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03 fevereiro, 2017

O que você sonha para sua carreira?*

* Por Administradores.com




Sonhar é fácil. Transformar o sonho em realidade é que é mais difícil. Mas, para quem realmente quer algo, não existe dificuldade capaz de impedir sua caminhada. Construir um futuro como a gente imagina exige dedicação e foco. Então, se você tem uma meta, um desejo, um objetivo, algum destino aonde pretende chegar, comece a trabalhar por isso agora mesmo (na verdade, já deveria estar fazendo isso).

Afinal, qual é a carreira dos seus sonhos? Muita gente responde a essa pergunta levando em conta fatores como salário e status. Tudo bem. Isso não é nenhum pecado. Mas guiar sua decisão simplesmente por isso não é suficiente e pode gerar sérios transtornos mais à frente. Você poderá acabar no rol dos infelizes endinheirados.

Dinheiro é bom, ajuda a realizar sonhos, ter uma qualidade de vida maior, você não precisa ficar esquentando a cabeça com contas atrasadas. Mas se a fonte de sua riqueza é algo que não lhe realiza, você – muito provavelmente – será infeliz. Pense bem: seu trabalho é o lugar onde você passará um terço do seu dia (outro terço você passa dormindo. Ou seja, metade do seu dia ativo será no local em que trabalha, fazendo sua atividade).

Decidir qual carreira seguir exige um olhar mais amplo. Você vai dedicar sua vida a conseguir essa meta. Saber o que aquilo vai acrescentar à sua rotina, como você vai se sentir, se aquilo realmente vai lhe realizar pessoal e profissionalmente são alguns aspectos a serem considerados.

Persiga seus objetivos e batalhe por eles. No caminho, vão aparecer propostas tentadoras, de trabalhos que pagam bem, mas para executar algo que você odeia. Valerá a pena? Pense bem.Sonhar é fácil. Transformar o sonho em realidade é que é mais difícil. Mas, para quem realmente quer algo, não existe dificuldade capaz de impedir sua caminhada. Construir um futuro como a gente imagina exige dedicação e foco. Então, se você tem uma meta, um desejo, um objetivo, algum destino aonde pretende chegar, comece a trabalhar por isso agora mesmo (na verdade, já deveria estar fazendo isso).

Afinal, qual é a carreira dos seus sonhos? Muita gente responde a essa pergunta levando em conta fatores como salário e status. Tudo bem. Isso não é nenhum pecado. Mas guiar sua decisão simplesmente por isso não é suficiente e pode gerar sérios transtornos mais à frente. Você poderá acabar no rol dos infelizes endinheirados.

Dinheiro é bom, ajuda a realizar sonhos, ter uma qualidade de vida maior, você não precisa ficar esquentando a cabeça com contas atrasadas. Mas se a fonte de sua riqueza é algo que não lhe realiza, você – muito provavelmente – será infeliz. Pense bem: seu trabalho é o lugar onde você passará um terço do seu dia (outro terço você passa dormindo. Ou seja, metade do seu dia ativo será no local em que trabalha, fazendo sua atividade).

Decidir qual carreira seguir exige um olhar mais amplo. Você vai dedicar sua vida a conseguir essa meta. Saber o que aquilo vai acrescentar à sua rotina, como você vai se sentir, se aquilo realmente vai lhe realizar pessoal e profissionalmente são alguns aspectos a serem considerados.

Persiga seus objetivos e batalhe por eles. No caminho, vão aparecer propostas tentadoras, de trabalhos que pagam bem, mas para executar algo que você odeia. Valerá a pena? Pense bem.

21 setembro, 2016

8 gafes no WhatsApp que atrapalham a sua imagem profissional*

* Por Claudia Gasparini


Via de regra, redes sociais se dividem claramente entre pessoais e profissionais: é quase consenso que plataformas como Facebook e Instagram pertencem ao primeiro grupo, enquanto ferramentas como o LinkedIn se enquadram na segunda categoria.

Mas como você classificaria o WhatsApp? Com cerca de 100 milhões de usuários no Brasil, o aplicativo é tão onipresente quanto multifuncional: serve não apenas para manter o contato com familiares e amigos, mas também para conversar com colegas de trabalho, chefes, subordinados e clientes.

A ambiguidade do app tem dado margem a uma infinidade de confusões no mundo corporativo, diz Leandro Bittioli, gerente da consultoria Talenses. Segundo ele, usar o WhatsApp para fins profissionais torna a comunicação muito mais fácil e rápida, mas é preciso ter cuidado para não exceder certos limites e, assim, arranhar a sua reputação.

