08 setembro, 2016

A gente não é lego!*

* Por Paulo Ancona


Peças planejadas, encaixes perfeitos, tamanhos modulares, material de qualidade, desenhos e modelos de como montar desenvolvidos por especialistas. Sim, a vida num mundo Lego é perfeita. Se queremos montar um carro, um boneco, uma casa, um projeto mais complexo, só necessitamos de técnica e dicas de montagem e ficará tudo perfeito, lindo, colorido, sólido. Mas, "a gente não é Lego!".

Somos seres complexos, diversos, sem encaixes planejados. Não vivemos tecnicamente e sim a partir de nosso repertório de vida, nossas experiências, cultura, educação, personalidade, quem sabe, até de acordo com as características do signo sob o qual nascemos e, principalmente, pelas nossas emoções e sentimentos.

O encaixe entre as pessoas nem sempre é fácil. Não escolhemos quem iremos encontrar na vida pessoal. Somos diferentes de nossos pais, nossos irmãos e ainda mais das pessoas que trabalham conosco.

Não sendo Lego, os encaixes só se darão com flexibilidade, renúncia, adaptações, aceites, com o abrir mão de algumas premissas, com paciência e, acima de tudo, com a vontade de nos encaixarmos, seja com a pessoa ou o grupo que for ou que escolhemos.

Aprender coisas técnicas é fácil, mas as peças não são coisas técnicas e aí tudo se torna mais complicado.

Se o ajuste entre duas pessoas já requer tantas concessões, que dirá entre um grupo, um time, todas as pessoas que compõe uma empresa? Sim, porque uma empresa é composta por pessoas e a partir delas é que se desenvolve todo o resto.

Cabe a nós, gestores, saber moldar essas peças, ajustá-las, criar as melhores condições e convencê-las de que os encaixes são possíveis, mesmo entre peças de formatos, cores e texturas tão diferentes. Para isso, é preciso, antes de mais nada, que cada um tenha a boa vontade de se tornar “encaixável” e não exigir que a outra peça se molde a ela. Isso significaria anular a outra peça, criar algo que não é, e aó o projeto final não ficaria sólido o suficiente para se sustentar.

Abrir mão de parte de suas exigências e aceitar o modelo alheio é a base de algo muito difícil: a convivência. Isso vale para a construção de relacionamentos e para o sucesso das empresas!

06 setembro, 2016

4 passos para seu currículo fisgar o recrutador em segundos*

* Por Luisa Granato


Se seu currículo fosse um trailer, você teria vontade de assistir ao filme? Com tantas opções, no cinema e na Netflix, e tão pouco tempo para ver tudo que existe de bom por aí, ganham mais audiência aqueles títulos com os melhores trailers.

Afinal estes resumos, quando bem amarrados, dão um gostinho de quero mais e sempre ficam na memória. Um currículo bem feito tem o mesmo efeito num recrutador.

Como um trailer, o currículo é uma primeira impressão e, no breve momento de leitura que tem o recrutador (e são só alguns segundos), é preciso mostrar quem é você.

Para descobrir como melhorar o documento, tornando-o mais atraente, EXAME.com consultou especialistas que diariamente leem centenas de currículos.

Confira as dicas para sua apresentação ficar mais interessante e sua leitura mais ágil:

1. Pessoal, mas nem tanto

Para começar, no cabeçalho, a informação pessoal é a primeira coisa que o recrutador vai ler.

Para Caroline Cadorin, gerente geral da Hays Experts, é importante colocar os dados que já situem o recrutador do seu tipo de perfil. Então, além do seu nome, idade e contatos, vale colocar, em seguida, a graduação e conhecimento de idiomas.

Na hora de falar de si mesmo, é melhor tomar cuidado: evite autoelogios. Segundo Gabriel Santos, gerente das divisões de finanças, tributário e jurídico da Talenses Rio de Janeiro, a personalidade do candidato vai ser avaliada durante a entrevista e o que está escrito no currículo pode ser posto à prova.

2. A seleção dos melhores momentos

Depois vem o resumo da experiência de trabalho. Com concisão, você deve selecionar e descrever os momentos de destaque na sua carreira em poucas linhas.

“Aqui você precisa passar uma ideia rápida de você, para fisgar quem lê”, diz Caroline. “Coloque as informações que o diferenciam, como seu papel em projetos e experiências internacionais”.

Bom senso é a recomendação da recrutadora. Ser enxuto demais também é ruim. Na descrição é bom colocar o nome da empresa em que trabalhou e sua área, tamanho, tipo de mercado e sua função no lugar. “Assim dá uma percepção de onde está incluído no mercado”.

3. As palavras - e o tempo - a seu favor

Coloque sua experiência de trabalho completa em seguida, disposta em ordem cronológica, do emprego mais recente para os mais antigos. Os dois especialistas consultados chamam atenção para o cuidado com questão temporal.

A gerente da Hays avisa que datas bagunçadas podem confundir o recrutador durante a leitura, já Santos lembra que todas as informações serão verificadas, então é bom ser organizado.

