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02 março, 2017

15 respostas que pegam mal na entrevista de emprego*

* Fonte: Jornal O Estado de São Paulo



Ter um bom currículo, com experiências reconhecidas e formação de qualidade, nem sempre é suficiente para conquistar a vaga desejada. Na hora da entrevista de emprego, a insegurança pode vir a tona e colocar em risco todas suas qualidades. Por isso, saiba quais respostas são prejudiciais à sua imagem e o que pode atrapalhar o processo seletivo. As dicas são da supervisora de assessoria de carreira da Catho, Larissa Meiglin.

“Sim”, “não”, “é”, “talvez” ou “aham”
Respostas monossilábicas transmitem antipatia e podem indicar que você não gostaria de estar naquela entrevista.

“Tenho flexibilidade de horário, mas depende do salário”
Espere primeiro os recrutadores falarem de dinheiro e benefícios. O assunto é delicado e pode te prejudicar. Também não coloque condições.

“Tipo assim, meu, tô muito afim desse emprego”
Guarde as gírias para os seus amigos ou redes sociais. Na hora de tentar uma vaga de trabalho, é melhor falar o português formal.

Falar muito “tecniquês”
Usar muitas expressões e termos específicos também vai afastar o emprego. Guarde os termos técnicos para a entrevista com o seu gestor, por exemplo. Saber se adaptar às diferentes etapas do processo seletivo é uma jogada inteligente.

“Eu devo ser contratado, pois estou há mais de um ano desempregado e preciso muito de um emprego”
Não é hora de desabafar nem de demonstrar desespero. Foque nas suas qualidades e na sua força de vontade.

“Daqui a cinco anos, eu espero ter ganhado na loteria para viver de renda”
Se for piada, pode ser que os entrevistadores não encarem a gracinha com bons olhos. Bom humor tem de andar de mãos dadas com o bom senso. Se for verdade, o RH vai achar que esse emprego não é o seu objetivo real.

“Eu não gosto de trabalhar em equipe, mas precisa, né?”
A sinceridade é importante, mas não pode ser um tiro no pé. Além disso, se você realmente não gosta de trabalhar em equipe, é indicado desenvolver esse ponto fraco. Você quer o emprego ou não?

“Estou procurando um novo emprego, porque eu detesto meu chefe atual”
Falar mal dos antigos empregadores mancha a sua imagem porque passa a mensagem de que, uma hora ou outra, você vai falar mal do novo trabalho também.

“Meu lema é: se quer bem feito, faça você mesmo”
Aqui você está claramente mostrando que não é tão aplicado no trabalho quanto deveria. Debochar dessa forma vai fazer seu currículo ir para o último lugar da lista.

“Referências minhas? Meu chefe me ama!”
Humildade é sempre bem-vinda. Isso não significa que você não deva valorizar as suas qualidades, mas sim que não precisa exibir um ego tão inflado. Se seu antigo chefe tem coisas boas a dizer sobre você, deixe isso claro sem parecer arrogante.

“Meu maior defeito? Sou muito perfeccionista”
Ansiedade, perfeccionismo e vício em trabalho não são os pontos negativos que o recrutador procura. Ele quer saber de fragilidades reais, afinal ninguém é perfeito. Uma dica é contar algo que realmente seja seu ponto fraco, mas que não é essencial para desenvolver seu trabalho. Ou demonstre de que forma você está trabalhando para melhorar.

“Isso não é da sua conta”
Esteja aberto para responder algumas perguntas pessoais. Se não quiser falar, seja breve, mas nunca ríspido.

  “Difícil essa pergunta” ou “Nossa, não sei nem como começar a responder”
Se mostrar surpreendido em uma entrevista de emprego pode passar a ideia de que você não se preparou. Estude e treine bastante antes de conversar com os recrutadores. Se ainda assim uma pergunta inesperada aparecer, tente responder rapidamente para não chamar atenção para o susto.

“Sim, meu nível de inglês é avançado”.
“Vamos fazer uma parte da entrevista em inglês, então?”
“É… hum… cof cof”
Esse é um dos maiores pecados do processo seletivo. Nunca faça propaganda de uma característica, qualificação ou conhecimento que você não possui. Em algum momento você vai ser testado – e “desmascarado”.

“Desde quando eu tinha seis anos eu já sabia que queria ser arquiteto. Um dia meu pai me levou a uma casa muito antiga…” (dar muita volta para formular a resposta)
Evite se prolongar ou fazer rodeios antes de dar uma resposta. A objetividade é importante para que você tenha tempo detalhar e contar o que é realmente importante. A comunicação clara, concisa e direta é essencial na entrevista – e no dia a dia do trabalho.

06 fevereiro, 2017

6 frases “fatais” na entrevista de emprego*

* Por Sidnei Oliveira

Em tempos de crise, qualquer deslize pode significar a perda definitiva de uma oportunidade de emprego, por isso, é importante que evite se posicionar com algumas frases e também entenda, que o fundamental é evitar o comportamento que essas frases expressam.

“Desculpa, mas é que sou muito ansioso.”

É impressionante a quantidade de vezes que ouvimos este tipo de afirmação nos dias atuais. Todos estão munidos de um senso de urgência incrível e de alguma forma, agem contribuindo para que esse comportamento se alimente dele mesmo. Afinal, ansiedade gera ansiedade, além é claro, de também gerar outras coisas tão negativas quando ela. Na aflição de achar que não vai dar tempo, muitos estão sendo superficiais em suas escolhas, improvisando na maioria do tempo e cometendo falhas pela simples falta de visão estratégica.

Descrever-se como “ansioso” demonstra uma preocupação em justificar possíveis falhas e equívocos durante a entrevista e que, certamente surgirão, caso você seja contratado.

“Quero trabalhar em uma empresa em que eu possa crescer”

Claro que durante a entrevista devemos expor nossas expectativas, mas saiba que o entrevistador não está interessado nelas prioritariamente. Quando pergunta sobre o tema, na verdade está querendo avaliar quanto de responsabilidade pela própria carreira o candidato estará colocando na conta da empresa.

Expor a expectativa de que tem ambições profissionais pode parecer correto, mas só se você tem total consciência de que a responsabilidade é exclusivamente sua e não do local onde pretende trabalhar.

“Eu não gostava do que fazia no meu último emprego”

Realmente fazer o que gosta é uma boa meta pessoal, mas é preciso lembrar que mesmo a mais interessante atividade, tem momentos que não são tão bacanas. Na verdade, devemos lidar com as frustrações em qualquer atividade que nos envolvemos. Quando falamos negativamente sobre o último trabalho, levamos o entrevistador a buscar detalhes sobre “o que não se gostava no último emprego”, pois é bem provável que na nova oportunidade, o candidato irá encontrar situações equivalentes e isso se repetirá.

Deixar a impressão de que está buscando apenas fazer o que gosta demonstra imaturidade e fragilidade profissional.

“Sou focado em resultados quando me dão desafios”

Quando estamos “vendendo” nossas competências, podemos não perceber que exageros sempre são recebidos com desconfiança por quem está entrevistando.

Vincular resultados a desafios e não a realizações é um equívoco muito comum, mas demonstra que pretende transferir a responsabilidade dos acontecimentos para a empresa, uma vez que ficará sempre a dúvida se você trará resultados se não houver desafios, mas sim, apenas as tarefas rotineiras da vaga.