O maior desafio está em usar a mesma ferramenta para finalidades diferentes, alternadamente: pode ser que, logo após mandar uma piada debochada para um amigo, você precise enviar uma resposta formal à solicitação de um cliente. Tudo em poucos segundos, usando o mesmo aplicativo.

Também é preciso considerar a extrema facilidade com que se manda um recado pelo app — o que leva muita gente a dizer coisas sem pensar — e o falso distanciamento trazido pela tecnologia, que mascara o peso de certas falas e atitudes.

Confira a seguir 8 deslizes envolvendo o WhatsApp que podem comprometer a sua reputação profissional:

1. Mandar mensagens fora do horário do expediente 
Nenhum empregador gosta que seu funcionário atrase suas tarefas por passar muito tempo conversando no WhatsApp sobre assuntos pessoais. O contrário também deve valer: não é permitido assediar a equipe com cobranças via app no seu período de descanso. “É claro que há exceções, sobretudo se for algo muito esporádico e o assunto for realmente urgente”, diz Bittioli. Mas a facilidade para enviar mensagens não autoriza invasões.

Segundo Maria Aparecida Araújo, consultora de etiqueta empresarial, mandar mensagens fora do expediente não é apenas uma gafe: a prática pode até render processos trabalhistas por horas extras não remuneradas. “Alguns chefes esquecem que o WhatsApp deixa registros, que podem ser usados como provas perante a Justiça”, explica.

2. Trocar o “olho no olho” por balões de texto
Esta mesma orientação vale para WhatsApp, e-mail ou qualquer outra ferramenta online: não abandone as interações presenciais em nome da (inegável) praticidade de se enviar mensagens por escrito.

Isso se aplica especialmente a conversas importantes, como feedbacks para a equipe ou negociações delicadas com clientes e fornecedores. De acordo com Araújo, o aplicativo funciona muito bem para recados rápidos e simples. “Para todas as outras situações, prefira sempre o olho no olho”, diz a consultora. Só assim você terá recursos como tom de voz e linguagem corporal para aprofundar a conversa e evitar mal-entendidos.

3. Mandar piadas, frases de autoajuda ou “desabafos” sobre política
Antes de enviar um conteúdo engraçado para colegas, chefes e subordinados pergunte a si mesmo se você compartilharia aquilo com eles presencialmente. Dependendo do tipo de humor, piadas podem soar inadequadas e até ofensivas. Correntes, frases "inspiradoras" e comentários inflamados sobre política também podem causar irritação, diz Araújo.

Mensagens descontraídas ou alheias ao trabalho não são proibidas — mas é preciso avaliar se você realmente tem intimidade com o destinatário antes de apertar o botão “enviar”. “A mesma etiqueta que você tem presencialmente vale para o WhatsApp”, resume Bittioli. “No escritório você às vezes quebra o gelo, mas respeita um certo limite”.

4. Visualizar e não responder 
O WhatsApp notifica a leitura de todas as mensagens: assim que elas são visualizadas pelo destinatário, aparecem com dois risquinhos azuis ao lado. Essa “delação” pode causar muitos conflitos, inclusive no contexto profissional. "Pega mal visualizar e não responder à mensagem de um chefe ou cliente, por exemplo", diz Bittioli. Mas e se demora para responder for por pura falta de tempo ou porque quer preparar bem sua resposta?

Para o gerente da Talenses, a melhor saída é desabilitar a função de notificações de leitura: assim, nem você e nem os demais saberão quando as mensagens foram vistas. Para a consultora de imagem Renata Mello, também é possível manter as notificações, mas responder alguma coisa assim que possível. “Diga que no momento está ocupado, mas que dará um retorno em breve”, explica ela.

5. Confundir destinatários 
Com a pressa e a distração do dia a dia, não é difícil mandar mensagens para as pessoas erradas. Segundo Bittioli, é preciso ter atenção máxima antes de apertar o botão “enviar” — um cuidado que vale especialmente para quem participa de muitos grupos no WhatsApp.

Em alguns casos, a confusão não traz grandes consequências. Em outros, diz Mello, o vexame pode manchar a sua imagem profissional por tempo indeterminado.

6. Usar uma foto de perfil inadequada 
A maioria das pessoas sabe que não deve usar uma foto pessoal tirada na praia como avatar no LinkedIn. Se você se comunica por WhatsApp com outros profissionais ou clientes, não se esqueça de que o mesmo vale para o seu perfil no aplicativo.

