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06 setembro, 2016

4 passos para seu currículo fisgar o recrutador em segundos*

* Por Luisa Granato


Se seu currículo fosse um trailer, você teria vontade de assistir ao filme? Com tantas opções, no cinema e na Netflix, e tão pouco tempo para ver tudo que existe de bom por aí, ganham mais audiência aqueles títulos com os melhores trailers.

Afinal estes resumos, quando bem amarrados, dão um gostinho de quero mais e sempre ficam na memória. Um currículo bem feito tem o mesmo efeito num recrutador.

Como um trailer, o currículo é uma primeira impressão e, no breve momento de leitura que tem o recrutador (e são só alguns segundos), é preciso mostrar quem é você.

Para descobrir como melhorar o documento, tornando-o mais atraente, EXAME.com consultou especialistas que diariamente leem centenas de currículos.

Confira as dicas para sua apresentação ficar mais interessante e sua leitura mais ágil:

1. Pessoal, mas nem tanto

Para começar, no cabeçalho, a informação pessoal é a primeira coisa que o recrutador vai ler.

Para Caroline Cadorin, gerente geral da Hays Experts, é importante colocar os dados que já situem o recrutador do seu tipo de perfil. Então, além do seu nome, idade e contatos, vale colocar, em seguida, a graduação e conhecimento de idiomas.

Na hora de falar de si mesmo, é melhor tomar cuidado: evite autoelogios. Segundo Gabriel Santos, gerente das divisões de finanças, tributário e jurídico da Talenses Rio de Janeiro, a personalidade do candidato vai ser avaliada durante a entrevista e o que está escrito no currículo pode ser posto à prova.

2. A seleção dos melhores momentos

Depois vem o resumo da experiência de trabalho. Com concisão, você deve selecionar e descrever os momentos de destaque na sua carreira em poucas linhas.

“Aqui você precisa passar uma ideia rápida de você, para fisgar quem lê”, diz Caroline. “Coloque as informações que o diferenciam, como seu papel em projetos e experiências internacionais”.

Bom senso é a recomendação da recrutadora. Ser enxuto demais também é ruim. Na descrição é bom colocar o nome da empresa em que trabalhou e sua área, tamanho, tipo de mercado e sua função no lugar. “Assim dá uma percepção de onde está incluído no mercado”.

3. As palavras - e o tempo - a seu favor

Coloque sua experiência de trabalho completa em seguida, disposta em ordem cronológica, do emprego mais recente para os mais antigos. Os dois especialistas consultados chamam atenção para o cuidado com questão temporal.

A gerente da Hays avisa que datas bagunçadas podem confundir o recrutador durante a leitura, já Santos lembra que todas as informações serão verificadas, então é bom ser organizado.

Erros de português também devem ser eliminados. Quanto a usar palavras em inglês, o gerente da Talenses pede parcimônia. “Use com coerência os termos em inglês que competem a sua área, quando for necessário e sempre entre aspas”.

As palavras são sua ferramenta na hora de escrever um currículo de destaque. E para os recrutadores na hora de buscá-los. Então, pense em como vai usar palavras-chave que remetam ao cargo que anseia.

“Não existe regra para isso, mas não deixe de usar palavras relacionadas a sua área”, explica Caroline. “Não é para mentir, mas combinar as informações para que elas o beneficiem na busca”.

4. A estética que os recrutadores amam

Não pense que o recrutador vai prestar mais atenção no seu currículo por ser mais colorido e com design inovador. Gabriel Santos recomenda seguir os modelos tradicionais. “A informação deve ser bem estruturada e limpa”.

Os dois especialistas concordam nesse aspecto. “Prefiro um currículo que tenha aparência limpa e com as informações necessárias”, acrescenta Caroline. “Tenho que acreditar nele e ter uma leitura agradável”.

Leia o seu próprio currículo com um olhar crítico. Ele chama a sua atenção? Foi prazeroso ler?. “Você tem que pensar como alguém que está recebendo e avaliando aquele material. Afinal, ela tem 30 segundos para entender seu perfil”, diz Caroline.

05 setembro, 2016

O currículo, como o conhecemos, está com os dias contados

* Por Marcelo Braga

O currículo é um registro do passado, que será substituído inevitavelmente por plataformas digitais onde o candidato irá atualizar informações, incluir conquistas e desafios alcançados. O CV perderá espaço para outras ferramentas de avaliação, muito mais efetivas.

Esqueça os currículos longos, cheios de informações detalhadas e desnecessárias, ou aqueles que de tão resumidos sequer informavam o básico sobre o candidato. Aliás, esqueça o currículo como o conhecemos. Ele está com os dias contados.

Muitos se preocupam com o formato, tamanho, estilo de letra. No entanto, o que mais importa é a maneira como se conta a história profissional. A informação é que precisa ser adequada, confiável e completa. Obviamente existem áreas onde a parte criativa é fundamental. Nelas um documento anexo ao CV, onde são listados os aspectos mais específicos, sempre será importante.

Mas qual será a alternativa ao currículo como o conhecemos? As informações auxiliadas com outros instrumentos de avaliação, como testes, certificações, entrevistas virtuais, avaliações comportamentais serão os meios de recrutamento no futuro breve.

Para substituir o papel, o ideal é ter uma plataforma onde essa informação seja atualizada, consultada e avaliada, e onde o candidato possa ao longo do tempo inserir conquistas e desafios alcançados, o que em alguns casos já ocorre no recrutamento online.

Como headhunter, enxergo o CV como algo que diz sobre o passado, as ações já realizadas pelo profissional. Assim, não há necessidade de ficar alterando o passado, buscando a melhor forma de comunicar a mesma informação. Inclusive se todos os documentos tivessem o mesmo formato, seria ideal para que o conteúdo pudesse ser comparado.

Este inclusive é um dos princípios de aplicativos como a REACHR, pois quem acessa a plataforma preenche um cadastro a partir do qual os dados começam a ser analisados e selecionados pelo algoritmo, que na sequência inicia o cruzamento do perfil dos candidatos com as vagas disponíveis. Assim é possível comparar informações e avaliar possíveis distorções, buscando sempre o candidato ideal para a empresa.

E quem está em início de carreira? Quem está procurando estágio e quer se mostrar mais atraente para o mercado, visto que não tem tanta informação para incluir no currículo, deve lembrar que está em pé de igualdade com os demais profissionais que estão se formando. Todos estão no mesmo estágio de vida, inclusive. A diferença estará em aspectos como atividades extras e competências comportamentais, ou seja, não será o CV a vantagem competitiva do candidato neste caso.

O currículo formal é um sumário das conquistas até um determinado momento. É preciso pensar à frente. Para iniciar a procura de um estágio, o jovem deve começar antes a traçar uma carreira com conquistas em todos os âmbitos. Entender as necessidades do mercado em aspectos comportamentais, postura e questões técnicas. Atuar em outras áreas que não somente a sua, como práticas esportivas, apoio à comunidade, enfim, atividades que possam mostrar um pouco mais sobre a pessoa do candidato.

25 agosto, 2016

Os 7 pecados capitais do currículo, segundo recrutadores*

* Por Claudia Gasparini


“Nunca julgue um livro pela capa” é uma máxima que se aplica a muitos contextos. Mas não ao universo do recrutamento.

Como é impossível fazer diferente, headhunters julgam e até eliminam candidatos apenas com base em suas "capas"  — ou melhor, seus currículos.

Falhar na composição desse documento pode ser fatal, ainda que você tenha uma trajetória profissional invejável e adesão completa à vaga oferecida.

Enquanto alguns detalhes são sutis, outros são mais evidentes. Confira a seguir os “pecados capitais” da elaboração de CVs, segundo especialistas no assunto:

1. Falta de revisão
Uma pesquisa recente da consultoria Robert Half mostrou que apenas dois erros de digitação no currículo bastam para eliminar um candidato. Segundo Ricardo Karpat, diretor da consultoria Gábor RH, pecar na revisão do documento significa passar um atestado de descuido e pouco profissionalismo.

“Infelizmente, erros de digitação, português ou até inglês são bastante comuns em CVs”, explica. “É um tipo de problema que prejudica muito a imagem que o recrutador acaba fazendo do profissional”. Para evitar gafes, é melhor passar um “pente fino” no documento e até pedir para outra pessoa lê-lo antes de encaminhá-lo para potenciais empregadores.

