* Fonte: Jornal O Estado de São Paulo
Ter um bom currículo, com experiências reconhecidas e formação de qualidade, nem sempre é suficiente para conquistar a vaga desejada. Na hora da entrevista de emprego, a insegurança pode vir a tona e colocar em risco todas suas qualidades. Por isso, saiba quais respostas são prejudiciais à sua imagem e o que pode atrapalhar o processo seletivo. As dicas são da supervisora de assessoria de carreira da Catho, Larissa Meiglin.
“Sim”, “não”, “é”, “talvez” ou “aham”
Respostas monossilábicas transmitem antipatia e podem indicar que você não gostaria de estar naquela entrevista.
“Tenho flexibilidade de horário, mas depende do salário”
Espere primeiro os recrutadores falarem de dinheiro e benefícios. O assunto é delicado e pode te prejudicar. Também não coloque condições.
“Tipo assim, meu, tô muito afim desse emprego”
Guarde as gírias para os seus amigos ou redes sociais. Na hora de tentar uma vaga de trabalho, é melhor falar o português formal.
Falar muito “tecniquês”
Usar muitas expressões e termos específicos também vai afastar o emprego. Guarde os termos técnicos para a entrevista com o seu gestor, por exemplo. Saber se adaptar às diferentes etapas do processo seletivo é uma jogada inteligente.
“Eu devo ser contratado, pois estou há mais de um ano desempregado e preciso muito de um emprego”
Não é hora de desabafar nem de demonstrar desespero. Foque nas suas qualidades e na sua força de vontade.
“Daqui a cinco anos, eu espero ter ganhado na loteria para viver de renda”
Se for piada, pode ser que os entrevistadores não encarem a gracinha com bons olhos. Bom humor tem de andar de mãos dadas com o bom senso. Se for verdade, o RH vai achar que esse emprego não é o seu objetivo real.
“Eu não gosto de trabalhar em equipe, mas precisa, né?”
A sinceridade é importante, mas não pode ser um tiro no pé. Além disso, se você realmente não gosta de trabalhar em equipe, é indicado desenvolver esse ponto fraco. Você quer o emprego ou não?
“Estou procurando um novo emprego, porque eu detesto meu chefe atual”
Falar mal dos antigos empregadores mancha a sua imagem porque passa a mensagem de que, uma hora ou outra, você vai falar mal do novo trabalho também.
“Meu lema é: se quer bem feito, faça você mesmo”
Aqui você está claramente mostrando que não é tão aplicado no trabalho quanto deveria. Debochar dessa forma vai fazer seu currículo ir para o último lugar da lista.
“Referências minhas? Meu chefe me ama!”
Humildade é sempre bem-vinda. Isso não significa que você não deva valorizar as suas qualidades, mas sim que não precisa exibir um ego tão inflado. Se seu antigo chefe tem coisas boas a dizer sobre você, deixe isso claro sem parecer arrogante.
“Meu maior defeito? Sou muito perfeccionista”
Ansiedade, perfeccionismo e vício em trabalho não são os pontos negativos que o recrutador procura. Ele quer saber de fragilidades reais, afinal ninguém é perfeito. Uma dica é contar algo que realmente seja seu ponto fraco, mas que não é essencial para desenvolver seu trabalho. Ou demonstre de que forma você está trabalhando para melhorar.
“Isso não é da sua conta”
Esteja aberto para responder algumas perguntas pessoais. Se não quiser falar, seja breve, mas nunca ríspido.
“Difícil essa pergunta” ou “Nossa, não sei nem como começar a responder”
Se mostrar surpreendido em uma entrevista de emprego pode passar a ideia de que você não se preparou. Estude e treine bastante antes de conversar com os recrutadores. Se ainda assim uma pergunta inesperada aparecer, tente responder rapidamente para não chamar atenção para o susto.
“Sim, meu nível de inglês é avançado”.
“Vamos fazer uma parte da entrevista em inglês, então?”
“É… hum… cof cof”
Esse é um dos maiores pecados do processo seletivo. Nunca faça propaganda de uma característica, qualificação ou conhecimento que você não possui. Em algum momento você vai ser testado – e “desmascarado”.
“Desde quando eu tinha seis anos eu já sabia que queria ser arquiteto. Um dia meu pai me levou a uma casa muito antiga…” (dar muita volta para formular a resposta)
Evite se prolongar ou fazer rodeios antes de dar uma resposta. A objetividade é importante para que você tenha tempo detalhar e contar o que é realmente importante. A comunicação clara, concisa e direta é essencial na entrevista – e no dia a dia do trabalho.
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02 março, 2017
06 fevereiro, 2017
6 frases “fatais” na entrevista de emprego*
* Por Sidnei Oliveira
Em tempos de crise, qualquer deslize pode significar a perda definitiva de uma oportunidade de emprego, por isso, é importante que evite se posicionar com algumas frases e também entenda, que o fundamental é evitar o comportamento que essas frases expressam.
“Desculpa, mas é que sou muito ansioso.”
É impressionante a quantidade de vezes que ouvimos este tipo de afirmação nos dias atuais. Todos estão munidos de um senso de urgência incrível e de alguma forma, agem contribuindo para que esse comportamento se alimente dele mesmo. Afinal, ansiedade gera ansiedade, além é claro, de também gerar outras coisas tão negativas quando ela. Na aflição de achar que não vai dar tempo, muitos estão sendo superficiais em suas escolhas, improvisando na maioria do tempo e cometendo falhas pela simples falta de visão estratégica.
Descrever-se como “ansioso” demonstra uma preocupação em justificar possíveis falhas e equívocos durante a entrevista e que, certamente surgirão, caso você seja contratado.
“Quero trabalhar em uma empresa em que eu possa crescer”
Claro que durante a entrevista devemos expor nossas expectativas, mas saiba que o entrevistador não está interessado nelas prioritariamente. Quando pergunta sobre o tema, na verdade está querendo avaliar quanto de responsabilidade pela própria carreira o candidato estará colocando na conta da empresa.
Expor a expectativa de que tem ambições profissionais pode parecer correto, mas só se você tem total consciência de que a responsabilidade é exclusivamente sua e não do local onde pretende trabalhar.
“Eu não gostava do que fazia no meu último emprego”
Realmente fazer o que gosta é uma boa meta pessoal, mas é preciso lembrar que mesmo a mais interessante atividade, tem momentos que não são tão bacanas. Na verdade, devemos lidar com as frustrações em qualquer atividade que nos envolvemos. Quando falamos negativamente sobre o último trabalho, levamos o entrevistador a buscar detalhes sobre “o que não se gostava no último emprego”, pois é bem provável que na nova oportunidade, o candidato irá encontrar situações equivalentes e isso se repetirá.
Deixar a impressão de que está buscando apenas fazer o que gosta demonstra imaturidade e fragilidade profissional.
“Sou focado em resultados quando me dão desafios”
Quando estamos “vendendo” nossas competências, podemos não perceber que exageros sempre são recebidos com desconfiança por quem está entrevistando.
Vincular resultados a desafios e não a realizações é um equívoco muito comum, mas demonstra que pretende transferir a responsabilidade dos acontecimentos para a empresa, uma vez que ficará sempre a dúvida se você trará resultados se não houver desafios, mas sim, apenas as tarefas rotineiras da vaga.
“Eu nunca fui reconhecido”
Reconhecimento é um desejo de todo profissional, contudo ele se manifesta de formas diferentes durante as diferentes etapas de nossa vida. Há momentos em que o reconhecimento é financeiro, mas essa não é a única forma, pois somos estimulados também por desafios e pelas possibilidades de recompensas indiretas como prestígio, conquistas e realizações.
Justificar escolhas por falta de reconhecimento é como admitir-se como alguém sem propósito e que só se motiva se houver recompensas. Na verdade, todo resultado que alcançamos com nossas escolhas é uma forma de reconhecimento.
Se não foi de acordo com nossas expectativas, devemos aprender e fazer escolhas diferentes.
“Meu maior defeito e ser muito perfeccionista”
O erro é grave, pois ao de associar “perfeição” e “defeito” em uma mesma frase, o candidato demonstra falsidade ideológica ou ignorância intelectual, o que já seria suficiente para fazer o entrevistador desconfiar da confiabilidade do candidato. Além disso, consegue indiretamente dizer que é detalhista de forma negativa, o que sempre deixa margem para desconfiar que o candidato “perfeccionista” é na verdade um chato resistente e intolerante.
Em tempos de crise, qualquer deslize pode significar a perda definitiva de uma oportunidade de emprego, por isso, é importante que evite se posicionar com algumas frases e também entenda, que o fundamental é evitar o comportamento que essas frases expressam.
“Desculpa, mas é que sou muito ansioso.”
É impressionante a quantidade de vezes que ouvimos este tipo de afirmação nos dias atuais. Todos estão munidos de um senso de urgência incrível e de alguma forma, agem contribuindo para que esse comportamento se alimente dele mesmo. Afinal, ansiedade gera ansiedade, além é claro, de também gerar outras coisas tão negativas quando ela. Na aflição de achar que não vai dar tempo, muitos estão sendo superficiais em suas escolhas, improvisando na maioria do tempo e cometendo falhas pela simples falta de visão estratégica.
Descrever-se como “ansioso” demonstra uma preocupação em justificar possíveis falhas e equívocos durante a entrevista e que, certamente surgirão, caso você seja contratado.
“Quero trabalhar em uma empresa em que eu possa crescer”
Claro que durante a entrevista devemos expor nossas expectativas, mas saiba que o entrevistador não está interessado nelas prioritariamente. Quando pergunta sobre o tema, na verdade está querendo avaliar quanto de responsabilidade pela própria carreira o candidato estará colocando na conta da empresa.
Expor a expectativa de que tem ambições profissionais pode parecer correto, mas só se você tem total consciência de que a responsabilidade é exclusivamente sua e não do local onde pretende trabalhar.
“Eu não gostava do que fazia no meu último emprego”
Realmente fazer o que gosta é uma boa meta pessoal, mas é preciso lembrar que mesmo a mais interessante atividade, tem momentos que não são tão bacanas. Na verdade, devemos lidar com as frustrações em qualquer atividade que nos envolvemos. Quando falamos negativamente sobre o último trabalho, levamos o entrevistador a buscar detalhes sobre “o que não se gostava no último emprego”, pois é bem provável que na nova oportunidade, o candidato irá encontrar situações equivalentes e isso se repetirá.
Deixar a impressão de que está buscando apenas fazer o que gosta demonstra imaturidade e fragilidade profissional.
“Sou focado em resultados quando me dão desafios”
Quando estamos “vendendo” nossas competências, podemos não perceber que exageros sempre são recebidos com desconfiança por quem está entrevistando.
Vincular resultados a desafios e não a realizações é um equívoco muito comum, mas demonstra que pretende transferir a responsabilidade dos acontecimentos para a empresa, uma vez que ficará sempre a dúvida se você trará resultados se não houver desafios, mas sim, apenas as tarefas rotineiras da vaga.
“Eu nunca fui reconhecido”
Reconhecimento é um desejo de todo profissional, contudo ele se manifesta de formas diferentes durante as diferentes etapas de nossa vida. Há momentos em que o reconhecimento é financeiro, mas essa não é a única forma, pois somos estimulados também por desafios e pelas possibilidades de recompensas indiretas como prestígio, conquistas e realizações.
Justificar escolhas por falta de reconhecimento é como admitir-se como alguém sem propósito e que só se motiva se houver recompensas. Na verdade, todo resultado que alcançamos com nossas escolhas é uma forma de reconhecimento.
Se não foi de acordo com nossas expectativas, devemos aprender e fazer escolhas diferentes.