Não precisa ser uma foto tão séria quanto a do LinkedIn: basta uma imagem neutra. Para preservar sua privacidade e evitar constrangimentos, diz Mello, também é bom evitar fotos em trajes sensuais.

7. Errar a mão nos emojis
Um dos recursos mais populares do WhatsApp é o imenso acervo de carinhas e ícones divertidos que você pode adicionar às suas mensagens. Os “emoticons” são aceitáveis numa interação profissional, mas é melhor usá-los com parcimônia — até porque, em alguns casos, o tom da conversa exige sobriedade.

“Se for usar, fique apenas com os ‘emojis’ mais básicos e universais”, recomenda Mello. “De qualquer modo, evite mandá-los com muita frequência ou em grande quantidade”.

8. Tropeçar no português
A redação de um e-mail costuma exigir mais tempo e concentração do que a produção de uma mensagem de WhatsApp. Essa rapidez faz com que muitos usuários a cometam erros de gramática e ortografia na comunicação pelo aplicativo, o que pode comprometer a sua imagem profissional.

A ferramenta de autocorreção pode parecer salvadora nesses momentos, mas também pode virar um problema. A palavra original pode ser substituída automaticamente por outra muito diferente, e gerar constrangimento dependendo da troca. A regra é a mesma que vale para e-mails: revisar atentamente todo e qualquer texto antes de enviá-lo.

16 agosto, 2016

O mercado de trabalho está mudando e você precisa estar preparado*

* Por Ronaldo Cavalheri

Empresas como o Google, AirBnb e Netflix estão nos forçando a um novo comportamento e sinalizando que muitas outras mudanças radicais estão por vir


Nunca ouvimos falar tanto que é possível trabalhar com o que amamos. Sim, é possível. Mas só amor não entrega resultados. Muitas pessoas têm ideias geniais e querem criar, por exemplo, uma startup bilionária ao se levantar da cama, mas esquecem que só a ideia não é suficiente. O momento econômico conturbado tem deixado a vida das pessoas mais difícil. Muita gente está perdendo tempo reclamando, sem enxergar as oportunidades do momento.

Empresas como o Google, AirBnb e Netflix estão nos forçando a um novo comportamento e sinalizando que muitas outras mudanças radicais estão por vir. As pessoas precisam estar atentas a essas mudanças e, também, entender que devem se preparar para elas. Não basta ser usuário de aplicativos ou consumidor de novas soluções. Estou falando de se reinventar como profissional, estando preparado para um mercado de trabalho alternativo e pulsante. Se o mundo está mudando, por que a grande maioria das pessoas continuam desenhando seu perfil profissional da mesma forma?

É impressionante como muita gente só enxerga possibilidade na velha e obsoleta CLT. Até quando o mercado irá conseguir arcar com essa relação trabalhista onerosa de um sistema falido e engessado? O empreendedorismo se coloca como grande opção para um novo desenho de relações de trabalho, onde regras mais flexíveis são aceitas. Não é cumprir horário que importa, mas sim agregar valor e entregar resultados. E também por que não trabalhar em casa em seu home office ou em espaços compartilhados? É preciso pensar em aliviar a estrutura das empresas e deixá-las mais competitivas.

Antigamente, o profissional passava uma vida inteira dentro da mesma empresa. Nos últimos tempos, eles viraram especialistas e tinham vários empregos na mesma área. Agora, viveremos um período de várias profissões na mesma vida. O mercado precisa de profissionais polivalentes e mutantes, que acompanham o movimento da economia. Você pode trabalhar com o que gosta, mas precisa ter um diferencial. Mesmo em tempos de crise, as pessoas têm acesso ao consumo. Com isso a personalização, a exclusividade e o valor agregado tem sido uma solicitação recorrente dos consumidores. É preciso criar identidade profissional, ter uma linguagem própria e entregar o que os outros não entregam. É preciso enxergar vertentes alternativas e criativas na mesma área de atuação.

Planejamento longo pode ser um tiro no pé. Não dá para perder meses ou anos desenhando uma solução que talvez o mercado não queira comprar. Com as redes sociais, nunca estivemos tão próximos dos nossos clientes. É vital entender as necessidades e propor soluções com foco nelas. É preciso se preparar para entregar mais do que se espera, e para isso é preciso formação. Porém, o modelo de ensino deve ser outro, com aprendizado constante e foco prático. Não é aceitável que um o futuro profissional fique anos sentado na cadeira de uma faculdade para chegar ao final e se perguntar como exercer sua profissão. É inadmissível pensar em uma formação teórica no qual o aluno tem papel receptivo. O profissional precisa ser construído agindo ativamente durante sua formação, vivendo a profissão e criando um olhar múltiplo.