2. Ausência (ou excesso) de dados
Quem não relê o próprio CV ainda corre o risco de omitir algumas informações obrigatórias. “Muita gente se esquece de colocar dados básicos, como telefone e e-mail”, diz Felippe Virardi, gerente da consultoria de recrutamento Talenses. “Às vezes gostamos do profissional, mas não conseguimos entrar em contato com ele para marcar uma entrevista por causa disso”.

O outro extremo também é problemático. Alguns candidatos incluem dados pessoais como religião ou número de filhos, RG, CPF, perfis em redes sociais não-profissionais e uma enxurrada de outras informações que tornam o documento confuso e cansativo.

3. Extravagância visual
Outro erro grave está em exagerar na “decoração” do documento. “Alguns candidatos querem fazer obras de arte, com muitas cores, fontes, logos e imagens, mas isso vale apenas para vagas da indústria criativa, como publicidade ou design”, afirma Karpat.

De forma geral, o visual do currículo deve ser limpo, claro e sóbrio. Você já sabe o que isso significa: papel branco, texto na cor preta e fontes tradicionais como Arial ou Times New Roman. “Enxergue o currículo como a roupa que você usaria numa entrevista de emprego”, diz o especialista. “Você não iria com uma blusa cheia de estampas e cores berrantes, iria com um visual mais comedido e social”.

4. Prolixidade
Imagine que você você decidiu ler a sinopse de um filme para decidir se quer vê-lo ou não. O texto não pode ser longo demais: ele deve apenas revelar as informações básicas da história e, ao mesmo tempo, atiçar a sua curiosidade para ir ao cinema.

O mesmo princípio vale para currículos. O objetivo do documento é resumir a sua carreira e, ao mesmo tempo, provocar o desejo do recrutador em conhecer você pessoalmente. O oposto é encher folhas e mais folhas com detalhes irrelevantes. Para Virardi, um bom currículo não deve ocupar mais do que duas páginas, independentemente do tempo de experiência do candidato.

5. Mentira
Outro pecado mortal é faltar com a verdade para disfarçar problemas ou lacunas na sua carreira — uma artimanha fadada ao fracasso. “Hoje é muito fácil checar informações, conversar com outros recrutadores”, diz Virardi. “Uma hora ou outra, o candidato será pego na mentira”.

Ainda assim, o expediente é comum: seja ao exagerar o domínio do inglês, seja ao omitir um período de desemprego, muitos candidatos insistem em rechear seus currículos com ficção. As consequências para a carreira são nefastas. Além do óbvio prejuízo para o processo seletivo em questão, a falta de sinceridade quebra a confiança entre o candidato e o mercado de forma geral, por tempo indeterminado.

6. Autoelogio
Os recrutadores ouvidos por EXAME.com são unânimes na percepção de que um currículo não deve conter nenhum tipo de autoavaliação sobre o comportamento do candidato. Dizer que você é “criativo”, “dinâmico” ou “incansável”, por exemplo, é inútil: ninguém vai acreditar se é você mesmo quem está falando. Além disso, a presença desses adjetivos denota vaidade ou até falta de autoconhecimento.

E se o elogio tiver sido dado por uma outra pessoa, como um ex-chefe ou cliente? Segundo Virardi, é melhor deixar para compartilhar essas histórias na fase da entrevista. Cara a cara com o recrutador, você poderá explorar outros recursos da linguagem, como o tom de voz e as expressões faciais, para não parecer pretensioso.

7. Desorganização
“Se o profissional não consegue selecionar e ordenar informações para produzir o próprio currículo, fica em xeque sua capacidade de cumprir outras tarefas de forma eficiente”, diz Karpat. Por isso, um CV com conteúdo embaralhado ou cheio de lacunas inexplicáveis é um forte candidato à eliminação.

Não organizar as suas passagens profissionais em ordem cronológica é um dos erros mais graves e comuns. Segundo o recrutador, essa falha na estrutura compromete a leitura e a compreensão do CV, assim como omitir datas ou a duração de cada emprego.

18 agosto, 2016

Torne sua busca por emprego mais eficaz*

* Por Letícia Krauskopf

Quem está à procura de uma recolocação sabe que a disputa no mercado de trabalho está acirrada. Por mais ativo e determinado que o profissional seja, pode chegar a um momento da busca em que bate aquele desânimo. Afinal, foram vários currículos enviados e quase nenhuma reposta.

O papel do headhunter, além de encontrar o profissional certo para a empresa, também é o de orientar o candidato para que ele consiga, o mais rápido possível, atingir seus objetivos profissionais. Por isso, reuni neste artigo alguns conselhos para que a busca por uma recolocação seja mais produtiva.

1. Nem todo currículo enviado terá uma resposta
Infelizmente, vivemos um momento em que há muitos profissionais disponíveis no mercado e cada vaga recebe centenas, às vezes, milhares de currículos. Mesmo que um software faça o primeiro filtro, é humanamente impossível que um recrutador leia e responda a todos da maneira que gostaria e que o candidato espera. Por isso, não se sinta mal caso não receba um retorno mais pessoal ao enviar o currículo para uma oportunidade de emprego.

2. Metralhadora de currículos
Um ponto muito importante é selecionar com critério as vagas às quais pretende se candidatar. Disparar currículo para toda e qualquer oportunidade não aumentarão as chances de contratação. Pelo contrário, pode acabar prejudicando a imagem do profissional no mercado, fazendo com que ele perca credibilidade em processos que sejam mais adequados ao seu perfil.

Por isso, estude a vaga antes de se candidatar. Tenha atenção aos pré-requisitos, à formação, às competências técnicas e comportamentais exigidas. Se o pedido é por inglês fluente, por exemplo, e o seu é intermediário, cuidado, pois você será testado.

3. Pense de maneira mais estratégica
Mandar o currículo para uma oportunidade é o que todo mundo faz. É preciso que você faça algo para se destacar. Uma maneira de fazer isso é ter um relacionamento próximo com o recrutador. E isso tem início antes mesmo de uma vaga do seu interesse existir.

Mapeie no mercado quem são as pessoas responsáveis pelo recrutamento em empresas que você teria interesse em trabalhar. Veja se você tem algum contato em comum com a pessoa e peça uma apresentação. Ou conecte-se diretamente com ela vida rede social (LinkedIn). Compartilhe conteúdos interessantes, faça interações com suas postagens, troque informações relevantes para o negócio e atividade desse novo contato.

Sempre que possível, transfira o relacionamento do virtual para o pessoal. Convide para um café a fim de discutirem tendências de mercado e introduza o interesse em trabalhar futuramente na empresa. Faça o mesmo com os headhunters, pois eles têm acesso a oportunidades e sabem de movimentação no mercado que não são divulgadas para o grande público.

4. Confie no trabalho do recrutador
A partir desse relacionamento próximo e busca focada, o recrutador entenderá melhor seu momento de mercado e entrará em contato quando surgir uma oportunidade que seja realmente aderente ao seu perfil. Não tenha dúvidas disso!

17 agosto, 2016

CURRÍCULO ONLINE: VEJA AS PALAVRAS-CHAVE FUNDAMENTAIS PARA O CV*

* Por Thais Manini


Antes de inserir o seu currículo online em plataformas de busca de emprego e bancos de dados, confira as dicas das palavras-chave importantes para estar no documento.

Ter o currículo online é praticamente obrigatório para quem deseja concorrer a uma vaga de emprego no mercado de trabalho. Seja em plataformas gratuitas ou pagas, redes sociais e até mesmo no banco de dados de empresas do seu interesse.

Porém, tão importante quanto ter uma versão digital, é saber quais são as palavras-chave importantes e que não devem faltar no seu currículo. Uma pesquisa realizada no ano passado, pelo site de emprego Zip Recruiter analiso mais de três milhões de currículos para descobrir quais são as técnicas mais assertivas utilizadas pelos profissionais.

PALAVRAS-CHAVE PARA CV

Os termos que indicam habilidades de gestão, postura pró-ativa em relação ao trabalho e habilidade de resolver problemas são as mais bem vistas:

  • Análise
  • Apoio
  • Cliente
  • Conhecimento
  • Dados
  • Desenvolvimento
  • Equipe
  • Experiência
  • Gestão
  • Habilidade
  • Liderança
  • Negócio
  • Operação
  • Profissional
  • Projeto
  • Responsável

Assim como existe palavras-chave importantes, também existem aquelas que devem ser evitadas ou até mesmo não aparecer em um currículo online, pois denotam inexperiência:

  • Aprendizagem
  • Chance
  • Desenvolver
  • Difícil
  • Eu mesmo
  • Mim
  • Necessidade
  • Primeiro
  • Tempo


PALAVRAS-CHAVE POR ÁREA DE ATUAÇÃO

Existem algumas palavras que são mais facilmente identificadas dependendo da área de atuação, confira alguns exemplos para fazer (ou refazer) o seu currículo online:

Administrativa

Planejamento de reuniões; apresentações de metas e resultados; suporte ao cliente; gerência de escritório; controle de inventário; compra; levantamento e escolha de fornecedores; gerência de projeto; estratégia.