“Meu maior defeito e ser muito perfeccionista”
O erro é grave, pois ao de associar “perfeição” e “defeito” em uma mesma frase, o candidato demonstra falsidade ideológica ou ignorância intelectual, o que já seria suficiente para fazer o entrevistador desconfiar da confiabilidade do candidato. Além disso, consegue indiretamente dizer que é detalhista de forma negativa, o que sempre deixa margem para desconfiar que o candidato “perfeccionista” é na verdade um chato resistente e intolerante.
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03 agosto, 2016
12 perguntas que executivos de sucesso fazem em entrevistas de emprego*
* Por Business Insider
Em entrevistas de emprego, algumas perguntas caíram em desuso — mas outras mantém-se na pauta de executivos e recrutadores. O que cada um prefere saber de seu candidato irá depender da cultura da empresa e do real objetivo de ter uma nova pessoa na equipe.
O site Business Insider reuniu as opiniões de alguns executivos e criou uma lista com as perguntas que eles fazem (ou orientam que sejam feitas) a seus candidatos. Confira:
O que você não teve a chance de incluir em seu currículo?
Richard Branson, fundador do Virgin Group
“Um bom currículo é obviamente importante, mas se você fosse contratar alguém pelo que escreve sobre ele mesmo, não precisaria gastar seu tempo em uma entrevista”, escreveu Branson em seu livro The Virgin Way: Everything I know about leadership. É por isso que ele usa essa pergunta.
Dê um exemplo de uma vez em que você resolveu um problema difícil.
Laszlo Bock, chefe de Recursos Humanos do Google
Segundo Bock, a companhia preferiu trocar as perguntas enigmáticas por aquelas voltadas ao comportamento. “O interessante é que, quando você pergunta a alguém sobre suas próprias experiências, terá dois tipos de resposta”, disse ao New York Times. “Uma é a percepção de como ela interage com uma situação real, mas a informação crucial é sobre o senso do candidato a respeito do que é dificuldade.”
Você está em um ponto da Terra, anda uma milha ao sul, uma ao oeste e uma ao norte, chegando ao mesmo local. Onde você está?
Elon Musk, fundador da SpaceX e da Tesla
A biografia Elon Musk, de Ashlee Vance, diz que esse enigma é uma das preferências de Musk em entrevistas. O site Mashable diz que a resposta é o Polo Norte ou o Polo Sul. Ele ainda afirma que “se você acha a entrevista ou o processo de contratação intimidador, nada se compara às exigências de trabalhar com Musk”.
Qual é o seu superpoder... ou o animal que mais gosta?
Ryan Holmes, CEO do HootSuite
“Durante sua entrevista, eu perguntei à minha atual executiva-assistente qual era o seu animal preferido. Ela me disse que era um pato, porque patos são calmos na superfície e loucos ao procurar por algo abaixo dela”, contou Holmes ao escritor Jeff Haden. “Eu achei uma resposta incrível e uma perfeita descrição do trabalho de uma executiva-assistente.”
Como você pratica sua espiritualidade?
Oprah Winfrey, apresentadora
O Business Insider diz que Oprah fez essa questão a uma série de candidatos ao cargo de presidente de sua rede de televisão Oprah Winfrey Network. Ela afirma que a pergunta não era sobre religião, mas sobre suas relações pessoais consigo mesmo. “O que você faz por si mesmo? O que você faz para manter-se centrado?”, explicou Oprah em uma apresentação na Escola de Negócios de Stanford.
Se estivermos aqui após um ano comemorando o bom resultado que você obteve, o que teremos atingido juntos?
Randy Garutti, CEO da Shake Shack
“O candidato deveria ter visão estratégica para não só falar sobre quão bom o ano foi mas para mostrar seu conhecimento a respeito da empresa – e o porquê de querer estar nela”, disse Garutti a Jeff Haden. Segundo o escritor, ele diz que precisa saber que o candidato “fez seu trabalho, entendeu realmente a empresa e o seu papel... e realmente quer isso”.
Conte algo que seja verdade, mas que quase ninguém concorde com você.
Peter Thiel, co-fundador do PayPal
O Business Insider diz que Thiel gosta de contratar pessoas que não têm medo de falar o que pensam. Em uma entrevista à Forbes, o executivo afirma que a pergunta é “um tipo de teste para entender a originalidade de pensamento, além de testar a coragem de falar em um momento difícil”.
Qual sua citação favorita?
Karen Davis, vice-presidente sênior da Hasbro
Karen revelou ao Business Insider que seu trabalho é retribuir e, por isso, procura candidatos que tenham “senso de paixão e propósito”. A citação a ajuda a entender com o que eles se preocupam. “Eu quero ver que a pessoa está procurando por fontes de inspiração”, disse, lembrando que não há uma resposta certa.
Quantos anos tinha quando teve seu primeiro trabalho com retorno financeiro?
Hannah Paramore, presidente da agência de publicidade Paramore
“Se eles trabalharam em meio período durante o ensino médio ou a faculdade porque precisavam, especialmente em trabalhos considerados ‘duros’, isso mostra um alto nível de responsabilidade”, disse Hannah ao Business Insider. “Eu adoro pessoas que precisam olhar para diferentes ângulos para encontrar o sucesso.”
O que você faria durante um apocalipse zumbi?
Ashley Morris, CEO da Capriotti
A pergunta do CEO de uma rede norte-americana de franquias de lanchonetes parece ridícula, mas ele diz que é a melhor forma de entender como os candidatos reagiriam sob pressão. “Não há uma resposta certa, mas é interessante entender a opinião de alguém e como a pessoa pensa por si”, diz Morris. “A esperança é que possamos entender o que realmente importa à pessoa e qual a sua ideia de moral, para saber se está de acordo com a cultura da empresa.”
Se você trabalhasse em um restaurante, qual função gostaria de exercer?
Ajeet Singh, CEO e fundador da ThoughtSpot
Singh deve ser o único executivo do Vale do Silício a fazer essa pergunta. Ele acredita que muitas respostas podem ser obtidas com ela. “Essa pergunta pega a essência do que move a pessoa e o que ela realmente gosta de fazer, o que a inspira e o que a motiva”, diz.
Qual a última fantasia que você vestiu?
David Gilboa, co-fundador da Warby Parker
O candidato precisa estar dentro do perfil da Warby Parker, empresa de vendas de óculos, livros e acessórios. Para isso, deve seguir um dos valores essenciais da empresa que é adicionar “diversão e excentricidade ao trabalho, à vida e a tudo o que faz”. “Nós consideramos que pessoas que fazem do ambiente de trabalho algo divertido criam uma cultura corporativa mais integrada”, disse Gilboa ao Quartz. “Se nós contratarmos a pessoa mais tecnicamente hábil no mundo, mas cujo estilo de trabalho não se adequa ao nosso, ela não será bem-sucedida aqui.”
Em entrevistas de emprego, algumas perguntas caíram em desuso — mas outras mantém-se na pauta de executivos e recrutadores. O que cada um prefere saber de seu candidato irá depender da cultura da empresa e do real objetivo de ter uma nova pessoa na equipe.
O site Business Insider reuniu as opiniões de alguns executivos e criou uma lista com as perguntas que eles fazem (ou orientam que sejam feitas) a seus candidatos. Confira:
O que você não teve a chance de incluir em seu currículo?
Richard Branson, fundador do Virgin Group
“Um bom currículo é obviamente importante, mas se você fosse contratar alguém pelo que escreve sobre ele mesmo, não precisaria gastar seu tempo em uma entrevista”, escreveu Branson em seu livro The Virgin Way: Everything I know about leadership. É por isso que ele usa essa pergunta.
Dê um exemplo de uma vez em que você resolveu um problema difícil.
Laszlo Bock, chefe de Recursos Humanos do Google
Segundo Bock, a companhia preferiu trocar as perguntas enigmáticas por aquelas voltadas ao comportamento. “O interessante é que, quando você pergunta a alguém sobre suas próprias experiências, terá dois tipos de resposta”, disse ao New York Times. “Uma é a percepção de como ela interage com uma situação real, mas a informação crucial é sobre o senso do candidato a respeito do que é dificuldade.”
Você está em um ponto da Terra, anda uma milha ao sul, uma ao oeste e uma ao norte, chegando ao mesmo local. Onde você está?
Elon Musk, fundador da SpaceX e da Tesla
A biografia Elon Musk, de Ashlee Vance, diz que esse enigma é uma das preferências de Musk em entrevistas. O site Mashable diz que a resposta é o Polo Norte ou o Polo Sul. Ele ainda afirma que “se você acha a entrevista ou o processo de contratação intimidador, nada se compara às exigências de trabalhar com Musk”.
Qual é o seu superpoder... ou o animal que mais gosta?
Ryan Holmes, CEO do HootSuite
“Durante sua entrevista, eu perguntei à minha atual executiva-assistente qual era o seu animal preferido. Ela me disse que era um pato, porque patos são calmos na superfície e loucos ao procurar por algo abaixo dela”, contou Holmes ao escritor Jeff Haden. “Eu achei uma resposta incrível e uma perfeita descrição do trabalho de uma executiva-assistente.”
Como você pratica sua espiritualidade?
Oprah Winfrey, apresentadora
O Business Insider diz que Oprah fez essa questão a uma série de candidatos ao cargo de presidente de sua rede de televisão Oprah Winfrey Network. Ela afirma que a pergunta não era sobre religião, mas sobre suas relações pessoais consigo mesmo. “O que você faz por si mesmo? O que você faz para manter-se centrado?”, explicou Oprah em uma apresentação na Escola de Negócios de Stanford.
Se estivermos aqui após um ano comemorando o bom resultado que você obteve, o que teremos atingido juntos?
Randy Garutti, CEO da Shake Shack
“O candidato deveria ter visão estratégica para não só falar sobre quão bom o ano foi mas para mostrar seu conhecimento a respeito da empresa – e o porquê de querer estar nela”, disse Garutti a Jeff Haden. Segundo o escritor, ele diz que precisa saber que o candidato “fez seu trabalho, entendeu realmente a empresa e o seu papel... e realmente quer isso”.
Conte algo que seja verdade, mas que quase ninguém concorde com você.
Peter Thiel, co-fundador do PayPal
O Business Insider diz que Thiel gosta de contratar pessoas que não têm medo de falar o que pensam. Em uma entrevista à Forbes, o executivo afirma que a pergunta é “um tipo de teste para entender a originalidade de pensamento, além de testar a coragem de falar em um momento difícil”.
Qual sua citação favorita?
Karen Davis, vice-presidente sênior da Hasbro
Karen revelou ao Business Insider que seu trabalho é retribuir e, por isso, procura candidatos que tenham “senso de paixão e propósito”. A citação a ajuda a entender com o que eles se preocupam. “Eu quero ver que a pessoa está procurando por fontes de inspiração”, disse, lembrando que não há uma resposta certa.
Quantos anos tinha quando teve seu primeiro trabalho com retorno financeiro?
Hannah Paramore, presidente da agência de publicidade Paramore
“Se eles trabalharam em meio período durante o ensino médio ou a faculdade porque precisavam, especialmente em trabalhos considerados ‘duros’, isso mostra um alto nível de responsabilidade”, disse Hannah ao Business Insider. “Eu adoro pessoas que precisam olhar para diferentes ângulos para encontrar o sucesso.”
O que você faria durante um apocalipse zumbi?
Ashley Morris, CEO da Capriotti
A pergunta do CEO de uma rede norte-americana de franquias de lanchonetes parece ridícula, mas ele diz que é a melhor forma de entender como os candidatos reagiriam sob pressão. “Não há uma resposta certa, mas é interessante entender a opinião de alguém e como a pessoa pensa por si”, diz Morris. “A esperança é que possamos entender o que realmente importa à pessoa e qual a sua ideia de moral, para saber se está de acordo com a cultura da empresa.”