“Eu nunca fui reconhecido”

Reconhecimento é um desejo de todo profissional, contudo ele se manifesta de formas diferentes durante as diferentes etapas de nossa vida. Há momentos em que o reconhecimento é financeiro, mas essa não é a única forma, pois somos estimulados também por desafios e pelas possibilidades de recompensas indiretas como prestígio, conquistas e realizações.

Justificar escolhas por falta de reconhecimento é como admitir-se como alguém sem propósito e que só se motiva se houver recompensas. Na verdade, todo resultado que alcançamos com nossas escolhas é uma forma de reconhecimento.

Se não foi de acordo com nossas expectativas, devemos aprender e fazer escolhas diferentes.

Meu maior defeito e ser muito perfeccionista”

O erro é grave, pois ao de associar “perfeição” e “defeito” em uma mesma frase, o candidato demonstra falsidade ideológica ou ignorância intelectual, o que já seria suficiente para fazer o entrevistador desconfiar da confiabilidade do candidato. Além disso, consegue indiretamente dizer que é detalhista de forma negativa, o que sempre deixa margem para desconfiar que o candidato “perfeccionista” é na verdade um chato resistente e intolerante.

13 outubro, 2016

A IMPORTÂNCIA DO POSICIONAMENTO: CASE WENDY's

A rede americana de fast-food Wendy's, famosa por seus hambúrgueres quadrados, enfim se instalou no Brasil.

Como sabemos, toda empresa que está se estabelecendo em algum lugar (ou lançando um produto) deve se posicionar adequadamente para atingir o seu público alvo de forma certeira. O posicionamento da Wendy's, segundo um dos sócios é: "se posicionar entre o cardápio barato dos fast-foods e as hamburguerias gourmet, em um estilo 'fast-casual'".

Tendo isso em mente, aproveitamos o feriado para provar os lanches e ver se efetivamente a rede está cumprindo com seu posicionamento.

Apesar da pequena fila na entrada, normal para um final de feriado, ainda mais em São Paulo, temos a sensação de estarmos entrando numa lanchonete conceitual, voltada pras tendências gourmet. Os aspectos sofisticados chamam a atenção pelo uso da tecnologia na hora de fazer o pedido e também ao receber os lanches, onde os atendentes localizam onde sentamos por meio do "table locator".

Apesar da bagunça típica das lanchonetes populares, o preço dos combos é mais acessível que as redes de fast-food mais tradicionais, o que facilita a penetração no mercado. Já o lanche... em que pese o hambúrguer ser quadrado (e ser feito com carnes nobres), falta uma identidade tanto de apresentação quanto de sabor (mesmo com os molhos de pimenta exclusivos da rede).

Assim, na minha opinião, se a rede mudasse o seu posicionamento de 'fast-casual' para um gourmet casual, ainda mais levando em conta a localização das suas primeiras lojas (bairros de classe média-alta), ela teria condições para se firmar neste mercado, apostando justamente no diferencial tecnológico como vantagem competitiva.


03 outubro, 2016

O QUE PODE E O QUE NÃO PODE SER ANOTADO NA CARTEIRA DE TRABALHO

A Carteira de Trabalho deve ser utilizada apenas para o registro de dados relacionados ao contrato de trabalho (data da admissão, função, férias, entre outros). Informações desabonadoras, que possam prejudicar a imagem do trabalhador, como penalidades aplicadas ou o motivo da demissão, são vedadas pela CLT, no artigo 29, parágrafo 4º, pois podem atrapalhar a conquista de novo emprego.

NÃO PODE


  • Penalidades aplicadas
  • Motivo da demissão
  • Atestados médicos

PODE
  • Férias
  • Função
  • Data de admissão
  • Aumento de salário

21 setembro, 2016

8 gafes no WhatsApp que atrapalham a sua imagem profissional*

* Por Claudia Gasparini


Via de regra, redes sociais se dividem claramente entre pessoais e profissionais: é quase consenso que plataformas como Facebook e Instagram pertencem ao primeiro grupo, enquanto ferramentas como o LinkedIn se enquadram na segunda categoria.

Mas como você classificaria o WhatsApp? Com cerca de 100 milhões de usuários no Brasil, o aplicativo é tão onipresente quanto multifuncional: serve não apenas para manter o contato com familiares e amigos, mas também para conversar com colegas de trabalho, chefes, subordinados e clientes.

A ambiguidade do app tem dado margem a uma infinidade de confusões no mundo corporativo, diz Leandro Bittioli, gerente da consultoria Talenses. Segundo ele, usar o WhatsApp para fins profissionais torna a comunicação muito mais fácil e rápida, mas é preciso ter cuidado para não exceder certos limites e, assim, arranhar a sua reputação.

O maior desafio está em usar a mesma ferramenta para finalidades diferentes, alternadamente: pode ser que, logo após mandar uma piada debochada para um amigo, você precise enviar uma resposta formal à solicitação de um cliente. Tudo em poucos segundos, usando o mesmo aplicativo.

Também é preciso considerar a extrema facilidade com que se manda um recado pelo app — o que leva muita gente a dizer coisas sem pensar — e o falso distanciamento trazido pela tecnologia, que mascara o peso de certas falas e atitudes.

Confira a seguir 8 deslizes envolvendo o WhatsApp que podem comprometer a sua reputação profissional:

1. Mandar mensagens fora do horário do expediente 
Nenhum empregador gosta que seu funcionário atrase suas tarefas por passar muito tempo conversando no WhatsApp sobre assuntos pessoais. O contrário também deve valer: não é permitido assediar a equipe com cobranças via app no seu período de descanso. “É claro que há exceções, sobretudo se for algo muito esporádico e o assunto for realmente urgente”, diz Bittioli. Mas a facilidade para enviar mensagens não autoriza invasões.

Segundo Maria Aparecida Araújo, consultora de etiqueta empresarial, mandar mensagens fora do expediente não é apenas uma gafe: a prática pode até render processos trabalhistas por horas extras não remuneradas. “Alguns chefes esquecem que o WhatsApp deixa registros, que podem ser usados como provas perante a Justiça”, explica.

2. Trocar o “olho no olho” por balões de texto
Esta mesma orientação vale para WhatsApp, e-mail ou qualquer outra ferramenta online: não abandone as interações presenciais em nome da (inegável) praticidade de se enviar mensagens por escrito.

Isso se aplica especialmente a conversas importantes, como feedbacks para a equipe ou negociações delicadas com clientes e fornecedores. De acordo com Araújo, o aplicativo funciona muito bem para recados rápidos e simples. “Para todas as outras situações, prefira sempre o olho no olho”, diz a consultora. Só assim você terá recursos como tom de voz e linguagem corporal para aprofundar a conversa e evitar mal-entendidos.

3. Mandar piadas, frases de autoajuda ou “desabafos” sobre política
Antes de enviar um conteúdo engraçado para colegas, chefes e subordinados pergunte a si mesmo se você compartilharia aquilo com eles presencialmente. Dependendo do tipo de humor, piadas podem soar inadequadas e até ofensivas. Correntes, frases "inspiradoras" e comentários inflamados sobre política também podem causar irritação, diz Araújo.

Mensagens descontraídas ou alheias ao trabalho não são proibidas — mas é preciso avaliar se você realmente tem intimidade com o destinatário antes de apertar o botão “enviar”. “A mesma etiqueta que você tem presencialmente vale para o WhatsApp”, resume Bittioli. “No escritório você às vezes quebra o gelo, mas respeita um certo limite”.