As novas tecnologias têm trazido facilidades. Inevitavelmente a robotização substituirá muitas atividades hoje desenvolvidas pelo homem. Precisamos repensar nossos papeis como profissionais. Só aquilo que é prazeroso e que depende do talento caberá ao ser humano. Estamos chegando em um tempo onde a Economia Criativa aparece em destaque, pois o que realmente vale é o intangível proporcionado pelo capital intelectual. Da mesma forma, ganham forças as economias colaborativa e compartilhada que estabelecem uma relação de “ganha-ganha”, abrindo canais para uma nova forma de pensar onde o ser é mais valioso que o ter.

Sim, novos tempos que exigem novos comportamentos. É hora de se reinventar como o profissional e garantir seu espaço no mercado.

09 agosto, 2016

"Profissão do futuro" paga bem e não exige perfil técnico*

* Por Claudia Gasparini


Numa tarde preguiçosa de domingo, enquanto você interage nas redes sociais, brinca com o seu smartphone ou assiste à sua série favorita na Netflix, pode até parecer que você não está fazendo nada. Mas você está produzindo — e muito.

Conectados à rede, todos nós estamos gerando quantidades gigantescas de dados sobre nossas preferências, necessidades e hábitos de consumo. O resultado disso, conhecido como big data, vale ouro para as empresas.

O uso inteligente desse oceano de informações é explica o sucesso estrondoso de empresas como Uber e Airbnb. Mas o fenômeno não se limita às startups “moderninhas”: a necessidade de gerir estrategicamente o big data está criando um mercado de trabalho pujante nos mais variados contextos e setores.

A carreira de CDO (Chief Data Officer) é uma das mais promissoras desse universo. O cargo pertence ao grupo “C-level”, que inclui posições mais conhecidas como CFO (Chief Financial Officer), CTO (Chief Technology Officer) e CEO (Chief Executive Officer).

Profissionais com esse termo no cartão de visitas ainda são raros. No Brasil, estima-se que haja entre 15 e 20 pessoas com o título, segundo uma pesquisa da Gartner, empresa de pesquisa do mercado de tecnologia da informação.

O cientista da computação Mário Faria foi o primeiro CDO da América Latina e um dos primeiros do mundo, segundo o MIT. Ele foi nomeado para o cargo em 2011, quando trabalhava na Boa Vista Serviços. Hoje, é vice-presidente de uma equipe da Gartner que apoia o trabalho de CDOs em diversas frentes.

A carreira surgiu em meados de 2004, e tem crescido exponencialmente nos últimos anos. Segundo Faria, em dezembro de 2014, havia 400 profissionais com o título; no mesmo mês de 2015, o número passou para 900. Em julho de 2016, já se registravam cerca de 1.500 pessoas com o cargo em todo o mundo.

“A grande mudança foi transformar uma área tradicionalmente subordinada ao departamento de tecnologia em uma diretoria independente e de enorme valor estratégico para o negócio”, explica Jaime de Paula, CEO da Neoway, empresa especializada na criação de soluções de inteligência de mercado.

Segundo ele, a ascensão dos CDOs mostra que as empresas têm percebido que a gestão do big data não pode ser desconectada da estratégia. “Elas precisam de uma figura menos técnica, que faça a ponte entre a área de TI e os objetivos do negócio”, diz.

Perfil

Formado em sistemas da informação, Michel Ávila é CDO da Neoway desde junho de 2015. Seu papel é cuidar da qualidade dos dados e da criação de novos produtos, serviços e modelos de negócio a partir da análise dos dados.

“Para trabalhar como Chief Data Officer, você não precisa ter experiências passadas na área, mas é fundamental que tenha consciência da importância dos dados para a estratégia dos negócios", explica. "Você precisará ser um evangelizador desse princípio dentro da organização”.

Uma das competências comportamentais mais relevantes, segundo Ávila, é justamente a capacidade de comunicação e persuasão. Como a área ainda é recente e pouco conhecida, o CDO precisa fazer um trabalho de convencimento sobre a dimensão estratégica dos dados. Ele deve ser uma espécie de embaixador dessa ideia.

O executivo menciona a prudência como outra característica essencial. “É preciso ser cauteloso, porque um dos pilares do trabalho com dados é cuidar da segurança, da privacidade e da governança dos dados”, explica.