Financeira

Relação com investidores; análise de risco; administração de risco; projeções financeiras; balanço tributário; administração de lucros; análise de custos; negociação; fusão e aquisição; bolsa de valores; MBA; valorização de negócio.

Recursos Humanos

Treinamento e desenvolvimento; desenvolvimento organizacional; reengenharia de processos; folha de pagamento e benefícios; administração de cargos e salários; recrutamento e seleção; políticas e procedimentos; relações trabalhistas.

Tecnologia

Nesta área, em específico, as palavras-chave estão relacionadas com seu alvo de trabalho, experiência e os programas e aplicativos que domina:

Rede; dados; novell; Unix; Linux; Windows; Segurança; e-commerce; informação; suporte; velocidade; cabeamento; servidor; gerenciamento; disco ótico-magnético; roteadores; intranet; internet; Java; Developer; browser; firewall; LAN Switches; implementação; C++. HTML; ASP; VB; COBOL.

Vendas

Representação de vendas; representantes; telemarketing; atendimento; pós-venda; ativo; follow-up; assistência técnica; captação de clientes; administração de carteira de clientes; marketing de produto; estratégia; desenvolvimento de novos negócios.

Para escolher as palavras-chave ideias para o seu currículo online faça uma lista das suas habilidades e experiências e então procure uma palavras específica que a represente. Palavras com sentido amplo, podem fazer com que o seu currículo seja apenas mais um.

DICAS IMPORTANTES

Além das palavras-chave do currículo online, também é muito bem observado pelos recrutadores, uma história consistente da sua experiência de trabalho. O currículo deve ser feito direcionada àquela empresa e cargo desejado. É preciso lembrar, sempre, de ressaltar as habilidades relacionadas à vaga em questão.

O TAMANHO DO CURRÍCULO ONLINE

Especialistas garantem que, um currículo demasiado extenso ou curto não são bem vistos e que o ideal é que tenham entre 600 e 700 palavras.

03 agosto, 2016

12 perguntas que executivos de sucesso fazem em entrevistas de emprego*

* Por Business Insider

Em entrevistas de emprego, algumas perguntas caíram em desuso — mas outras mantém-se na pauta de executivos e recrutadores. O que cada um prefere saber de seu candidato irá depender da cultura da empresa e do real objetivo de ter uma nova pessoa na equipe.


O site Business Insider reuniu as opiniões de alguns executivos e criou uma lista com as perguntas que eles fazem (ou orientam que sejam feitas) a seus candidatos. Confira:

O que você não teve a chance de incluir em seu currículo?
Richard Branson, fundador do Virgin Group

“Um bom currículo é obviamente importante, mas se você fosse contratar alguém pelo que escreve sobre ele mesmo, não precisaria gastar seu tempo em uma entrevista”, escreveu Branson em seu livro The Virgin Way: Everything I know about leadership. É por isso que ele usa essa pergunta.

Dê um exemplo de uma vez em que você resolveu um problema difícil.
Laszlo Bock, chefe de Recursos Humanos do Google

Segundo Bock, a companhia preferiu trocar as perguntas enigmáticas por aquelas voltadas ao comportamento. “O interessante é que, quando você pergunta a alguém sobre suas próprias experiências, terá dois tipos de resposta”, disse ao New York Times. “Uma é a percepção de como ela interage com uma situação real, mas a informação crucial é sobre o senso do candidato a respeito do que é dificuldade.”

Você está em um ponto da Terra, anda uma milha ao sul, uma ao oeste e uma ao norte, chegando ao mesmo local. Onde você está?
Elon Musk, fundador da SpaceX e da Tesla

A biografia Elon Musk, de Ashlee Vance, diz que esse enigma é uma das preferências de Musk em entrevistas. O site Mashable diz que a resposta é o Polo Norte ou o Polo Sul. Ele ainda afirma que “se você acha a entrevista ou o processo de contratação intimidador, nada se compara às exigências de trabalhar com Musk”.

Qual é o seu superpoder... ou o animal que mais gosta?
Ryan Holmes, CEO do HootSuite

“Durante sua entrevista, eu perguntei à minha atual executiva-assistente qual era o seu animal preferido. Ela me disse que era um pato, porque patos são calmos na superfície e loucos ao procurar por algo abaixo dela”, contou Holmes ao escritor Jeff Haden. “Eu achei uma resposta incrível e uma perfeita descrição do trabalho de uma executiva-assistente.”

Como você pratica sua espiritualidade?
Oprah Winfrey, apresentadora

O Business Insider diz que Oprah fez essa questão a uma série de candidatos ao cargo de presidente de sua rede de televisão Oprah Winfrey Network. Ela afirma que a pergunta não era sobre religião, mas sobre suas relações pessoais consigo mesmo. “O que você faz por si mesmo? O que você faz para manter-se centrado?”, explicou Oprah em uma apresentação na Escola de Negócios de Stanford.

Se estivermos aqui após um ano comemorando o bom resultado que você obteve, o que teremos atingido juntos?
Randy Garutti, CEO da Shake Shack

“O candidato deveria ter visão estratégica para não só falar sobre quão bom o ano foi mas para mostrar seu conhecimento a respeito da empresa – e o porquê de querer estar nela”, disse Garutti a Jeff Haden. Segundo o escritor, ele diz que precisa saber que o candidato “fez seu trabalho, entendeu realmente a empresa e o seu papel... e realmente quer isso”.

Conte algo que seja verdade, mas que quase ninguém concorde com você.
Peter Thiel, co-fundador do PayPal

O Business Insider diz que Thiel gosta de contratar pessoas que não têm medo de falar o que pensam. Em uma entrevista à Forbes, o executivo afirma que a pergunta é “um tipo de teste para entender a originalidade de pensamento, além de testar a coragem de falar em um momento difícil”.

Qual sua citação favorita?
Karen Davis, vice-presidente sênior da Hasbro

Karen revelou ao Business Insider que seu trabalho é retribuir e, por isso, procura candidatos que tenham “senso de paixão e propósito”. A citação a ajuda a entender com o que eles se preocupam. “Eu quero ver que a pessoa está procurando por fontes de inspiração”, disse, lembrando que não há uma resposta certa.

Quantos anos tinha quando teve seu primeiro trabalho com retorno financeiro?
Hannah Paramore, presidente da agência de publicidade Paramore

“Se eles trabalharam em meio período durante o ensino médio ou a faculdade porque precisavam, especialmente em trabalhos considerados ‘duros’, isso mostra um alto nível de responsabilidade”, disse Hannah ao Business Insider. “Eu adoro pessoas que precisam olhar para diferentes ângulos para encontrar o sucesso.”

O que você faria durante um apocalipse zumbi?
Ashley Morris, CEO da Capriotti

A pergunta do CEO de uma rede norte-americana de franquias de lanchonetes parece ridícula, mas ele diz que é a melhor forma de entender como os candidatos reagiriam sob pressão. “Não há uma resposta certa, mas é interessante entender a opinião de alguém e como a pessoa pensa por si”, diz Morris. “A esperança é que possamos entender o que realmente importa à pessoa e qual a sua ideia de moral, para saber se está de acordo com a cultura da empresa.”

Se você trabalhasse em um restaurante, qual função gostaria de exercer?
Ajeet Singh, CEO e fundador da ThoughtSpot

Singh deve ser o único executivo do Vale do Silício a fazer essa pergunta. Ele acredita que muitas respostas podem ser obtidas com ela. “Essa pergunta pega a essência do que move a pessoa e o que ela realmente gosta de fazer, o que a inspira e o que a motiva”, diz.