4. Visualizar e não responder 
O WhatsApp notifica a leitura de todas as mensagens: assim que elas são visualizadas pelo destinatário, aparecem com dois risquinhos azuis ao lado. Essa “delação” pode causar muitos conflitos, inclusive no contexto profissional. "Pega mal visualizar e não responder à mensagem de um chefe ou cliente, por exemplo", diz Bittioli. Mas e se demora para responder for por pura falta de tempo ou porque quer preparar bem sua resposta?

Para o gerente da Talenses, a melhor saída é desabilitar a função de notificações de leitura: assim, nem você e nem os demais saberão quando as mensagens foram vistas. Para a consultora de imagem Renata Mello, também é possível manter as notificações, mas responder alguma coisa assim que possível. “Diga que no momento está ocupado, mas que dará um retorno em breve”, explica ela.

5. Confundir destinatários 
Com a pressa e a distração do dia a dia, não é difícil mandar mensagens para as pessoas erradas. Segundo Bittioli, é preciso ter atenção máxima antes de apertar o botão “enviar” — um cuidado que vale especialmente para quem participa de muitos grupos no WhatsApp.

Em alguns casos, a confusão não traz grandes consequências. Em outros, diz Mello, o vexame pode manchar a sua imagem profissional por tempo indeterminado.

6. Usar uma foto de perfil inadequada 
A maioria das pessoas sabe que não deve usar uma foto pessoal tirada na praia como avatar no LinkedIn. Se você se comunica por WhatsApp com outros profissionais ou clientes, não se esqueça de que o mesmo vale para o seu perfil no aplicativo.

Não precisa ser uma foto tão séria quanto a do LinkedIn: basta uma imagem neutra. Para preservar sua privacidade e evitar constrangimentos, diz Mello, também é bom evitar fotos em trajes sensuais.

7. Errar a mão nos emojis
Um dos recursos mais populares do WhatsApp é o imenso acervo de carinhas e ícones divertidos que você pode adicionar às suas mensagens. Os “emoticons” são aceitáveis numa interação profissional, mas é melhor usá-los com parcimônia — até porque, em alguns casos, o tom da conversa exige sobriedade.

“Se for usar, fique apenas com os ‘emojis’ mais básicos e universais”, recomenda Mello. “De qualquer modo, evite mandá-los com muita frequência ou em grande quantidade”.

8. Tropeçar no português
A redação de um e-mail costuma exigir mais tempo e concentração do que a produção de uma mensagem de WhatsApp. Essa rapidez faz com que muitos usuários a cometam erros de gramática e ortografia na comunicação pelo aplicativo, o que pode comprometer a sua imagem profissional.

A ferramenta de autocorreção pode parecer salvadora nesses momentos, mas também pode virar um problema. A palavra original pode ser substituída automaticamente por outra muito diferente, e gerar constrangimento dependendo da troca. A regra é a mesma que vale para e-mails: revisar atentamente todo e qualquer texto antes de enviá-lo.

06 setembro, 2016

4 passos para seu currículo fisgar o recrutador em segundos*

* Por Luisa Granato


Se seu currículo fosse um trailer, você teria vontade de assistir ao filme? Com tantas opções, no cinema e na Netflix, e tão pouco tempo para ver tudo que existe de bom por aí, ganham mais audiência aqueles títulos com os melhores trailers.

Afinal estes resumos, quando bem amarrados, dão um gostinho de quero mais e sempre ficam na memória. Um currículo bem feito tem o mesmo efeito num recrutador.

Como um trailer, o currículo é uma primeira impressão e, no breve momento de leitura que tem o recrutador (e são só alguns segundos), é preciso mostrar quem é você.

Para descobrir como melhorar o documento, tornando-o mais atraente, EXAME.com consultou especialistas que diariamente leem centenas de currículos.

Confira as dicas para sua apresentação ficar mais interessante e sua leitura mais ágil:

1. Pessoal, mas nem tanto

Para começar, no cabeçalho, a informação pessoal é a primeira coisa que o recrutador vai ler.

Para Caroline Cadorin, gerente geral da Hays Experts, é importante colocar os dados que já situem o recrutador do seu tipo de perfil. Então, além do seu nome, idade e contatos, vale colocar, em seguida, a graduação e conhecimento de idiomas.

Na hora de falar de si mesmo, é melhor tomar cuidado: evite autoelogios. Segundo Gabriel Santos, gerente das divisões de finanças, tributário e jurídico da Talenses Rio de Janeiro, a personalidade do candidato vai ser avaliada durante a entrevista e o que está escrito no currículo pode ser posto à prova.

2. A seleção dos melhores momentos

Depois vem o resumo da experiência de trabalho. Com concisão, você deve selecionar e descrever os momentos de destaque na sua carreira em poucas linhas.

“Aqui você precisa passar uma ideia rápida de você, para fisgar quem lê”, diz Caroline. “Coloque as informações que o diferenciam, como seu papel em projetos e experiências internacionais”.

Bom senso é a recomendação da recrutadora. Ser enxuto demais também é ruim. Na descrição é bom colocar o nome da empresa em que trabalhou e sua área, tamanho, tipo de mercado e sua função no lugar. “Assim dá uma percepção de onde está incluído no mercado”.

3. As palavras - e o tempo - a seu favor

Coloque sua experiência de trabalho completa em seguida, disposta em ordem cronológica, do emprego mais recente para os mais antigos. Os dois especialistas consultados chamam atenção para o cuidado com questão temporal.

A gerente da Hays avisa que datas bagunçadas podem confundir o recrutador durante a leitura, já Santos lembra que todas as informações serão verificadas, então é bom ser organizado.

Erros de português também devem ser eliminados. Quanto a usar palavras em inglês, o gerente da Talenses pede parcimônia. “Use com coerência os termos em inglês que competem a sua área, quando for necessário e sempre entre aspas”.

As palavras são sua ferramenta na hora de escrever um currículo de destaque. E para os recrutadores na hora de buscá-los. Então, pense em como vai usar palavras-chave que remetam ao cargo que anseia.

“Não existe regra para isso, mas não deixe de usar palavras relacionadas a sua área”, explica Caroline. “Não é para mentir, mas combinar as informações para que elas o beneficiem na busca”.

4. A estética que os recrutadores amam

Não pense que o recrutador vai prestar mais atenção no seu currículo por ser mais colorido e com design inovador. Gabriel Santos recomenda seguir os modelos tradicionais. “A informação deve ser bem estruturada e limpa”.

Os dois especialistas concordam nesse aspecto. “Prefiro um currículo que tenha aparência limpa e com as informações necessárias”, acrescenta Caroline. “Tenho que acreditar nele e ter uma leitura agradável”.

Leia o seu próprio currículo com um olhar crítico. Ele chama a sua atenção? Foi prazeroso ler?. “Você tem que pensar como alguém que está recebendo e avaliando aquele material. Afinal, ela tem 30 segundos para entender seu perfil”, diz Caroline.

05 setembro, 2016

O currículo, como o conhecemos, está com os dias contados

* Por Marcelo Braga

O currículo é um registro do passado, que será substituído inevitavelmente por plataformas digitais onde o candidato irá atualizar informações, incluir conquistas e desafios alcançados. O CV perderá espaço para outras ferramentas de avaliação, muito mais efetivas.

Esqueça os currículos longos, cheios de informações detalhadas e desnecessárias, ou aqueles que de tão resumidos sequer informavam o básico sobre o candidato. Aliás, esqueça o currículo como o conhecemos. Ele está com os dias contados.