Erros de português também devem ser eliminados. Quanto a usar palavras em inglês, o gerente da Talenses pede parcimônia. “Use com coerência os termos em inglês que competem a sua área, quando for necessário e sempre entre aspas”.

As palavras são sua ferramenta na hora de escrever um currículo de destaque. E para os recrutadores na hora de buscá-los. Então, pense em como vai usar palavras-chave que remetam ao cargo que anseia.

“Não existe regra para isso, mas não deixe de usar palavras relacionadas a sua área”, explica Caroline. “Não é para mentir, mas combinar as informações para que elas o beneficiem na busca”.

4. A estética que os recrutadores amam

Não pense que o recrutador vai prestar mais atenção no seu currículo por ser mais colorido e com design inovador. Gabriel Santos recomenda seguir os modelos tradicionais. “A informação deve ser bem estruturada e limpa”.

Os dois especialistas concordam nesse aspecto. “Prefiro um currículo que tenha aparência limpa e com as informações necessárias”, acrescenta Caroline. “Tenho que acreditar nele e ter uma leitura agradável”.

Leia o seu próprio currículo com um olhar crítico. Ele chama a sua atenção? Foi prazeroso ler?. “Você tem que pensar como alguém que está recebendo e avaliando aquele material. Afinal, ela tem 30 segundos para entender seu perfil”, diz Caroline.

05 setembro, 2016

O currículo, como o conhecemos, está com os dias contados

* Por Marcelo Braga

O currículo é um registro do passado, que será substituído inevitavelmente por plataformas digitais onde o candidato irá atualizar informações, incluir conquistas e desafios alcançados. O CV perderá espaço para outras ferramentas de avaliação, muito mais efetivas.

Esqueça os currículos longos, cheios de informações detalhadas e desnecessárias, ou aqueles que de tão resumidos sequer informavam o básico sobre o candidato. Aliás, esqueça o currículo como o conhecemos. Ele está com os dias contados.

Muitos se preocupam com o formato, tamanho, estilo de letra. No entanto, o que mais importa é a maneira como se conta a história profissional. A informação é que precisa ser adequada, confiável e completa. Obviamente existem áreas onde a parte criativa é fundamental. Nelas um documento anexo ao CV, onde são listados os aspectos mais específicos, sempre será importante.

Mas qual será a alternativa ao currículo como o conhecemos? As informações auxiliadas com outros instrumentos de avaliação, como testes, certificações, entrevistas virtuais, avaliações comportamentais serão os meios de recrutamento no futuro breve.

Para substituir o papel, o ideal é ter uma plataforma onde essa informação seja atualizada, consultada e avaliada, e onde o candidato possa ao longo do tempo inserir conquistas e desafios alcançados, o que em alguns casos já ocorre no recrutamento online.

Como headhunter, enxergo o CV como algo que diz sobre o passado, as ações já realizadas pelo profissional. Assim, não há necessidade de ficar alterando o passado, buscando a melhor forma de comunicar a mesma informação. Inclusive se todos os documentos tivessem o mesmo formato, seria ideal para que o conteúdo pudesse ser comparado.

Este inclusive é um dos princípios de aplicativos como a REACHR, pois quem acessa a plataforma preenche um cadastro a partir do qual os dados começam a ser analisados e selecionados pelo algoritmo, que na sequência inicia o cruzamento do perfil dos candidatos com as vagas disponíveis. Assim é possível comparar informações e avaliar possíveis distorções, buscando sempre o candidato ideal para a empresa.

E quem está em início de carreira? Quem está procurando estágio e quer se mostrar mais atraente para o mercado, visto que não tem tanta informação para incluir no currículo, deve lembrar que está em pé de igualdade com os demais profissionais que estão se formando. Todos estão no mesmo estágio de vida, inclusive. A diferença estará em aspectos como atividades extras e competências comportamentais, ou seja, não será o CV a vantagem competitiva do candidato neste caso.

O currículo formal é um sumário das conquistas até um determinado momento. É preciso pensar à frente. Para iniciar a procura de um estágio, o jovem deve começar antes a traçar uma carreira com conquistas em todos os âmbitos. Entender as necessidades do mercado em aspectos comportamentais, postura e questões técnicas. Atuar em outras áreas que não somente a sua, como práticas esportivas, apoio à comunidade, enfim, atividades que possam mostrar um pouco mais sobre a pessoa do candidato.

25 agosto, 2016

Os 7 pecados capitais do currículo, segundo recrutadores*

* Por Claudia Gasparini


“Nunca julgue um livro pela capa” é uma máxima que se aplica a muitos contextos. Mas não ao universo do recrutamento.

Como é impossível fazer diferente, headhunters julgam e até eliminam candidatos apenas com base em suas "capas"  — ou melhor, seus currículos.

Falhar na composição desse documento pode ser fatal, ainda que você tenha uma trajetória profissional invejável e adesão completa à vaga oferecida.