Qual a última fantasia que você vestiu?
David Gilboa, co-fundador da Warby Parker

O candidato precisa estar dentro do perfil da Warby Parker, empresa de vendas de óculos, livros e acessórios. Para isso, deve seguir um dos valores essenciais da empresa que é adicionar “diversão e excentricidade ao trabalho, à vida e a tudo o que faz”. “Nós consideramos que pessoas que fazem do ambiente de trabalho algo divertido criam uma cultura corporativa mais integrada”, disse Gilboa ao Quartz. “Se nós contratarmos a pessoa mais tecnicamente hábil no mundo, mas cujo estilo de trabalho não se adequa ao nosso, ela não será bem-sucedida aqui.”

02 agosto, 2016

Como identificar um chefe ruim em uma entrevista de emprego*

* Por Época Negócios

A principal razão que leva profissionais a deixarem uma empresa é um gestor que as tira do sério — não entre para esse grupo


os principais fatores que determina a felicidade no trabalho é o relacionamento com os chefes. Todo mundo quer ter uma relação amigável e de confiança com os superiores. É verdade que nem sempre quem procura uma vaga está em posição de ser muito seletivo. Mas, se você puder escolher, não há motivo para não levar isso em consideração ao buscar um novo emprego. Existem sinais no processo seletivo que podem te ajudar a saber se aquele é um mau gestor e se você está se metendo em uma furada.

"A principal razão que leva os profissionais a saírem de um emprego é a incompatibilidade com a cultura [da empresa] ou um chefe que as tira do sério", disse John Lees, autor do livro "How To Get a Job You Love" (Como conseguir um emprego que você ama, sem edição no Brasil) à Harvard Business Review. Não dá para saber exatamente como é aquele gestor sem de fato trabalhar com ele, mas você deve reunir o máximo de informações possível.

Isso não significa prestar atenção apenas nas impressões negativas. "Deixar de perceber um chefe fantástico é um erro caro a se pagar, talvez até mais caro do que deixar de perceber que alguém é um chefe ruim", diz Claudio Fernández-Aráoz, conselheiro sênior da empresa de pesquisa global Egon Zehnder e autor de "It’s Not the How or the What but the Who" (Não é o como ou o quê, mas o quem, sem edição no Brasil).

Um ponto importante: confie em seus instintos. Pensar em simplesmente conseguir o emprego pode afetar seu julgamento. Pergunte a si mesmo se aquele é o trabalho que você quer e o gestor com quem quer trabalhar. Qual foi seu feeling sobre a pessoa? Acha que é alguém com quem você consegue se imaginar tendo problemas? Ou com quem seria difícil conversar? Quando as apostas são altas, é melhor confiar em si mesmo. De cara, se for o gestor que fizer as entrevistas, não o RH, repare em como ele trata os candidatos — a começar pela quantidade de informações e esclarecimentos que dá sobre a vaga.

Faça as perguntas que você precisa fazer a respeito da função (mas sempre com respeito e pensando em como dizer as palavras). "As pessoas dizem que uma entrevista é um processo de duas vias", diz Lees. "Na prática, isso não funciona muito bem." O entrevistador pode interpretar mal várias perguntas sobre a gestão dele. "O que você não deve fazer são perguntas diretas, como 'conte-me sobre o seu estilo de liderança?'", diz Fernández-Aráoz. Segundo ele, é improvável que obtenha uma resposta honesta e não passa uma boa impressão.

É essencial que você faça sua lição de casa. Não vá para um novo trabalho de olhos fechados. Você pode descobrir que a cultura empresarial é completamente diferente do que pensava. Baixa retenção e altas taxas de rotatividade são um indicador claro de problemas, diz Lees. Pesquise também o gestor. "Perfis do LinkedIn podem dizer muito sobre os interesses e relacionamentos de uma pessoa",afirma Fernández-Aráoz. Se conseguir bater um papo com gente que já trabalha ou trabahlou por lá, melhor ainda.

Mantenha esses cinco pontos em mente:

- Preste atenção em como o gestor trata os candidatos durante a entrevista

- Não ignore seus instintos, as primeiras impressões que você tem sobre ele

- Evite perguntas diretas sobre o estilo de liderança

- Pesquise sobre o gestor e a cultura da empresa

- Se possível, converse com funcionários ou ex-funcionários

26 julho, 2016

5 razões para ser descartado de cara em seleções de emprego*

* Por Camila Pati


Uma tendência comum de quem procura emprego é se candidatar ao maior número possível de oportunidades profissionais. Como grande parte das seleções começa pela internet, candidatos percorrem uma maratona de sites priorizando, muitas vezes, a quantidade em detrimento da qualidade das inscrições.

Quanto mais melhor? Nem sempre, segundo a especialista em RH da VAGAS.com, Viviane Candido. Por mais competente que uma pessoa seja, seu currículo não vai passar pela triagem inicial, caso cometa erros ou lance mão de estratégias na fase online como estas a seguir:

1. Falta de foco na candidatura

Candidatar-se a uma oportunidade fora do seu escopo profissional é certeza de ser eliminado de cara, segundo a especialista. “Os recrutadores fazem uma triagem online das candidaturas e usam palavras chave ligadas ao perfil específico da vaga”, diz Viviane.

Os currículos são classificados por ordem de aderência à oportunidade. Portanto, erra quem investe tempo se candidatando a posições que não estão relacionadas à sua área de atuação. “A pessoa nunca vai ser chamada, vai mostrar ao recrutador que está desesperada e isso só vai gerar mais frustração”, diz.

2. Desatenção com informações básicas

É quase inacreditável mas há quem se esqueça de colocar, por exemplo, o telefone de contato. Equívocos de digitação no e-mail também acontecem, segundo a especialista. “Um erro besta de informação ou de português pode eliminar um candidato”, diz Viviane.

A conclusão de um recrutador é simples: se o profissional não tem atenção nem com o próprio currículo que é seu documento de apresentação, no dia a dia de trabalho sua concentração também vai deixar a desejar.

3. Negligência com teste online

Não dar a devida importância para essa fase pode custar a participação da seleção, de acordo com a especialista “Se há uma primeira etapa com testes online, significa que a prova é eliminatória”, diz Viviane.

É a alta pontuação que vai destacar tecnicamente um candidato dos demais e garantir a sua permanência no processo. Alguns dos cuidados que ela indica são o horário de agendamento do teste e a escolha do local para fazer a prova. Escolha um lugar tranquilo e evite interrupções para não perder a concentração.

4. Displicência na entrevista por vídeo

Na Vagas.com, entrevistas online fazem parte de todas as seleções para oportunidades na empresa. No entanto, há candidatos que parecem não ter a menor ideia de como se comportar em frente a uma webcam. “A postura do candidato deve ser a mesma que ele teria em uma entrevista presencial”, diz Viviane.

Má qualidade da conexão com a internet na hora de participar de uma entrevista por videoconferência e outros problemas estruturais do local escolhido – barulho, falta de iluminação ou de organização - podem até parecer contratempos inofensivos, mas também podem resultar numa eliminação, segundo a especialista de RH do Vagas.com.

5. Falta de informação sobre a empresa

Negócio, o setor, a história, os valores da companhia, seus concorrentes, o momento de mercado e para onde ela caminha. Buscar todas essas informações faz a diferença na entrevista.

Por outro lado, o desconhecimento vai revelar a falta de visão de negócios, habilidade que salta aos olhos de qualquer recrutador. “ As empresas estão buscando pessoas que atuem também estrategicamente e não apenas operacional ou taticamente”, diz Viviane.

22 julho, 2016

5 dicas da ciência para arrasar em entrevistas de emprego*

* Por Claudia Gasparini

Encarar uma entrevista de emprego é, de longe, uma das situações mais estressantes da vida profissional. Ainda mais se você é um dos muitos prejudicados pela crise econômica e tem pressa para conseguir uma oportunidade.



As perguntas do recrutador, por mais difíceis que sejam, não são a parte mais desafiadora do encontro. O grande obstáculo são as próprias inseguranças e ansiedades do candidato colocado em teste.

Uma saída comum, mas raramente eficiente, é construir um personagem. Segundo Jorge Martins, gerente da consultoria Robert Half, muitas pessoas trazem frases prontas, memorizadas — que soam robóticas e minam a confiança de qualquer entrevistador.

Outra resposta frequente é a automedicação, diz a neurocientista Carla Tieppo, professora da Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo. Não é uma boa ideia: tomar calmantes ou remédios para dormir “melhor” na noite anterior à entrevista produz um comportamento artificial ou mesmo sem brilho diante do avaliador.

Em vez de lançar mão de artifícios que funcionam de fora para dentro, a melhor solução é provocar mecanismos que operam de dentro para fora.