Muitos se preocupam com o formato, tamanho, estilo de letra. No entanto, o que mais importa é a maneira como se conta a história profissional. A informação é que precisa ser adequada, confiável e completa. Obviamente existem áreas onde a parte criativa é fundamental. Nelas um documento anexo ao CV, onde são listados os aspectos mais específicos, sempre será importante.

Mas qual será a alternativa ao currículo como o conhecemos? As informações auxiliadas com outros instrumentos de avaliação, como testes, certificações, entrevistas virtuais, avaliações comportamentais serão os meios de recrutamento no futuro breve.

Para substituir o papel, o ideal é ter uma plataforma onde essa informação seja atualizada, consultada e avaliada, e onde o candidato possa ao longo do tempo inserir conquistas e desafios alcançados, o que em alguns casos já ocorre no recrutamento online.

Como headhunter, enxergo o CV como algo que diz sobre o passado, as ações já realizadas pelo profissional. Assim, não há necessidade de ficar alterando o passado, buscando a melhor forma de comunicar a mesma informação. Inclusive se todos os documentos tivessem o mesmo formato, seria ideal para que o conteúdo pudesse ser comparado.

Este inclusive é um dos princípios de aplicativos como a REACHR, pois quem acessa a plataforma preenche um cadastro a partir do qual os dados começam a ser analisados e selecionados pelo algoritmo, que na sequência inicia o cruzamento do perfil dos candidatos com as vagas disponíveis. Assim é possível comparar informações e avaliar possíveis distorções, buscando sempre o candidato ideal para a empresa.

E quem está em início de carreira? Quem está procurando estágio e quer se mostrar mais atraente para o mercado, visto que não tem tanta informação para incluir no currículo, deve lembrar que está em pé de igualdade com os demais profissionais que estão se formando. Todos estão no mesmo estágio de vida, inclusive. A diferença estará em aspectos como atividades extras e competências comportamentais, ou seja, não será o CV a vantagem competitiva do candidato neste caso.

O currículo formal é um sumário das conquistas até um determinado momento. É preciso pensar à frente. Para iniciar a procura de um estágio, o jovem deve começar antes a traçar uma carreira com conquistas em todos os âmbitos. Entender as necessidades do mercado em aspectos comportamentais, postura e questões técnicas. Atuar em outras áreas que não somente a sua, como práticas esportivas, apoio à comunidade, enfim, atividades que possam mostrar um pouco mais sobre a pessoa do candidato.

25 agosto, 2016

Os 7 pecados capitais do currículo, segundo recrutadores*

* Por Claudia Gasparini


“Nunca julgue um livro pela capa” é uma máxima que se aplica a muitos contextos. Mas não ao universo do recrutamento.

Como é impossível fazer diferente, headhunters julgam e até eliminam candidatos apenas com base em suas "capas"  — ou melhor, seus currículos.

Falhar na composição desse documento pode ser fatal, ainda que você tenha uma trajetória profissional invejável e adesão completa à vaga oferecida.

Enquanto alguns detalhes são sutis, outros são mais evidentes. Confira a seguir os “pecados capitais” da elaboração de CVs, segundo especialistas no assunto:

1. Falta de revisão
Uma pesquisa recente da consultoria Robert Half mostrou que apenas dois erros de digitação no currículo bastam para eliminar um candidato. Segundo Ricardo Karpat, diretor da consultoria Gábor RH, pecar na revisão do documento significa passar um atestado de descuido e pouco profissionalismo.

“Infelizmente, erros de digitação, português ou até inglês são bastante comuns em CVs”, explica. “É um tipo de problema que prejudica muito a imagem que o recrutador acaba fazendo do profissional”. Para evitar gafes, é melhor passar um “pente fino” no documento e até pedir para outra pessoa lê-lo antes de encaminhá-lo para potenciais empregadores.

2. Ausência (ou excesso) de dados
Quem não relê o próprio CV ainda corre o risco de omitir algumas informações obrigatórias. “Muita gente se esquece de colocar dados básicos, como telefone e e-mail”, diz Felippe Virardi, gerente da consultoria de recrutamento Talenses. “Às vezes gostamos do profissional, mas não conseguimos entrar em contato com ele para marcar uma entrevista por causa disso”.

O outro extremo também é problemático. Alguns candidatos incluem dados pessoais como religião ou número de filhos, RG, CPF, perfis em redes sociais não-profissionais e uma enxurrada de outras informações que tornam o documento confuso e cansativo.

3. Extravagância visual
Outro erro grave está em exagerar na “decoração” do documento. “Alguns candidatos querem fazer obras de arte, com muitas cores, fontes, logos e imagens, mas isso vale apenas para vagas da indústria criativa, como publicidade ou design”, afirma Karpat.

De forma geral, o visual do currículo deve ser limpo, claro e sóbrio. Você já sabe o que isso significa: papel branco, texto na cor preta e fontes tradicionais como Arial ou Times New Roman. “Enxergue o currículo como a roupa que você usaria numa entrevista de emprego”, diz o especialista. “Você não iria com uma blusa cheia de estampas e cores berrantes, iria com um visual mais comedido e social”.

4. Prolixidade
Imagine que você você decidiu ler a sinopse de um filme para decidir se quer vê-lo ou não. O texto não pode ser longo demais: ele deve apenas revelar as informações básicas da história e, ao mesmo tempo, atiçar a sua curiosidade para ir ao cinema.

O mesmo princípio vale para currículos. O objetivo do documento é resumir a sua carreira e, ao mesmo tempo, provocar o desejo do recrutador em conhecer você pessoalmente. O oposto é encher folhas e mais folhas com detalhes irrelevantes. Para Virardi, um bom currículo não deve ocupar mais do que duas páginas, independentemente do tempo de experiência do candidato.

5. Mentira
Outro pecado mortal é faltar com a verdade para disfarçar problemas ou lacunas na sua carreira — uma artimanha fadada ao fracasso. “Hoje é muito fácil checar informações, conversar com outros recrutadores”, diz Virardi. “Uma hora ou outra, o candidato será pego na mentira”.

Ainda assim, o expediente é comum: seja ao exagerar o domínio do inglês, seja ao omitir um período de desemprego, muitos candidatos insistem em rechear seus currículos com ficção. As consequências para a carreira são nefastas. Além do óbvio prejuízo para o processo seletivo em questão, a falta de sinceridade quebra a confiança entre o candidato e o mercado de forma geral, por tempo indeterminado.

6. Autoelogio
Os recrutadores ouvidos por EXAME.com são unânimes na percepção de que um currículo não deve conter nenhum tipo de autoavaliação sobre o comportamento do candidato. Dizer que você é “criativo”, “dinâmico” ou “incansável”, por exemplo, é inútil: ninguém vai acreditar se é você mesmo quem está falando. Além disso, a presença desses adjetivos denota vaidade ou até falta de autoconhecimento.

E se o elogio tiver sido dado por uma outra pessoa, como um ex-chefe ou cliente? Segundo Virardi, é melhor deixar para compartilhar essas histórias na fase da entrevista. Cara a cara com o recrutador, você poderá explorar outros recursos da linguagem, como o tom de voz e as expressões faciais, para não parecer pretensioso.

7. Desorganização
“Se o profissional não consegue selecionar e ordenar informações para produzir o próprio currículo, fica em xeque sua capacidade de cumprir outras tarefas de forma eficiente”, diz Karpat. Por isso, um CV com conteúdo embaralhado ou cheio de lacunas inexplicáveis é um forte candidato à eliminação.

