* Por Camila Pati
Uma tendência comum de quem procura emprego é se candidatar ao maior número possível de oportunidades profissionais. Como grande parte das seleções começa pela internet, candidatos percorrem uma maratona de sites priorizando, muitas vezes, a quantidade em detrimento da qualidade das inscrições.
Quanto mais melhor? Nem sempre, segundo a especialista em RH da VAGAS.com, Viviane Candido. Por mais competente que uma pessoa seja, seu currículo não vai passar pela triagem inicial, caso cometa erros ou lance mão de estratégias na fase online como estas a seguir:
1. Falta de foco na candidatura
Candidatar-se a uma oportunidade fora do seu escopo profissional é certeza de ser eliminado de cara, segundo a especialista. “Os recrutadores fazem uma triagem online das candidaturas e usam palavras chave ligadas ao perfil específico da vaga”, diz Viviane.
Os currículos são classificados por ordem de aderência à oportunidade. Portanto, erra quem investe tempo se candidatando a posições que não estão relacionadas à sua área de atuação. “A pessoa nunca vai ser chamada, vai mostrar ao recrutador que está desesperada e isso só vai gerar mais frustração”, diz.
2. Desatenção com informações básicas
É quase inacreditável mas há quem se esqueça de colocar, por exemplo, o telefone de contato. Equívocos de digitação no e-mail também acontecem, segundo a especialista. “Um erro besta de informação ou de português pode eliminar um candidato”, diz Viviane.
A conclusão de um recrutador é simples: se o profissional não tem atenção nem com o próprio currículo que é seu documento de apresentação, no dia a dia de trabalho sua concentração também vai deixar a desejar.
3. Negligência com teste online
Não dar a devida importância para essa fase pode custar a participação da seleção, de acordo com a especialista “Se há uma primeira etapa com testes online, significa que a prova é eliminatória”, diz Viviane.
É a alta pontuação que vai destacar tecnicamente um candidato dos demais e garantir a sua permanência no processo. Alguns dos cuidados que ela indica são o horário de agendamento do teste e a escolha do local para fazer a prova. Escolha um lugar tranquilo e evite interrupções para não perder a concentração.
4. Displicência na entrevista por vídeo
Na Vagas.com, entrevistas online fazem parte de todas as seleções para oportunidades na empresa. No entanto, há candidatos que parecem não ter a menor ideia de como se comportar em frente a uma webcam. “A postura do candidato deve ser a mesma que ele teria em uma entrevista presencial”, diz Viviane.
Má qualidade da conexão com a internet na hora de participar de uma entrevista por videoconferência e outros problemas estruturais do local escolhido – barulho, falta de iluminação ou de organização - podem até parecer contratempos inofensivos, mas também podem resultar numa eliminação, segundo a especialista de RH do Vagas.com.
5. Falta de informação sobre a empresa
Negócio, o setor, a história, os valores da companhia, seus concorrentes, o momento de mercado e para onde ela caminha. Buscar todas essas informações faz a diferença na entrevista.
Por outro lado, o desconhecimento vai revelar a falta de visão de negócios, habilidade que salta aos olhos de qualquer recrutador. “ As empresas estão buscando pessoas que atuem também estrategicamente e não apenas operacional ou taticamente”, diz Viviane.
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26 julho, 2016
11 julho, 2016
Por que perguntas estranhas são feitas nas entrevistas de seleção?
* Por Pricila Zarife
Por mais estranhas que pareçam, essas novas perguntas são cada vez mais comuns nas seleções. Este artigo explica o porquê dessas perguntas estranhas e quais seus objetivos!
Se você já participou de um processo seletivo, é quase certo que tenha passado por uma entrevista de seleção. Esta é, disparada, a técnica mais utilizada para este fim.
Por meio da entrevista, o selecionador pode avaliar, dentre outros elementos, a aparência do candidato – o que não significa ser bonito(a), mas sim estar asseado(a) e bem apresentável –, facilidade de expressão, autoconfiança, suas intenções quanto ao emprego, sua experiência, seu conhecimento do trabalho, seus interesses sociais e hobbies, sua comunicação/linguagem e apresentação de ideias (Pontes, 2014).