Se você trabalhasse em um restaurante, qual função gostaria de exercer?
Ajeet Singh, CEO e fundador da ThoughtSpot
Singh deve ser o único executivo do Vale do Silício a fazer essa pergunta. Ele acredita que muitas respostas podem ser obtidas com ela. “Essa pergunta pega a essência do que move a pessoa e o que ela realmente gosta de fazer, o que a inspira e o que a motiva”, diz.
Qual a última fantasia que você vestiu?
David Gilboa, co-fundador da Warby Parker
O candidato precisa estar dentro do perfil da Warby Parker, empresa de vendas de óculos, livros e acessórios. Para isso, deve seguir um dos valores essenciais da empresa que é adicionar “diversão e excentricidade ao trabalho, à vida e a tudo o que faz”. “Nós consideramos que pessoas que fazem do ambiente de trabalho algo divertido criam uma cultura corporativa mais integrada”, disse Gilboa ao Quartz. “Se nós contratarmos a pessoa mais tecnicamente hábil no mundo, mas cujo estilo de trabalho não se adequa ao nosso, ela não será bem-sucedida aqui.”
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02 agosto, 2016
Como identificar um chefe ruim em uma entrevista de emprego*
* Por Época Negócios
A principal razão que leva profissionais a deixarem uma empresa é um gestor que as tira do sério — não entre para esse grupo
os principais fatores que determina a felicidade no trabalho é o relacionamento com os chefes. Todo mundo quer ter uma relação amigável e de confiança com os superiores. É verdade que nem sempre quem procura uma vaga está em posição de ser muito seletivo. Mas, se você puder escolher, não há motivo para não levar isso em consideração ao buscar um novo emprego. Existem sinais no processo seletivo que podem te ajudar a saber se aquele é um mau gestor e se você está se metendo em uma furada.
"A principal razão que leva os profissionais a saírem de um emprego é a incompatibilidade com a cultura [da empresa] ou um chefe que as tira do sério", disse John Lees, autor do livro "How To Get a Job You Love" (Como conseguir um emprego que você ama, sem edição no Brasil) à Harvard Business Review. Não dá para saber exatamente como é aquele gestor sem de fato trabalhar com ele, mas você deve reunir o máximo de informações possível.
Isso não significa prestar atenção apenas nas impressões negativas. "Deixar de perceber um chefe fantástico é um erro caro a se pagar, talvez até mais caro do que deixar de perceber que alguém é um chefe ruim", diz Claudio Fernández-Aráoz, conselheiro sênior da empresa de pesquisa global Egon Zehnder e autor de "It’s Not the How or the What but the Who" (Não é o como ou o quê, mas o quem, sem edição no Brasil).
Um ponto importante: confie em seus instintos. Pensar em simplesmente conseguir o emprego pode afetar seu julgamento. Pergunte a si mesmo se aquele é o trabalho que você quer e o gestor com quem quer trabalhar. Qual foi seu feeling sobre a pessoa? Acha que é alguém com quem você consegue se imaginar tendo problemas? Ou com quem seria difícil conversar? Quando as apostas são altas, é melhor confiar em si mesmo. De cara, se for o gestor que fizer as entrevistas, não o RH, repare em como ele trata os candidatos — a começar pela quantidade de informações e esclarecimentos que dá sobre a vaga.
Faça as perguntas que você precisa fazer a respeito da função (mas sempre com respeito e pensando em como dizer as palavras). "As pessoas dizem que uma entrevista é um processo de duas vias", diz Lees. "Na prática, isso não funciona muito bem." O entrevistador pode interpretar mal várias perguntas sobre a gestão dele. "O que você não deve fazer são perguntas diretas, como 'conte-me sobre o seu estilo de liderança?'", diz Fernández-Aráoz. Segundo ele, é improvável que obtenha uma resposta honesta e não passa uma boa impressão.
É essencial que você faça sua lição de casa. Não vá para um novo trabalho de olhos fechados. Você pode descobrir que a cultura empresarial é completamente diferente do que pensava. Baixa retenção e altas taxas de rotatividade são um indicador claro de problemas, diz Lees. Pesquise também o gestor. "Perfis do LinkedIn podem dizer muito sobre os interesses e relacionamentos de uma pessoa",afirma Fernández-Aráoz. Se conseguir bater um papo com gente que já trabalha ou trabahlou por lá, melhor ainda.
Mantenha esses cinco pontos em mente:
- Preste atenção em como o gestor trata os candidatos durante a entrevista
- Não ignore seus instintos, as primeiras impressões que você tem sobre ele
- Evite perguntas diretas sobre o estilo de liderança
- Pesquise sobre o gestor e a cultura da empresa
- Se possível, converse com funcionários ou ex-funcionários
A principal razão que leva profissionais a deixarem uma empresa é um gestor que as tira do sério — não entre para esse grupo
os principais fatores que determina a felicidade no trabalho é o relacionamento com os chefes. Todo mundo quer ter uma relação amigável e de confiança com os superiores. É verdade que nem sempre quem procura uma vaga está em posição de ser muito seletivo. Mas, se você puder escolher, não há motivo para não levar isso em consideração ao buscar um novo emprego. Existem sinais no processo seletivo que podem te ajudar a saber se aquele é um mau gestor e se você está se metendo em uma furada.
"A principal razão que leva os profissionais a saírem de um emprego é a incompatibilidade com a cultura [da empresa] ou um chefe que as tira do sério", disse John Lees, autor do livro "How To Get a Job You Love" (Como conseguir um emprego que você ama, sem edição no Brasil) à Harvard Business Review. Não dá para saber exatamente como é aquele gestor sem de fato trabalhar com ele, mas você deve reunir o máximo de informações possível.
Isso não significa prestar atenção apenas nas impressões negativas. "Deixar de perceber um chefe fantástico é um erro caro a se pagar, talvez até mais caro do que deixar de perceber que alguém é um chefe ruim", diz Claudio Fernández-Aráoz, conselheiro sênior da empresa de pesquisa global Egon Zehnder e autor de "It’s Not the How or the What but the Who" (Não é o como ou o quê, mas o quem, sem edição no Brasil).
Um ponto importante: confie em seus instintos. Pensar em simplesmente conseguir o emprego pode afetar seu julgamento. Pergunte a si mesmo se aquele é o trabalho que você quer e o gestor com quem quer trabalhar. Qual foi seu feeling sobre a pessoa? Acha que é alguém com quem você consegue se imaginar tendo problemas? Ou com quem seria difícil conversar? Quando as apostas são altas, é melhor confiar em si mesmo. De cara, se for o gestor que fizer as entrevistas, não o RH, repare em como ele trata os candidatos — a começar pela quantidade de informações e esclarecimentos que dá sobre a vaga.
Faça as perguntas que você precisa fazer a respeito da função (mas sempre com respeito e pensando em como dizer as palavras). "As pessoas dizem que uma entrevista é um processo de duas vias", diz Lees. "Na prática, isso não funciona muito bem." O entrevistador pode interpretar mal várias perguntas sobre a gestão dele. "O que você não deve fazer são perguntas diretas, como 'conte-me sobre o seu estilo de liderança?'", diz Fernández-Aráoz. Segundo ele, é improvável que obtenha uma resposta honesta e não passa uma boa impressão.
É essencial que você faça sua lição de casa. Não vá para um novo trabalho de olhos fechados. Você pode descobrir que a cultura empresarial é completamente diferente do que pensava. Baixa retenção e altas taxas de rotatividade são um indicador claro de problemas, diz Lees. Pesquise também o gestor. "Perfis do LinkedIn podem dizer muito sobre os interesses e relacionamentos de uma pessoa",afirma Fernández-Aráoz. Se conseguir bater um papo com gente que já trabalha ou trabahlou por lá, melhor ainda.
Mantenha esses cinco pontos em mente:
- Preste atenção em como o gestor trata os candidatos durante a entrevista
- Não ignore seus instintos, as primeiras impressões que você tem sobre ele
- Evite perguntas diretas sobre o estilo de liderança
- Pesquise sobre o gestor e a cultura da empresa
- Se possível, converse com funcionários ou ex-funcionários
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clima organizacional,
Currículo,
emprego,
entrevista,
Recrutamento e Seleção,
Recursos Humanos,
RH
22 julho, 2016
5 dicas da ciência para arrasar em entrevistas de emprego*
* Por Claudia Gasparini
Encarar uma entrevista de emprego é, de longe, uma das situações mais estressantes da vida profissional. Ainda mais se você é um dos muitos prejudicados pela crise econômica e tem pressa para conseguir uma oportunidade.
As perguntas do recrutador, por mais difíceis que sejam, não são a parte mais desafiadora do encontro. O grande obstáculo são as próprias inseguranças e ansiedades do candidato colocado em teste.
Uma saída comum, mas raramente eficiente, é construir um personagem. Segundo Jorge Martins, gerente da consultoria Robert Half, muitas pessoas trazem frases prontas, memorizadas — que soam robóticas e minam a confiança de qualquer entrevistador.
Outra resposta frequente é a automedicação, diz a neurocientista Carla Tieppo, professora da Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo. Não é uma boa ideia: tomar calmantes ou remédios para dormir “melhor” na noite anterior à entrevista produz um comportamento artificial ou mesmo sem brilho diante do avaliador.
Em vez de lançar mão de artifícios que funcionam de fora para dentro, a melhor solução é provocar mecanismos que operam de dentro para fora.
Conceitos emprestados da neurociência podem ajudar a produzir esse tipo de efeito "orgânico" sobre o seu corpo e a sua mente, e otimizar o seu desempenho em entrevistas. Veja a seguir 5 conselhos nesse sentido:
1. Regule seus próprios hormônios com “posturas de poder”
A maioria das pessoas sabe muito pouco do próprio corpo e seus mistérios. Em palestra no TED, a psicóloga Amy Cuddy, professora na Harvard Business School, propõe um exercício inusitado para se sentir mais autoconfiante antes de uma entrevista: permanecer por cerca de dois minutos no que ela chama de “poses de poder”, que aparecem frequentemente no mundo animal.
O mecanismo vale igualmente para macacos, aves ou seres humanos. Quando enchemos o peito de ar e abrimos pernas e braços, por exemplo, nossos corpos parecem maiores e mais fortes. Sem perceber, enviamos o recado de que somos poderosos e confiantes para quem está ao redor. Mais do que isso: inconscientemente, nós mesmos nos sentimos assim por dentro. Veja abaixo algumas poses recomendadas por Cuddy:
De acordo com a professora Carla Tieppo, da Santa Casa, essas posturas aumentam os níveis de testosterona e reduzem os de cortisol, uma combinação que favorece o ataque — e não a defesa — diante de uma ameaça real ou simbólica. “Antes de entrar na sala de entrevista, pratique essas posturas por cinco minutos”, orienta ela. “Os seus hormônios entrarão em ação e você estará mais preparado para o enfrentamento”.
2. Faça exercícios de respiração na sala de espera
Seguir o exemplo do mundo animal e praticar posturas de poder não significa que você deva assumir uma postura agressiva diante da entrevista. Muito pelo contrário: é importante que você aja de forma amigável e tranquila com o recrutador. Mas como fazer isso quando você está trêmulo e agitado?
O conselho de Tieppo é exercitar a sua respiração — um “calmante” natural e surpreendentemente eficiente. Uma técnica bastante simples é expirar no dobro do tempo em que você inspira. Se puxar o ar para dentro por 3 segundos, por exemplo, solte-o em 6.