Não organizar as suas passagens profissionais em ordem cronológica é um dos erros mais graves e comuns. Segundo o recrutador, essa falha na estrutura compromete a leitura e a compreensão do CV, assim como omitir datas ou a duração de cada emprego.

24 agosto, 2016

Passar por diferentes áreas e empresas mancha o currículo?*

* Por Ana Pinho


Para uma pesquisa global que levou em conta trocas de emprego anunciadas na plataforma entre dezembro de 2014 e março de 2015, o LinkedIn falou com mais de 160 brasileiros. O resultado impressiona: 59% dos entrevistados tem entre 18 e 35 anos, a chamada geração Milênio, e 39% trocaram não só de posto, mas de carreira.

Trata-se de uma mudança sincronizada com outros jovens pelo mundo. A questão da importância da diversidade de experiências e do trabalho como propósito de vida – assim como a ascendência de habilidades e profissões totalmente novas – é cada vez mais relevante.

O mercado, por sua vez, já responde a essa transição com novas estratégias de contratação, que levam em conta um currículo diverso como digno de avaliação ao invés de um sinal vermelho.

Marco Macedo, chefe da área de Recursos Humanos da Pearson no Brasil, entrevista cerca de 250 pessoas por ano. Para ele, o importante é mostrar consistência em sua trajetória, “principalmente no seu processo decisório”. Isso se traduz em experiências que fazem sentido umas com as outras, ao invés de desconexas.

Amandha Negro Cortes, superintendente de Recursos Humanos do Itaú, concorda. “Um ponto de atenção importante é que o currículo tenha passagens sólidas, com construções significativas e que mostrem o quanto evoluiu e cresceu profissionalmente ao longo do tempo”, diz. “Tendo este cuidado, com certeza esta experimentação é muito possível e a depender da forma de apresentar no currículo, a pessoa pode ainda se destacar positivamente por sair da zona de conforto e querer novos aprendizados ao longo da carreira.”

Para desenvolver um currículo diverso de maneira estratégica e consistente, Marco sugere três reflexões. A primeira é retrospectiva: pense nos passos que está dando e por que fazem sentido para você. Em seguida, olhe criticamente e considere se você vai fazer algo relevante naquele próximo emprego. Por último, procure ambientes que permitam a experimentação dentro de seus quadros – eles existem.

Questão de ciclo

É igualmente necessário explicar adequadamente os “pulos” entre um emprego e outro de maneira satisfatória. É algo que fica mais claro quando se pensa em termos de ciclos, seja um projeto de seis meses ou uma iniciativa de três anos.

“É o regar, crescer e colher: se você não é capaz de viver esse ciclo inteiro, com as dores e as alegrias, aí passa a ser demais”, resume Marco, que destaca a necessidade de demonstrar entrega e aprendizado na hora da entrevista. “É não ficar só na euforia de aprender, mas aprender a ter resultado e bater metas.”

Embora não exista tempo mínimo ou máximo ideal no Itaú, Amandha diz que sua equipe busca avaliar em detalhes o que foi construído em cada passagem e quais foram as contribuições individuais do candidato ao longo do tempo.

É aqui que é necessário prestar atenção no longo prazo: quanto mais tempo de carreira você tem, melhor precisa ser na hora de apresentar sua trajetória de maneira convincente. “Quando vejo alguém com dez anos de formação e oito empresas no currículo, fico assustado porque não estou contratando alguém por um verão”, admite Marco. Se o candidato parece bom no papel, no entanto, costuma ganhar a chance de se explicar pessoalmente. “Minhas entrevistas tem só uma grande pergunta: do dia em que você nasceu até hoje, o que aconteceu?”, diz ele.

E não adianta inventar na hora. “Um currículo inconsistente e que de alguma forma tenta manipular ou vender uma ideia diferente do que é, se não identificado nesta etapa, é facilmente percebido na entrevista”, alerta Amandha, que aconselha transparência e honestidade. Dentro do próprio banco, trocar de áreas internamente é algo bom profissionalmente, desde que a troca seja acordada com gestores. “Esta movimentação é vista de forma positiva na linha de que há busca pelo novo, saída da zona de conforto e protagonismo de careira.”

Definições

Marco é, ele mesmo, um exemplo de diversidade. Formado em engenharia mas desencantado com a profissão, tornou-se trainee da Ambev. Ao longo de dez anos na empresa, passou pelas áreas de vendas, marketing, trade, inteligência de mercado e gestão de pessoas antes de assumir o cargo de gerente comercial.

Em 2013, foi convidado para dirigir o departamento de gestão de pessoas do Grupo Multi, mais tarde adquirido pela Pearson, onde está hoje. “Eu nunca deixaria cinco anos da minha vida definirem o que vou fazer nos próximos quarenta”, resume.

Entre os maiores ganhos de quem busca trabalhos diferentes, para ele, estão a empatia e a complementaridade. Ter experiência com vendas pode ajudar a entender o que está acontecendo quando você estiver na área financeira ou de operações, por exemplo. E isso cria, por si só, um profissional melhor e valioso.

Seu conselho mais contundente tem contornos mais profundos, que envolvem refletir sobre a natureza do trabalho em si. Afinal, como as pessoas trabalham durante grande parte da vida, é natural que, dada a oportunidade, escolham cada vez mais uma experiência digna e interessante e não apenas um holerite.

“As pessoas nos procuram dizendo que querem trabalhar com engenharia, finanças ou logística, mas no fundo o que importa é o ‘como’”, diz. “Como as pessoas se relacionam, como o negócio é gerido – são essas as coisas que preenchem sua vida.”

19 agosto, 2016

Desemprego: como por fim nesse pesadelo?*

* Por Dilma Rodrigues


População de desempregados subiu para 11,4 milhões e bateu recorde. A taxa é a maior registrada pela série histórica do indicador, que teve início em janeiro de 2012.

Diante deste cenário alarmante de desemprego no Brasil, é cada vez mais evidente a dificuldade dos profissionais se recolocarem no mercado de trabalho, até em função da quantidade de pessoas que passaram a disputar a mesma vaga.

Por conta disso, é necessário fazer bom uso do tempo que terá livre. Amplie seu networking e reavalie suas metas profissionais e pessoais. Abaixo apresentamos dicas importantes para ingressar no mercado de trabalho:

1) Ajuste seu currículo

O CV deve ser apresentado com informações objetivas, no máximo 2 folhas. Basicamente um CV deve constar as seguintes informações:

- Dados pessoais (nome, idade, endereço, telefones e e-mail). Evite incluir e-mail com apelidos ou nomes informais.

- Objetivo ou cargo pretendido: Nesse campo, fuja de incluir diversos cargos ao mesmo tempo, como “Objetivo: Administrativo, financeiro, comercial e atendimento”, falta de foco demonstra desespero. Além disso, adapte seu CV para que as suas experiências, cursos e diferenciais sejam condizentes com o cargo pretendido, se busca algo voltado na área de estética, retire suas experiências no setor de logística.

- Formação acadêmica: Inclua suas formações em ordem da mais atual para a mais antiga. Se já possui pós-graduação cite-a juntamente com a graduação. Não é necessário incluir as graduações anteriores, exceto se for um diferencial com relação ao cargo que almeja.

- Principais experiências profissionais: Apresente em ordem da mais recente para a mais antiga. Recomendamos citar até três experiências (as mais atuais e as preponderantes). Mantenha mais do que isso apenas se for essencial á vaga que se disputa. Seja sucinto e claro com relação ás tarefas que ocupava, destaque as principais. Ressalte implantações e/ou participação de projetos as quais teve envolvimento.