Enquanto alguns detalhes são sutis, outros são mais evidentes. Confira a seguir os “pecados capitais” da elaboração de CVs, segundo especialistas no assunto:

1. Falta de revisão
Uma pesquisa recente da consultoria Robert Half mostrou que apenas dois erros de digitação no currículo bastam para eliminar um candidato. Segundo Ricardo Karpat, diretor da consultoria Gábor RH, pecar na revisão do documento significa passar um atestado de descuido e pouco profissionalismo.

“Infelizmente, erros de digitação, português ou até inglês são bastante comuns em CVs”, explica. “É um tipo de problema que prejudica muito a imagem que o recrutador acaba fazendo do profissional”. Para evitar gafes, é melhor passar um “pente fino” no documento e até pedir para outra pessoa lê-lo antes de encaminhá-lo para potenciais empregadores.

2. Ausência (ou excesso) de dados
Quem não relê o próprio CV ainda corre o risco de omitir algumas informações obrigatórias. “Muita gente se esquece de colocar dados básicos, como telefone e e-mail”, diz Felippe Virardi, gerente da consultoria de recrutamento Talenses. “Às vezes gostamos do profissional, mas não conseguimos entrar em contato com ele para marcar uma entrevista por causa disso”.

O outro extremo também é problemático. Alguns candidatos incluem dados pessoais como religião ou número de filhos, RG, CPF, perfis em redes sociais não-profissionais e uma enxurrada de outras informações que tornam o documento confuso e cansativo.

3. Extravagância visual
Outro erro grave está em exagerar na “decoração” do documento. “Alguns candidatos querem fazer obras de arte, com muitas cores, fontes, logos e imagens, mas isso vale apenas para vagas da indústria criativa, como publicidade ou design”, afirma Karpat.

De forma geral, o visual do currículo deve ser limpo, claro e sóbrio. Você já sabe o que isso significa: papel branco, texto na cor preta e fontes tradicionais como Arial ou Times New Roman. “Enxergue o currículo como a roupa que você usaria numa entrevista de emprego”, diz o especialista. “Você não iria com uma blusa cheia de estampas e cores berrantes, iria com um visual mais comedido e social”.

4. Prolixidade
Imagine que você você decidiu ler a sinopse de um filme para decidir se quer vê-lo ou não. O texto não pode ser longo demais: ele deve apenas revelar as informações básicas da história e, ao mesmo tempo, atiçar a sua curiosidade para ir ao cinema.

O mesmo princípio vale para currículos. O objetivo do documento é resumir a sua carreira e, ao mesmo tempo, provocar o desejo do recrutador em conhecer você pessoalmente. O oposto é encher folhas e mais folhas com detalhes irrelevantes. Para Virardi, um bom currículo não deve ocupar mais do que duas páginas, independentemente do tempo de experiência do candidato.

5. Mentira
Outro pecado mortal é faltar com a verdade para disfarçar problemas ou lacunas na sua carreira — uma artimanha fadada ao fracasso. “Hoje é muito fácil checar informações, conversar com outros recrutadores”, diz Virardi. “Uma hora ou outra, o candidato será pego na mentira”.

Ainda assim, o expediente é comum: seja ao exagerar o domínio do inglês, seja ao omitir um período de desemprego, muitos candidatos insistem em rechear seus currículos com ficção. As consequências para a carreira são nefastas. Além do óbvio prejuízo para o processo seletivo em questão, a falta de sinceridade quebra a confiança entre o candidato e o mercado de forma geral, por tempo indeterminado.

6. Autoelogio
Os recrutadores ouvidos por EXAME.com são unânimes na percepção de que um currículo não deve conter nenhum tipo de autoavaliação sobre o comportamento do candidato. Dizer que você é “criativo”, “dinâmico” ou “incansável”, por exemplo, é inútil: ninguém vai acreditar se é você mesmo quem está falando. Além disso, a presença desses adjetivos denota vaidade ou até falta de autoconhecimento.

E se o elogio tiver sido dado por uma outra pessoa, como um ex-chefe ou cliente? Segundo Virardi, é melhor deixar para compartilhar essas histórias na fase da entrevista. Cara a cara com o recrutador, você poderá explorar outros recursos da linguagem, como o tom de voz e as expressões faciais, para não parecer pretensioso.

7. Desorganização
“Se o profissional não consegue selecionar e ordenar informações para produzir o próprio currículo, fica em xeque sua capacidade de cumprir outras tarefas de forma eficiente”, diz Karpat. Por isso, um CV com conteúdo embaralhado ou cheio de lacunas inexplicáveis é um forte candidato à eliminação.

Não organizar as suas passagens profissionais em ordem cronológica é um dos erros mais graves e comuns. Segundo o recrutador, essa falha na estrutura compromete a leitura e a compreensão do CV, assim como omitir datas ou a duração de cada emprego.

24 agosto, 2016

Passar por diferentes áreas e empresas mancha o currículo?*

* Por Ana Pinho


Para uma pesquisa global que levou em conta trocas de emprego anunciadas na plataforma entre dezembro de 2014 e março de 2015, o LinkedIn falou com mais de 160 brasileiros. O resultado impressiona: 59% dos entrevistados tem entre 18 e 35 anos, a chamada geração Milênio, e 39% trocaram não só de posto, mas de carreira.

