e o que ela realmente gosta de fazer, o que a inspira e o que a motiva”, diz.

Qual a última fantasia que você vestiu?
David Gilboa, co-fundador da Warby Parker

O candidato precisa estar dentro do perfil da Warby Parker, empresa de vendas de óculos, livros e acessórios. Para isso, deve seguir um dos valores essenciais da empresa que é adicionar “diversão e excentricidade ao trabalho, à vida e a tudo o que faz”. “Nós consideramos que pessoas que fazem do ambiente de trabalho algo divertido criam uma cultura corporativa mais integrada”, disse Gilboa ao Quartz. “Se nós contratarmos a pessoa mais tecnicamente hábil no mundo, mas cujo estilo de trabalho não se adequa ao nosso, ela não será bem-sucedida aqui.”

02 agosto, 2016

Como identificar um chefe ruim em uma entrevista de emprego*

* Por Época Negócios

A principal razão que leva profissionais a deixarem uma empresa é um gestor que as tira do sério — não entre para esse grupo


os principais fatores que determina a felicidade no trabalho é o relacionamento com os chefes. Todo mundo quer ter uma relação amigável e de confiança com os superiores. É verdade que nem sempre quem procura uma vaga está em posição de ser muito seletivo. Mas, se você puder escolher, não há motivo para não levar isso em consideração ao buscar um novo emprego. Existem sinais no processo seletivo que podem te ajudar a saber se aquele é um mau gestor e se você está se metendo em uma furada.

"A principal razão que leva os profissionais a saírem de um emprego é a incompatibilidade com a cultura [da empresa] ou um chefe que as tira do sério", disse John Lees, autor do livro "How To Get a Job You Love" (Como conseguir um emprego que você ama, sem edição no Brasil) à Harvard Business Review. Não dá para saber exatamente como é aquele gestor sem de fato trabalhar com ele, mas você deve reunir o máximo de informações possível.

Isso não significa prestar atenção apenas nas impressões negativas. "Deixar de perceber um chefe fantástico é um erro caro a se pagar, talvez até mais caro do que deixar de perceber que alguém é um chefe ruim", diz Claudio Fernández-Aráoz, conselheiro sênior da empresa de pesquisa global Egon Zehnder e autor de "It’s Not the How or the What but the Who" (Não é o como ou o quê, mas o quem, sem edição no Brasil).

Um ponto importante: confie em seus instintos. Pensar em simplesmente conseguir o emprego pode afetar seu julgamento. Pergunte a si mesmo se aquele é o trabalho que você quer e o gestor com quem quer trabalhar. Qual foi seu feeling sobre a pessoa? Acha que é alguém com quem você consegue se imaginar tendo problemas? Ou com quem seria difícil conversar? Quando as apostas são altas, é melhor confiar em si mesmo. De cara, se for o gestor que fizer as entrevistas, não o RH, repare em como ele trata os candidatos — a começar pela quantidade de informações e esclarecimentos que dá sobre a vaga.

Faça as perguntas que você precisa fazer a respeito da função (mas sempre com respeito e pensando em como dizer as palavras). "As pessoas dizem que uma entrevista é um processo de duas vias", diz Lees. "Na prática, isso não funciona muito bem." O entrevistador pode interpretar mal várias perguntas sobre a gestão dele. "O que você não deve fazer são perguntas diretas, como 'conte-me sobre o seu estilo de liderança?'", diz Fernández-Aráoz. Segundo ele, é improvável que obtenha uma resposta honesta e não passa uma boa impressão.

É essencial que você faça sua lição de casa. Não vá para um novo trabalho de olhos fechados. Você pode descobrir que a cultura empresarial é completamente diferente do que pensava. Baixa retenção e altas taxas de rotatividade são um indicador claro de problemas, diz Lees. Pesquise também o gestor. "Perfis do LinkedIn podem dizer muito sobre os interesses e relacionamentos de uma pessoa",afirma Fernández-Aráoz. Se conseguir bater um papo com gente que já trabalha ou trabahlou por lá, melhor ainda.

Mantenha esses cinco pontos em mente:

- Preste atenção em como o gestor trata os candidatos durante a entrevista

- Não ignore seus instintos, as primeiras impressões que você tem sobre ele

- Evite perguntas diretas sobre o estilo de liderança

- Pesquise sobre o gestor e a cultura da empresa

- Se possível, converse com funcionários ou ex-funcionários

01 agosto, 2016

Tudo que você precisa saber para fazer um currículo impecável*

* Por RH Inteligente


Encontrar um novo emprego é sempre uma experiência difícil. Independentemente do caso, é preciso paciência, confiança e muita força de vontade para atingir o objetivo almejado. Nesse processo, algo é fundamental: um bom currículo.