- Outros cursos e aprimoramentos: Destaque os relevantes e que condizem com a vaga que deseja. Dê relevância aos idiomas estrangeiros apenas se já realizou cursos, caso contrário, é melhor manter o seu CV sem essas informações do que manter “inglês ou espanhol básico”.

2) Adeque suas redes sociais

A probabilidade dos recrutadores acessarem as suas redes sociais é altíssima, assim sendo, atenção ao que se segue e nas inserções dos posts, favoritismos e fotos.

Dê preferência a fotos familiares, sem exposição alcoólica e excessos. Evite fotos com roupas inadequadas e com dizeres que denigram qualquer imagem. Acredite que os recrutadores se apegam ao universo virtual para conhecer melhor os seus candidatos.

3) Recicle-se

Todos os postos certamente exigem um conhecimento contínuo dos profissionais. Nesse contexto, mesmo que esteja com poucos recursos financeiros para investir em cursos e treinamentos, dê TOTAL prioridade a vivenciar essa realidade.

Há diversas entidades que fornecem cursos e palestras gratuitos. Além do que, na Internet é possível obter uma vastidão de dados acerca de qualquer assunto. Certifique-se em acessar páginas que tenham credibilidade e deixe de lado o marasmo. Sem dizer em livros, revistas, televisão e jornais. Se contextualize em compreender o que está acontecendo no mundo e quais as suas demandas.

Outro fator relevante é o marketing pessoal. Há diversas palestras e sites onde coachings e psicólogos tratam dessas questões.

4) CV certo para as vagas certas

Observe como e onde você está disponibilizando seu currículo. Se não receber nenhum convite de entrevistas em cerca de 10 (dez) dias, é sinal de alerta e você precisa encontrar novas estratégias. Além de sites de recrutamento, há também o Linkedin que é ótimo (que é uma rede social com foco mais profissional).

Se você é um profissional liberal (contador, médico, advogado, etc.) pode recorrer ao banco de dados das respectivas entidades sindicais dessas categorias, porque muitos empregadores recorrem a esses recursos específicos.

Evite disparar seu CV sem critério, para não vulgarizar o seu perfil e não se frustrar. O ideal é encaminhá-lo as vagas que estejam coerentes.

Além disso, não sinta preguiça em responder os questionários prévios que muitas empresas colocam nos sites de recrutamento, eles são filtros vitais que podem ou não direcionar o seu CV nas mãos do recrutador.

5) Entrevista

Ao ser convidado para uma entrevista, procure obter maiores detalhes sobre a história da empresa, como por exemplo, acessar o seu site. Entenda o mercado em que atua, seus clientes e se possível os seus concorrentes.

Demonstre empatia no ato da entrevista, mantenha as mãos sobre a mesa, se comunique com uma voz firme e suave. Olhe nos olhos do recrutador, mas sem ser intimador. Mantenha um sorriso e confiança no rosto.

Evite viver o luto do desligamento da empresa anterior, se queixar dos líderes anteriores e abrir números e informações confidenciais acerca de suas antigas experiências. O recrutador poderá pensar que você fará igual sobre a empresa dele, em outra ocasião.

Ouça com calma e atenção todas as informações que o entrevistador fornecer e se atente principalmente sobre as principais necessidades que eles estão vivendo no momento. Procure se apegar nessa carência e demonstrar seus principais diferenciais.

Procure passar as informações que você já sabe da empresa durante a conversa e agregar isso aos seus pontos fortes.

Previna-se para não denegrir sua própria imagem, se foque nos seus pontos fortes e diferenciais. Lembre-se, ninguém é perfeito, mas não é por isso que você precisa dar destaque ao que não te valoriza.

Fale o necessário, respondendo as indagações de forma objetiva e clara e não faça perguntas tipo, “vocês emendam feriados, como funcionam as férias aqui, tem vale alimentação”.

Demonstre que está preparado portando calculadoras, tablets e tabelas, conforme o cargo almejado.

As entrevistas levam em média alguns minutos, por isso transmita o melhor de si nessa ocasião única, para passar a mensagem e garantir um lugar de destaque.

17 agosto, 2016

CURRÍCULO ONLINE: VEJA AS PALAVRAS-CHAVE FUNDAMENTAIS PARA O CV*

* Por Thais Manini


Antes de inserir o seu currículo online em plataformas de busca de emprego e bancos de dados, confira as dicas das palavras-chave importantes para estar no documento.

Ter o currículo online é praticamente obrigatório para quem deseja concorrer a uma vaga de emprego no mercado de trabalho. Seja em plataformas gratuitas ou pagas, redes sociais e até mesmo no banco de dados de empresas do seu interesse.

Porém, tão importante quanto ter uma versão digital, é saber quais são as palavras-chave importantes e que não devem faltar no seu currículo. Uma pesquisa realizada no ano passado, pelo site de emprego Zip Recruiter analiso mais de três milhões de currículos para descobrir quais são as técnicas mais assertivas utilizadas pelos profissionais.

PALAVRAS-CHAVE PARA CV

Os termos que indicam habilidades de gestão, postura pró-ativa em relação ao trabalho e habilidade de resolver problemas são as mais bem vistas:

  • Análise
  • Apoio
  • Cliente
  • Conhecimento
  • Dados
  • Desenvolvimento
  • Equipe
  • Experiência
  • Gestão
  • Habilidade
  • Liderança
  • Negócio
  • Operação
  • Profissional
  • Projeto
  • Responsável

Assim como existe palavras-chave importantes, também existem aquelas que devem ser evitadas ou até mesmo não aparecer em um currículo online, pois denotam inexperiência:

  • Aprendizagem
  • Chance
  • Desenvolver
  • Difícil
  • Eu mesmo
  • Mim
  • Necessidade
  • Primeiro
  • Tempo


PALAVRAS-CHAVE POR ÁREA DE ATUAÇÃO

Existem algumas palavras que são mais facilmente identificadas dependendo da área de atuação, confira alguns exemplos para fazer (ou refazer) o seu currículo online:

Administrativa

Planejamento de reuniões; apresentações de metas e resultados; suporte ao cliente; gerência de escritório; controle de inventário; compra; levantamento e escolha de fornecedores; gerência de projeto; estratégia.

Financeira

Relação com investidores; análise de risco; administração de risco; projeções financeiras; balanço tributário; administração de lucros; análise de custos; negociação; fusão e aquisição; bolsa de valores; MBA; valorização de negócio.

Recursos Humanos

Treinamento e desenvolvimento; desenvolvimento organizacional; reengenharia de processos; folha de pagamento e benefícios; administração de cargos e salários; recrutamento e seleção; políticas e procedimentos; relações trabalhistas.

Tecnologia

Nesta área, em específico, as palavras-chave estão relacionadas com seu alvo de trabalho, experiência e os programas e aplicativos que domina:

Rede; dados; novell; Unix; Linux; Windows; Segurança; e-commerce; informação; suporte; velocidade; cabeamento; servidor; gerenciamento; disco ótico-magnético; roteadores; intranet; internet; Java; Developer; browser; firewall; LAN Switches; implementação; C++. HTML; ASP; VB; COBOL.

Vendas

Representação de vendas; representantes; telemarketing; atendimento; pós-venda; ativo; follow-up; assistência técnica; captação de clientes; administração de carteira de clientes; marketing de produto; estratégia; desenvolvimento de novos negócios.