Trata-se de uma mudança sincronizada com outros jovens pelo mundo. A questão da importância da diversidade de experiências e do trabalho como propósito de vida – assim como a ascendência de habilidades e profissões totalmente novas – é cada vez mais relevante.

O mercado, por sua vez, já responde a essa transição com novas estratégias de contratação, que levam em conta um currículo diverso como digno de avaliação ao invés de um sinal vermelho.

Marco Macedo, chefe da área de Recursos Humanos da Pearson no Brasil, entrevista cerca de 250 pessoas por ano. Para ele, o importante é mostrar consistência em sua trajetória, “principalmente no seu processo decisório”. Isso se traduz em experiências que fazem sentido umas com as outras, ao invés de desconexas.

Amandha Negro Cortes, superintendente de Recursos Humanos do Itaú, concorda. “Um ponto de atenção importante é que o currículo tenha passagens sólidas, com construções significativas e que mostrem o quanto evoluiu e cresceu profissionalmente ao longo do tempo”, diz. “Tendo este cuidado, com certeza esta experimentação é muito possível e a depender da forma de apresentar no currículo, a pessoa pode ainda se destacar positivamente por sair da zona de conforto e querer novos aprendizados ao longo da carreira.”

Para desenvolver um currículo diverso de maneira estratégica e consistente, Marco sugere três reflexões. A primeira é retrospectiva: pense nos passos que está dando e por que fazem sentido para você. Em seguida, olhe criticamente e considere se você vai fazer algo relevante naquele próximo emprego. Por último, procure ambientes que permitam a experimentação dentro de seus quadros – eles existem.

Questão de ciclo

É igualmente necessário explicar adequadamente os “pulos” entre um emprego e outro de maneira satisfatória. É algo que fica mais claro quando se pensa em termos de ciclos, seja um projeto de seis meses ou uma iniciativa de três anos.

“É o regar, crescer e colher: se você não é capaz de viver esse ciclo inteiro, com as dores e as alegrias, aí passa a ser demais”, resume Marco, que destaca a necessidade de demonstrar entrega e aprendizado na hora da entrevista. “É não ficar só na euforia de aprender, mas aprender a ter resultado e bater metas.”

Embora não exista tempo mínimo ou máximo ideal no Itaú, Amandha diz que sua equipe busca avaliar em detalhes o que foi construído em cada passagem e quais foram as contribuições individuais do candidato ao longo do tempo.

É aqui que é necessário prestar atenção no longo prazo: quanto mais tempo de carreira você tem, melhor precisa ser na hora de apresentar sua trajetória de maneira convincente. “Quando vejo alguém com dez anos de formação e oito empresas no currículo, fico assustado porque não estou contratando alguém por um verão”, admite Marco. Se o candidato parece bom no papel, no entanto, costuma ganhar a chance de se explicar pessoalmente. “Minhas entrevistas tem só uma grande pergunta: do dia em que você nasceu até hoje, o que aconteceu?”, diz ele.

E não adianta inventar na hora. “Um currículo inconsistente e que de alguma forma tenta manipular ou vender uma ideia diferente do que é, se não identificado nesta etapa, é facilmente percebido na entrevista”, alerta Amandha, que aconselha transparência e honestidade. Dentro do próprio banco, trocar de áreas internamente é algo bom profissionalmente, desde que a troca seja acordada com gestores. “Esta movimentação é vista de forma positiva na linha de que há busca pelo novo, saída da zona de conforto e protagonismo de careira.”

Definições

Marco é, ele mesmo, um exemplo de diversidade. Formado em engenharia mas desencantado com a profissão, tornou-se trainee da Ambev. Ao longo de dez anos na empresa, passou pelas áreas de vendas, marketing, trade, inteligência de mercado e gestão de pessoas antes de assumir o cargo de gerente comercial.

Em 2013, foi convidado para dirigir o departamento de gestão de pessoas do Grupo Multi, mais tarde adquirido pela Pearson, onde está hoje. “Eu nunca deixaria cinco anos da minha vida definirem o que vou fazer nos próximos quarenta”, resume.

Entre os maiores ganhos de quem busca trabalhos diferentes, para ele, estão a empatia e a complementaridade. Ter experiência com vendas pode ajudar a entender o que está acontecendo quando você estiver na área financeira ou de operações, por exemplo. E isso cria, por si só, um profissional melhor e valioso.

Seu conselho mais contundente tem contornos mais profundos, que envolvem refletir sobre a natureza do trabalho em si. Afinal, como as pessoas trabalham durante grande parte da vida, é natural que, dada a oportunidade, escolham cada vez mais uma experiência digna e interessante e não apenas um holerite.

“As pessoas nos procuram dizendo que querem trabalhar com engenharia, finanças ou logística, mas no fundo o que importa é o ‘como’”, diz. “Como as pessoas se relacionam, como o negócio é gerido – são essas as coisas que preenchem sua vida.”