Saber como fazer um currículo apresentável é importante não somente para que suas habilidades fiquem visíveis, mas também para que a empresa perceba sua aptidão em relação à vaga oferecida.

Assim sendo, confira a seguir as melhores dicas para elaborar um currículo certeiro, capaz de mostrar o que você tem de melhor e te dar maiores chances de êxito.

1 – Objetividade
Coloque-se no lugar de quem te entrevista. Essa pessoa provavelmente está analisando não somente o seu, mas também dezenas e dezenas de currículos das mais diferentes pessoas. Sendo assim, o primeiro critério que este examinador vai usar para fazer sua análise é o da eliminação. De imediato, ele vai eliminar todos os candidatos que não apresentarem compatibilidade com o perfil da empresa e a vaga em questão.

Por isso, um bom currículo é aquele que vai direto ao ponto, não perdendo tempo com informações inúteis ou que dificultem a compreensão do examinador. Procure trabalhar com tópicos, apresentando suas informações pessoais, bem como experiências anteriores, cursos realizados, entre outros, de maneira clara, sempre de acordo com seu objetivo profissional.

Além disso, lembre-se de que o seu objetivo é fazer com que o examinador goste de você e te considere um profissional adequado para o cargo oferecido. Submetê-lo a uma leitura extensa de um currículo não vai ajudar nesse ponto, e vai servir somente para deixa-lo cansado.

2 – O que colocar
Informe a respeito de suas experiências profissionais anteriores, com o nome das empresas, o período em que trabalhou em cada uma e sua função nos respectivos cargos, bem como seus dados acadêmicos, informando escolas, cursos superiores, especializações, tempo de duração de cada curso, entre outros.

Neste aspecto, não confunda informações pessoais com exposição desnecessária da sua vida pessoal. Neste campo, você deve informar o básico, como histórico profissional, nome completo, idade, estado civil, endereço, cidade e contatos que podem ser telefone celular ou residencial e e-mail.

3 – O que não colocar
Nunca é bom colocar informações em excesso. Escrever sobre cursos que começou e não concluiu, tentar explicar os motivos da saída dos trabalhos anteriores e passar informações que nada tem a ver com o seu perfil profissional, são exemplos de coisas desnecessárias.

Caso você esteja em busca de sua primeira experiência profissional, opte por deixar isso claro no objetivo profissional e não se preocupe em apresentar um currículo pequeno. O empregador vai entender a sua situação e se ele estiver em busca de alguém novo, com oportunidades de crescer dentro da empresa, certamente não verá problemas na falta de experiência.

Nada melhor do que ter bom senso na hora de elaborar um documento em que você se apresenta para um possível empregador. Lembre-se: o que as empresas querem é alguém compatível com a vaga apresentada. Neste caso, de nada adianta mentir no currículo, pois a incompatibilidade será identificada na entrevista ou, na pior das hipóteses, nos primeiros dias de trabalho.

Sendo assim, procure sempre ir atrás das vagas que se encaixam no seu perfil. Valorize-se. Seja sincero no currículo e vá com confiança. Vai dar tudo certo.

29 julho, 2016

Valorização do capital humano: uma visão estratégica*

* Por Administradores.com

Em tempos de crise, as empresas necessitam extrair o máximo do potencial de seus funcionários para se manterem competitivas no mercado e alcançarem os resultados almejados



Toda empresa precisa de um time de funcionários que a represente, que acredite em seus produtos e que queira construir um futuro em conjunto. Porém, a situação adversa da economia em nosso país vem dificultando o desenvolvimento das empresas, levando em muitos casos as mesmas a fecharem as portas. Esse cenário faz com que grande parte das Organizações diminua ou corte por completo os investimentos em seus colaboradores, proporcionando desmotivação e insegurança de todo o quadro de funcionários. Para que isso não aconteça é necessária uma nova visão estratégica das empresas em relação aos investimentos em seu capital humano, para reverter esse cenário e retornar a sua curva de crescimento.

Portanto, o ideal é que as Organizações criem uma equipe de colaboradores que vista a camisa da empresa, que saibam lidar com as adversidades, no atendimento ao cliente, que estejam motivados a gerar resultados positivos e, em contrapartida, consigam mais retornos financeiros, tanto para a empresa como para os colaboradores.

A Organização deve criar estímulos para que seus funcionários encarem este desafio, elevando o nível de participação e comprometimento, aumentando assim, o desempenho de cada um através da ampliação de consciência dos pontos fortes e pontos a serem desenvolvidos. O perfil desta equipe, deve ter o mesmo foco da empresa: o crescimento conjunto e é no momento de crise, que este crescimento acontece.