A proatividade é a terceira competência comportamental lembrada por Ávila, já que uma das missões mais importantes é “caçar” oportunidades de negócios a partir do big data.

Do lado técnico, há menos requisitos do que se poderia imaginar. Segundo um relatório de maio de 2016 divulgado pela Gartner, apenas 9% dos CDOs vieram do departamento de TI. “Basta que você tenha certas noções de estatística, especialmente para a criação de modelos preditivos, e tenha familiaridade com inteligência artificial”, afirma Ávila.

Para Mário Faria, o primeiro CDO da América Latina, qualquer executivo pode ser alçado ao cargo, desde que atenda à principal exigência: ser capaz de conduzir a área de forma estratégica.

“A função que ele desempenha é a de um líder, não de um técnico”, explica. “É importante que você compreenda o ferramental de TI, mas seu foco será influenciar outros líderes para usar o big data nas decisões estratégicas do negócio".

É claro que ajuda já ter trabalhado direta ou indiretamente com análise de dados. De acordo com a Gartner, 63% dos CDOs trazem essa experiência no currículo.

Vagas e salários

Embora o big data seja um ativo relevante para empresas de praticamente todos os segmentos, alguns empregadores têm demanda mais intensa por diretores da área.

É o caso de seguradoras, bancos e empresas de TI, varejo, bens de consumo e telecomunicações, que tipicamente trabalham com grandes volumes de informações. Governos de cidades, estados e países e até exércitos também oferecem cada vez mais vagas para CDOs e outros cargos correlatos.

A contrapartida financeira pode variar muito. Segundo Faria, a depender do porte do empregador, a remuneração total de um Chief Data Officer, no mundo, pode ir de 350 mil a 2 milhões de dólares por ano.

A valorização salarial desse profissional tem a ver com a percepção de seu impacto para o negócio. “Além de melhorar a gestão de riscos da empresa, o CDO ajuda na redução de custos e na busca por receitas adicionais, graças à otimização de campanhas e ao mapeamento de novos produtos e mercados”, explica o VP da Gartner.

28 julho, 2016

O que podemos aprender com a Fórmula 1 sobre resultados, negócios e carreira*

* Por Mágico Bill

Convido você para refletir sobre essa despretensiosa comparação. Até onde podemos comparar o nosso ritmo de vida, a nossa competência e os nossos resultados com o mundo do automobilismo e, em especial, com a F1?


Sou amante e assíduo expectador das corridas de F1 desde 1980, ano em que o carioca Nelson Piquet já despontava com o seu talento vindo a ser campeão mundial da categoria, nos anos de 1981, 1983 e 1987. O Brasil, com os seus mais de 204 milhões de habitantes, já teve 29 pilotos representados na categoria maior do automobilismo, alcançando 101 vitórias, oito títulos mundiais, dois pilotos tricampeões e um piloto bicampeão mundial.

Aqui começa a nossa comparação:

Não há a menor dúvida que para assentar e competir em um cockpit de um carro de F1, somente tendo um talento diferenciado e foco total nos seus objetivos e no negócio. Por mais que o esporte e o mundo sejam regidos por pressões comerciais, é impossível para alguém, que não tenha a competência necessária, chegar a pilotar em competições oficiais, o bólido de F1. Não conheço outra categoria esportiva ou outro ramo profissional em que somente 20 ou 30 pessoas conseguem ser selecionadas para a competição.

Na Fórmula 1, nós notamos o trabalho em equipe em todas as etapas, desde a concepção do carro, dos projetistas, da tecnologia, dos investidores, dos apoiadores, dos mecânicos, da equipe médica, dos chefes de equipe, dos engenheiros e, é claro, dos pilotos. Qualquer erro, deslize, descuido, procrastinação, preguiça, desconcentração, má vontade ou insuficiência técnica representará prejuízo enorme para os resultados e, como consequência, sofríveis desempenhos.

A Fórmula 1 exige dedicação integral. A cada pré-temporada, a cada treino classificatório e a cada corrida, existe enorme aparato de pessoas e máquinas trabalhando, continuamente e na busca de uma melhor performance e de avanços técnicos.

Indicadores de desempenho, equilíbrio emocional, concentração, ousadia, habilidade, velocidade, resistência física e trabalho em equipe, norteiam, de forma contínua, o cotidiano dos envolvidos no esporte. Descuidos, cálculos subestimados, o desconhecimento do adversário ou uma estratégia errada, podem representar a derrota, a decepção e até mesmo, graves acidentes.