Para escolher as palavras-chave ideias para o seu currículo online faça uma lista das suas habilidades e experiências e então procure uma palavras específica que a represente. Palavras com sentido amplo, podem fazer com que o seu currículo seja apenas mais um.

DICAS IMPORTANTES

Além das palavras-chave do currículo online, também é muito bem observado pelos recrutadores, uma história consistente da sua experiência de trabalho. O currículo deve ser feito direcionada àquela empresa e cargo desejado. É preciso lembrar, sempre, de ressaltar as habilidades relacionadas à vaga em questão.

O TAMANHO DO CURRÍCULO ONLINE

Especialistas garantem que, um currículo demasiado extenso ou curto não são bem vistos e que o ideal é que tenham entre 600 e 700 palavras.

02 agosto, 2016

Saiba como melhorar o marketing pessoal de uma vez por todas*

* Por RH Inteligente

Você pode estar se perguntando “por que eu preciso melhorar o marketing pessoal”? Bem, vamos explicar. Todos nós, ao buscarmos um profissional, desejamos ir ao melhor deles. Da mesma forma, os gestores, ao entrevistar diversos candidatos e escolher quem ocupará a função oferecida, certamente escolherão aquele que lhes parece o “melhor” dentre os concorrentes, o mais apto para desempenhar a função.



A grande questão é que, nem sempre, os escolhidos são verdadeiramente os mais competentes. Eles apenas são os que melhor demonstram as suas habilidades. A essa qualidade de conseguir agregar valor à própria imagem, chamamos marketing pessoal.

O marketing pessoal é indispensável para o profissional que quer ser reconhecido em sua área de atuação. É preciso desenvolver as estratégias adequadas para não apenas ser notado, mas ser notório!

Neste post daremos 7 dicas de como melhorar o marketing pessoal e obter o merecido reconhecimento pelo seu trabalho. Confira!

1) Invista na sua imagem
Cuidar da aparência é fundamental. Vestir-se adequadamente e de acordo com a ocasião é indispensável para o profissional que quer se destacar. É claro que não existe uma regra de vestimenta aplicável a todos. Certamente, um profissional da área jurídica não deve trajar-se do mesmo modo que um educador físico em uma academia. Porém, num ou noutro caso, é preciso haver cuidado com a vestimenta, pois ela fala muito sobre nós e sobre a mensagem que queremos transmitir.

2) Seja pontual
Ultrapassada a fase da aparência, é hora de destacar-se por sua forma de agir. A pontualidade é uma qualidade bastante importante na seara profissional, pois demonstra afinco e profissionalismo. Ser pontual significa que o profissional é comprometido com o seu trabalho, o respeita e valoriza.

3) Esforce-se para falar corretamente
Nem todos nós somos exímios oradores, mas devemos evitar a timidez ao falar em público e prezar pelo uso da linguagem correta e culta, sobretudo no ambiente de trabalho.

Não é adequado o uso de gírias ou coloquialismos no ambiente profissional, ou quando estamos tratando com pessoas com quem não temos intimidade. É preciso zelo com a linguagem, tanto a verbal, quanto a escrita. Profissionais que titubeiam ao falar ou que escorregam na gramática não transmitem confiabilidade.

4) Seja gentil
Gentileza é como um bálsamo na correria e estresse do dia a dia. Todos temos problemas, mas não devemos trazê-los para o trabalho. Para ser reconhecido e valorizado como profissional, é indispensável que saiba tratar a todos com respeito e atenção, sendo cuidadoso com as palavras e na forma de agir. Certamente, essa conduta criará um círculo virtuoso, afinal, gentileza gera gentileza!

5) Cuide da sua reputação
A reputação é o bem mais precioso que possuímos, é o que nos caracteriza no meio social, é a imagem que os outros vão ter de nós. Por isso, é muito importante zelar dela, através da prática de condutas éticas, do respeito a si e aos outros. Além do mais, é importante evitar algumas situações desagradáveis, como por exemplo, bebedeiras em público, conduta escandalosa, roupas extravagantes, etc.

6) Demonstre serenidade frente aos problemas
Encarar os problemas com serenidade é uma importante qualidade. Um bom profissional somente é assim reconhecido porque consegue solucionar os desafios surgidos diariamente no exercício das suas funções.

Para se destacar, é preciso ter diferencial. Se fizermos o previsível, obteremos resultados previsíveis. Manter a serenidade auxilia a encontrar soluções inovadoras e através delas você obterá reconhecimento e alavancará a sua marca pessoal.

7) Capacite-se
Para melhorar o marketing pessoal é indispensável que você invista em capacitação, sob pena de sentir-se uma fraude, transmitindo uma imagem de excelência que pode não condizer com a realidade.

Fazer cursos na sua área ou fora dela, além de proporcionar novos conhecimentos, fará com que seus horizontes sejam ampliados, e, ainda, lhe possibilitará fazer uma rede de contatos – que também é de extrema importância para obter visibilidade no segmento em que atua.

21 junho, 2016

Você sabe seu valor no mercado? 4 dicas para manter o emprego na crise

* Por Daniela Lago

Em meio a um Brasil incerto, com uma grave crise econômica que vai se estender pelo menos até o próximo ano, observo muitos profissionais buscando garantias de emprego, renda, crescimento e relacionamentos profissionais.


Acho difícil conseguir essas garantias. Além do mais, elas são apenas superficiais. Não podemos, e nem devemos, contar com elas em nossas carreiras. Neste momento tão incerto, com quem podemos contar?

É fato que nesses últimos anos a relação entre empresa e colaborador estava, devido à falta de mão de obra, favorável para o colaborador.

Com vagas a preencher, o jogo estava na mão dos profissionais, que podiam escolher onde queriam trabalhar, definir seus salários, cargos e benefícios. O mercado de trabalho também acabou inflando a capacidade dos profissionais medianos, que, com pouca competência, alcançaram bons cargos e salários.

Sinto dizer, mas o jogo mudou. Agora, quem faz as regras são as empresas. Voltamos à competitividade acirrada, eficiência e produtividade máxima no trabalho e, com isso, vejo muitos profissionais medianos se assustarem com a dura realidade.

Os profissionais excelentes e que têm alto desempenho sempre estarão à margem das crises, pois as empresas mantêm suas portas abertas para aqueles que fazem a diferença. Neste momento incerto observamos a preocupação daqueles que não se prepararam, não se qualificaram e forjaram qualidades para se manter no trabalho.

A nossa natureza falha é o que faz forjarmos nossas melhores qualidades. Os espertos sempre devem ter a resposta certa, os simpáticos têm de sorrir constantemente e os líderes fracos devem escolher as batalhas que já sabem que vencerão.

Independentemente de você precisar proteger uma imagem forjada ou se realmente é um bom profissional, estamos vivendo um momento de "salve-se quem puder" para manter o trabalho.

Como manter-se empregável em momentos de crise? Aqui vão algumas dicas que podem ajudá-lo a administrar melhor esse período incerto:

1 - Busque qualificação acadêmica
Em momentos de crise, a primeira atitude que todos tomam é cortar as despesas. Sua educação, porém, não pode e nem deve ser considerada uma despesa, mas sim um investimento. Muita gente só se dá conta que precisa ter qualificação profissional quando está procurando um novo emprego. Quem melhor se qualificar terá maior chance de sobreviver no mercado por um bom tempo.