A psicóloga, Master Coach e Consultora de RH Elisângela Lima desenvolve o Assessment Coaching, um processo que possibilita descrever tendências comportamentais, identificando formas de buscar oportunidades de trabalhar o máximo do potencial pessoal e profissional e, como consequência, atingir maiores e melhores resultados para a empresa. Neste processo, cria-se um Plano de Desenvolvimento Individual (PDI) e um Plano de Desenvolvimento Geral (PDG).

24 julho, 2016

Frustração profissional ronda os trintões*

Cris Olivette

Estudo aponta que os jovens com trinta anos estão insatisfeitos e só trabalham para sobreviver; especialistas dão dicas para evitar crise

Pesquisa indica que 52% dos jovens brasileiros com 30 anos estão frustrados com a carreira, trabalham para sobreviver e não fazem o que gostam. O estudo ‘Projeto 30’, feito pela Giacometti Comunicação, ouviu 1.200 pessoas dessa faixa etária.

“A baixa ‘criticidade’ de pensamento na fase escolar, somada a escolhas vocacionais equivocadas, resultam em trintões insatisfeitos com a vida profissional”, diz o coordenador do estudo, Dennis Giacometti.

Pelo levantamento, apenas 16% dos jovens das classes A e B e 15% da classe C estão realizados com o trabalho, enquanto 9% dos entrevistados de alta renda e 10% da classe C aceitariam ganhar menos para ter mais qualidade de vida. 26% dos entrevistados das classes A e B gostariam de ter uma profissão que proporcionasse mais realização. Esse sentimento é compartilhado por 28% dos pertencentes à classe C.

Giacometti diz que esses jovens podem estar conectados a tudo, menos a eles mesmos. “A ausência de autoconhecimento faz com que se deixem levar por influência de terceiros. Por não serem autores das próprias vidas, as escolhas, na maioria das vezes, são enganos.”

CEO da consultoria de recolocação profissional Produtive, Rafael Souto diz que as pessoas planejam pouco a carreira. “Elas vão indo muito pelo que aparece e olham mais a questão financeira – e a pesquisa mostra que 86% buscam isso –, mas essa não é uma estratégia sustentável de carreira. Tanto que 52% estão frustrados. Esse dado reflete o que verifico no dia a dia.”

Souto afirma que essa é uma dinâmica perversa. “As pessoas se preocupam com a estabilidade financeira e deixam de analisar o quanto aquele projeto vai impactar no nível de felicidade, satisfação e realização.”

Segundo ele, não adianta fazer gestão de carreira priorizando o dinheiro. O dinheiro é um componente importante, mas precisa vir acompanhado de identificação com a empresa, com o trabalho e com a área de atuação para que o trinômio empresa, atividade e dinheiro funcione. Se estiver desequilibrado, haverá insatisfação.”

O caso de Gabriele Costa Garcia ilustra o que foi constatado pelo estudo da Giacometti. Depois de trabalhar dez anos em um grande escritório de advocacia de São Paulo, a advogada trocou a carreira por um trabalho voltado à transformação social.

A jovem de 30 anos afirma que hoje está mais feliz e completa. “Tinha salário bacana, estabilidade e possibilidade de ascensão, mas estava infeliz. Acho importante realizar um trabalho que tenha significado para nós e para o mundo.”

Ela conta que no escritório participava do conselho de responsabilidade social e cuidava de casos gratuitos oferecidos às organizações sem fins lucrativos. Percebi que queria migrar para esse campo”, diz.

Quando isso ocorreu, Gabriele fazia pós-graduação em direito societário na FGV. “Fiz meu TCC avaliando como a responsabilidade social das empresas eleva a marca e faz com que ela seja mais reconhecida”, conta.

Em abril de 2014, ela e o marido, Felipe Brescansini, que abandonou o posto de diretor de marketing em uma empresa, fundaram a Think Twice Brasil, instituição sem fins lucrativos que usa a empatia para discutir equidade de gênero, igualdade social, responsabilidade das empresas e consumo consciente.

Antes de desenvolverem os programas que hoje são aplicados em empresas, escolas e universidades, eles viajaram durante 400 dias por 40 países que têm os menores Índices de Desenvolvimento Humano.

“Tínhamos de compreender e viver na prática os principais problemas sociais que queremos solucionar.

Fizemos pesquisa extensa sobre desigualdade social e de gênero. Nossos relatos, fotos e vídeos estão disponíveis em nosso site wwwthinktwicebrasil.org.” No momento, Gabriele está negociando a aplicação de um dos programas na Fundação Casa.
Outro jovem de 30 anos que fez de tudo para fugir da frustração profissional é Igor Morais. “Quando prestei vestibular, passei em engenharia da computação e em engenharia de produção, em universidades públicas do Pará”, conta.

Ele começou a cursar as duas. No meio do ano largou uma e no final do ano, a outra. Em seguida, começou a fazer publicidade. No terceiro ano, conseguiu transferência para a USP.