Na Fórmula 1, o compromisso com a educação continuada e com o aperfeiçoamento contínuo são pilares cardeais. Apenas um segundo de diferença pode representar abismos de distância entre você e o seu adversário.

A Fórmula 1 se reinventa a cada ano, seja na tecnologia, seja no regulamento, na expansão de mercados, no layout dos circuitos, na busca pela segurança e na estética de cores, imagens e sons.

A Fórmula 1 representa a globalização, a atratividade comercial, o espírito esportivo, a paz entre as nações. Seus torcedores percorrem o mundo para prestigiar o espetáculo e se confraternizam nas arquibancadas, nos bares e nos gramados de cada circuito mundo afora, trocando risadas, intercambiando culturas e brindando os seus drinks. Não há briga de torcidas, não há revolta e não há provocações entre os torcedores.

Na Fórmula 1 existem regras e elas são cumpridas, com rigor. As regras são claras e a menor infração é severamente punida. Embora possam existir surpresas (e elas alimentam qualquer esporte), em geral vencerão os mais preparados e capacitados. A eles serão reservados a glória do pódio e os louros de suas conquistas.

Na Fórmula 1 os pit stops devem ser rápidos, precisos e perfeitos. Qualquer tempo perdido resultará em sérias e prejudiciais consequências. É nesta hora que o trabalho em equipe mais se manifesta.

A Fórmula 1 requer que o piloto esteja em equilíbrio com a sua saúde física, psicológica e força mental. Há que ter autoconfiança e estar em harmonia com o seu time, com a sua ferramenta de trabalho, com os seus apoiadores, com a torcida e com a família.

A Fórmula 1 é um grande laboratório onde são testados componentes, combustíveis, itens de segurança e avanços tecnológicos que, aos poucos, vão sendo incorporados nos automóveis que usamos nas estradas e nas cidades.

E você? E eu? E nós? O que estamos fazendo no nosso dia a dia para merecermos os resultados que buscamos e para atingirmos os sonhos que sonhamos?

Como está o nosso planejamento, o nosso treinamento e o investimento em nossa carreira? Estamos, de fato, atentos ao que a concorrência está praticando? E a nossa relação com os nossos parceiros? Está satisfatória? Estamos cumprindo bem as regras do jogo? Somos responsáveis em nossas ações? E a nossa ferramenta de trabalho? Está com a manutenção em dia, abastecida, lustrada, afiada, equipada e atualizada? E os nossos clientes? Estão satisfeitos? Quanto o nosso cliente desembolsaria para contratar os nossos serviços?

O que estamos fazendo para beneficiar os que ainda virão depois de nós?

Será que merecemos ser selecionados para algum trabalho especial ou para algo que a imensa maioria das pessoas jamais seria lembrada?

E a nossa família? Está envolvida em nossos projetos? E a nossa saúde? Está harmonizada? E o nosso diferencial humano ou profissional? Está evoluindo a cada dia?

Não há culpa e nem culpados. Tudo depende dos objetivos traçados, das metas e das expectativas que criamos para o nosso trabalho e para a nossa vida. Deste modo, se quisermos um lugar no pódio, não temos tempo a perder. Se a nossa postura for passiva, invejosa, caluniosa, egoísta, covarde, amadora e acomodada, o tempo se encarregará do nosso posicionamento, na longa estrada da vida. Felizmente, se você leu até aqui, creio que está no primeiro grupo, no grupo dos vencedores!

15 julho, 2016

Pessoas de sucesso traçam metas para alcançar seus objetivos! Você já sabe aonde quer ir?*

* Por Suely Novoa

O passo inicial do caminho de desenvolvimento de líderes é o autoconhecimento, identificar o que realmente lhe dá satisfação, saber em quais competências deverá colocar mais foco para chegar a um desempenho melhor. Saber o que quer!!! E para que quer!!! Traçar metas para consegui-lo.



O passo inicial do caminho de desenvolvimento de líderes é o autoconhecimento, identificar o que realmente lhe dá satisfação, saber em quais competências deverá colocar mais foco para chegar a um desempenho melhor. Saber o que quer!!! E para que quer!!! Traçar metas para consegui-lo.

Metas representam o que queremos! Conduzem-nos para frente! E neste caminho temos que ter claro o que desejamos conquistar; aonde queremos chegar; em quanto tempo e com quais recursos.

Existem dois tipos de metas a serem trabalhadas:

- Uma relacionada ao planejamento de carreira, onde há a preparação para mudanças que pode ser uma promoção, acúmulo de cargos, transferências em geral etc. Neste caso, o foco é o desenvolvimento de competências e habilidades necessárias para a mudança.