Conceitos emprestados da neurociência podem ajudar a produzir esse tipo de efeito "orgânico" sobre o seu corpo e a sua mente, e otimizar o seu desempenho em entrevistas. Veja a seguir 5 conselhos nesse sentido:

1. Regule seus próprios hormônios com “posturas de poder”

A maioria das pessoas sabe muito pouco do próprio corpo e seus mistérios. Em palestra no TED, a psicóloga Amy Cuddy, professora na Harvard Business School, propõe um exercício inusitado para se sentir mais autoconfiante antes de uma entrevista: permanecer por cerca de dois minutos no que ela chama de “poses de poder”, que aparecem frequentemente no mundo animal.

O mecanismo vale igualmente para macacos, aves ou seres humanos. Quando enchemos o peito de ar e abrimos pernas e braços, por exemplo, nossos corpos parecem maiores e mais fortes. Sem perceber, enviamos o recado de que somos poderosos e confiantes para quem está ao redor. Mais do que isso: inconscientemente, nós mesmos nos sentimos assim por dentro. Veja abaixo algumas poses recomendadas por Cuddy:


De acordo com a professora Carla Tieppo, da Santa Casa, essas posturas aumentam os níveis de testosterona e reduzem os de cortisol, uma combinação que favorece o ataque — e não a defesa — diante de uma ameaça real ou simbólica. “Antes de entrar na sala de entrevista, pratique essas posturas por cinco minutos”, orienta ela. “Os seus hormônios entrarão em ação e você estará mais preparado para o enfrentamento”.

2. Faça exercícios de respiração na sala de espera

Seguir o exemplo do mundo animal e praticar posturas de poder não significa que você deva assumir uma postura agressiva diante da entrevista. Muito pelo contrário: é importante que você aja de forma amigável e tranquila com o recrutador. Mas como fazer isso quando você está trêmulo e agitado?

O conselho de Tieppo é exercitar a sua respiração — um “calmante” natural e surpreendentemente eficiente. Uma técnica bastante simples é expirar no dobro do tempo em que você inspira. Se puxar o ar para dentro por 3 segundos, por exemplo, solte-o em 6.

“Respirar dessa forma ajuda a reduzir a ansiedade, porque sinaliza para o seu corpo que está tudo bem”, explica a professora. Se você faz o exercício pouco antes da entrevista, no banheiro ou na sala de espera, há boas chances de chegar mais calmo e relaxado para a conversa.

3. Simule a entrevista em casa

É interessante visualizar mentalmente a cena do encontro alguns dias antes de ela se materializar. “Feche os olhos e se imagine entrando na sala, cumprimentando o entrevistador, puxando a cadeira para sentar”, diz Carla. “Identifique quais são as suas respostas emocionais a essa situação, e pare para refletir por que elas se manifestam”.

O autoconhecimento e a inteligência emocional são instrumentos poderosos para esse exercício. Quando você entende o que perturba a sua tranquilidade — e por quê —, fica mais fácil evitar esses gatilhos ou aprender a lidar com eles.

“As emoções são a base estrutural do funcionamento cerebral”, afirma a neurocientista. “É preciso conhecê-las a fundo e aprender a não ter medo das suas próprias fragilidades”. A autoanálise deve ser complementada pelo olhar para fora: quanto mais você investiga a percepção que os demais têm do seu jeito de ser, mais fácil fica moldar suas reações a cada situação social.

4. Escreva um “roteiro” e use técnicas para se lembrar dos detalhes mais difíceis

A tensão despertada por uma entrevista de emprego frequentemente atrapalha a memória. Por puro nervosismo, você pode se esquecer de mencionar para o recrutador algum dado importante sobre a sua trajetória profissional.

Para evitar esses brancos, é interessante escrever o discurso que você pretende apresentar na conversa. Depois de ler algumas vezes o texto, tente reproduzi-lo sem a ajuda do papel. Retorne então às partes que você esqueceu ou confundiu, e aplique técnicas de memorização para gravá-las.

Esses mecanismos mneumônicos podem ser associações sonoras. Você pode se lembrar de contar que fez intercâmbio em Portugal depois de mencionar que trabalhou com serviços portuários, por exemplo, pela proximidade entre “Portugal” e “portuários”. O objetivo é criar ganchos entre as informações, diz a professora Carla, e assim garantir a memorização daqueles detalhes que insistem em escapar da sua mente.

5. Evite alterar suas rotinas no "dia D"

A situação da entrevista de emprego já representa, em si, uma grande ruptura no seu cotidiano. Para não deixar o seu dia ainda mais atípico — e, por essa mesma razão, estressante para o seu cérebro —, é melhor ater-se às suas atividades de sempre. Faça tudo como sempre fez: se você nunca sai de casa pela manhã sem tomar uma xícara de chá, garanta que isso aconteça no dia da entrevista.

Para evitar a sobrecarga de estresse sobre o seu organismo, também é obrigatório ter uma boa noite de sono antes da entrevista — o que depende de um cuidado contínuo com a saúde.

“Caprichar na alimentação, dormir horas suficientes e praticar exercícios físicos regularmente são condições essenciais para ter um bom desempenho na entrevista”, diz Carla. “Não dá para construir uma carreira de qualidade sem investir em qualidade de vida”.

21 julho, 2016

Por que você não arruma emprego*

* Por Caio Camargo

Será que é só um problema do mercado? O que você pode fazer a partir de hoje para nunca mais passar por essa situação?

Que vivemos tempos difíceis não é nenhuma novidade. Um verdadeiro colapso político-econômico trouxe como um de seus grandes impactos o desemprego, resultado principalmente de uma população que hoje produz e consome muito abaixo da demanda, criando um efeito que costumo chamar de “espiral negativa”.

Numa sucessão de problemas, o receio hoje do consumidor em comprar bens e serviços, por conta de confiança em relação ao emprego e seu dinheiro, está fechando postos de trabalho em todos os setores, que por conta de uma demanda reprimida, têm sua produção e esforços reduzidos, levando à um cenário de ainda mais demissões. No jargão popular, falta cada vez mais dinheiro circulando na praça. Pior cenário impossível.

E mesmo que algumas previsões apontem uma melhora de cenário possivelmente a partir de 2017, a grande maioria dos brasileiros hoje sofre com uma grande taxa de desemprego, e não dá para a grande maioria esperar até lá para conseguir um novo trabalho. Não vou entrar no mérito das questões de auxílios sociais e da dependência destes, em minha opinião, um dos grandes responsáveis pela queda abrupta de consumo e por consequência, a criação de todo esse cenário.

Esse artigo é para você, que está batalhando em busca de um emprego, em busca de algo melhor para você e sua família. Penso em dividir algumas experiências e conselhos com vocês, os quais espero que sejam úteis de alguma maneira.

Mais do que a situação que talvez você ou um conhecido seu esteja vivendo, quero que além dessa questão pontual, você se torne o grande maestro de seu futuro daqui para a frente e que crise nenhuma jamais lhe derrube novamente.

E acredito que a gente deve começar exatamente por aí, discutindo o seu emprego e seu futuro. O que é um emprego hoje? Um emprego de maneira alguma pode ser apenas um porto seguro, uma garantia de um salário no final do mês. Seria muito bonito eu falar que você deve desde o começo de sua carreira buscar de fato entender qual seu rumo, desenhando qual seu futuro e suas possibilidades, e dentro disso, como você irá criar suas oportunidades. Mas isso hoje é utopia de capa de revista.

É fato que você precisa de um plano, mas é fato que do jeito que está, não está dando para escolher muita coisa...é como chegar para fazer compras no fim da feira. Então como lidar com o desespero de se empregar novamente, de voltar para o conforto de uma CLT, ou de voltar para o mar, como eu gosto de usar em uma metáfora, uma vez sempre digo que primeiro a gente cai na água, depois escolhe o barco.

Eu acredito que um dos primeiros problemas do brasileiro para com o mercado de trabalho não está na formação, mas na criação, e aí que mora o problema de muita gente. Eu me recordo que quando era adolescente, havia apenas três opções de futuro: Ou você entrava em um concurso público, ou você trabalhava em uma multinacional ou ainda virava “doutor” (sim, pois carreira de profissional liberal que não tivesse o doutor antes do nome não valeria a pena). Qualquer outro caminho que não fosse um desses três, salvo algo como “herdar ou trabalhar no negócio que a família” era visto por nossos pais como um caminho de dificuldades. Havia pouco incentivo. Fomos criados lá trás para buscarmos profissões baseadas em pouco trabalho, alta remuneração e estabilidade, algo que hoje é até mesmo mais valorizado do que os outros dois anteriores....