“Mas as grades eram muito diferentes. Só aproveitei quatro disciplinas e comecei novamente o curso.”

Depois de um intercâmbio em Madrid, Igor deixou publicidade quando faltava pouco para concluir e foi cursar atuação na SP Escola de Teatro. “Tinha mergulhado em um limbo tentando me encontrar, até me identificar com a carreira de ator. Hoje, pertenço ao grupo teatral Àtropical e encenamos nossa segunda peça, também tenho atuado em comerciais e estou realizado.”

Autoconhecimento é saída para evitar erro

Uma das dicas da consultora do CEOlab, Maria do Carmo Marini, para fugir da frustração profissional é investir no autoconhecimento. “Saber mais sobre você e suas características intrínsecas abre possibilidades impensadas. Outra coisa, trabalhe em uma empresa cuja cultura e valores estejam de acordo com o que acredita e valoriza.”

Ela diz que trabalhar em projetos desafiadores, que tragam novos aprendizados proporciona satisfação. “Participe de grupos de estudos, pesquisas e compartilhamento de experiências, especialmente com colegas e líderes. Além disso, procure ter um mentor experiente e bem relacionado para ajudá-lo a fazer escolhas inteligentes.”

Por outro lado, ela diz que as empresas podem adotar medidas para manter a equipe feliz. “Pague bem, crie oportunidades para que eles passem por processo de autoconhecimento, orientação de carreira, coaching e mentoria. Dê feedbacks construtivos e seja um líder ético, amigável e aberto a ouvir sugestões”, recomenda.

Fundo do poço. Graduado em gestão pública, Marcos Silveira trabalhou seis anos em uma consultoria. Com o tempo, notou que o trabalho realizado nos gabinetes estava distante da população e do que ocorria em escolas e postos de saúde.

“Tive uma grande crise pessoal e de identidade. Recolhi os cacos para montar minha própria empresa, a Datapedia que está em operação há um ano.”

O jovem de 30 anos explica que sua empresa organiza todos os dados de fontes públicas oficiais. “Unificamos e organizamos as informações de forma didática, para que possam ser usadas para pautar planos de governo e de empresas.”

A Datapedia presta consultoria a um instituto e já ajudou empreendedores a montarem plano de negócio a partir da análise de dados. “Fechamos contrato com um candidato à prefeitura de Timon, quarta maior cidade do Maranhão. Fornecemos relatório técnico contendo dados da cidade como a situação de renda da população, número de mães adolescentes etc.”

Silveira afirma que hoje está recuperado e afirma ter sido muito bom desconstruir uma imagem de perfeição ou de felicidade plena que costuma ser vendida aos mais jovens.

“A vida não é feita só de sucesso. Pelo contrário, é a partir de altos e baixos que nos construímos como seres humanos. Identificar nossas principais indignações nos ajuda a construir um propósito. Hoje, entendo que o erro é natural e é preciso dar a cara a bater.”

Quando a frustração começou a rondar a vida do urbanista Marcelo Rebelo, ele viu que era hora de deixar a estabilidade do emprego público e encarar o desafio de implementar um plano que tentara oferecer à prefeitura de São Paulo.

“O trabalho não me motivava o suficiente pra eu desejar ficar o resto da vida. Saí para criar a empresa Praças. Hoje, trabalho no setor 2,5 que está entre o privado e o terceiro setor (ONG), no qual estão enquadrados os negócios sociais.”

Segundo ele, sua empresa promove revitalizações coletivas de praças por meio do site www.pracas.com.br. “Usamos a plataforma para entender a demanda da população e desenvolver um processo de cocriação do projeto de revitalização. É muito mais prático e abrangente do que promover audiência pública.”

Rebelo, por meio da Praças, é responsável por articular a aprovação do projeto junto à prefeitura e ir atrás de financiadores para realizar a melhoria.”

Mesmo ganhando menos, o jovem de 30 anos está feliz. “Estou tocando um projeto que faz sentido e no qual eu acredito. É gratificante ver minha ideia sendo implantada. Já recuperei o investimento inicial e a empresa já se sustenta. Temos mais de 80 praças que estão demandando nossa atuação”, conta.

22 julho, 2016

5 dicas da ciência para arrasar em entrevistas de emprego*

* Por Claudia Gasparini

Encarar uma entrevista de emprego é, de longe, uma das situações mais estressantes da vida profissional. Ainda mais se você é um dos muitos prejudicados pela crise econômica e tem pressa para conseguir uma oportunidade.



As perguntas do recrutador, por mais difíceis que sejam, não são a parte mais desafiadora do encontro. O grande obstáculo são as próprias inseguranças e ansiedades do candidato colocado em teste.