- A outra está relacionada com a situação presente, no desenvolvimento de competências importantes para melhores resultados no dia a dia.

Como coach constato que as mulheres executivas que tem conhecimento dos princípios da formulação de uma meta (ver Mapa Mental) geram resultados positivos por estarem motivadas, comprometidas e com foco.

As metas precisam ser positivas, específicas, estimulantes e realistas. Os registros sobre elas com o cumprimento de suas realizações são imprescindíveis para a conquista do objetivo proposto. Sem eles, giramos e giramos, sempre no mesmo nível. Não há crescimento, não há evolução.

O próximo passo após a definição da meta é ter um momento de investigação sobre os recursos existentes. O que você tem (competência técnica ou comportamental e habilidades) que lhe ajuda a conquistar a meta, e o que está faltando desenvolver.

A Capacidade de satisfação do ser humano está relacionada à sua necessidade de desafio, crescimento e desenvolvimento, à sua capacidade de se empenhar profundamente na realização de uma meta ou missão.

Entre os recursos que deverão ser avaliados estão o tempo e dinheiro disponíveis, pessoas envolvidas, objetos (livros, equipamentos, tecnologia.) e modelos a seguir “Você conhece alguém que já obteve êxito em atingir “aquela” meta”?

Depois das metas definidas chegou o momento de agir! Que atitude tomará para atingir essa meta? Como as transformará em atos? Quais serão as consequências para as outras pessoas?

Só há aprendizado quando o conhecimento é aplicado na prática.

Então mãos à obra!!!

Siga o Mapa Mental abaixo para traçar suas metas!

Pense no seu objetivo! Expresse as metas de forma positiva. É importante formulá-las de modo que sejamos capazes de alcançá-la.

A - O que você quer exatamente?  

B - Como você saberá se está no caminho certo para atingir a meta?

C - Quais recursos você já dispõe? Qualidades, tempo, dinheiro, pessoas etc.

D - Que ações fará com que você atinja sua meta?

E - O que é importante atualmente que deveria deixar para trás?


Plano de ação - Ao definir as etapas para alcançar a sua meta, você estará colocando asas no seu desejo. E a parti daí... e só voar!!!!

24 junho, 2016

É possível se recolocar em um ano de crise?*

* Por Irene Azevedoh

Em momentos de incerteza é preciso maior foco, disciplina e, sobretudo, um pensamento que fuja do padrão

Pode parecer a pergunta de 10 milhões de dólares, mas a resposta é simples de ser dada. Contudo, trabalhosa de ser implantada. Isso porque não é uma receita de bolo, ou seja, cada pessoa terá um "ingrediente", um "tempo de cozimento" e um "tempero" diferente para conseguir o mesmo resultado: a tão desejada recolocação.

Em momentos de incerteza é preciso maior foco, disciplina e, sobretudo, um pensamento que fuja do padrão. O primeiro passo é olhar para suas habilidades, seus motivadores e valores, e verificar em que atividades e/ou em que empresas haverá a melhor sinergia. Hoje, estamos vivendo uma época de abundância de profissionais qualificados no mercado. Encontrar o nicho certo para conseguir uma oferta atraente e aderente ao que você quer é uma das atitudes mais importantes.

Some-se a isso sua marca pessoal – que deverá ser forte para ajudá-lo a chegar mais rapidamente no alvo desejado. Isso poderá ser seu divisor de águas. A marca pessoal não pode ser apenas baseada em suas habilidades e experiência, deve se refletir também na maneira como você se apresenta.

As organizações investem muito tempo e dinheiro para criar uma marca vencedora e evocar certas percepções no período de segundos, certo? Você pode alcançar os mesmos resultados investindo no seu marketing de forma sólida e construindo uma imagem positiva – o que exige esforço, empenho e consistência. Por isso, leve em conta os seguintes pontos:
 
1º Tenha clareza sobre quais habilidades e comportamentos você tem que o diferencia dos demais

2º Lembre-se que motivadores e valores devem sempre nortear suas ações e escolhas

3º Faça uma análise criteriosa de segmentos ou empresas em que você poderá ter maior visibilidade e aceitação e um mapeamento de quem são os principais contratantes;

4º Preste atenção no dress-code. Cada segmento tem seu próprio código no vestir: o de finanças é mais formal e o de consumo mais informal, por exemplo

5º Encontre maneiras de alcanças os seus empregadores potenciais. Compareça a  eventos da área, converse com amigos e use bem as redes sociais. A ideia é fazer um trabalho de networking constante, para fazer com que sua rede de contatos cresça constantemente. Cuidado apenas para não ficar pedindo emprego – peça conselhos, troque ideias e experiências.