Ou você não conhece alguém que se confortou com o “ganho pouco, mas tenho estabilidade”? Ou o “é puxado, mas não perco o emprego nunca”!

Se observarmos a geração de hoje, sejam eles millenials, geração z, ou até mesmo a “molecada” como pejorativamente falamos, estes vêm conseguindo cada vez mais encontrar novas oportunidades de remuneração e trabalho exatamente por entenderem os novos caminhos do emprego, baseados em modelos de empreendedorismo e empoderamento, dependendo cada vez menos de empresas e cada vez mais de apenas si mesmos para construírem o que quiserem no mundo. O mundo para eles é um campo aberto de possibilidades, e não algo onde tenha que ser construída uma “carreira”.

Até porque quando hoje falamos em carreira, há anos o modelo de entrou-na-empresa-como-office-boy-e-saiu-presidente-vinte-anos-depois está cada vez mais distante da realidade que vivemos. Se ainda é possível pensar em carreira, hoje ainda é mais fácil galgar novos patamares trocando de empresas do que buscando oportunidades dentro de uma mesma empresa.

Se voltarmos ao exemplo da “molecada”, veremos que estes já não buscam mais as patentes que eram importantes no passado, até porque no total empoderamento de suas personalidades, ser um C-Level como um CEO, COO, CFO, é hoje algo simples e pouco valorizado. O mundo das startups está repleto de CEO’s jovens, com uma maturidade em negócios muito menor quando comparado à um CEO de uma grande companhia. Hoje está provado que o modelo é mais do que o ter, é o ser. O que se constrói ou se construiu será sempre mais valorizado do que sua função.

Dentro de todo esse cenário, vejo gente que vem perdendo seus empregos não somente por conta de crises, mas por conta do risco de extinção de suas funções. Usando como metáfora o exemplo o Carlitos, personagem de Charles Chaplin em “Tempos Modernos”, mesmo que você fosse o melhor “apertador de parafusos” que já se teve notícia, a busca por produtividade, menores custos, ou até mesmo o momento do mercado podem criar processos e situações onde sua função ou até mesmo o completo modelo de negócio que você atua sejam extintos.

Dessa forma, não há outro caminho para você fugir do desemprego do que senão o de EMPREENDER-SE. Independente se você hoje se encontra empregado ou desempregado, se parece novo ou velho para o mercado, se te julgam como despreparado ou defasado, eu penso que apostar em você mesmo é a única opção que você tem se deseja continuar com força em seu mercado.

É difícil escrever pensando em situações comuns a todos, do empregado do chão de fábrica ao diretor, do lavrador ao fazendeiro, mas acredito que em linhas gerais as questões abaixo funcionem para todos:

1) Networking

Em linhas gerais, com quem você conversa. E uma frase que também já se tornou um dos meus bordões: “Menos networking, mais networth”, um trocadilho em inglês sobre buscar criações que realmente façam algum sentido em sua carreira. E não se prenda apenas a buscar pessoas pares ou acima apenas. Todo mundo pode agregar algo a alguém. Toda nova conversa pode ser um novo aprendizado.

2) Leia

Quem lê expande seus horizontes! Se você acha “chato” ler, entenda a leitura como o cinema: talvez não tenha encontrado o tipo certo de filme (no caso livro) que você goste! E óbvio, troque um pouco as redes sociais ou os sites de fofocas ou futebol, ou pelo menos inclua sites de notícias e informações, tanto de seu mercado, quanto do mundo em geral, em sua leitura diária. Leia mais e se torne interessante!

3) Parla!

Quem é você em seu mercado? Você é mais “boca” ou é mais “ouvido”? Crie uma opinião. Divulgue-a. Use seus perfis nas redes sociais, troque e-mails com seus amigos, crie artigos, faça um blog; se não for da escrita, crie um vídeo; se não for do vídeo ou da escrita, crie um podcast, mas você só será notado se fizer ser notado. Resumindo: Faça barulho! Se não acredita que possa criar uma opinião dentro de algo sobre sua carreira, então talvez entenda porque hoje tenha tanta dificuldade em conquistar um novo emprego. Se nem você acredita em você mesmo, quem irá acreditar? Você sabe por que você é bom naquilo que faz! Você sabe porque deveria estar empregado! Você sabe como ajudar as empresas! Você sabe como ajudar profissionais como você! Você sabe!

4) Não se acomode nunca!

Se você ficou desempregado recentemente, uma de suas primeiras ações foi dar um trato no currículo (e talvez no seu perfil no LinkedIn), certo? Errado! A questão do “conforto” em se estar empregado talvez seja um dos maiores motivos de seu desemprego hoje. Mantenha sempre tudo o que diz respeito a você atualizado, e mesmo que esteja na zona de conforto de um novo emprego, sempre esteja atento à novas oportunidades de negócios e remuneração. Por exemplo: se você já tem uma carreira sólida, dar aulas ou pequenos cursos pode ser o início da construção de um plano B interessante...de outra forma, apostar em outros negócios, pequenas sociedades, ou quem sabe investir em uma franquia ou em uma startup também sejam boas oportunidades...

5) Bônus: a entrevista

Além de tudo o que você já leu hoje sobre entrevistas de emprego, como a roupa ou a postura certa, quando precisar, quero que você guarde essa valorosa dica. Toda negociação é feita entre CPF’s. Isso significa que em todo o processo onde há um acordo, como uma entrevista, na prática é uma questão particular entre você e seu interlocutor. Normalmente não é a empresa (o CNPJ) que não o contratou e sim o recrutador ou o executivo da empresa que não o selecionou. Principalmente se você atende à todas as questões técnicas que a vaga solicita, sua contratação dependerá muito mais de uma empatia direta entre contratante e contratado do que qualquer outro item. Quanto maior a sintonia, maiores suas chances.

20 julho, 2016

10 PALAVRAS QUE VOCÊ NUNCA DEVE USAR NO SEU CURRÍCULO*

* Por PEGN

Janeiro (e Julho) são o meses em que todos estão determinados a dar um rumo para a vida e isso se reflete até mesmo no LinkedIn, sendo a época com maior acesso de usuários. Todos estão em busca de novas oportunidades e devem repensar seus perfis na rede social.



Para ajudar os seus usuários, o LinkedIn divulgou uma lista das dez palavras mais usadas pelos brasileiros em 2015. Segundo Fernanda Brunsizian, Gerente Sênior de Comunicação do LinkedIn, essas expressões devem ser evitadas, já que se tornam “chavões corporativos” e afastam os perfis profissionais da vida real.

Dentre as palavras que devem ser evitadas, está “responsável”, que lidera a lista pelo terceiro ano consecutivo. Confira a lista completa abaixo:

1. Responsável
2. Liderança
3. Estratégico
4. Sólida experiência
5. Criativo
6. Planejamento estratégico
7. Extensa experiência
8. Experiência internacional
9. Apaixonado
10. Motivado

14 julho, 2016

A pergunta de ouro para terminar bem a entrevista de emprego*

* Por Camila Pati


Não são apenas as suas respostas que são avaliadas em uma entrevista de emprego. Causar uma boa impressão no recrutador depende também das perguntas que você faz durante a conversa. E uma questão específica feita nos minutos finais pode ser a chave para criar uma conexão com o o entrevistador e aumentar as chances de ser lembrado, segundo indica o empreendedor norte-americano Marshall Darr.

Quando o recrutador questionar se você tem mais alguma pergunta, antes de encerrar a conversa, diga sim e em seguida, fale:

“Qual foi o seu melhor momento aqui na empresa?”.

Ele afirma que os resultados são sempre positivos e garante que, com esta pergunta, já conseguiu reverter entrevistas que tinham tudo para terminar mal. Por quê? É que ao estimular o recrutador a buscar na memória sua melhor recordação de carreira, inconscientemente ele passará a associar a conversa a emoções positivas.

E como a questão é a pergunta vai fechar o encontro, o saldo final da entrevista terá um gosto doce nas suas lembranças. Em meio a tantos concorrentes, esta pode ser a diferença entre ser lembrado ou esquecido.

Além disso, o empreendedor também diz que a resposta que der trará, sem dúvidas, informações importantes sobre ele, a empresa e seus valores, o que pode ajudá-lo a descobrir se você quer realmente trabalhar lá.

11 julho, 2016

Por que perguntas estranhas são feitas nas entrevistas de seleção?