Uma saída comum, mas raramente eficiente, é construir um personagem. Segundo Jorge Martins, gerente da consultoria Robert Half, muitas pessoas trazem frases prontas, memorizadas — que soam robóticas e minam a confiança de qualquer entrevistador.

Outra resposta frequente é a automedicação, diz a neurocientista Carla Tieppo, professora da Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo. Não é uma boa ideia: tomar calmantes ou remédios para dormir “melhor” na noite anterior à entrevista produz um comportamento artificial ou mesmo sem brilho diante do avaliador.

Em vez de lançar mão de artifícios que funcionam de fora para dentro, a melhor solução é provocar mecanismos que operam de dentro para fora.

Conceitos emprestados da neurociência podem ajudar a produzir esse tipo de efeito "orgânico" sobre o seu corpo e a sua mente, e otimizar o seu desempenho em entrevistas. Veja a seguir 5 conselhos nesse sentido:

1. Regule seus próprios hormônios com “posturas de poder”

A maioria das pessoas sabe muito pouco do próprio corpo e seus mistérios. Em palestra no TED, a psicóloga Amy Cuddy, professora na Harvard Business School, propõe um exercício inusitado para se sentir mais autoconfiante antes de uma entrevista: permanecer por cerca de dois minutos no que ela chama de “poses de poder”, que aparecem frequentemente no mundo animal.

O mecanismo vale igualmente para macacos, aves ou seres humanos. Quando enchemos o peito de ar e abrimos pernas e braços, por exemplo, nossos corpos parecem maiores e mais fortes. Sem perceber, enviamos o recado de que somos poderosos e confiantes para quem está ao redor. Mais do que isso: inconscientemente, nós mesmos nos sentimos assim por dentro. Veja abaixo algumas poses recomendadas por Cuddy:


De acordo com a professora Carla Tieppo, da Santa Casa, essas posturas aumentam os níveis de testosterona e reduzem os de cortisol, uma combinação que favorece o ataque — e não a defesa — diante de uma ameaça real ou simbólica. “Antes de entrar na sala de entrevista, pratique essas posturas por cinco minutos”, orienta ela. “Os seus hormônios entrarão em ação e você estará mais preparado para o enfrentamento”.

2. Faça exercícios de respiração na sala de espera

Seguir o exemplo do mundo animal e praticar posturas de poder não significa que você deva assumir uma postura agressiva diante da entrevista. Muito pelo contrário: é importante que você aja de forma amigável e tranquila com o recrutador. Mas como fazer isso quando você está trêmulo e agitado?

O conselho de Tieppo é exercitar a sua respiração — um “calmante” natural e surpreendentemente eficiente. Uma técnica bastante simples é expirar no dobro do tempo em que você inspira. Se puxar o ar para dentro por 3 segundos, por exemplo, solte-o em 6.

“Respirar dessa forma ajuda a reduzir a ansiedade, porque sinaliza para o seu corpo que está tudo bem”, explica a professora. Se você faz o exercício pouco antes da entrevista, no banheiro ou na sala de espera, há boas chances de chegar mais calmo e relaxado para a conversa.

3. Simule a entrevista em casa

É interessante visualizar mentalmente a cena do encontro alguns dias antes de ela se materializar. “Feche os olhos e se imagine entrando na sala, cumprimentando o entrevistador, puxando a cadeira para sentar”, diz Carla. “Identifique quais são as suas respostas emocionais a essa situação, e pare para refletir por que elas se manifestam”.

O autoconhecimento e a inteligência emocional são instrumentos poderosos para esse exercício. Quando você entende o que perturba a sua tranquilidade — e por quê —, fica mais fácil evitar esses gatilhos ou aprender a lidar com eles.

“As emoções são a base estrutural do funcionamento cerebral”, afirma a neurocientista. “É preciso conhecê-las a fundo e aprender a não ter medo das suas próprias fragilidades”. A autoanálise deve ser complementada pelo olhar para fora: quanto mais você investiga a percepção que os demais têm do seu jeito de ser, mais fácil fica moldar suas reações a cada situação social.

4. Escreva um “roteiro” e use técnicas para se lembrar dos detalhes mais difíceis

A tensão despertada por uma entrevista de emprego frequentemente atrapalha a memória. Por puro nervosismo, você pode se esquecer de mencionar para o recrutador algum dado importante sobre a sua trajetória profissional.

Para evitar esses brancos, é interessante escrever o discurso que você pretende apresentar na conversa. Depois de ler algumas vezes o texto, tente reproduzi-lo sem a ajuda do papel. Retorne então às partes que você esqueceu ou confundiu, e aplique técnicas de memorização para gravá-las.