22 agosto, 2016

A diferença entre marketing tradicional e Growth Hacking*

* Por Alessio Alionço


Embora não seja necessariamente um conceito novo no mercado, growth hacking com certeza tornou-se mais popular com o desenvolvimento da cultura de startup moderna

Você já ouviu falar do termo “Growth Hacker”? Se você esteve envolvido no setor de marketing para startups nos últimos anos, você provavelmente está bastante familiarizado com o termo growth hacking, criado pelos profissionais da indústria para definir esse conjunto específico de estratégias.

Mesmo que growth hacking seja frequentemente tomado por uma forma de marketing, na verdade existem algumas diferenças importantes e, considerando que o growth hacking chegou para ficar, é essencial que você saiba identificar as diferença. À seguir, faremos uma comparação breve do growth hacking em relação às práticas tradicionais de marketing.

Quais as diferenças entre Growth Hacking e Marketing Tradicional?

Nada está garantido no mundo das Startups:

Startups vêm, normalmente, acompanhadas de uma grande dose de incerteza: nem sempre é fácil identificar e definir uma base de clientes dentro de um curto período de tempo, provar que o cliente necessita do produto e que o produto oferece tudo aquilo de que o cliente necessita, etc..

É por isso que o principal objetivo dos growth hackers é, primordialmente, espalhar as notícias, tornando o produto/serviço conhecido no mercado e obter vendas, enquanto que o objetivo dos profissionais de marketing tradicional é o planejamento das estratégias de marketing a médio/longo prazo.

Growth Hackers estão preparados para taxas de crescimento astronômico:

Não há dúvida de que as startups crescem rapidamente, essa é uma verdade absoluta para grande parte das startups de sucesso. Na verdade, algumas startups chegam a triplicar ou ainda quadruplicar seus números no espaço de um mês.

Growth hackers são especialmente equipados com habilidades para lidar com este tipo de crescimento rápido, enquanto que, no marketing tradicional, pode haver um estranhamento em relação a taxas tão grandes (e, normalmente, objetivos igualmente ousados).

Foco no curto prazo – e orçamentos curtos!

Startups não têm à sua disposição o tipo de recursos com os quais contam as empresas grandes e bem estabelecidas no mercado, razão pela qual os growth hackers precisam saber como aumentar os números sem um orçamento especialmente generoso.

De fato, não é tão fácil quanto parece, mas os growth hackers profissionais sabem como fazer o trabalho e se manter dentro orçamentos particularmente apertados.

Agora que você tem uma boa ideia das diferenças entre growth hacking e marketing tradicional, já pode analisar todas as formas que essas estratégias de crescimento podem beneficiar seu negócio.

Embora não seja necessariamente um conceito novo no mercado, growth hacking com certeza tornou-se mais popular com o desenvolvimento da cultura de startup moderna.

19 agosto, 2016

Desemprego: como por fim nesse pesadelo?*

* Por Dilma Rodrigues


População de desempregados subiu para 11,4 milhões e bateu recorde. A taxa é a maior registrada pela série histórica do indicador, que teve início em janeiro de 2012.

Diante deste cenário alarmante de desemprego no Brasil, é cada vez mais evidente a dificuldade dos profissionais se recolocarem no mercado de trabalho, até em função da quantidade de pessoas que passaram a disputar a mesma vaga.

Por conta disso, é necessário fazer bom uso do tempo que terá livre. Amplie seu networking e reavalie suas metas profissionais e pessoais. Abaixo apresentamos dicas importantes para ingressar no mercado de trabalho:

1) Ajuste seu currículo

O CV deve ser apresentado com informações objetivas, no máximo 2 folhas. Basicamente um CV deve constar as seguintes informações:

- Dados pessoais (nome, idade, endereço, telefones e e-mail). Evite incluir e-mail com apelidos ou nomes informais.

- Objetivo ou cargo pretendido: Nesse campo, fuja de incluir diversos cargos ao mesmo tempo, como “Objetivo: Administrativo, financeiro, comercial e atendimento”, falta de foco demonstra desespero. Além disso, adapte seu CV para que as suas experiências, cursos e diferenciais sejam condizentes com o cargo pretendido, se busca algo voltado na área de estética, retire suas experiências no setor de logística.

- Formação acadêmica: Inclua suas formações em ordem da mais atual para a mais antiga. Se já possui pós-graduação cite-a juntamente com a graduação. Não é necessário incluir as graduações anteriores, exceto se for um diferencial com relação ao cargo que almeja.

- Principais experiências profissionais: Apresente em ordem da mais recente para a mais antiga. Recomendamos citar até três experiências (as mais atuais e as preponderantes). Mantenha mais do que isso apenas se for essencial á vaga que se disputa. Seja sucinto e claro com relação ás tarefas que ocupava, destaque as principais. Ressalte implantações e/ou participação de projetos as quais teve envolvimento.

- Outros cursos e aprimoramentos: Destaque os relevantes e que condizem com a vaga que deseja. Dê relevância aos idiomas estrangeiros apenas se já realizou cursos, caso contrário, é melhor manter o seu CV sem essas informações do que manter “inglês ou espanhol básico”.