2 – Pare de reclamar do seu trabalho
Ninguém aguenta ficar perto de pessoas que reclamam de tudo. Não estou dizendo que você deva aceitar qualquer condição abusiva calado. Estou falando daqueles que criaram a cultura da reclamação e que estão insatisfeitos com tudo. Afinal de contas, reclamar também pode atrapalhar o ritmo de trabalho. Tem mais: nos momentos de crise, os primeiros a serem cortados são os reclamões, vistos como de difícil relacionamento. Fique esperto.

3 – Busque ser mais proativo
Seja o primeiro a levantar a mão quando o chefe precisa de um voluntário. Estar aberto, disponível e ter a postura de arregaçar as mangas para fazer atividades que vão além daquilo que está no descritivo do seu cargo são posturas muito valorizadas em momentos que se tem muito trabalho a fazer e poucas pessoas para executar.

4 - Conheça o mercado
Procure saber o que o mercado precisa, para assim se atualizar e se tornar mais competitivo. Esteja a par do valor de mercado de sua atividade profissional. Sabendo quanto vale seu passe no mercado é que poderá negociar melhores condições dentro da própria empresa ou alcançar novas posições em outras organizações.

No jogo corporativo, não há garantias. É sábio o profissional que entende que só pode contar com ele mesmo. Então conheça seus pontos fortes e fracos. Busque potencializar e mostrar os fortes, e melhorar os fracos. Só se conhecendo plenamente é que terá segurança para se manter empregável em qualquer momento econômico do país.

04 maio, 2016

10 frases que soam robóticas numa entrevista de emprego*

* Por Claudia Gasparini


Para um recrutador minimamente experiente, é muito fácil distinguir candidatos que se expressam de forma natural numa entrevista de emprego daqueles que apenas repetem falas ensaiadas.

De acordo com Ricardo Karpat, diretor da consultoria Gábor RH, quem está seguindo um “script” costuma escapar à linha de raciocínio do avaliador com mais frequência.

“Se a pessoa está muito preocupada em dizer o que memorizou, ela acaba não respondendo exatamente ao que foi perguntado”, explica. “Quando a questão foge dos pontos que ela decorou, ela tem dificuldade de improvisar”.

Via de regra, o esforço de afirmar aquilo que o recrutador supostamente quer ouvir sai pela culatra.

“Perceber que o candidato está dizendo frases prontas, memorizadas, é algo que mina a confiança de qualquer recrutador”, explica Jorge Martins, gerente da consultoria Robert Half.

Além de depor contra a sua transparência, o comportamento de "robô” pode limitar as possibilidades da conversa. Tenso e apegado ao seu roteiro, você deixará de fazer alguns comentários espontâneos que até poderiam cativar o entrevistador.

O segredo é se preparar — e não se programar.

Para Fernando Poziomckyk, gerente da Michael Page, todo candidato deve pesquisar o máximo possível sobre a empresa, refletir sobre a sua própria trajetória e até imaginar algumas perguntas que podem ser feitas na entrevista.

Essa pré-organização mental é o que tornará o seu discurso mais espontâneo, preciso e convincente.

Também vale ter em mente algumas das frases que soam inevitavelmente robóticas para os ouvidos de um entrevistador. Confira a seguir 10 delas:

“Tenho foco no resultado"

Clichê no mundo corporativo, a afirmação só merece ser dita numa entrevista de emprego se o profissional conseguir justificá-la com fatos. “Traga um exemplo da sua trajetória, uma situação real em que você claramente priorizou os resultados sobre todo o resto”, diz Poziomczyk. Não tem nenhum exemplo para embasar a sua afirmação? É melhor não dizer nada.

“Meu principal defeito é ser perfeccionista”

Além de pouco modesta, esta frase denota que o candidato não conhece bem suas forças e fraquezas — uma capacidade que faz brilhar os olhos dos recrutadores. Isso para não falar na péssima reputação do próprio perfeccionismo. “Se a pessoa realmente só consegue entregar algo depois que estiver perfeito,ela nunca deve entregar nada”, afirma Martins.

“Estou em busca de um desafio”

Formulada com o intuito de impressionar o recrutador, esta declaração soa vaga e pouco sincera na opinião de Karpat. Afinal, diz ele, a noção de desafio pode variar muito de pessoa para pessoa. Para ser levado a sério, é melhor conversar com o recrutador sobre projetos, ambições e metas específicas que você estabeleceu para a sua carreira.

“Gosto de pensar fora da caixa”

A tentativa, aqui, é se vender como um profissional inovador, aberto a novas ideias. Porém, grande parte das pessoas que profere a desgastada expressão está atestando, ironicamente, a sua própria falta de originalidade. “É um tipo de frase feita que já não surte nenhum efeito sobre o avaliador”, afirma Poziomczyk. “Em vez disso, leve fatos que comprovem a sua criatividade”.

“Sou dinâmico / flexível / proativo / ‘mão na massa’ / ótimo em relacionamentos...”

Adjetivos são traiçoeiros: o ideal é não empregá-los nem em currículos, nem em entrevistas de emprego. Os recrutadores ouvidos por EXAME.com são unânimes no diagnóstico de que o discurso do candidato se torna pouco convincente quando ele tenta qualificar o seu próprio comportamento. Se você quer destacar algum traço da sua personalidade, é melhor fazer isso de forma indireta, com referência a feedbacks recebidos de chefes e pares no passado.

“Sempre sonhei em trabalhar aqui” 

Por mais que você tenha uma admiração sincera pelo seu potencial empregador, este é o tipo de declaração que faz você soar artificial. Segundo Martins, alguns candidatos chegam a fazer referência a memórias afetivas da infância para tentar sensibilizar o recrutador. Não funciona. “Pouco importa se você leu um livro sobre a empresa quando era criança”, diz ele. “Se você quer expressar seu respeito pela instituição, faça um comentário profissional, sobre o bom faturamento ou a transparência das política internas da empresa, por exemplo”.

“Acabei fazendo um acordo com a empresa para sair”

É delicado falar sobre desligamentos em entrevistas de emprego, mas isso não é pretexto para ensaiar uma versão fictícia da história. Quando um candidato diz que “fez um acordo” — e não que foi demitido —, muitos recrutadores ficam desconfiados. Na visão de Poziomczyk, a não ser que esse tenha sido realmente o caso, é melhor dizer abertamente que mandaram você embora.

“Não fiquei desempregado por falta de opção, tirei um tempo para mim”

Períodos sabáticos existem, mas são muito diferentes de “um tempo para você”. Segundo Karpat, a suspeita aparece porque muitos profissionais têm dificuldade de admitir que ficaram desempregados. Se você realmente tirou um sabático, é preciso completar a declaração, explicando quais foram as suas razões para fazer esse movimento e o que ele acrescentou à sua carreira.

“Não me permito errar”

O engano, a imprecisão e o fracasso fazem parte da vida das empresas. Dizer que você não aceita de forma alguma os seus próprios equívocos soa pouco simpático e, no limite, pouco humano. “Dizer isso é um grande tiro no pé”, afirma Martins. “Além de parecer só uma frase de efeito, é como passar um atestado de que você é incapaz de correr riscos”.

“Consigo me adaptar a tudo”

O exagero desta declaração não apenas soa pouco autêntico: ele também transmite uma inegável dose de insegurança. “Se o candidato me diz que abraça o que vier pela frente, o que eu entendo é ele não tem nenhum foco, ou pior, que ele está tão desesperado que topa qualquer emprego”, diz Poziomczyk.