Esses mecanismos mneumônicos podem ser associações sonoras. Você pode se lembrar de contar que fez intercâmbio em Portugal depois de mencionar que trabalhou com serviços portuários, por exemplo, pela proximidade entre “Portugal” e “portuários”. O objetivo é criar ganchos entre as informações, diz a professora Carla, e assim garantir a memorização daqueles detalhes que insistem em escapar da sua mente.

5. Evite alterar suas rotinas no "dia D"

A situação da entrevista de emprego já representa, em si, uma grande ruptura no seu cotidiano. Para não deixar o seu dia ainda mais atípico — e, por essa mesma razão, estressante para o seu cérebro —, é melhor ater-se às suas atividades de sempre. Faça tudo como sempre fez: se você nunca sai de casa pela manhã sem tomar uma xícara de chá, garanta que isso aconteça no dia da entrevista.

Para evitar a sobrecarga de estresse sobre o seu organismo, também é obrigatório ter uma boa noite de sono antes da entrevista — o que depende de um cuidado contínuo com a saúde.

“Caprichar na alimentação, dormir horas suficientes e praticar exercícios físicos regularmente são condições essenciais para ter um bom desempenho na entrevista”, diz Carla. “Não dá para construir uma carreira de qualidade sem investir em qualidade de vida”.

21 julho, 2016

Por que você não arruma emprego*

* Por Caio Camargo

Será que é só um problema do mercado? O que você pode fazer a partir de hoje para nunca mais passar por essa situação?

Que vivemos tempos difíceis não é nenhuma novidade. Um verdadeiro colapso político-econômico trouxe como um de seus grandes impactos o desemprego, resultado principalmente de uma população que hoje produz e consome muito abaixo da demanda, criando um efeito que costumo chamar de “espiral negativa”.

Numa sucessão de problemas, o receio hoje do consumidor em comprar bens e serviços, por conta de confiança em relação ao emprego e seu dinheiro, está fechando postos de trabalho em todos os setores, que por conta de uma demanda reprimida, têm sua produção e esforços reduzidos, levando à um cenário de ainda mais demissões. No jargão popular, falta cada vez mais dinheiro circulando na praça. Pior cenário impossível.

E mesmo que algumas previsões apontem uma melhora de cenário possivelmente a partir de 2017, a grande maioria dos brasileiros hoje sofre com uma grande taxa de desemprego, e não dá para a grande maioria esperar até lá para conseguir um novo trabalho. Não vou entrar no mérito das questões de auxílios sociais e da dependência destes, em minha opinião, um dos grandes responsáveis pela queda abrupta de consumo e por consequência, a criação de todo esse cenário.

Esse artigo é para você, que está batalhando em busca de um emprego, em busca de algo melhor para você e sua família. Penso em dividir algumas experiências e conselhos com vocês, os quais espero que sejam úteis de alguma maneira.

Mais do que a situação que talvez você ou um conhecido seu esteja vivendo, quero que além dessa questão pontual, você se torne o grande maestro de seu futuro daqui para a frente e que crise nenhuma jamais lhe derrube novamente.

E acredito que a gente deve começar exatamente por aí, discutindo o seu emprego e seu futuro. O que é um emprego hoje? Um emprego de maneira alguma pode ser apenas um porto seguro, uma garantia de um salário no final do mês. Seria muito bonito eu falar que você deve desde o começo de sua carreira buscar de fato entender qual seu rumo, desenhando qual seu futuro e suas possibilidades, e dentro disso, como você irá criar suas oportunidades. Mas isso hoje é utopia de capa de revista.

É fato que você precisa de um plano, mas é fato que do jeito que está, não está dando para escolher muita coisa...é como chegar para fazer compras no fim da feira. Então como lidar com o desespero de se empregar novamente, de voltar para o conforto de uma CLT, ou de voltar para o mar, como eu gosto de usar em uma metáfora, uma vez sempre digo que primeiro a gente cai na água, depois escolhe o barco.

Eu acredito que um dos primeiros problemas do brasileiro para com o mercado de trabalho não está na formação, mas na criação, e aí que mora o problema de muita gente. Eu me recordo que quando era adolescente, havia apenas três opções de futuro: Ou você entrava em um concurso público, ou você trabalhava em uma multinacional ou ainda virava “doutor” (sim, pois carreira de profissional liberal que não tivesse o doutor antes do nome não valeria a pena). Qualquer outro caminho que não fosse um desses três, salvo algo como “herdar ou trabalhar no negócio que a família” era visto por nossos pais como um caminho de dificuldades. Havia pouco incentivo. Fomos criados lá trás para buscarmos profissões baseadas em pouco trabalho, alta remuneração e estabilidade, algo que hoje é até mesmo mais valorizado do que os outros dois anteriores....

Ou você não conhece alguém que se confortou com o “ganho pouco, mas tenho estabilidade”? Ou o “é puxado, mas não perco o emprego nunca”!