2) Adeque suas redes sociais

A probabilidade dos recrutadores acessarem as suas redes sociais é altíssima, assim sendo, atenção ao que se segue e nas inserções dos posts, favoritismos e fotos.

Dê preferência a fotos familiares, sem exposição alcoólica e excessos. Evite fotos com roupas inadequadas e com dizeres que denigram qualquer imagem. Acredite que os recrutadores se apegam ao universo virtual para conhecer melhor os seus candidatos.

3) Recicle-se

Todos os postos certamente exigem um conhecimento contínuo dos profissionais. Nesse contexto, mesmo que esteja com poucos recursos financeiros para investir em cursos e treinamentos, dê TOTAL prioridade a vivenciar essa realidade.

Há diversas entidades que fornecem cursos e palestras gratuitos. Além do que, na Internet é possível obter uma vastidão de dados acerca de qualquer assunto. Certifique-se em acessar páginas que tenham credibilidade e deixe de lado o marasmo. Sem dizer em livros, revistas, televisão e jornais. Se contextualize em compreender o que está acontecendo no mundo e quais as suas demandas.

Outro fator relevante é o marketing pessoal. Há diversas palestras e sites onde coachings e psicólogos tratam dessas questões.

4) CV certo para as vagas certas

Observe como e onde você está disponibilizando seu currículo. Se não receber nenhum convite de entrevistas em cerca de 10 (dez) dias, é sinal de alerta e você precisa encontrar novas estratégias. Além de sites de recrutamento, há também o Linkedin que é ótimo (que é uma rede social com foco mais profissional).

Se você é um profissional liberal (contador, médico, advogado, etc.) pode recorrer ao banco de dados das respectivas entidades sindicais dessas categorias, porque muitos empregadores recorrem a esses recursos específicos.

Evite disparar seu CV sem critério, para não vulgarizar o seu perfil e não se frustrar. O ideal é encaminhá-lo as vagas que estejam coerentes.

Além disso, não sinta preguiça em responder os questionários prévios que muitas empresas colocam nos sites de recrutamento, eles são filtros vitais que podem ou não direcionar o seu CV nas mãos do recrutador.

5) Entrevista

Ao ser convidado para uma entrevista, procure obter maiores detalhes sobre a história da empresa, como por exemplo, acessar o seu site. Entenda o mercado em que atua, seus clientes e se possível os seus concorrentes.

Demonstre empatia no ato da entrevista, mantenha as mãos sobre a mesa, se comunique com uma voz firme e suave. Olhe nos olhos do recrutador, mas sem ser intimador. Mantenha um sorriso e confiança no rosto.

Evite viver o luto do desligamento da empresa anterior, se queixar dos líderes anteriores e abrir números e informações confidenciais acerca de suas antigas experiências. O recrutador poderá pensar que você fará igual sobre a empresa dele, em outra ocasião.

Ouça com calma e atenção todas as informações que o entrevistador fornecer e se atente principalmente sobre as principais necessidades que eles estão vivendo no momento. Procure se apegar nessa carência e demonstrar seus principais diferenciais.

Procure passar as informações que você já sabe da empresa durante a conversa e agregar isso aos seus pontos fortes.

Previna-se para não denegrir sua própria imagem, se foque nos seus pontos fortes e diferenciais. Lembre-se, ninguém é perfeito, mas não é por isso que você precisa dar destaque ao que não te valoriza.

Fale o necessário, respondendo as indagações de forma objetiva e clara e não faça perguntas tipo, “vocês emendam feriados, como funcionam as férias aqui, tem vale alimentação”.

Demonstre que está preparado portando calculadoras, tablets e tabelas, conforme o cargo almejado.

As entrevistas levam em média alguns minutos, por isso transmita o melhor de si nessa ocasião única, para passar a mensagem e garantir um lugar de destaque.

18 agosto, 2016

Torne sua busca por emprego mais eficaz*

* Por Letícia Krauskopf

Quem está à procura de uma recolocação sabe que a disputa no mercado de trabalho está acirrada. Por mais ativo e determinado que o profissional seja, pode chegar a um momento da busca em que bate aquele desânimo. Afinal, foram vários currículos enviados e quase nenhuma reposta.

O papel do headhunter, além de encontrar o profissional certo para a empresa, também é o de orientar o candidato para que ele consiga, o mais rápido possível, atingir seus objetivos profissionais. Por isso, reuni neste artigo alguns conselhos para que a busca por uma recolocação seja mais produtiva.

1. Nem todo currículo enviado terá uma resposta
Infelizmente, vivemos um momento em que há muitos profissionais disponíveis no mercado e cada vaga recebe centenas, às vezes, milhares de currículos. Mesmo que um software faça o primeiro filtro, é humanamente impossível que um recrutador leia e responda a todos da maneira que gostaria e que o candidato espera. Por isso, não se sinta mal caso não receba um retorno mais pessoal ao enviar o currículo para uma oportunidade de emprego.