Em fóruns de discussão ou redes sociais, é comum encontrar comentários enfurecidos e críticas ferrenhas às “perguntas estranhas” que, vez ou outra, são realizadas nas entrevistas. Os comentários vão desde “Por que dificultar o que era para ser simples?” até “Esse pessoal do RH não tem o que fazer ao invés de ficar inventando perguntas sem sentido?”.
Mas por que os profissionais da área cada vez mais incorporam perguntas esquisitas aos processos seletivos?
Uma das justificativas é que as pessoas estão cada vez mais treinadas para responder as perguntas tradicionais.
É quase certo que um entrevistador que tenha perguntado qual o maior defeito do candidato já tenha escutado como resposta “ser perfeccionista”! Essa é praticamente uma piada interna entre os profissionais da área.
Este tipo de resposta pode indicar que o candidato não realiza uma autoavaliação adequada sobre seus defeitos, o que pode dificultar seu desenvolvimento profissional. Sem contar que, a depender do cargo, ser perfeccionista pode não ser um defeito, mas uma qualidade essencial.
Assim, fazer as mesmas perguntas de sempre aumenta a probabilidade de obter respostas prontas que não auxiliam na diferenciação dos candidatos, além de favorecer as famosas mentirinhas.
Uma segunda justificativa é que a necessidade de encontrar profissionais versáteis provocou mudanças nas entrevistas, com a adoção de perguntas que, apesar de aparentemente absurdas, exigem raciocínio diferenciado e bom-senso dos candidatos.
Um exemplo de pergunta esquisita foi utilizada em processos seletivos do Yahoo!: "Se você fosse para uma ilha deserta e só pudesse levar três coisas, o que levaria?”
Possivelmente, quem está preparado apenas para as perguntas tradicionais e se depara com uma dessas, tem que pensar mais para responder. Acontece que os candidatos estão acostumados a pensar: “O que será que o selecionador quer que eu responda?”.
Isto se chama desejabilidade social, bastante comum em processos seletivos, significa que o candidato, ao invés de responder com sinceridade, busca opções de resposta que acredita que agradarão ao selecionador.
Perguntas diferentes e até mesmo absurdas (desde que respeitem os limites éticos, é claro!) são feitas justamente para “desarmar” o candidato, já que ele pode não fazer a mínima ideia do que o selecionador espera dele, tendendo a responder com mais sinceridade.
Mas o que o selecionador queria descobrir com esta pergunta estranha do exemplo?
Este tipo de pergunta serve para identificar o que o candidato considera importante e sua tomada de decisão.
Como você responderia essa pergunta?
Um exemplo de resposta adequada seria apresentar três elementos que garantissem minimamente sua sobrevivência durante o período na ilha, como faca, lanterna, barraca, sinalizador...
Imagine que o candidato respondesse que levaria aquele videogame de última geração, uma TV ou um computador. Como ele seria avaliado?
Possivelmente, ele seria avaliado de forma negativa, afinal qual o auxílio à sobrevivência que estes aparelhos proporcionariam? Além disso, ninguém informou que haveria energia elétrica na ilha ou que ele estaria indo para um resort! Neste caso, o candidato estaria supondo equivocadamente a existência de algo que não foi informado (energia elétrica), o que, no dia a dia da empresa, pode dificultar uma tomada de decisão acertada, que deve considerar adequadamente as informações recebidas.
Muitas outras perguntas "estranhas" como essa são cada vez mais frequentes em processos seletivos! Portanto, antes de passar por uma entrevista de seleção, esteja preparado para sair da zona de conforto e pensar de forma diferenciada na hora de respondê-las!
Por mais estranhas que pareçam, essas novas perguntas são cada vez mais comuns nas seleções. Este artigo explica o porquê dessas perguntas estranhas e quais seus objetivos!
Se você já participou de um processo seletivo, é quase certo que tenha passado por uma entrevista de seleção. Esta é, disparada, a técnica mais utilizada para este fim.