“Respirar dessa forma ajuda a reduzir a ansiedade, porque sinaliza para o seu corpo que está tudo bem”, explica a professora. Se você faz o exercício pouco antes da entrevista, no banheiro ou na sala de espera, há boas chances de chegar mais calmo e relaxado para a conversa.
3. Simule a entrevista em casa
É interessante visualizar mentalmente a cena do encontro alguns dias antes de ela se materializar. “Feche os olhos e se imagine entrando na sala, cumprimentando o entrevistador, puxando a cadeira para sentar”, diz Carla. “Identifique quais são as suas respostas emocionais a essa situação, e pare para refletir por que elas se manifestam”.
O autoconhecimento e a inteligência emocional são instrumentos poderosos para esse exercício. Quando você entende o que perturba a sua tranquilidade — e por quê —, fica mais fácil evitar esses gatilhos ou aprender a lidar com eles.
“As emoções são a base estrutural do funcionamento cerebral”, afirma a neurocientista. “É preciso conhecê-las a fundo e aprender a não ter medo das suas próprias fragilidades”. A autoanálise deve ser complementada pelo olhar para fora: quanto mais você investiga a percepção que os demais têm do seu jeito de ser, mais fácil fica moldar suas reações a cada situação social.
4. Escreva um “roteiro” e use técnicas para se lembrar dos detalhes mais difíceis
A tensão despertada por uma entrevista de emprego frequentemente atrapalha a memória. Por puro nervosismo, você pode se esquecer de mencionar para o recrutador algum dado importante sobre a sua trajetória profissional.
Para evitar esses brancos, é interessante escrever o discurso que você pretende apresentar na conversa. Depois de ler algumas vezes o texto, tente reproduzi-lo sem a ajuda do papel. Retorne então às partes que você esqueceu ou confundiu, e aplique técnicas de memorização para gravá-las.
Esses mecanismos mneumônicos podem ser associações sonoras. Você pode se lembrar de contar que fez intercâmbio em Portugal depois de mencionar que trabalhou com serviços portuários, por exemplo, pela proximidade entre “Portugal” e “portuários”. O objetivo é criar ganchos entre as informações, diz a professora Carla, e assim garantir a memorização daqueles detalhes que insistem em escapar da sua mente.
5. Evite alterar suas rotinas no "dia D"
A situação da entrevista de emprego já representa, em si, uma grande ruptura no seu cotidiano. Para não deixar o seu dia ainda mais atípico — e, por essa mesma razão, estressante para o seu cérebro —, é melhor ater-se às suas atividades de sempre. Faça tudo como sempre fez: se você nunca sai de casa pela manhã sem tomar uma xícara de chá, garanta que isso aconteça no dia da entrevista.
Para evitar a sobrecarga de estresse sobre o seu organismo, também é obrigatório ter uma boa noite de sono antes da entrevista — o que depende de um cuidado contínuo com a saúde.
“Caprichar na alimentação, dormir horas suficientes e praticar exercícios físicos regularmente são condições essenciais para ter um bom desempenho na entrevista”, diz Carla. “Não dá para construir uma carreira de qualidade sem investir em qualidade de vida”.
Encarar uma entrevista de emprego é, de longe, uma das situações mais estressantes da vida profissional. Ainda mais se você é um dos muitos prejudicados pela crise econômica e tem pressa para conseguir uma oportunidade.
As perguntas do recrutador, por mais difíceis que sejam, não são a parte mais desafiadora do encontro. O grande obstáculo são as próprias inseguranças e ansiedades do candidato colocado em teste.
Uma saída comum, mas raramente eficiente, é construir um personagem. Segundo Jorge Martins, gerente da consultoria Robert Half, muitas pessoas trazem frases prontas, memorizadas — que soam robóticas e minam a confiança de qualquer entrevistador.
Outra resposta frequente é a automedicação, diz a neurocientista Carla Tieppo, professora da Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo. Não é uma boa ideia: tomar calmantes ou remédios para dormir “melhor” na noite anterior à entrevista produz um comportamento artificial ou mesmo sem brilho diante do avaliador.
Em vez de lançar mão de artifícios que funcionam de fora para dentro, a melhor solução é provocar mecanismos que operam de dentro para fora.
Conceitos emprestados da neurociência podem ajudar a produzir esse tipo de efeito "orgânico" sobre o seu corpo e a sua mente, e otimizar o seu desempenho em entrevistas. Veja a seguir 5 conselhos nesse sentido:
1. Regule seus próprios hormônios com “posturas de poder”
A maioria das pessoas sabe muito pouco do próprio corpo e seus mistérios. Em palestra no TED, a psicóloga Amy Cuddy, professora na Harvard Business School, propõe um exercício inusitado para se sentir mais autoconfiante antes de uma entrevista: permanecer por cerca de dois minutos no que ela chama de “poses de poder”, que aparecem frequentemente no mundo animal.
O mecanismo vale igualmente para macacos, aves ou seres humanos. Quando enchemos o peito de ar e abrimos pernas e braços, por exemplo, nossos corpos parecem maiores e mais fortes. Sem perceber, enviamos o recado de que somos poderosos e confiantes para quem está ao redor. Mais do que isso: inconscientemente, nós mesmos nos sentimos assim por dentro. Veja abaixo algumas poses recomendadas por Cuddy:
De acordo com a professora Carla Tieppo, da Santa Casa, essas posturas aumentam os níveis de testosterona e reduzem os de cortisol, uma combinação que favorece o ataque — e não a defesa — diante de uma ameaça real ou simbólica. “Antes de entrar na sala de entrevista, pratique essas posturas por cinco minutos”, orienta ela. “Os seus hormônios entrarão em ação e você estará mais preparado para o enfrentamento”.
2. Faça exercícios de respiração na sala de espera
Seguir o exemplo do mundo animal e praticar posturas de poder não significa que você deva assumir uma postura agressiva diante da entrevista. Muito pelo contrário: é importante que você aja de forma amigável e tranquila com o recrutador. Mas como fazer isso quando você está trêmulo e agitado?
O conselho de Tieppo é exercitar a sua respiração — um “calmante” natural e surpreendentemente eficiente. Uma técnica bastante simples é expirar no dobro do tempo em que você inspira. Se puxar o ar para dentro por 3 segundos, por exemplo, solte-o em 6.
“Respirar dessa forma ajuda a reduzir a ansiedade, porque sinaliza para o seu corpo que está tudo bem”, explica a professora. Se você faz o exercício pouco antes da entrevista, no banheiro ou na sala de espera, há boas chances de chegar mais calmo e relaxado para a conversa.
3. Simule a entrevista em casa
É interessante visualizar mentalmente a cena do encontro alguns dias antes de ela se materializar. “Feche os olhos e se imagine entrando na sala, cumprimentando o entrevistador, puxando a cadeira para sentar”, diz Carla. “Identifique quais são as suas respostas emocionais a essa situação, e pare para refletir por que elas se manifestam”.
O autoconhecimento e a inteligência emocional são instrumentos poderosos para esse exercício. Quando você entende o que perturba a sua tranquilidade — e por quê —, fica mais fácil evitar esses gatilhos ou aprender a lidar com eles.
“As emoções são a base estrutural do funcionamento cerebral”, afirma a neurocientista. “É preciso conhecê-las a fundo e aprender a não ter medo das suas próprias fragilidades”. A autoanálise deve ser complementada pelo olhar para fora: quanto mais você investiga a percepção que os demais têm do seu jeito de ser, mais fácil fica moldar suas reações a cada situação social.
4. Escreva um “roteiro” e use técnicas para se lembrar dos detalhes mais difíceis
A tensão despertada por uma entrevista de emprego frequentemente atrapalha a memória. Por puro nervosismo, você pode se esquecer de mencionar para o recrutador algum dado importante sobre a sua trajetória profissional.
Para evitar esses brancos, é interessante escrever o discurso que você pretende apresentar na conversa. Depois de ler algumas vezes o texto, tente reproduzi-lo sem a ajuda do papel. Retorne então às partes que você esqueceu ou confundiu, e aplique técnicas de memorização para gravá-las.
Esses mecanismos mneumônicos podem ser associações sonoras. Você pode se lembrar de contar que fez intercâmbio em Portugal depois de mencionar que trabalhou com serviços portuários, por exemplo, pela proximidade entre “Portugal” e “portuários”. O objetivo é criar ganchos entre as informações, diz a professora Carla, e assim garantir a memorização daqueles detalhes que insistem em escapar da sua mente.
5. Evite alterar suas rotinas no "dia D"
A situação da entrevista de emprego já representa, em si, uma grande ruptura no seu cotidiano. Para não deixar o seu dia ainda mais atípico — e, por essa mesma razão, estressante para o seu cérebro —, é melhor ater-se às suas atividades de sempre. Faça tudo como sempre fez: se você nunca sai de casa pela manhã sem tomar uma xícara de chá, garanta que isso aconteça no dia da entrevista.
Para evitar a sobrecarga de estresse sobre o seu organismo, também é obrigatório ter uma boa noite de sono antes da entrevista — o que depende de um cuidado contínuo com a saúde.
“Caprichar na alimentação, dormir horas suficientes e praticar exercícios físicos regularmente são condições essenciais para ter um bom desempenho na entrevista”, diz Carla. “Não dá para construir uma carreira de qualidade sem investir em qualidade de vida”.
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21 julho, 2016
Por que você não arruma emprego*
* Por Caio Camargo
Será que é só um problema do mercado? O que você pode fazer a partir de hoje para nunca mais passar por essa situação?
Que vivemos tempos difíceis não é nenhuma novidade. Um verdadeiro colapso político-econômico trouxe como um de seus grandes impactos o desemprego, resultado principalmente de uma população que hoje produz e consome muito abaixo da demanda, criando um efeito que costumo chamar de “espiral negativa”.
Numa sucessão de problemas, o receio hoje do consumidor em comprar bens e serviços, por conta de confiança em relação ao emprego e seu dinheiro, está fechando postos de trabalho em todos os setores, que por conta de uma demanda reprimida, têm sua produção e esforços reduzidos, levando à um cenário de ainda mais demissões. No jargão popular, falta cada vez mais dinheiro circulando na praça. Pior cenário impossível.
E mesmo que algumas previsões apontem uma melhora de cenário possivelmente a partir de 2017, a grande maioria dos brasileiros hoje sofre com uma grande taxa de desemprego, e não dá para a grande maioria esperar até lá para conseguir um novo trabalho. Não vou entrar no mérito das questões de auxílios sociais e da dependência destes, em minha opinião, um dos grandes responsáveis pela queda abrupta de consumo e por consequência, a criação de todo esse cenário.
Esse artigo é para você, que está batalhando em busca de um emprego, em busca de algo melhor para você e sua família. Penso em dividir algumas experiências e conselhos com vocês, os quais espero que sejam úteis de alguma maneira.
Mais do que a situação que talvez você ou um conhecido seu esteja vivendo, quero que além dessa questão pontual, você se torne o grande maestro de seu futuro daqui para a frente e que crise nenhuma jamais lhe derrube novamente.
E acredito que a gente deve começar exatamente por aí, discutindo o seu emprego e seu futuro. O que é um emprego hoje? Um emprego de maneira alguma pode ser apenas um porto seguro, uma garantia de um salário no final do mês. Seria muito bonito eu falar que você deve desde o começo de sua carreira buscar de fato entender qual seu rumo, desenhando qual seu futuro e suas possibilidades, e dentro disso, como você irá criar suas oportunidades. Mas isso hoje é utopia de capa de revista.