2. Metralhadora de currículos
Um ponto muito importante é selecionar com critério as vagas às quais pretende se candidatar. Disparar currículo para toda e qualquer oportunidade não aumentarão as chances de contratação. Pelo contrário, pode acabar prejudicando a imagem do profissional no mercado, fazendo com que ele perca credibilidade em processos que sejam mais adequados ao seu perfil.

Por isso, estude a vaga antes de se candidatar. Tenha atenção aos pré-requisitos, à formação, às competências técnicas e comportamentais exigidas. Se o pedido é por inglês fluente, por exemplo, e o seu é intermediário, cuidado, pois você será testado.

3. Pense de maneira mais estratégica
Mandar o currículo para uma oportunidade é o que todo mundo faz. É preciso que você faça algo para se destacar. Uma maneira de fazer isso é ter um relacionamento próximo com o recrutador. E isso tem início antes mesmo de uma vaga do seu interesse existir.

Mapeie no mercado quem são as pessoas responsáveis pelo recrutamento em empresas que você teria interesse em trabalhar. Veja se você tem algum contato em comum com a pessoa e peça uma apresentação. Ou conecte-se diretamente com ela vida rede social (LinkedIn). Compartilhe conteúdos interessantes, faça interações com suas postagens, troque informações relevantes para o negócio e atividade desse novo contato.

Sempre que possível, transfira o relacionamento do virtual para o pessoal. Convide para um café a fim de discutirem tendências de mercado e introduza o interesse em trabalhar futuramente na empresa. Faça o mesmo com os headhunters, pois eles têm acesso a oportunidades e sabem de movimentação no mercado que não são divulgadas para o grande público.

4. Confie no trabalho do recrutador
A partir desse relacionamento próximo e busca focada, o recrutador entenderá melhor seu momento de mercado e entrará em contato quando surgir uma oportunidade que seja realmente aderente ao seu perfil. Não tenha dúvidas disso!

17 agosto, 2016

CURRÍCULO ONLINE: VEJA AS PALAVRAS-CHAVE FUNDAMENTAIS PARA O CV*

* Por Thais Manini


Antes de inserir o seu currículo online em plataformas de busca de emprego e bancos de dados, confira as dicas das palavras-chave importantes para estar no documento.

Ter o currículo online é praticamente obrigatório para quem deseja concorrer a uma vaga de emprego no mercado de trabalho. Seja em plataformas gratuitas ou pagas, redes sociais e até mesmo no banco de dados de empresas do seu interesse.

Porém, tão importante quanto ter uma versão digital, é saber quais são as palavras-chave importantes e que não devem faltar no seu currículo. Uma pesquisa realizada no ano passado, pelo site de emprego Zip Recruiter analiso mais de três milhões de currículos para descobrir quais são as técnicas mais assertivas utilizadas pelos profissionais.

PALAVRAS-CHAVE PARA CV

Os termos que indicam habilidades de gestão, postura pró-ativa em relação ao trabalho e habilidade de resolver problemas são as mais bem vistas:

  • Análise
  • Apoio
  • Cliente
  • Conhecimento
  • Dados
  • Desenvolvimento
  • Equipe
  • Experiência
  • Gestão
  • Habilidade
  • Liderança
  • Negócio
  • Operação
  • Profissional
  • Projeto
  • Responsável

Assim como existe palavras-chave importantes, também existem aquelas que devem ser evitadas ou até mesmo não aparecer em um currículo online, pois denotam inexperiência:

  • Aprendizagem
  • Chance
  • Desenvolver
  • Difícil
  • Eu mesmo
  • Mim
  • Necessidade
  • Primeiro
  • Tempo


PALAVRAS-CHAVE POR ÁREA DE ATUAÇÃO

Existem algumas palavras que são mais facilmente identificadas dependendo da área de atuação, confira alguns exemplos para fazer (ou refazer) o seu currículo online:

Administrativa

Planejamento de reuniões; apresentações de metas e resultados; suporte ao cliente; gerência de escritório; controle de inventário; compra; levantamento e escolha de fornecedores; gerência de projeto; estratégia.

Financeira

Relação com investidores; análise de risco; administração de risco; projeções financeiras; balanço tributário; administração de lucros; análise de custos; negociação; fusão e aquisição; bolsa de valores; MBA; valorização de negócio.

Recursos Humanos

Treinamento e desenvolvimento; desenvolvimento organizacional; reengenharia de processos; folha de pagamento e benefícios; administração de cargos e salários; recrutamento e seleção; políticas e procedimentos; relações trabalhistas.

Tecnologia

Nesta área, em específico, as palavras-chave estão relacionadas com seu alvo de trabalho, experiência e os programas e aplicativos que domina:

Rede; dados; novell; Unix; Linux; Windows; Segurança; e-commerce; informação; suporte; velocidade; cabeamento; servidor; gerenciamento; disco ótico-magnético; roteadores; intranet; internet; Java; Developer; browser; firewall; LAN Switches; implementação; C++. HTML; ASP; VB; COBOL.