* Por Pricila Zarife

Por mais estranhas que pareçam, essas novas perguntas são cada vez mais comuns nas seleções. Este artigo explica o porquê dessas perguntas estranhas e quais seus objetivos!

Se você já participou de um processo seletivo, é quase certo que tenha passado por uma entrevista de seleção. Esta é, disparada, a técnica mais utilizada para este fim.

Por meio da entrevista, o selecionador pode avaliar, dentre outros elementos, a aparência do candidato – o que não significa ser bonito(a), mas sim estar asseado(a) e bem apresentável –, facilidade de expressão, autoconfiança, suas intenções quanto ao emprego, sua experiência, seu conhecimento do trabalho, seus interesses sociais e hobbies, sua comunicação/linguagem e apresentação de ideias (Pontes, 2014).

Em fóruns de discussão ou redes sociais, é comum encontrar comentários enfurecidos e críticas ferrenhas às “perguntas estranhas” que, vez ou outra, são realizadas nas entrevistas. Os comentários vão desde “Por que dificultar o que era para ser simples?” até “Esse pessoal do RH não tem o que fazer ao invés de ficar inventando perguntas sem sentido?”.

Mas por que os profissionais da área cada vez mais incorporam perguntas esquisitas aos processos seletivos?

Uma das justificativas é que as pessoas estão cada vez mais treinadas para responder as perguntas tradicionais.

É quase certo que um entrevistador que tenha perguntado qual o maior defeito do candidato já tenha escutado como resposta “ser perfeccionista”! Essa é praticamente uma piada interna entre os profissionais da área.

Este tipo de resposta pode indicar que o candidato não realiza uma autoavaliação adequada sobre seus defeitos, o que pode dificultar seu desenvolvimento profissional. Sem contar que, a depender do cargo, ser perfeccionista pode não ser um defeito, mas uma qualidade essencial.

Assim, fazer as mesmas perguntas de sempre aumenta a probabilidade de obter respostas prontas que não auxiliam na diferenciação dos candidatos, além de favorecer as famosas mentirinhas.

Uma segunda justificativa é que a necessidade de encontrar profissionais versáteis provocou mudanças nas entrevistas, com a adoção de perguntas que, apesar de aparentemente absurdas, exigem raciocínio diferenciado e bom-senso dos candidatos.

Um exemplo de pergunta esquisita foi utilizada em processos seletivos do Yahoo!: "Se você fosse para uma ilha deserta e só pudesse levar três coisas, o que levaria?”

Possivelmente, quem está preparado apenas para as perguntas tradicionais e se depara com uma dessas, tem que pensar mais para responder. Acontece que os candidatos estão acostumados a pensar: “O que será que o selecionador quer que eu responda?”.

Isto se chama desejabilidade social, bastante comum em processos seletivos, significa que o candidato, ao invés de responder com sinceridade, busca opções de resposta que acredita que agradarão ao selecionador.

Perguntas diferentes e até mesmo absurdas (desde que respeitem os limites éticos, é claro!) são feitas justamente para “desarmar” o candidato, já que ele pode não fazer a mínima ideia do que o selecionador espera dele, tendendo a responder com mais sinceridade.

Mas o que o selecionador queria descobrir com esta pergunta estranha do exemplo?

Este tipo de pergunta serve para identificar o que o candidato considera importante e sua tomada de decisão.

Como você responderia essa pergunta?

Um exemplo de resposta adequada seria apresentar três elementos que garantissem minimamente sua sobrevivência durante o período na ilha, como faca, lanterna, barraca, sinalizador...

Imagine que o candidato respondesse que levaria aquele videogame de última geração, uma TV ou um computador. Como ele seria avaliado?

Possivelmente, ele seria avaliado de forma negativa, afinal qual o auxílio à sobrevivência que estes aparelhos proporcionariam? Além disso, ninguém informou que haveria energia elétrica na ilha ou que ele estaria indo para um resort! Neste caso, o candidato estaria supondo equivocadamente a existência de algo que não foi informado (energia elétrica), o que, no dia a dia da empresa, pode dificultar uma tomada de decisão acertada, que deve considerar adequadamente as informações recebidas.

Muitas outras perguntas "estranhas" como essa são cada vez mais frequentes em processos seletivos! Portanto, antes de passar por uma entrevista de seleção, esteja preparado para sair da zona de conforto e pensar de forma diferenciada na hora de respondê-las!

28 junho, 2016

Especialista ou generalista, qual profissional ganha mais?*

* Por Claudia Gasparini


Qual tipo de profissional tem mais chances de atrair um recrutador: um profundo conhecedor de uma área bastante específica ou um “pau para toda obra” com perfil generalista e versátil?

Um estudo conduzido por pesquisadores da Columbia Business School e da Tulane University dá uma resposta categórica à velha dúvida. “Os especialistas são definitivamente castigados pelo mercado”, diz uma das responsáveis pela pesquisa ao Harvard Business Review. “Além de receberem menos ofertas de emprego, eles ganham bônus menores”.

Para chegar ao resultado, os estudiosos acompanharam cerca de 400 estudantes que se formaram nos melhores MBAs dos Estados Unidos entre 2008 e 2009 e seguiram carreira em bancos de investimento.

A amostra foi dividida em dois. O grupo dos especialistas era formado por pessoas que já trabalhavam com investimentos antes do MBA, fizeram estágio na área e se aprofundaram em finanças.

Já a turma dos generalistas consistia naqueles que atuaram em outras áreas antes do curso, como publicidade, fizeram estágio em uma consultoria e só mais tarde foram para o mundo dos investimentos.

Resultado: os bônus recebidos pelos especialistas eram até 36% mais baixos do que os de seus colegas generalistas. Em alguns casos, o primeiro grupo ganhava até 48 mil dólares a menos por ano.

Mas por quê?
Segundo Jennifer Merluzzi, professora na Tulane University e coautora do estudo, o problema está na oferta excessiva de programas de especialização, em especial de MBAs.

“Os cursos dão uma forte ênfase à formação de uma pessoa de finanças ou uma pessoa de marketing, o que produz muitos profissionais parecidos no mercado”, diz ela ao HBR.

Ironicamente, o especialista vira “commodity”: como há muitas pessoas com foco exclusivo em uma área no mercado, aqueles que trazem um repertório mais amplo e eclético saltam aos olhos das empresas.

Merluzzi afirma que recrutadores ouvidos pelo estudo não esconderam sua preferência pelos generalistas. Profissionais com experiências e competências diversas são mais interessantes do que aqueles que só conhecem um ângulo do trabalho, disseram eles.

É claro que, em algumas áreas, ser especialista é uma enorme vantagem competitiva. “Se alguém precisa de um cirurgião para uma operação arriscada, por exemplo, é óbvio que vai querer um expert que já fez isso centenas de vezes”, diz a professora. “No mundo dos negócios, porém, a especialização não é tão benéfica”.

No futuro, diz Merluzzi, os generalistas continuarão a ter mais chances nas empresas porque têm habilidades diversas, podem ser transferidos para outras áreas e tendem a assumir posições de liderança mais rapidamente.

Generalista, não “superficialista”
Outro estudo, lançado recentemente pela firma de inteligência de mercado IDC em parceria com a Microsoft, vai na mesma direção.

Conduzida nos Estados Unidos, a pesquisa analisou mais de 76 milhões de vagas de emprego para selecionar aquelas que teriam maiores salários e melhores condições de ascensão profissional entre 2016 e 2024.

A conclusão é a de que as oportunidades mais promissoras exigem competências multifuncionais (“cross-functional”, no original em inglês), em detrimento de habilidades técnicas ou específicas — e isso em áreas tão diversas quanto TI, direito e saúde.

Segundo Pietro Delai, gerente de pesquisa da IDC Brasil, os requisitos dos melhores empregos incluem excelente comunicação oral e escrita, capacidade de filtrar e processar múltiplas fontes de informação e pensamento lógico aplicado à análise de probabilidades.

“As habilidades exigidas pelos melhores empregos trespassam diversas ocupações (...). Por outro lado, competências específicas são menos aplicáveis e deveriam receber menos ênfase no currículo das escolas”, aponta o estudo.

Isso não significa que a profundidade seja dispensável. “O tipo de generalista que se dá bem não é o ‘superficialista’”, diz Delai. “Ele precisa ter a capacidade de se debruçar sobre um problema, ir a fundo na investigação de hipóteses e buscar pessoas que ajudem a resolver aquela questão, inclusive especialistas”.