É fato que você precisa de um plano, mas é fato que do jeito que está, não está dando para escolher muita coisa...é como chegar para fazer compras no fim da feira. Então como lidar com o desespero de se empregar novamente, de voltar para o conforto de uma CLT, ou de voltar para o mar, como eu gosto de usar em uma metáfora, uma vez sempre digo que primeiro a gente cai na água, depois escolhe o barco.
Eu acredito que um dos primeiros problemas do brasileiro para com o mercado de trabalho não está na formação, mas na criação, e aí que mora o problema de muita gente. Eu me recordo que quando era adolescente, havia apenas três opções de futuro: Ou você entrava em um concurso público, ou você trabalhava em uma multinacional ou ainda virava “doutor” (sim, pois carreira de profissional liberal que não tivesse o doutor antes do nome não valeria a pena). Qualquer outro caminho que não fosse um desses três, salvo algo como “herdar ou trabalhar no negócio que a família” era visto por nossos pais como um caminho de dificuldades. Havia pouco incentivo. Fomos criados lá trás para buscarmos profissões baseadas em pouco trabalho, alta remuneração e estabilidade, algo que hoje é até mesmo mais valorizado do que os outros dois anteriores....
Ou você não conhece alguém que se confortou com o “ganho pouco, mas tenho estabilidade”? Ou o “é puxado, mas não perco o emprego nunca”!
Se observarmos a geração de hoje, sejam eles millenials, geração z, ou até mesmo a “molecada” como pejorativamente falamos, estes vêm conseguindo cada vez mais encontrar novas oportunidades de remuneração e trabalho exatamente por entenderem os novos caminhos do emprego, baseados em modelos de empreendedorismo e empoderamento, dependendo cada vez menos de empresas e cada vez mais de apenas si mesmos para construírem o que quiserem no mundo. O mundo para eles é um campo aberto de possibilidades, e não algo onde tenha que ser construída uma “carreira”.
Até porque quando hoje falamos em carreira, há anos o modelo de entrou-na-empresa-como-office-boy-e-saiu-presidente-vinte-anos-depois está cada vez mais distante da realidade que vivemos. Se ainda é possível pensar em carreira, hoje ainda é mais fácil galgar novos patamares trocando de empresas do que buscando oportunidades dentro de uma mesma empresa.
Se voltarmos ao exemplo da “molecada”, veremos que estes já não buscam mais as patentes que eram importantes no passado, até porque no total empoderamento de suas personalidades, ser um C-Level como um CEO, COO, CFO, é hoje algo simples e pouco valorizado. O mundo das startups está repleto de CEO’s jovens, com uma maturidade em negócios muito menor quando comparado à um CEO de uma grande companhia. Hoje está provado que o modelo é mais do que o ter, é o ser. O que se constrói ou se construiu será sempre mais valorizado do que sua função.
Dentro de todo esse cenário, vejo gente que vem perdendo seus empregos não somente por conta de crises, mas por conta do risco de extinção de suas funções. Usando como metáfora o exemplo o Carlitos, personagem de Charles Chaplin em “Tempos Modernos”, mesmo que você fosse o melhor “apertador de parafusos” que já se teve notícia, a busca por produtividade, menores custos, ou até mesmo o momento do mercado podem criar processos e situações onde sua função ou até mesmo o completo modelo de negócio que você atua sejam extintos.
Dessa forma, não há outro caminho para você fugir do desemprego do que senão o de EMPREENDER-SE. Independente se você hoje se encontra empregado ou desempregado, se parece novo ou velho para o mercado, se te julgam como despreparado ou defasado, eu penso que apostar em você mesmo é a única opção que você tem se deseja continuar com força em seu mercado.
É difícil escrever pensando em situações comuns a todos, do empregado do chão de fábrica ao diretor, do lavrador ao fazendeiro, mas acredito que em linhas gerais as questões abaixo funcionem para todos:
1) Networking
Em linhas gerais, com quem você conversa. E uma frase que também já se tornou um dos meus bordões: “Menos networking, mais networth”, um trocadilho em inglês sobre buscar criações que realmente façam algum sentido em sua carreira. E não se prenda apenas a buscar pessoas pares ou acima apenas. Todo mundo pode agregar algo a alguém. Toda nova conversa pode ser um novo aprendizado.
2) Leia
Quem lê expande seus horizontes! Se você acha “chato” ler, entenda a leitura como o cinema: talvez não tenha encontrado o tipo certo de filme (no caso livro) que você goste! E óbvio, troque um pouco as redes sociais ou os sites de fofocas ou futebol, ou pelo menos inclua sites de notícias e informações, tanto de seu mercado, quanto do mundo em geral, em sua leitura diária. Leia mais e se torne interessante!
3) Parla!
Quem é você em seu mercado? Você é mais “boca” ou é mais “ouvido”? Crie uma opinião. Divulgue-a. Use seus perfis nas redes sociais, troque e-mails com seus amigos, crie artigos, faça um blog; se não for da escrita, crie um vídeo; se não for do vídeo ou da escrita, crie um podcast, mas você só será notado se fizer ser notado. Resumindo: Faça barulho! Se não acredita que possa criar uma opinião dentro de algo sobre sua carreira, então talvez entenda porque hoje tenha tanta dificuldade em conquistar um novo emprego. Se nem você acredita em você mesmo, quem irá acreditar? Você sabe por que você é bom naquilo que faz! Você sabe porque deveria estar empregado! Você sabe como ajudar as empresas! Você sabe como ajudar profissionais como você! Você sabe!
4) Não se acomode nunca!
Se você ficou desempregado recentemente, uma de suas primeiras ações foi dar um trato no currículo (e talvez no seu perfil no LinkedIn), certo? Errado! A questão do “conforto” em se estar empregado talvez seja um dos maiores motivos de seu desemprego hoje. Mantenha sempre tudo o que diz respeito a você atualizado, e mesmo que esteja na zona de conforto de um novo emprego, sempre esteja atento à novas oportunidades de negócios e remuneração. Por exemplo: se você já tem uma carreira sólida, dar aulas ou pequenos cursos pode ser o início da construção de um plano B interessante...de outra forma, apostar em outros negócios, pequenas sociedades, ou quem sabe investir em uma franquia ou em uma startup também sejam boas oportunidades...
5) Bônus: a entrevista
Além de tudo o que você já leu hoje sobre entrevistas de emprego, como a roupa ou a postura certa, quando precisar, quero que você guarde essa valorosa dica. Toda negociação é feita entre CPF’s. Isso significa que em todo o processo onde há um acordo, como uma entrevista, na prática é uma questão particular entre você e seu interlocutor. Normalmente não é a empresa (o CNPJ) que não o contratou e sim o recrutador ou o executivo da empresa que não o selecionou. Principalmente se você atende à todas as questões técnicas que a vaga solicita, sua contratação dependerá muito mais de uma empatia direta entre contratante e contratado do que qualquer outro item. Quanto maior a sintonia, maiores suas chances.
Será que é só um problema do mercado? O que você pode fazer a partir de hoje para nunca mais passar por essa situação?
Que vivemos tempos difíceis não é nenhuma novidade. Um verdadeiro colapso político-econômico trouxe como um de seus grandes impactos o desemprego, resultado principalmente de uma população que hoje produz e consome muito abaixo da demanda, criando um efeito que costumo chamar de “espiral negativa”.
Numa sucessão de problemas, o receio hoje do consumidor em comprar bens e serviços, por conta de confiança em relação ao emprego e seu dinheiro, está fechando postos de trabalho em todos os setores, que por conta de uma demanda reprimida, têm sua produção e esforços reduzidos, levando à um cenário de ainda mais demissões. No jargão popular, falta cada vez mais dinheiro circulando na praça. Pior cenário impossível.
E mesmo que algumas previsões apontem uma melhora de cenário possivelmente a partir de 2017, a grande maioria dos brasileiros hoje sofre com uma grande taxa de desemprego, e não dá para a grande maioria esperar até lá para conseguir um novo trabalho. Não vou entrar no mérito das questões de auxílios sociais e da dependência destes, em minha opinião, um dos grandes responsáveis pela queda abrupta de consumo e por consequência, a criação de todo esse cenário.
Esse artigo é para você, que está batalhando em busca de um emprego, em busca de algo melhor para você e sua família. Penso em dividir algumas experiências e conselhos com vocês, os quais espero que sejam úteis de alguma maneira.
Mais do que a situação que talvez você ou um conhecido seu esteja vivendo, quero que além dessa questão pontual, você se torne o grande maestro de seu futuro daqui para a frente e que crise nenhuma jamais lhe derrube novamente.
E acredito que a gente deve começar exatamente por aí, discutindo o seu emprego e seu futuro. O que é um emprego hoje? Um emprego de maneira alguma pode ser apenas um porto seguro, uma garantia de um salário no final do mês. Seria muito bonito eu falar que você deve desde o começo de sua carreira buscar de fato entender qual seu rumo, desenhando qual seu futuro e suas possibilidades, e dentro disso, como você irá criar suas oportunidades. Mas isso hoje é utopia de capa de revista.
É fato que você precisa de um plano, mas é fato que do jeito que está, não está dando para escolher muita coisa...é como chegar para fazer compras no fim da feira. Então como lidar com o desespero de se empregar novamente, de voltar para o conforto de uma CLT, ou de voltar para o mar, como eu gosto de usar em uma metáfora, uma vez sempre digo que primeiro a gente cai na água, depois escolhe o barco.
Eu acredito que um dos primeiros problemas do brasileiro para com o mercado de trabalho não está na formação, mas na criação, e aí que mora o problema de muita gente. Eu me recordo que quando era adolescente, havia apenas três opções de futuro: Ou você entrava em um concurso público, ou você trabalhava em uma multinacional ou ainda virava “doutor” (sim, pois carreira de profissional liberal que não tivesse o doutor antes do nome não valeria a pena). Qualquer outro caminho que não fosse um desses três, salvo algo como “herdar ou trabalhar no negócio que a família” era visto por nossos pais como um caminho de dificuldades. Havia pouco incentivo. Fomos criados lá trás para buscarmos profissões baseadas em pouco trabalho, alta remuneração e estabilidade, algo que hoje é até mesmo mais valorizado do que os outros dois anteriores....
Ou você não conhece alguém que se confortou com o “ganho pouco, mas tenho estabilidade”? Ou o “é puxado, mas não perco o emprego nunca”!
Se observarmos a geração de hoje, sejam eles millenials, geração z, ou até mesmo a “molecada” como pejorativamente falamos, estes vêm conseguindo cada vez mais encontrar novas oportunidades de remuneração e trabalho exatamente por entenderem os novos caminhos do emprego, baseados em modelos de empreendedorismo e empoderamento, dependendo cada vez menos de empresas e cada vez mais de apenas si mesmos para construírem o que quiserem no mundo. O mundo para eles é um campo aberto de possibilidades, e não algo onde tenha que ser construída uma “carreira”.
Até porque quando hoje falamos em carreira, há anos o modelo de entrou-na-empresa-como-office-boy-e-saiu-presidente-vinte-anos-depois está cada vez mais distante da realidade que vivemos. Se ainda é possível pensar em carreira, hoje ainda é mais fácil galgar novos patamares trocando de empresas do que buscando oportunidades dentro de uma mesma empresa.
Se voltarmos ao exemplo da “molecada”, veremos que estes já não buscam mais as patentes que eram importantes no passado, até porque no total empoderamento de suas personalidades, ser um C-Level como um CEO, COO, CFO, é hoje algo simples e pouco valorizado. O mundo das startups está repleto de CEO’s jovens, com uma maturidade em negócios muito menor quando comparado à um CEO de uma grande companhia. Hoje está provado que o modelo é mais do que o ter, é o ser. O que se constrói ou se construiu será sempre mais valorizado do que sua função.