Vendas

Representação de vendas; representantes; telemarketing; atendimento; pós-venda; ativo; follow-up; assistência técnica; captação de clientes; administração de carteira de clientes; marketing de produto; estratégia; desenvolvimento de novos negócios.

Para escolher as palavras-chave ideias para o seu currículo online faça uma lista das suas habilidades e experiências e então procure uma palavras específica que a represente. Palavras com sentido amplo, podem fazer com que o seu currículo seja apenas mais um.

DICAS IMPORTANTES

Além das palavras-chave do currículo online, também é muito bem observado pelos recrutadores, uma história consistente da sua experiência de trabalho. O currículo deve ser feito direcionada àquela empresa e cargo desejado. É preciso lembrar, sempre, de ressaltar as habilidades relacionadas à vaga em questão.

O TAMANHO DO CURRÍCULO ONLINE

Especialistas garantem que, um currículo demasiado extenso ou curto não são bem vistos e que o ideal é que tenham entre 600 e 700 palavras.

16 agosto, 2016

O mercado de trabalho está mudando e você precisa estar preparado*

* Por Ronaldo Cavalheri

Empresas como o Google, AirBnb e Netflix estão nos forçando a um novo comportamento e sinalizando que muitas outras mudanças radicais estão por vir


Nunca ouvimos falar tanto que é possível trabalhar com o que amamos. Sim, é possível. Mas só amor não entrega resultados. Muitas pessoas têm ideias geniais e querem criar, por exemplo, uma startup bilionária ao se levantar da cama, mas esquecem que só a ideia não é suficiente. O momento econômico conturbado tem deixado a vida das pessoas mais difícil. Muita gente está perdendo tempo reclamando, sem enxergar as oportunidades do momento.

Empresas como o Google, AirBnb e Netflix estão nos forçando a um novo comportamento e sinalizando que muitas outras mudanças radicais estão por vir. As pessoas precisam estar atentas a essas mudanças e, também, entender que devem se preparar para elas. Não basta ser usuário de aplicativos ou consumidor de novas soluções. Estou falando de se reinventar como profissional, estando preparado para um mercado de trabalho alternativo e pulsante. Se o mundo está mudando, por que a grande maioria das pessoas continuam desenhando seu perfil profissional da mesma forma?

É impressionante como muita gente só enxerga possibilidade na velha e obsoleta CLT. Até quando o mercado irá conseguir arcar com essa relação trabalhista onerosa de um sistema falido e engessado? O empreendedorismo se coloca como grande opção para um novo desenho de relações de trabalho, onde regras mais flexíveis são aceitas. Não é cumprir horário que importa, mas sim agregar valor e entregar resultados. E também por que não trabalhar em casa em seu home office ou em espaços compartilhados? É preciso pensar em aliviar a estrutura das empresas e deixá-las mais competitivas.

Antigamente, o profissional passava uma vida inteira dentro da mesma empresa. Nos últimos tempos, eles viraram especialistas e tinham vários empregos na mesma área. Agora, viveremos um período de várias profissões na mesma vida. O mercado precisa de profissionais polivalentes e mutantes, que acompanham o movimento da economia. Você pode trabalhar com o que gosta, mas precisa ter um diferencial. Mesmo em tempos de crise, as pessoas têm acesso ao consumo. Com isso a personalização, a exclusividade e o valor agregado tem sido uma solicitação recorrente dos consumidores. É preciso criar identidade profissional, ter uma linguagem própria e entregar o que os outros não entregam. É preciso enxergar vertentes alternativas e criativas na mesma área de atuação.

Planejamento longo pode ser um tiro no pé. Não dá para perder meses ou anos desenhando uma solução que talvez o mercado não queira comprar. Com as redes sociais, nunca estivemos tão próximos dos nossos clientes. É vital entender as necessidades e propor soluções com foco nelas. É preciso se preparar para entregar mais do que se espera, e para isso é preciso formação. Porém, o modelo de ensino deve ser outro, com aprendizado constante e foco prático. Não é aceitável que um o futuro profissional fique anos sentado na cadeira de uma faculdade para chegar ao final e se perguntar como exercer sua profissão. É inadmissível pensar em uma formação teórica no qual o aluno tem papel receptivo. O profissional precisa ser construído agindo ativamente durante sua formação, vivendo a profissão e criando um olhar múltiplo.

As novas tecnologias têm trazido facilidades. Inevitavelmente a robotização substituirá muitas atividades hoje desenvolvidas pelo homem. Precisamos repensar nossos papeis como profissionais. Só aquilo que é prazeroso e que depende do talento caberá ao ser humano. Estamos chegando em um tempo onde a Economia Criativa aparece em destaque, pois o que realmente vale é o intangível proporcionado pelo capital intelectual. Da mesma forma, ganham forças as economias colaborativa e compartilhada que estabelecem uma relação de “ganha-ganha”, abrindo canais para uma nova forma de pensar onde o ser é mais valioso que o ter.

Sim, novos tempos que exigem novos comportamentos. É hora de se reinventar como o profissional e garantir seu espaço no mercado.