Por meio da entrevista, o selecionador pode avaliar, dentre outros elementos, a aparência do candidato – o que não significa ser bonito(a), mas sim estar asseado(a) e bem apresentável –, facilidade de expressão, autoconfiança, suas intenções quanto ao emprego, sua experiência, seu conhecimento do trabalho, seus interesses sociais e hobbies, sua comunicação/linguagem e apresentação de ideias (Pontes, 2014).
Em fóruns de discussão ou redes sociais, é comum encontrar comentários enfurecidos e críticas ferrenhas às “perguntas estranhas” que, vez ou outra, são realizadas nas entrevistas. Os comentários vão desde “Por que dificultar o que era para ser simples?” até “Esse pessoal do RH não tem o que fazer ao invés de ficar inventando perguntas sem sentido?”.
Mas por que os profissionais da área cada vez mais incorporam perguntas esquisitas aos processos seletivos?
Uma das justificativas é que as pessoas estão cada vez mais treinadas para responder as perguntas tradicionais.
É quase certo que um entrevistador que tenha perguntado qual o maior defeito do candidato já tenha escutado como resposta “ser perfeccionista”! Essa é praticamente uma piada interna entre os profissionais da área.
Este tipo de resposta pode indicar que o candidato não realiza uma autoavaliação adequada sobre seus defeitos, o que pode dificultar seu desenvolvimento profissional. Sem contar que, a depender do cargo, ser perfeccionista pode não ser um defeito, mas uma qualidade essencial.
Assim, fazer as mesmas perguntas de sempre aumenta a probabilidade de obter respostas prontas que não auxiliam na diferenciação dos candidatos, além de favorecer as famosas mentirinhas.
Uma segunda justificativa é que a necessidade de encontrar profissionais versáteis provocou mudanças nas entrevistas, com a adoção de perguntas que, apesar de aparentemente absurdas, exigem raciocínio diferenciado e bom-senso dos candidatos.
Um exemplo de pergunta esquisita foi utilizada em processos seletivos do Yahoo!: "Se você fosse para uma ilha deserta e só pudesse levar três coisas, o que levaria?”
Possivelmente, quem está preparado apenas para as perguntas tradicionais e se depara com uma dessas, tem que pensar mais para responder. Acontece que os candidatos estão acostumados a pensar: “O que será que o selecionador quer que eu responda?”.
Isto se chama desejabilidade social, bastante comum em processos seletivos, significa que o candidato, ao invés de responder com sinceridade, busca opções de resposta que acredita que agradarão ao selecionador.
Perguntas diferentes e até mesmo absurdas (desde que respeitem os limites éticos, é claro!) são feitas justamente para “desarmar” o candidato, já que ele pode não fazer a mínima ideia do que o selecionador espera dele, tendendo a responder com mais sinceridade.
Mas o que o selecionador queria descobrir com esta pergunta estranha do exemplo?
Este tipo de pergunta serve para identificar o que o candidato considera importante e sua tomada de decisão.
Como você responderia essa pergunta?
Um exemplo de resposta adequada seria apresentar três elementos que garantissem minimamente sua sobrevivência durante o período na ilha, como faca, lanterna, barraca, sinalizador...
Imagine que o candidato respondesse que levaria aquele videogame de última geração, uma TV ou um computador. Como ele seria avaliado?
Possivelmente, ele seria avaliado de forma negativa, afinal qual o auxílio à sobrevivência que estes aparelhos proporcionariam? Além disso, ninguém informou que haveria energia elétrica na ilha ou que ele estaria indo para um resort! Neste caso, o candidato estaria supondo equivocadamente a existência de algo que não foi informado (energia elétrica), o que, no dia a dia da empresa, pode dificultar uma tomada de decisão acertada, que deve considerar adequadamente as informações recebidas.
Muitas outras perguntas "estranhas" como essa são cada vez mais frequentes em processos seletivos! Portanto, antes de passar por uma entrevista de seleção, esteja preparado para sair da zona de conforto e pensar de forma diferenciada na hora de respondê-las!
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