Dentro de todo esse cenário, vejo gente que vem perdendo seus empregos não somente por conta de crises, mas por conta do risco de extinção de suas funções. Usando como metáfora o exemplo o Carlitos, personagem de Charles Chaplin em “Tempos Modernos”, mesmo que você fosse o melhor “apertador de parafusos” que já se teve notícia, a busca por produtividade, menores custos, ou até mesmo o momento do mercado podem criar processos e situações onde sua função ou até mesmo o completo modelo de negócio que você atua sejam extintos.
Dessa forma, não há outro caminho para você fugir do desemprego do que senão o de EMPREENDER-SE. Independente se você hoje se encontra empregado ou desempregado, se parece novo ou velho para o mercado, se te julgam como despreparado ou defasado, eu penso que apostar em você mesmo é a única opção que você tem se deseja continuar com força em seu mercado.
É difícil escrever pensando em situações comuns a todos, do empregado do chão de fábrica ao diretor, do lavrador ao fazendeiro, mas acredito que em linhas gerais as questões abaixo funcionem para todos:
1) Networking
Em linhas gerais, com quem você conversa. E uma frase que também já se tornou um dos meus bordões: “Menos networking, mais networth”, um trocadilho em inglês sobre buscar criações que realmente façam algum sentido em sua carreira. E não se prenda apenas a buscar pessoas pares ou acima apenas. Todo mundo pode agregar algo a alguém. Toda nova conversa pode ser um novo aprendizado.
2) Leia
Quem lê expande seus horizontes! Se você acha “chato” ler, entenda a leitura como o cinema: talvez não tenha encontrado o tipo certo de filme (no caso livro) que você goste! E óbvio, troque um pouco as redes sociais ou os sites de fofocas ou futebol, ou pelo menos inclua sites de notícias e informações, tanto de seu mercado, quanto do mundo em geral, em sua leitura diária. Leia mais e se torne interessante!
3) Parla!
Quem é você em seu mercado? Você é mais “boca” ou é mais “ouvido”? Crie uma opinião. Divulgue-a. Use seus perfis nas redes sociais, troque e-mails com seus amigos, crie artigos, faça um blog; se não for da escrita, crie um vídeo; se não for do vídeo ou da escrita, crie um podcast, mas você só será notado se fizer ser notado. Resumindo: Faça barulho! Se não acredita que possa criar uma opinião dentro de algo sobre sua carreira, então talvez entenda porque hoje tenha tanta dificuldade em conquistar um novo emprego. Se nem você acredita em você mesmo, quem irá acreditar? Você sabe por que você é bom naquilo que faz! Você sabe porque deveria estar empregado! Você sabe como ajudar as empresas! Você sabe como ajudar profissionais como você! Você sabe!
4) Não se acomode nunca!
Se você ficou desempregado recentemente, uma de suas primeiras ações foi dar um trato no currículo (e talvez no seu perfil no LinkedIn), certo? Errado! A questão do “conforto” em se estar empregado talvez seja um dos maiores motivos de seu desemprego hoje. Mantenha sempre tudo o que diz respeito a você atualizado, e mesmo que esteja na zona de conforto de um novo emprego, sempre esteja atento à novas oportunidades de negócios e remuneração. Por exemplo: se você já tem uma carreira sólida, dar aulas ou pequenos cursos pode ser o início da construção de um plano B interessante...de outra forma, apostar em outros negócios, pequenas sociedades, ou quem sabe investir em uma franquia ou em uma startup também sejam boas oportunidades...
5) Bônus: a entrevista
Além de tudo o que você já leu hoje sobre entrevistas de emprego, como a roupa ou a postura certa, quando precisar, quero que você guarde essa valorosa dica. Toda negociação é feita entre CPF’s. Isso significa que em todo o processo onde há um acordo, como uma entrevista, na prática é uma questão particular entre você e seu interlocutor. Normalmente não é a empresa (o CNPJ) que não o contratou e sim o recrutador ou o executivo da empresa que não o selecionou. Principalmente se você atende à todas as questões técnicas que a vaga solicita, sua contratação dependerá muito mais de uma empatia direta entre contratante e contratado do que qualquer outro item. Quanto maior a sintonia, maiores suas chances.
Marcadores:
Currículo,
entrevista,
Pessoas,
Recolocação,
Recrutamento e Seleção,
Recursos Humanos,
RH
20 julho, 2016
10 PALAVRAS QUE VOCÊ NUNCA DEVE USAR NO SEU CURRÍCULO*
* Por PEGN
Janeiro (e Julho) são o meses em que todos estão determinados a dar um rumo para a vida e isso se reflete até mesmo no LinkedIn, sendo a época com maior acesso de usuários. Todos estão em busca de novas oportunidades e devem repensar seus perfis na rede social.
Para ajudar os seus usuários, o LinkedIn divulgou uma lista das dez palavras mais usadas pelos brasileiros em 2015. Segundo Fernanda Brunsizian, Gerente Sênior de Comunicação do LinkedIn, essas expressões devem ser evitadas, já que se tornam “chavões corporativos” e afastam os perfis profissionais da vida real.
Dentre as palavras que devem ser evitadas, está “responsável”, que lidera a lista pelo terceiro ano consecutivo. Confira a lista completa abaixo:
1. Responsável
2. Liderança
3. Estratégico
4. Sólida experiência
5. Criativo
6. Planejamento estratégico
7. Extensa experiência
8. Experiência internacional
9. Apaixonado
10. Motivado
Janeiro (e Julho) são o meses em que todos estão determinados a dar um rumo para a vida e isso se reflete até mesmo no LinkedIn, sendo a época com maior acesso de usuários. Todos estão em busca de novas oportunidades e devem repensar seus perfis na rede social.
Para ajudar os seus usuários, o LinkedIn divulgou uma lista das dez palavras mais usadas pelos brasileiros em 2015. Segundo Fernanda Brunsizian, Gerente Sênior de Comunicação do LinkedIn, essas expressões devem ser evitadas, já que se tornam “chavões corporativos” e afastam os perfis profissionais da vida real.
Dentre as palavras que devem ser evitadas, está “responsável”, que lidera a lista pelo terceiro ano consecutivo. Confira a lista completa abaixo:
1. Responsável
2. Liderança
3. Estratégico
4. Sólida experiência
5. Criativo
6. Planejamento estratégico
7. Extensa experiência
8. Experiência internacional
9. Apaixonado
10. Motivado
Marcadores:
Currículo,
entrevista,
Recolocação,
Recrutamento e Seleção,
Recursos Humanos,
RH
19 julho, 2016
17 perguntas inteligentes para a entrevista de emprego*
* Por Vicente Carvalho, do 99jobs
Quer se destacar em uma entrevista? Tenha em mente que este é um momento de mão dupla, ou seja, você será avaliado e analisado, mas também é o momento de prestar atenção aos detalhes da empresa através do contratante.
Uma das formas de lidar bem com isso é estar preparado para o derradeiro momento do: “E você, tem alguma pergunta”?
Aproveite esta oportunidade, é a melhor maneira de determinar se você seria feliz trabalhando para este empregador, e se seus objetivos estão alinhados com a deles.
“O próprio processo de fazer perguntas muda completamente a dinâmica da entrevista e da percepção do gerente de contratação sobre você”, diz Teri Hockett, executivo-chefe do What’s For Work?, um site de carreira para mulheres. “Fazer perguntas também lhe dá a oportunidade de descobrir detalhes que você pode não ter revelado.”
Amy Hoover, presidente da TalentZoo, diz que há outra razão pela qual você deve sempre preparar perguntas. “É esperado – e se você não pedir, pelo menos, duas perguntas, você vai parecer desinteressado, ou pior, menos inteligente e engajado do que um potencial empregador gostaria.”
A Businnes Insider preparou algumas perguntas inteligentes para você ter na ponta da língua na sua próxima entrevista e causar uma impressão positiva e duradoura, separamos as melhores:
1. Quem você acha que seria o candidato ideal para esta posição?
2. Qual o plano de carreira dessa vaga?
3. Como você descreveria a cultura da empresa?
4. Quem são os principais concorrentes? Qual seu diferencial?
5. Além das competências técnicas necessárias para executar com êxito este trabalho, quais outras habilidades ajudariam a empresa e a vaga?
6. O que você gosta mais em trabalhar aqui?
7. Você poderia me dar um exemplo de como eu colaboraria com meu gestor?
8. Poderia me dizer quais as próximas etapas a serem concluídas antes da sua empresa fazer uma oferta a alguém?
9. A empresa vai de encontro aos seus valores fundamentais?
10. O que os funcionários passados fizeram nesse cargo para ter sucesso?
11. Se você me contratasse, o que eu poderia esperar em um dia típico?
12. Que tipo de empregado tende a ter sucesso aqui? Que qualidades são as mais importantes para crescer na empresa?
13. Terei a oportunidade de conhecer aqueles que seriam parte do meu time durante o processo de entrevista?
14. Como é avaliado o sucesso aqui?
15. Está é uma nova posição? Se não, por que a pessoa deixou a vaga?
16. Qual é a sua taxa de rotatividade de pessoal e o que você está fazendo para reduzi-la?
17. Existe alguma coisa que não falamos e que você acha importante saber sobre trabalhar aqui?
Quer se destacar em uma entrevista? Tenha em mente que este é um momento de mão dupla, ou seja, você será avaliado e analisado, mas também é o momento de prestar atenção aos detalhes da empresa através do contratante.
Uma das formas de lidar bem com isso é estar preparado para o derradeiro momento do: “E você, tem alguma pergunta”?
Aproveite esta oportunidade, é a melhor maneira de determinar se você seria feliz trabalhando para este empregador, e se seus objetivos estão alinhados com a deles.
“O próprio processo de fazer perguntas muda completamente a dinâmica da entrevista e da percepção do gerente de contratação sobre você”, diz Teri Hockett, executivo-chefe do What’s For Work?, um site de carreira para mulheres. “Fazer perguntas também lhe dá a oportunidade de descobrir detalhes que você pode não ter revelado.”
Amy Hoover, presidente da TalentZoo, diz que há outra razão pela qual você deve sempre preparar perguntas. “É esperado – e se você não pedir, pelo menos, duas perguntas, você vai parecer desinteressado, ou pior, menos inteligente e engajado do que um potencial empregador gostaria.”
A Businnes Insider preparou algumas perguntas inteligentes para você ter na ponta da língua na sua próxima entrevista e causar uma impressão positiva e duradoura, separamos as melhores:
1. Quem você acha que seria o candidato ideal para esta posição?
2. Qual o plano de carreira dessa vaga?
3. Como você descreveria a cultura da empresa?
4. Quem são os principais concorrentes? Qual seu diferencial?
5. Além das competências técnicas necessárias para executar com êxito este trabalho, quais outras habilidades ajudariam a empresa e a vaga?
6. O que você gosta mais em trabalhar aqui?
7. Você poderia me dar um exemplo de como eu colaboraria com meu gestor?
8. Poderia me dizer quais as próximas etapas a serem concluídas antes da sua empresa fazer uma oferta a alguém?
9. A empresa vai de encontro aos seus valores fundamentais?
10. O que os funcionários passados fizeram nesse cargo para ter sucesso?
11. Se você me contratasse, o que eu poderia esperar em um dia típico?
12. Que tipo de empregado tende a ter sucesso aqui? Que qualidades são as mais importantes para crescer na empresa?
13. Terei a oportunidade de conhecer aqueles que seriam parte do meu time durante o processo de entrevista?
14. Como é avaliado o sucesso aqui?
15. Está é uma nova posição? Se não, por que a pessoa deixou a vaga?
16. Qual é a sua taxa de rotatividade de pessoal e o que você está fazendo para reduzi-la?
17. Existe alguma coisa que não falamos e que você acha importante saber sobre trabalhar aqui?
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14 julho, 2016
A pergunta de ouro para terminar bem a entrevista de emprego*
* Por Camila Pati
Não são apenas as suas respostas que são avaliadas em uma entrevista de emprego. Causar uma boa impressão no recrutador depende também das perguntas que você faz durante a conversa. E uma questão específica feita nos minutos finais pode ser a chave para criar uma conexão com o o entrevistador e aumentar as chances de ser lembrado, segundo indica o empreendedor norte-americano Marshall Darr.