Se observarmos a geração de hoje, sejam eles millenials, geração z, ou até mesmo a “molecada” como pejorativamente falamos, estes vêm conseguindo cada vez mais encontrar novas oportunidades de remuneração e trabalho exatamente por entenderem os novos caminhos do emprego, baseados em modelos de empreendedorismo e empoderamento, dependendo cada vez menos de empresas e cada vez mais de apenas si mesmos para construírem o que quiserem no mundo. O mundo para eles é um campo aberto de possibilidades, e não algo onde tenha que ser construída uma “carreira”.

Até porque quando hoje falamos em carreira, há anos o modelo de entrou-na-empresa-como-office-boy-e-saiu-presidente-vinte-anos-depois está cada vez mais distante da realidade que vivemos. Se ainda é possível pensar em carreira, hoje ainda é mais fácil galgar novos patamares trocando de empresas do que buscando oportunidades dentro de uma mesma empresa.

Se voltarmos ao exemplo da “molecada”, veremos que estes já não buscam mais as patentes que eram importantes no passado, até porque no total empoderamento de suas personalidades, ser um C-Level como um CEO, COO, CFO, é hoje algo simples e pouco valorizado. O mundo das startups está repleto de CEO’s jovens, com uma maturidade em negócios muito menor quando comparado à um CEO de uma grande companhia. Hoje está provado que o modelo é mais do que o ter, é o ser. O que se constrói ou se construiu será sempre mais valorizado do que sua função.

Dentro de todo esse cenário, vejo gente que vem perdendo seus empregos não somente por conta de crises, mas por conta do risco de extinção de suas funções. Usando como metáfora o exemplo o Carlitos, personagem de Charles Chaplin em “Tempos Modernos”, mesmo que você fosse o melhor “apertador de parafusos” que já se teve notícia, a busca por produtividade, menores custos, ou até mesmo o momento do mercado podem criar processos e situações onde sua função ou até mesmo o completo modelo de negócio que você atua sejam extintos.

Dessa forma, não há outro caminho para você fugir do desemprego do que senão o de EMPREENDER-SE. Independente se você hoje se encontra empregado ou desempregado, se parece novo ou velho para o mercado, se te julgam como despreparado ou defasado, eu penso que apostar em você mesmo é a única opção que você tem se deseja continuar com força em seu mercado.

É difícil escrever pensando em situações comuns a todos, do empregado do chão de fábrica ao diretor, do lavrador ao fazendeiro, mas acredito que em linhas gerais as questões abaixo funcionem para todos:

1) Networking

Em linhas gerais, com quem você conversa. E uma frase que também já se tornou um dos meus bordões: “Menos networking, mais networth”, um trocadilho em inglês sobre buscar criações que realmente façam algum sentido em sua carreira. E não se prenda apenas a buscar pessoas pares ou acima apenas. Todo mundo pode agregar algo a alguém. Toda nova conversa pode ser um novo aprendizado.

2) Leia

Quem lê expande seus horizontes! Se você acha “chato” ler, entenda a leitura como o cinema: talvez não tenha encontrado o tipo certo de filme (no caso livro) que você goste! E óbvio, troque um pouco as redes sociais ou os sites de fofocas ou futebol, ou pelo menos inclua sites de notícias e informações, tanto de seu mercado, quanto do mundo em geral, em sua leitura diária. Leia mais e se torne interessante!

3) Parla!

Quem é você em seu mercado? Você é mais “boca” ou é mais “ouvido”? Crie uma opinião. Divulgue-a. Use seus perfis nas redes sociais, troque e-mails com seus amigos, crie artigos, faça um blog; se não for da escrita, crie um vídeo; se não for do vídeo ou da escrita, crie um podcast, mas você só será notado se fizer ser notado. Resumindo: Faça barulho! Se não acredita que possa criar uma opinião dentro de algo sobre sua carreira, então talvez entenda porque hoje tenha tanta dificuldade em conquistar um novo emprego. Se nem você acredita em você mesmo, quem irá acreditar? Você sabe por que você é bom naquilo que faz! Você sabe porque deveria estar empregado! Você sabe como ajudar as empresas! Você sabe como ajudar profissionais como você! Você sabe!

4) Não se acomode nunca!

Se você ficou desempregado recentemente, uma de suas primeiras ações foi dar um trato no currículo (e talvez no seu perfil no LinkedIn), certo? Errado! A questão do “conforto” em se estar empregado talvez seja um dos maiores motivos de seu desemprego hoje. Mantenha sempre tudo o que diz respeito a você atualizado, e mesmo que esteja na zona de conforto de um novo emprego, sempre esteja atento à novas oportunidades de negócios e remuneração. Por exemplo: se você já tem uma carreira sólida, dar aulas ou pequenos cursos pode ser o início da construção de um plano B interessante...de outra forma, apostar em outros negócios, pequenas sociedades, ou quem sabe investir em uma franquia ou em uma startup também sejam boas oportunidades...