Profissionais com habilidades multifuncionais, aplicáveis a uma vasta gama de situações, também são candidatos naturais à liderança.

“O que vemos na crise é que muitas empresas demitem os especialistas, contratam terceiros para substituí-los e colocam um generalista para administrar os fornecedores”, afirma Delai. "Elas preferem entregar o comando a quem tem uma visão sistêmica e multidisciplinar".

22 junho, 2016

Como gerenciar as mídias sociais para se destacar no processo seletivo*

* Por Administradores.com

Cerca de 90% dos recrutadores visitam o perfil de seus candidatos nas principais redes sociais; as suas estão de acordo com a vaga que você busca?



O Brasil tem mais de 11 milhões de pessoas procurando se recolocar no mercado de trabalho. Ao contrário de antes, quando as vagas de emprego eram exclusivamente anunciadas por meio de jornais e outros veículos de comunicação tradicionais, hoje, a maioria das empresas prefere divulgar as oportunidades na internet, facilitando a vida de quem está em busca de uma nova posição.

Contudo, a tecnologia também trouxe novos paradigmas para os trabalhadores. Estudos afirmam que durante as entrevistas cerca de 90% dos recrutadores visitam o perfil de seus candidatos nas principais redes sociais. Portanto, é imprescindível manter a imagem virtual alinhada com o que as companhias procuram em um profissional, inclusive para vagas operacionais. O especialista em empregabilidade e CEO da plataforma de recrutamento Emprego Ligado, Jacob Rosenbloom, dá algumas dicas de como gerenciar suas mídias sociais de forma corporativa e se destacar numa entrevista.

LinkedIn

Hoje o LinkedIn é fundamentalmente destinado a profissionais mais qualificados. Porém, os profissionais operacionais estão começando a entrar na rede e com isso alguns cuidados são necessários. “Ao fazer seu perfil adicione uma foto com postura mais séria e forneça detalhes sobre sua experiência, empresas em que trabalhou, cargos ocupados, cursos, entre outros”, disse Rosenbloom.

Facebook

Nesta ferramenta, os recrutadores estão mais interessados em saber sobre a personalidade do candidato. “No Facebook, as pessoas são mais descontraídas, postam a respeito da vida particular e expõem suas convicções, inclusive, opiniões sobre religião, política, esportes e outras”. Sendo assim, tome cuidado com os comentários e debates e faça uma revisão nas comunidades de que faz parte. Se necessário, saia de algumas. Lembre-se também de ajustar as suas configurações para que as postagens mais íntimas apareçam apenas para o seus amigos.

Instagram

Conhecido pela timeline que no início se resumia a fotos de cachorros e gatos, refeições e pôr do sol, o Instagram diz muito sobre hábitos e os lugares que as pessoas costumam frequentar. “Claro que uma foto no bar com os amigos no fim de semana não afeta a imagem de ninguém. O problema são os excessos e a forma como são expostos”, explicou Jacob. Portanto, tente encontrar o equilíbrio nas suas publicações. As pessoas não precisam saber a todo o momento onde você está ou o que está fazendo.

Twitter

Ao contrário do Facebook, os usuários do Twitter não são muitos fãs do “textão”. Preferem resumir o que têm para falar e ir direto ao ponto em poucos caracteres. Por outro lado, abusam do “internetês”, cometendo erros de português que, aos olhos de um recrutador, acabam por atestar a falta de domínio da língua portuguesa ou o desleixo com ela. Mesmo que o erro seja proposital para dar humor à postagem, isso pode ser mal interpretado.

16 junho, 2016

6 segredos dos currículos que são 'ímãs' de recrutadores*

* Por Claudia Gasparini

Ter um currículo atrativo não é o suficiente para conseguir uma oportunidade em meio à crise do mercado de trabalho brasileiro. Mas ajuda.

O documento funciona como cartão de visitas, diz Denise Bojikian, especialista em recursos humanos no VAGAS.com. Para que um potencial empregador decida chamar você para uma entrevista, ele primeiro precisa ser “fisgado” pelo seu CV.



A importância da peça é tão grande que mesmo profissionais excelentes podem passar despercebidos por um recrutador se cometerem erros graves ou até sutis no currículo.

É claro que conseguir um emprego é muito mais fácil se a sua carreira está entre as mais promissoras do momento, ou se a sua área não foi tão abalada pela recessão econômica que atinge o país.

Ainda assim, o cuidado com o CV pode impulsionar as suas chances independentemente da sua profissão ou setor.

Confira a seguir 5 características dos currículos que funcionam como “ímãs” de recrutadores na crise, segundo três especialistas:

1. Têm objetivo claro
Segundo Rafael Souto, CEO da consultoria Produtive, o mercado vive uma era de especialização crescente: as empresas buscam profissionais com competências cada vez mais específicas para resolver os seus problemas. O resultado disso é que os currículos precisam se tornar menos genéricos e mais precisos para chamar atenção.

“O recrutador tem pouco tempo a perder, então precisa saber rapidamente qual é a área-foco do candidato”, explica Souto. Não basta escrever algo vago como “finanças”, por exemplo. Explique o escopo do seu trabalho de forma sucinta, mas completa. Currículos muito generalistas, que parecem ser feitos para ocupar qualquer posição, costumam ser os primeiros a ser descartados.

2. São curtos e limpos 
Como precisam analisar muitos CVs em pouco tempo, os recrutadores tendem a preferir documentos mais objetivos e sucintos. Para Souto, é preciso dizer o máximo com o menor número possível de palavras, em até duas páginas.

A mesma economia deve valer para o aspecto visual do do currículo, diz Caroline Cadorin, gerente da consultoria Hays. “Evite colunas, tabelas e cores excessivas”, orienta ela. “Prefira um formato limpo, que deixe fácil identificar as principais informações sobre você”. O design do CV é mais importante do que parece. Até um detalhe tão sutil quanto a fonte do texto, como a clássica Arial ou a detestada Comic Sans, carrega recados subliminares sobre quem você é.

3. São customizados 
Em vez de elaborar um único CV e usá-lo em todos os processos seletivos, é mais estratégico criar várias versões do documento, adaptando o conteúdo de acordo com as exigências de cada contratante. Ajustar o currículo às especificidades da vaga aumenta a pertinência da sua candidatura, diz Souto.

Esse detalhe ajuda a resolver um dos maiores “dramas” dos recrutadores em tempos de crise e escassez de recursos: a impossibilidade de fazer uma contratação malsucedida. Se você evidencia os pontos de encaixe entre você e a empresa, fica mais fácil para o recrutador avaliar se você é adequado ou não para a vaga. As duas partes ganham tempo.

4. Trazem afirmações embasadas 
De acordo com Denise Bojikian, especialista em recursos humanos no VAGAS.com, o seu currículo ganha pontos em atratividade se inclui informações comprovadas sobre aptidões, experiências e resultados.

Tem inglês fluente? Mencione um certificado de proficiência na língua. Alavancou as vendas do setor no seu último emprego? Dê a porcentagem de crescimento que você ajudou a promover. O seu currículo será mais persuasivo à medida que houver dados — de preferência numéricos — para provar o que você diz.

5. Formam uma narrativa coerente
Para Bojikian, o currículo deve contar uma história com começo, meio e fim. Mudanças bruscas de área, experiências avulsas e desconexas, lacunas sem explicação: todos esses elementos criam dúvidas e afastam recrutadores.

Idealmente, a carreira do candidato deve ser composta por movimentos harmônicos entre si, mas isso não é o bastante. "Precisa haver uma simetria entre o histórico daquele profissional e as características da vaga", diz a especialista. “O recrutador deve enxergar a relação entre o objetivo da pessoa e o que ela desempenhou na carreira até aquele momento”.

6. Dão destaque para idiomas
Outro segredo dos currículos que funcionam como “ímãs” de recrutadores são as competências linguísticas do candidato — o que vale para praticamente todas as áreas de atuação. Afinal, cada vez mais empresas precisam de candidatos fluentes em um idioma estrangeiro, em especial o inglês.

“Se você realmente tiver essa competência, dê bastante destaque a ela e inclua certificações, se tiver”, diz Souto. Mas não vale mentir. Se o seu nível de inglês for intermediário, não diga que ele é avançado. Candidatos que exageram habilidades no currículo são facilmente desmascaráveis na etapa da entrevista — isso sem falar no desgaste que a mentira causa à sua reputação perante o mercado.