Quando o recrutador questionar se você tem mais alguma pergunta, antes de encerrar a conversa, diga sim e em seguida, fale:
“Qual foi o seu melhor momento aqui na empresa?”.
Ele afirma que os resultados são sempre positivos e garante que, com esta pergunta, já conseguiu reverter entrevistas que tinham tudo para terminar mal. Por quê? É que ao estimular o recrutador a buscar na memória sua melhor recordação de carreira, inconscientemente ele passará a associar a conversa a emoções positivas.
E como a questão é a pergunta vai fechar o encontro, o saldo final da entrevista terá um gosto doce nas suas lembranças. Em meio a tantos concorrentes, esta pode ser a diferença entre ser lembrado ou esquecido.
Além disso, o empreendedor também diz que a resposta que der trará, sem dúvidas, informações importantes sobre ele, a empresa e seus valores, o que pode ajudá-lo a descobrir se você quer realmente trabalhar lá.
Não são apenas as suas respostas que são avaliadas em uma entrevista de emprego. Causar uma boa impressão no recrutador depende também das perguntas que você faz durante a conversa. E uma questão específica feita nos minutos finais pode ser a chave para criar uma conexão com o o entrevistador e aumentar as chances de ser lembrado, segundo indica o empreendedor norte-americano Marshall Darr.
Quando o recrutador questionar se você tem mais alguma pergunta, antes de encerrar a conversa, diga sim e em seguida, fale:
“Qual foi o seu melhor momento aqui na empresa?”.
Ele afirma que os resultados são sempre positivos e garante que, com esta pergunta, já conseguiu reverter entrevistas que tinham tudo para terminar mal. Por quê? É que ao estimular o recrutador a buscar na memória sua melhor recordação de carreira, inconscientemente ele passará a associar a conversa a emoções positivas.
E como a questão é a pergunta vai fechar o encontro, o saldo final da entrevista terá um gosto doce nas suas lembranças. Em meio a tantos concorrentes, esta pode ser a diferença entre ser lembrado ou esquecido.
Além disso, o empreendedor também diz que a resposta que der trará, sem dúvidas, informações importantes sobre ele, a empresa e seus valores, o que pode ajudá-lo a descobrir se você quer realmente trabalhar lá.
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11 julho, 2016
Por que perguntas estranhas são feitas nas entrevistas de seleção?
* Por Pricila Zarife
Por mais estranhas que pareçam, essas novas perguntas são cada vez mais comuns nas seleções. Este artigo explica o porquê dessas perguntas estranhas e quais seus objetivos!
Se você já participou de um processo seletivo, é quase certo que tenha passado por uma entrevista de seleção. Esta é, disparada, a técnica mais utilizada para este fim.
Por meio da entrevista, o selecionador pode avaliar, dentre outros elementos, a aparência do candidato – o que não significa ser bonito(a), mas sim estar asseado(a) e bem apresentável –, facilidade de expressão, autoconfiança, suas intenções quanto ao emprego, sua experiência, seu conhecimento do trabalho, seus interesses sociais e hobbies, sua comunicação/linguagem e apresentação de ideias (Pontes, 2014).
Em fóruns de discussão ou redes sociais, é comum encontrar comentários enfurecidos e críticas ferrenhas às “perguntas estranhas” que, vez ou outra, são realizadas nas entrevistas. Os comentários vão desde “Por que dificultar o que era para ser simples?” até “Esse pessoal do RH não tem o que fazer ao invés de ficar inventando perguntas sem sentido?”.
Mas por que os profissionais da área cada vez mais incorporam perguntas esquisitas aos processos seletivos?
Uma das justificativas é que as pessoas estão cada vez mais treinadas para responder as perguntas tradicionais.
É quase certo que um entrevistador que tenha perguntado qual o maior defeito do candidato já tenha escutado como resposta “ser perfeccionista”! Essa é praticamente uma piada interna entre os profissionais da área.
Este tipo de resposta pode indicar que o candidato não realiza uma autoavaliação adequada sobre seus defeitos, o que pode dificultar seu desenvolvimento profissional. Sem contar que, a depender do cargo, ser perfeccionista pode não ser um defeito, mas uma qualidade essencial.
Assim, fazer as mesmas perguntas de sempre aumenta a probabilidade de obter respostas prontas que não auxiliam na diferenciação dos candidatos, além de favorecer as famosas mentirinhas.
Uma segunda justificativa é que a necessidade de encontrar profissionais versáteis provocou mudanças nas entrevistas, com a adoção de perguntas que, apesar de aparentemente absurdas, exigem raciocínio diferenciado e bom-senso dos candidatos.
Um exemplo de pergunta esquisita foi utilizada em processos seletivos do Yahoo!: "Se você fosse para uma ilha deserta e só pudesse levar três coisas, o que levaria?”
Possivelmente, quem está preparado apenas para as perguntas tradicionais e se depara com uma dessas, tem que pensar mais para responder. Acontece que os candidatos estão acostumados a pensar: “O que será que o selecionador quer que eu responda?”.
Isto se chama desejabilidade social, bastante comum em processos seletivos, significa que o candidato, ao invés de responder com sinceridade, busca opções de resposta que acredita que agradarão ao selecionador.
Perguntas diferentes e até mesmo absurdas (desde que respeitem os limites éticos, é claro!) são feitas justamente para “desarmar” o candidato, já que ele pode não fazer a mínima ideia do que o selecionador espera dele, tendendo a responder com mais sinceridade.
Mas o que o selecionador queria descobrir com esta pergunta estranha do exemplo?
Este tipo de pergunta serve para identificar o que o candidato considera importante e sua tomada de decisão.
Como você responderia essa pergunta?
Um exemplo de resposta adequada seria apresentar três elementos que garantissem minimamente sua sobrevivência durante o período na ilha, como faca, lanterna, barraca, sinalizador...
Imagine que o candidato respondesse que levaria aquele videogame de última geração, uma TV ou um computador. Como ele seria avaliado?
Possivelmente, ele seria avaliado de forma negativa, afinal qual o auxílio à sobrevivência que estes aparelhos proporcionariam? Além disso, ninguém informou que haveria energia elétrica na ilha ou que ele estaria indo para um resort! Neste caso, o candidato estaria supondo equivocadamente a existência de algo que não foi informado (energia elétrica), o que, no dia a dia da empresa, pode dificultar uma tomada de decisão acertada, que deve considerar adequadamente as informações recebidas.
Muitas outras perguntas "estranhas" como essa são cada vez mais frequentes em processos seletivos! Portanto, antes de passar por uma entrevista de seleção, esteja preparado para sair da zona de conforto e pensar de forma diferenciada na hora de respondê-las!
Por mais estranhas que pareçam, essas novas perguntas são cada vez mais comuns nas seleções. Este artigo explica o porquê dessas perguntas estranhas e quais seus objetivos!
Se você já participou de um processo seletivo, é quase certo que tenha passado por uma entrevista de seleção. Esta é, disparada, a técnica mais utilizada para este fim.
Por meio da entrevista, o selecionador pode avaliar, dentre outros elementos, a aparência do candidato – o que não significa ser bonito(a), mas sim estar asseado(a) e bem apresentável –, facilidade de expressão, autoconfiança, suas intenções quanto ao emprego, sua experiência, seu conhecimento do trabalho, seus interesses sociais e hobbies, sua comunicação/linguagem e apresentação de ideias (Pontes, 2014).
Em fóruns de discussão ou redes sociais, é comum encontrar comentários enfurecidos e críticas ferrenhas às “perguntas estranhas” que, vez ou outra, são realizadas nas entrevistas. Os comentários vão desde “Por que dificultar o que era para ser simples?” até “Esse pessoal do RH não tem o que fazer ao invés de ficar inventando perguntas sem sentido?”.
Mas por que os profissionais da área cada vez mais incorporam perguntas esquisitas aos processos seletivos?
Uma das justificativas é que as pessoas estão cada vez mais treinadas para responder as perguntas tradicionais.
É quase certo que um entrevistador que tenha perguntado qual o maior defeito do candidato já tenha escutado como resposta “ser perfeccionista”! Essa é praticamente uma piada interna entre os profissionais da área.
Este tipo de resposta pode indicar que o candidato não realiza uma autoavaliação adequada sobre seus defeitos, o que pode dificultar seu desenvolvimento profissional. Sem contar que, a depender do cargo, ser perfeccionista pode não ser um defeito, mas uma qualidade essencial.
Assim, fazer as mesmas perguntas de sempre aumenta a probabilidade de obter respostas prontas que não auxiliam na diferenciação dos candidatos, além de favorecer as famosas mentirinhas.
Uma segunda justificativa é que a necessidade de encontrar profissionais versáteis provocou mudanças nas entrevistas, com a adoção de perguntas que, apesar de aparentemente absurdas, exigem raciocínio diferenciado e bom-senso dos candidatos.
Um exemplo de pergunta esquisita foi utilizada em processos seletivos do Yahoo!: "Se você fosse para uma ilha deserta e só pudesse levar três coisas, o que levaria?”
Possivelmente, quem está preparado apenas para as perguntas tradicionais e se depara com uma dessas, tem que pensar mais para responder. Acontece que os candidatos estão acostumados a pensar: “O que será que o selecionador quer que eu responda?”.
Isto se chama desejabilidade social, bastante comum em processos seletivos, significa que o candidato, ao invés de responder com sinceridade, busca opções de resposta que acredita que agradarão ao selecionador.
Perguntas diferentes e até mesmo absurdas (desde que respeitem os limites éticos, é claro!) são feitas justamente para “desarmar” o candidato, já que ele pode não fazer a mínima ideia do que o selecionador espera dele, tendendo a responder com mais sinceridade.
Mas o que o selecionador queria descobrir com esta pergunta estranha do exemplo?
Este tipo de pergunta serve para identificar o que o candidato considera importante e sua tomada de decisão.
Como você responderia essa pergunta?
Um exemplo de resposta adequada seria apresentar três elementos que garantissem minimamente sua sobrevivência durante o período na ilha, como faca, lanterna, barraca, sinalizador...
Imagine que o candidato respondesse que levaria aquele videogame de última geração, uma TV ou um computador. Como ele seria avaliado?
Possivelmente, ele seria avaliado de forma negativa, afinal qual o auxílio à sobrevivência que estes aparelhos proporcionariam? Além disso, ninguém informou que haveria energia elétrica na ilha ou que ele estaria indo para um resort! Neste caso, o candidato estaria supondo equivocadamente a existência de algo que não foi informado (energia elétrica), o que, no dia a dia da empresa, pode dificultar uma tomada de decisão acertada, que deve considerar adequadamente as informações recebidas.
Muitas outras perguntas "estranhas" como essa são cada vez mais frequentes em processos seletivos! Portanto, antes de passar por uma entrevista de seleção, esteja preparado para sair da zona de conforto e pensar de forma diferenciada na hora de respondê-las!
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04 maio, 2016
10 frases que soam robóticas numa entrevista de emprego*
* Por Claudia Gasparini
Para um recrutador minimamente experiente, é muito fácil distinguir candidatos que se expressam de forma natural numa entrevista de emprego daqueles que apenas repetem falas ensaiadas.