Não desistir é fundamental, pois haverá momentos de desânimo. Olhe para o futuro e projete-se nele. Caminhe em direção a sua meta e você chegará lá!


07 abril, 2016

Profissional do futuro será empreendedor*

* Por Edilaine Felix - Jornal O Estado de São Paulo



Na visão de estudiosos, falar de carreiras do futuro implica em também abordar as relações de trabalho. “O emprego do jeito que o entendemos hoje, com carteira assinada e jornada definida, vai acabar. O novo emprego será de capacidade intelectual e não mais de trabalhos repetitivos”, afirma o professor da ESPM e estudioso da cultura digital Gil Giardelli, sinalizando que o profissional será mais independente, trabalhando por projetos específicos, sem vínculos por tempo indeterminado com uma única empresa.


Nesse sentido, o professor da Faculdade de Economia da PUC-SP Leonardo Trevisan acredita que o trabalho vai se transformar em uma plataforma de negócios, o que exige adaptabilidade ao contexto econômico e ao mercado por parte deste profissional. Ele deverá se ajustar a ciclos rápidos e à inovação, além de entender como se comportar nesse cenário.

“A empresa não observará apenas o resultado de área, e sim o impacto que o profissional produzirá no negócio”, diz Trevisan.

Nesse ambiente, haverá espaço, por exemplo, para profissionais de cibersegurança e cientistas de dados, entre outros. Mas de acordo com Giardelli, as profissões que devem surgir nos próximos anos não serão apenas de exatas, humanas ou biológicas. “Antes, cada área era estanque, mas no futuro estarão todas do mesmo lado para formar um profissional completo para o século 21.”

Tecnologia. Essa mescla pode ser encontrada, por exemplo, no profissional que reúne habilidades de matemática, estatística, lógica de programação e comunicação escrita e visual. Trata-se do cientista de dados, função cada vez mais requisitada pelo mercado e exercida pelo também professor universitário Leonardo Oliveira Dias, de 34 anos.

Ele é cofundador da Semantix, empresa prestadora de consultoria, treinamento e suporte para tecnologia de big data, internet das coisas, análise de dados, além de serviços técnicos para implantação de cluster (computadores interligados).

“O cientista de dados prevê fraudes e prejuízos, coleta informações meteorológicas, identifica padrões, interpreta dados e os torna compreensível para o público geral e para as empresas”, afirma Dias.

“O cientista de dados não é só um estatístico, ele é um profissional que precisa interpretar e transmitir os resultados com clareza”, reforça o cofundador da Semantix, cuja formação também mesclou tecnologia e jornalismo, tendo iniciado sua carreira em startups.

Tripé. “Quando você pensa em tecnologia, o tripé mobilidade, cloud e analytics está transformando o mundo”, diz o gerente sênior da divisão de tecnologia da Robert Half, Fábio Saad.

Segundo ele, a característica empreendedora tem muita importância nesse novo cenário. “Antes, pensávamos que no futuro um robô tiraria a vaga do ser humano, hoje há inovação tirando emprego de um setor inteiro. E quem perde emprego está cada vez mais interessado em empreender, e empreender no mundo digital.”

Para Saad, o profissional de TI deverá cada vez mais ser formado para ter características empreendedoras e para ser um agente transformador.

Outra atividade que tem despertado o interesse dos mercados é o modern marketing, na qual o seu profissional se utiliza de ferramentas tecnológicas para engajar, conquistar e criar relacionamento com o consumidor de produtos ou serviços.

Perfil. João Pedro Salles Blaconi, de 30 anos, atua na área de marketing digital há oito anos. Formado em publicidade e propaganda com pós-graduação em inteligência de mercado na ESPM e em inovação radical no conceituado Massachusetts Institute of Technology (MTI), nos Estados Unidos, ele esclarece que o modern marketing tem a função de passar para o cliente uma experiência consistente e pessoal de consumo.

“As empresas querem saber como atingir um consumidor específico e utilizamos a tecnologia para classificar e oferecer ao cliente produtos apropriados ao seu perfil. Nós definimos como e de que maneira vamos causar impacto nas pessoas”, conta.

Para trabalhar nessa função, o profissional precisa ter vontade de aprender e de superar as expectativas. “Trabalhamos para clientes que esperam ter resultados tangíveis, reais. Agilidade e assertividade são extremamente importantes para o cargo”, diz Blaconi.