5) Bônus: a entrevista

Além de tudo o que você já leu hoje sobre entrevistas de emprego, como a roupa ou a postura certa, quando precisar, quero que você guarde essa valorosa dica. Toda negociação é feita entre CPF’s. Isso significa que em todo o processo onde há um acordo, como uma entrevista, na prática é uma questão particular entre você e seu interlocutor. Normalmente não é a empresa (o CNPJ) que não o contratou e sim o recrutador ou o executivo da empresa que não o selecionou. Principalmente se você atende à todas as questões técnicas que a vaga solicita, sua contratação dependerá muito mais de uma empatia direta entre contratante e contratado do que qualquer outro item. Quanto maior a sintonia, maiores suas chances.

20 julho, 2016

10 PALAVRAS QUE VOCÊ NUNCA DEVE USAR NO SEU CURRÍCULO*

* Por PEGN

Janeiro (e Julho) são o meses em que todos estão determinados a dar um rumo para a vida e isso se reflete até mesmo no LinkedIn, sendo a época com maior acesso de usuários. Todos estão em busca de novas oportunidades e devem repensar seus perfis na rede social.



Para ajudar os seus usuários, o LinkedIn divulgou uma lista das dez palavras mais usadas pelos brasileiros em 2015. Segundo Fernanda Brunsizian, Gerente Sênior de Comunicação do LinkedIn, essas expressões devem ser evitadas, já que se tornam “chavões corporativos” e afastam os perfis profissionais da vida real.

Dentre as palavras que devem ser evitadas, está “responsável”, que lidera a lista pelo terceiro ano consecutivo. Confira a lista completa abaixo:

1. Responsável
2. Liderança
3. Estratégico
4. Sólida experiência
5. Criativo
6. Planejamento estratégico
7. Extensa experiência
8. Experiência internacional
9. Apaixonado
10. Motivado

19 julho, 2016

17 perguntas inteligentes para a entrevista de emprego*

* Por Vicente Carvalho, do 99jobs

Quer se destacar em uma entrevista? Tenha em mente que este é um momento de mão dupla, ou seja, você será avaliado e analisado, mas também é o momento de prestar atenção aos detalhes da empresa através do contratante.



Uma das formas de lidar bem com isso é estar preparado para o derradeiro momento do: “E você, tem alguma pergunta”?

Aproveite esta oportunidade, é a melhor maneira de determinar se você seria feliz trabalhando para este empregador, e se seus objetivos estão alinhados com a deles.

“O próprio processo de fazer perguntas muda completamente a dinâmica da entrevista e da percepção do gerente de contratação sobre você”, diz Teri Hockett, executivo-chefe do What’s For Work?, um site de carreira para mulheres. “Fazer perguntas também lhe dá a oportunidade de descobrir detalhes que você pode não ter revelado.”

Amy Hoover, presidente da TalentZoo, diz que há outra razão pela qual você deve sempre preparar perguntas. “É esperado – e se você não pedir, pelo menos, duas perguntas, você vai parecer desinteressado, ou pior, menos inteligente e engajado do que um potencial empregador gostaria.”

A Businnes Insider preparou algumas perguntas inteligentes para você ter na ponta da língua na sua próxima entrevista e causar uma impressão positiva e duradoura, separamos as melhores:

1. Quem você acha que seria o candidato ideal para esta posição?
2. Qual o plano de carreira dessa vaga?
3. Como você descreveria a cultura da empresa?
4. Quem são os principais concorrentes? Qual seu diferencial?
5. Além das competências técnicas necessárias para executar com êxito este trabalho, quais outras habilidades ajudariam a empresa e a vaga?
6. O que você gosta mais em trabalhar aqui?
7. Você poderia me dar um exemplo de como eu colaboraria com meu gestor?
8. Poderia me dizer quais as próximas etapas a serem concluídas antes da sua empresa fazer uma oferta a alguém?
9. A empresa vai de encontro aos seus valores fundamentais?
10. O que os funcionários passados fizeram nesse cargo para ter sucesso?
11. Se você me contratasse, o que eu poderia esperar em um dia típico?
12. Que tipo de empregado tende a ter sucesso aqui? Que qualidades são as mais importantes para crescer na empresa?
13. Terei a oportunidade de conhecer aqueles que seriam parte do meu time durante o processo de entrevista?
14. Como é avaliado o sucesso aqui?
15. Está é uma nova posição? Se não, por que a pessoa deixou a vaga?
16. Qual é a sua taxa de rotatividade de pessoal e o que você está fazendo para reduzi-la?
17. Existe alguma coisa que não falamos e que você acha importante saber sobre trabalhar aqui?