De acordo com Ricardo Karpat, diretor da consultoria Gábor RH, quem está seguindo um “script” costuma escapar à linha de raciocínio do avaliador com mais frequência.
“Se a pessoa está muito preocupada em dizer o que memorizou, ela acaba não respondendo exatamente ao que foi perguntado”, explica. “Quando a questão foge dos pontos que ela decorou, ela tem dificuldade de improvisar”.
Via de regra, o esforço de afirmar aquilo que o recrutador supostamente quer ouvir sai pela culatra.
“Perceber que o candidato está dizendo frases prontas, memorizadas, é algo que mina a confiança de qualquer recrutador”, explica Jorge Martins, gerente da consultoria Robert Half.
Além de depor contra a sua transparência, o comportamento de "robô” pode limitar as possibilidades da conversa. Tenso e apegado ao seu roteiro, você deixará de fazer alguns comentários espontâneos que até poderiam cativar o entrevistador.
O segredo é se preparar — e não se programar.
Para Fernando Poziomckyk, gerente da Michael Page, todo candidato deve pesquisar o máximo possível sobre a empresa, refletir sobre a sua própria trajetória e até imaginar algumas perguntas que podem ser feitas na entrevista.
Essa pré-organização mental é o que tornará o seu discurso mais espontâneo, preciso e convincente.
Também vale ter em mente algumas das frases que soam inevitavelmente robóticas para os ouvidos de um entrevistador. Confira a seguir 10 delas:
“Tenho foco no resultado"
Clichê no mundo corporativo, a afirmação só merece ser dita numa entrevista de emprego se o profissional conseguir justificá-la com fatos. “Traga um exemplo da sua trajetória, uma situação real em que você claramente priorizou os resultados sobre todo o resto”, diz Poziomczyk. Não tem nenhum exemplo para embasar a sua afirmação? É melhor não dizer nada.
“Meu principal defeito é ser perfeccionista”
Além de pouco modesta, esta frase denota que o candidato não conhece bem suas forças e fraquezas — uma capacidade que faz brilhar os olhos dos recrutadores. Isso para não falar na péssima reputação do próprio perfeccionismo. “Se a pessoa realmente só consegue entregar algo depois que estiver perfeito,ela nunca deve entregar nada”, afirma Martins.
“Estou em busca de um desafio”
Formulada com o intuito de impressionar o recrutador, esta declaração soa vaga e pouco sincera na opinião de Karpat. Afinal, diz ele, a noção de desafio pode variar muito de pessoa para pessoa. Para ser levado a sério, é melhor conversar com o recrutador sobre projetos, ambições e metas específicas que você estabeleceu para a sua carreira.
“Gosto de pensar fora da caixa”
A tentativa, aqui, é se vender como um profissional inovador, aberto a novas ideias. Porém, grande parte das pessoas que profere a desgastada expressão está atestando, ironicamente, a sua própria falta de originalidade. “É um tipo de frase feita que já não surte nenhum efeito sobre o avaliador”, afirma Poziomczyk. “Em vez disso, leve fatos que comprovem a sua criatividade”.
“Sou dinâmico / flexível / proativo / ‘mão na massa’ / ótimo em relacionamentos...”
Adjetivos são traiçoeiros: o ideal é não empregá-los nem em currículos, nem em entrevistas de emprego. Os recrutadores ouvidos por EXAME.com são unânimes no diagnóstico de que o discurso do candidato se torna pouco convincente quando ele tenta qualificar o seu próprio comportamento. Se você quer destacar algum traço da sua personalidade, é melhor fazer isso de forma indireta, com referência a feedbacks recebidos de chefes e pares no passado.
“Sempre sonhei em trabalhar aqui”
Por mais que você tenha uma admiração sincera pelo seu potencial empregador, este é o tipo de declaração que faz você soar artificial. Segundo Martins, alguns candidatos chegam a fazer referência a memórias afetivas da infância para tentar sensibilizar o recrutador. Não funciona. “Pouco importa se você leu um livro sobre a empresa quando era criança”, diz ele. “Se você quer expressar seu respeito pela instituição, faça um comentário profissional, sobre o bom faturamento ou a transparência das política internas da empresa, por exemplo”.
“Acabei fazendo um acordo com a empresa para sair”
É delicado falar sobre desligamentos em entrevistas de emprego, mas isso não é pretexto para ensaiar uma versão fictícia da história. Quando um candidato diz que “fez um acordo” — e não que foi demitido —, muitos recrutadores ficam desconfiados. Na visão de Poziomczyk, a não ser que esse tenha sido realmente o caso, é melhor dizer abertamente que mandaram você embora.
“Não fiquei desempregado por falta de opção, tirei um tempo para mim”
Períodos sabáticos existem, mas são muito diferentes de “um tempo para você”. Segundo Karpat, a suspeita aparece porque muitos profissionais têm dificuldade de admitir que ficaram desempregados. Se você realmente tirou um sabático, é preciso completar a declaração, explicando quais foram as suas razões para fazer esse movimento e o que ele acrescentou à sua carreira.
“Não me permito errar”
O engano, a imprecisão e o fracasso fazem parte da vida das empresas. Dizer que você não aceita de forma alguma os seus próprios equívocos soa pouco simpático e, no limite, pouco humano. “Dizer isso é um grande tiro no pé”, afirma Martins. “Além de parecer só uma frase de efeito, é como passar um atestado de que você é incapaz de correr riscos”.
“Consigo me adaptar a tudo”
O exagero desta declaração não apenas soa pouco autêntico: ele também transmite uma inegável dose de insegurança. “Se o candidato me diz que abraça o que vier pela frente, o que eu entendo é ele não tem nenhum foco, ou pior, que ele está tão desesperado que topa qualquer emprego”, diz Poziomczyk.
Para um recrutador minimamente experiente, é muito fácil distinguir candidatos que se expressam de forma natural numa entrevista de emprego daqueles que apenas repetem falas ensaiadas.
De acordo com Ricardo Karpat, diretor da consultoria Gábor RH, quem está seguindo um “script” costuma escapar à linha de raciocínio do avaliador com mais frequência.
“Se a pessoa está muito preocupada em dizer o que memorizou, ela acaba não respondendo exatamente ao que foi perguntado”, explica. “Quando a questão foge dos pontos que ela decorou, ela tem dificuldade de improvisar”.
Via de regra, o esforço de afirmar aquilo que o recrutador supostamente quer ouvir sai pela culatra.
“Perceber que o candidato está dizendo frases prontas, memorizadas, é algo que mina a confiança de qualquer recrutador”, explica Jorge Martins, gerente da consultoria Robert Half.
Além de depor contra a sua transparência, o comportamento de "robô” pode limitar as possibilidades da conversa. Tenso e apegado ao seu roteiro, você deixará de fazer alguns comentários espontâneos que até poderiam cativar o entrevistador.
O segredo é se preparar — e não se programar.
Para Fernando Poziomckyk, gerente da Michael Page, todo candidato deve pesquisar o máximo possível sobre a empresa, refletir sobre a sua própria trajetória e até imaginar algumas perguntas que podem ser feitas na entrevista.
Essa pré-organização mental é o que tornará o seu discurso mais espontâneo, preciso e convincente.
Também vale ter em mente algumas das frases que soam inevitavelmente robóticas para os ouvidos de um entrevistador. Confira a seguir 10 delas:
“Tenho foco no resultado"
Clichê no mundo corporativo, a afirmação só merece ser dita numa entrevista de emprego se o profissional conseguir justificá-la com fatos. “Traga um exemplo da sua trajetória, uma situação real em que você claramente priorizou os resultados sobre todo o resto”, diz Poziomczyk. Não tem nenhum exemplo para embasar a sua afirmação? É melhor não dizer nada.
“Meu principal defeito é ser perfeccionista”
Além de pouco modesta, esta frase denota que o candidato não conhece bem suas forças e fraquezas — uma capacidade que faz brilhar os olhos dos recrutadores. Isso para não falar na péssima reputação do próprio perfeccionismo. “Se a pessoa realmente só consegue entregar algo depois que estiver perfeito,ela nunca deve entregar nada”, afirma Martins.
“Estou em busca de um desafio”
Formulada com o intuito de impressionar o recrutador, esta declaração soa vaga e pouco sincera na opinião de Karpat. Afinal, diz ele, a noção de desafio pode variar muito de pessoa para pessoa. Para ser levado a sério, é melhor conversar com o recrutador sobre projetos, ambições e metas específicas que você estabeleceu para a sua carreira.
“Gosto de pensar fora da caixa”
A tentativa, aqui, é se vender como um profissional inovador, aberto a novas ideias. Porém, grande parte das pessoas que profere a desgastada expressão está atestando, ironicamente, a sua própria falta de originalidade. “É um tipo de frase feita que já não surte nenhum efeito sobre o avaliador”, afirma Poziomczyk. “Em vez disso, leve fatos que comprovem a sua criatividade”.
“Sou dinâmico / flexível / proativo / ‘mão na massa’ / ótimo em relacionamentos...”
Adjetivos são traiçoeiros: o ideal é não empregá-los nem em currículos, nem em entrevistas de emprego. Os recrutadores ouvidos por EXAME.com são unânimes no diagnóstico de que o discurso do candidato se torna pouco convincente quando ele tenta qualificar o seu próprio comportamento. Se você quer destacar algum traço da sua personalidade, é melhor fazer isso de forma indireta, com referência a feedbacks recebidos de chefes e pares no passado.
“Sempre sonhei em trabalhar aqui”
Por mais que você tenha uma admiração sincera pelo seu potencial empregador, este é o tipo de declaração que faz você soar artificial. Segundo Martins, alguns candidatos chegam a fazer referência a memórias afetivas da infância para tentar sensibilizar o recrutador. Não funciona. “Pouco importa se você leu um livro sobre a empresa quando era criança”, diz ele. “Se você quer expressar seu respeito pela instituição, faça um comentário profissional, sobre o bom faturamento ou a transparência das política internas da empresa, por exemplo”.
“Acabei fazendo um acordo com a empresa para sair”
É delicado falar sobre desligamentos em entrevistas de emprego, mas isso não é pretexto para ensaiar uma versão fictícia da história. Quando um candidato diz que “fez um acordo” — e não que foi demitido —, muitos recrutadores ficam desconfiados. Na visão de Poziomczyk, a não ser que esse tenha sido realmente o caso, é melhor dizer abertamente que mandaram você embora.
“Não fiquei desempregado por falta de opção, tirei um tempo para mim”
Períodos sabáticos existem, mas são muito diferentes de “um tempo para você”. Segundo Karpat, a suspeita aparece porque muitos profissionais têm dificuldade de admitir que ficaram desempregados. Se você realmente tirou um sabático, é preciso completar a declaração, explicando quais foram as suas razões para fazer esse movimento e o que ele acrescentou à sua carreira.
“Não me permito errar”
O engano, a imprecisão e o fracasso fazem parte da vida das empresas. Dizer que você não aceita de forma alguma os seus próprios equívocos soa pouco simpático e, no limite, pouco humano. “Dizer isso é um grande tiro no pé”, afirma Martins. “Além de parecer só uma frase de efeito, é como passar um atestado de que você é incapaz de correr riscos”.
“Consigo me adaptar a tudo”
O exagero desta declaração não apenas soa pouco autêntico: ele também transmite uma inegável dose de insegurança. “Se o candidato me diz que abraça o que vier pela frente, o que eu entendo é ele não tem nenhum foco, ou pior, que ele está tão desesperado que topa qualquer emprego”, diz Poziomczyk.
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